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Contrate um revisor para sua tese

O contrato de revisão de textos

O trabalho do revisor é idealmente regido por um breve contrato com o cliente. O contrato especifica as condições gerais do serviço, incluindo assuntos como quem fará a revisão, o prazo estipulado, a colaboração entre as partes, os valores e as parcelas, assim como o controle de qualidade que será aplicado. Podem-se incluir instruções sobre revisão (por exemplo, se uma revisão comparativa completa é esperada, ou se pretende-se apenas uma revisão resolutiva e mecânica), mas mesmo que não se faça isso, o revisor sempre precisa estar familiarizado com as instruções que foram dadas pelo autor ou pelo contratante.
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As várias condições periféricas do contrato podem ser resumidas em três tópicos:

  • O contrato pode ser por escrito ou regido pelas condições do orçamento, facultado ainda o acordo oral ou por escrito em quaisquer mensagens, mas as condições devem ser claras para todas as partes envolvidas.
  • As condições podem não ser objeto de negociação específica, mas, tacitamente, as mesmas já conhecidas de trabalhos similares anteriores do mesmo cliente.
  • A iniciativa da contratação e a decisão final sobre a ordem de serviço parte do autor ou do cliente contratante, a quem cabe a iniciativa de perguntar sobre este ou aquele aspecto, bem como lhe compete receber o serviço e quitar as parcelas pactuadas.
O contrato precisa ser conhecido para que a equipe de revisores posa decidir sobre a estratégia de revisão apropriada. Muitos clientes simplesmente “querem uma revisão” – sem saberem exatamente o que pretendem; muitos supõem que a necessidade seja uma mera correção ortográfica e até imaginam que o serviço se limite a tal. A ideia de que pode haver várias maneiras de realizar essa tarefa não ocorre a eles – principalmente, costuma não ocorrer que revisão de textos vai muito além dos aspectos mecânicos e ignora que será chamado a decidir sobre uma série de dúvidas e proposições do revisor. Ou eles podem pensar que a natureza do documento original, por si, estabelece as condições do contrato e é suficientemente explícita sobre o que se pretende. Como resultado, os contratantes que não conhecem exatamente a dimensão do serviço de revisão não especificam suas pretensões e a disponibilidade que terão para acompanhar o serviço.
Suponha, por exemplo, que uma imigração ou funcionário quer a revisão dos registros médicos de um possível imigrante. Para ele, o objetivo da revisão é óbvio: ele será usado pelos médicos para determinar se a pessoa será um fardo para o sistema de saúde do país. Entretanto o que o tradutor e o revisor podem modificar não é óbvio. Depende da quantidade de informação que acompanha o texto. Pode até não ser claro quem está pedindo a revisão.
É difícil revisar com sucesso ou entusiasticamente a menos que se esteja familiarizado com a ordem de serviço. Por exemplo, alguns contratos requerem revisão muito mais minuciosa e demorada que outros. Alguns clientes realmente especificam uma estratégia de revisão, mas isso é realmente questão para o revisor para decidir. Façamos uma analogia odontológica: pode caber ao paciente decidir se quer que o tratar um canal em um dente danificado ou se prefere uma extração simples, mas, uma vez que a decisão é tomada, não se diz ao dentista como executar o trabalho. Quanto ao texto, talvez seja melhor usar um estilo menos (ou mais) formal que o original, em vez de preservar o mesmo estilo; ou resumir a escrita prolixa em vez de reordenar um parágrafo hipercatalético. Algumas instruções específicas podem também ter de ser educadamente ignoradas, ou discutidas com o cliente com vista a alterá-las. Pode ser melhor não usar a terminologia solicitada pelo cliente, se você acredita que é susceptível de confundir os leitores. Obedecer a instrução do cliente para seguir exatamente a paragrafação do original pode ser contrário ao gênero pretendido. O cliente nem sempre tem razão.
Considere-se este cenário: um pedido é recebido para uma “revisão textual” de um texto jurídico. Todavia, como uma revisão pode ser textual, ou seja, “nas mesmas palavras”? Naturalmente, quem demando uma “revisão textual” pretende uma “revisão do texto”! Talvez a intenção fosse “apenas gramática”. Entretanto, temos visto até mesmo profissionais oferecendo serviço de “revisão textual” e incorrendo na imprecisão que estamos apontando. Porém, essa expressão está em conflito com toda a literatura e com os padrões profissionais: os revisores renderizam mensagens, não palavras, e não o fazem textualmente – em nenhum sentido.

Equilibrando os interesses de autores, clientes, leitores e revisores 

O texto final entregue pelo revisor pode ser visto por várias pessoas: o revisor, o autor do original, outro revisor, um especialista na matéria em tópico, um editor, o cliente, o empregador, o líder do projeto e, claro, os leitores. Dependendo de suas expectativas e necessidades, as reações de cada um desses podem diferir consideravelmente. Uma tarefa do revisor é conciliar os interesses, se possível, caso contrário, caberá decidir sobre quais aspectos privilegiar.
Suponha que se esteja revisando um documento que não esteja perto da fonte (o revisor se envolveu em considerável edição estilística e estrutural, enquanto a revisão, e talvez até mesmo feito alguma adaptação). Mas se percebe que a revisão somente será bem-sucedida de forma comunicativa, mas também se sabe que o autor vai ver a revisão e provavelmente não será satisfeito. Contanto que o autor seja também o cliente pagando, sua satisfação é uma consideração menor. Contudo, se o autor é o cliente, então existe um conflito real. Se não se pode persuadir o autor que diversas interferências sejam necessárias, pode ser necessário declinar o trabalho (renunciando-se aos honorários e aos riscos) ou passar a revisão para outro. Idealmente, tais conflitos são esclarecidas antes de a revisão começar; por exemplo, talvez o trabalho não deva ser aceito a menos que o autor ou cliente concorde com as interferências e mediações necessárias.
Revisores têm interesse em criar respeito pela sua profissão, isso vai colocar um limite no grau em que se podem cumprir as instruções dos clientes, mesmo que signifique que alguns clientes podem ir para outro profissional em trabalhos futuros. Assim, como revisores, não se pode deixar passar um projeto de revisão que reproduza um nonsense intencional no texto de origem, simplesmente porque o cliente pediu a manutenção de determinada construção. A revisão deve então buscar o sentido claramente pretendido, embora uma nota possa transmitir ao cliente que a responsabilidade sobre alguns problemas.
Além de problemas inadvertidos, normais em qualquer escrito, há sempre a questão de originais muito mal escritos devam ser tratados com especial atenção. Sempre, se o autor é também o cliente, então há menos problema; pode-se simplesmente perguntar ao autor sobre a mudança da redação da passagem problemática, ou sobre o grau de interferência que ele deseja ou permite. Todavia, se o cliente não é o autor da fonte, , o dever do revisor é para o cliente, não o autor: se o tradutor fez uma “correção”, então ele deve ser desfeito, para o cliente (e o leitor da revisão) tem o direito de ver os erros factuais e conceituais que foram feitas; Estes são parte da mensagem. Em contextos multilíngues em particular, as pessoas que estão lendo um documento na revisão têm tanto direito de ver erros factuais e conceituais como pessoas que estão lendo o documento na língua original.
Pode-se ter certeza de que as situações surgirão e que não se pode satisfazer a todos. Muitas vezes será necessário decidir sobre quais requisitos têm prioridade; pode até mesmo ser necessário decidir se seus interesses econômicos (como um funcionário ou freelance) perão precedência sobre outras considerações. Cabe sempre vai dar preferência aos interesses e desejos de quem está pagando? Ou será que, às vezes, é melhor dar preferência aos interesses futuros? Cabe procurar um equilíbrio onde possível, atendendo ao melhor interesse, ponderadas todos as questões em tela.

A qualidade da revisão é importante

Uma agência de revisão ou serviço pode querer saber quanto valor é derivado dos revisores tempo estão gastando em outra revisão. Para cada hora de revisão, quantas mudanças necessárias estão sendo feitas? Quantos erros estão sendo introduzidos? Quantos erros estão sendo descuidados? Quantas correções inadequadas estão sendo feitas? Quantas mudanças desnecessárias estão sendo feitas? De particular importância é a pergunta: Quantos dos erros sérios estão sendo corrigidos?
Para responder a estas perguntas, o serviço de revisão pode realizar auditorias. Para realizar uma auditoria simples, coletar uma amostra de traduções revisadas entregues aos clientes ao longo dos últimos meses e contar o número de erros (ou melhor: o número de erros graves) que não foram capturados em um pedaço de tamanho conveniente, talvez 500 palavras. Para mais, será necessário um projeto com as revisões antigas para que elas possam ser comparadas às mais recentes. Pode-se concentrar em um “bom trabalho de revisão ou em um “mau trabalho”, como parâmetros. Sendo mais ambiciosos, podem-se distinguir os erros e atribuir ponderações para os tipos.
Uma auditoria simples deste tipo contará o número de erros introduzidos pelo revisor em um pedaço de comprimento dado (boas traduções feitas más, ou más feitas pior) mais o número de erros não notado. Uma auditoria mais complexa consideraria não apenas erros introduzidos ou não observados, mas também alterações desnecessárias e erros inadequados corrigidos. E mais uma vez, você pode distinguir as traduções de erros em linguagem, estilo e terminologia, e dar a estes diferentes pesos.
É claro Você também pode combinar o bom e o mau, usando uma fórmula como 2MC + LC/2-3MI-U/3: o dobro do número de erros de revisão corretamente corrigido mais metade do número de erro de linguagem corrigido corretamente menos triplo o número de traduções introduzidas menos um terço do número de alterações desnecessárias. E repetir: você poderia contar todos os erros, ou somente erros sérios, embora o último tome mais tempo desde que você terá que manter-se parar para decidir se um erro é sério.
Os revisores individuais também podem auditar seu próprio trabalho para fins de autodesenvolvimento. Se o profissional é novo na revisão, e não há nenhum revisor sênior que pode olhar sobre seu trabalho, ou ninguém tem tempo para fazê-lo, fazer uma cópia de um projeto de revisão e, em seguida, um par de meses depois, revisar novamente. Então, compare as duas revisões. As alterações devem mais ou menos as mesmas localizações em ambas as revisões, embora, naturalmente, as novas interferências podem muito bem serem diferentes. Se as mudanças estão em muito diferentes, o trabalho é claramente assistemático, ou pode assinalar grande evolução do profissional.

Tempo e qualidade: pontualidade é questão séria

Uma questão central para todos os revisores e, em particular para os revisores de teses ou dissertações, é o trade-off entre o tempo e a qualidade. Do ponto de vista econômico, tempo é dinheiro, e quanto mais rápido uma revisão for concluída, melhor. Certamente, melhor para o autor, que recebe seu trabalho revisado com maior brevidade, melhor para o revisor que recebe seus honorários com mais brevidade… Entretanto, será que é também melhor para a tese ou dissertação, de que autores e revisores deveriam estar cuidando com prioridade? O problema é mais facilmente visto em situações em que os clientes são cobrados diretamente (ao contrário de situações em que recebem revisão como um serviço aparentemente gratuito do departamento de revisão da empresa ou da universidade).
O faturamento do serviço de revisão pode ser feito em unidades textuais (número de palavras ou caracteres) ou, mais raramente, em unidades de tempo (o número de horas gastas em um determinado trabalho). Se um trabalho leva 15 horas, será economicamente pior, para o revisor, que se forem precisas apenas 12 horas para revisar o mesmo documento. Se o cliente estiver sendo cobrado por horas de trabalho, a conta será 25% maior, e o cliente pode procurar pelo serviço em outro lugar na próxima vez. Se a conta for tanto por palavra ou por página, o tradutor autônomo (ou empregador na equipe de revisores) terá menos renda total durante um determinado período em que ele revise menos quantidade de texto. Suponhamos que a equipe de revisores, necessite de 15 horas para completar um trabalho de 3000 palavras. Estaremos trabalhando a 200 palavras por hora, enquanto, se levarmos 12 horas, estaremos trabalhando a 250 palavras por hora. Se o cliente estiver pagando 15 centavos por palavra, o serviço está rendendo $30,00 por hora, o segundo $37,50 – não importando a moeda ou a base de cálculo, revisar mais rápido rede mais.
Mas o texto será concluído em 12 horas tão bom quanto o texto concluído em 15 horas? Serve adequadamente a seu propósito? Há maior número de problemas desconhecidos nele, possivelmente graves? Não há como contornar que a boa qualidade de quase todo serviço demanda tempo, o mesmo no que se refere à revisão. Alcançar a precisão rigorosa, em particular, será demorado tanto para o revisor mais rápido quanto para o grupo de revisores mais lento. Por outro lado, parece ser falso que, quanto mais tempo se gastar na revisão, melhor ela se tornará; há um ponto além do qual nenhuma outra melhoria estrará sendo feita, o tempo está simplesmente sendo desperdiçado na continuidade. Quando se celebra um contrato de revisão, o cliente não quer ser cobrado por releituras sem sentido e mudanças desnecessárias! No mesmo sentido, os revisores precisam se desapegar do trabalho que já está suficiente, com segurança, para entregar a tese ao cliente e discutir logo as questões pendentes, encerrando o serviço.
A revisão completa, cobrindo todos os recursos possíveis (múltiplas leituras, vários revisores, revisões eletrônicas, leitura em papel, audição…) é muito demorada. Quase sempre, um serviço que compreenda menos que a revisão “completa” é perfeitamente aceitável. Além disso, muito tempo pode ser economizado se os revisores aprenderem a evitar alterações desnecessárias, se eles mecanizam a utilização de recursos como atalhos de teclado, se usam telas sensíveis ao toque e diversos outros artifícios que conferem maior velocidade ao processo – são técnicas conhecidas dos revisores e perfeitamente aplicáveis. Finalmente, os revisores podem ser capazes de produzir com maior qualidade, mais rapidamente, e deixar mais tempo para as discussões com os clientes, se todos tiverem acesso (e treinamento!) aos mais recentes instrumentos tecnológicos. No entanto, há limites para essas práticas. Por exemplo, quando uma nova tecnologia é introduzida, o processo de revisão pode acelerar: o processo de pesquisa foi certamente acelerado pelo advento dos mecanismos de busca na internet nos anos finais do século XX. No entanto, depois algum uso, o ganho em tempo alcança um limite e a nova tecnologia já fica incorporada ao serviço de todos os revisores – inclusive os concorrentes. Enquanto isso, mesmo ao passo que discutimos essas questões, as expectativas sobre a velocidade de revisão são serão maiores a cada ano. Como resultado, continuará a haver conflito entre as demandas éticas de qualidade e as demandas econômicas de velocidade.
Existirá sempre a tentação de se defasar a qualidade em atenção à demanda temporal do cliente e em detrimento de ausência de suas reclamações. Os clientes que tiverem sobre muita pressão de tempo podem transferir essa pressão ao revisor e não acompanharem adequadamente as demandas do revisor, o que pode resultar em reclamações ulteriores. Temos aqui outra situação de trade-off, derivada da anterior: trata-se da pressão de tempo sobre o revisor que deverá optar em atender mais ao texto ou ao cliente. A revisão tem e qualidade adequada quando o cliente se dá por satisfeito com ela, mas pode acontecer que o cliente não se manifeste imediatamente e questione ulteriormente o que não questionou em tempo hábil; nada mais desgostoso que comentários extemporâneos desqualificando a revisão, mas ocorrem. Por isso, o argumento da pressão do cliente que deteriora a qualidade do serviço de revisão é muito fraco, de fato, é antiético e foge às responsabilidades profissionais os revisores que atendem a pressões temporais em detrimento da qualidade do serviço. Poucos clientes verificam adequadamente o serviço imediatamente ao receber cada etapa dele. Como resultado, eles podem muito bem não notar problemas que, depois, lhe serão apontados. Eles podem não estar imediatamente em posição de reconhecer um grande erro de revisão: por exemplo, a revisão feita pode inclusive fazer sentido, mas não exatamente o sentido que o escritor pretendia.
Na luta entre tempo (ou seja, dinheiro) e qualidade, os revisores enfrentam um dilema: como empregados ou contratados, eles devem considerar as preocupações financeiras do contratante, entretanto, como profissionais, deve-se dar prioridade à qualidade do serviço. Revisores autônomos estão na mesma posição que os empregados: todos precisam ganhar a vida, mas também têm um dever profissional. Claramente, não há uma resposta fácil.

Quantidade na revisão da tese

Quanta revisão de boa qualidade pode ser esperada de um revisor experiente, por hora ou dia de trabalho, em cada gênero de texto, uma tese ou dissertação, por exemplo? Essa pergunta pode ser complicada para se responder: alguém que passe a maior parte do tempo revisando teses de uma área específica do conhecimento, com textos de origem bem escritos, em se tratando de autores muito bons, vai ter muito mais serviço bem feito por hora que alguém que lide com textos de gêneros e assuntos muito diversificados e que atenda a autores e originais de qualidade variável, material de uma variedade dispersa de campos de estudo, alguns deles completamente novos para o linguista. Ainda assim, uma resposta razoável pode e deve ser dada em termos de previsão tempo para a revisão; na verdade, qualquer revisor deve saber dar essa resposta, todos os revisores têm que saber fazer a previsão de tempo para seu serviço revisão, tem que saber se manter dentro da previsão e, por medida de segurança, todos devem trabalhar com prazos dilatados em suas previsões para evitar solenemente qualquer atraso; nenhum cliente fica insatisfeito por receber o serviço com alguma antecipação, mas as críticas (ou os danos) podem ser severos se houver alguma postergação.
Acreditamos que o revisor com pelo menos cinco anos de experiência, dedicando-se em tempo integral e em condições ambientais satisfatórias, trabalhando com uma mistura de textos de assuntos e gêneros familiares e desconhecidos, mal escritos e bem escritos, deve ser capaz de completar, no mínimo, quarenta laudas por dia útil de trabalho (estamos considerando laudas de 1500 toques, nosso padrão), em um dia de oito horas, vale dizer, cinco laudas por hora de serviço. Essa é uma média presuntiva; considere-se que esses números não significam que se possam entregar as cinco laudas a cada hora, ou as quarenta ao fim de cada dia: a revisão é sempre processada em “camadas” e o documento é revisado em bloco, todo o texto fica pronto ao mesmo tempo, quando todas as releituras e checagem tiverem sido feitas.
Diversos estudos sobre velocidade de processamento de textos (revisão, preparação, tradução…) têm sido feitos, mas o importante é que que cada revisor, ou cada supervisor de uma equipe de revisores, conheça o ritmo de trabalho que pode ser proposto para cada objeto contratado. Importante é que se conheçam e se apresentem aos clientes propostas de prazos exequíveis e que não comprometam a qualidade do serviço ou a pontualidade. O trade-off a que estivemos nos referindo, na realidade, é uma falácia: devemos sim é ser realistas com os prazos e rigorosos com a qualidade; otimizando sempre os resultados a serem apresentados em ambos os pratos da balança.

Avaliação e controle da qualidade na revisão acadêmica

Além de realizar o trabalho de controle de qualidade textual, propriamente inerente ao serviço do revisor, os deveres como revisor podem incluir tarefas de avaliação da qualidade do trabalho de outros revisores. Ao contrário da aferição da qualidade do serviço feita pela própria equipe que se encarregou de cada contrato, ou mesmo pelo próprio revisor autônimo, que sempre ocorre antes de a revisão ser entregue ao cliente, a avaliação da qualidade em uma agência de serviços linguísticos pode ocorrer após a entrega. Essa avaliação, controle de qualidade do serviço – e não mais do texto, não faz parte do processo estrito de produção de revisões. A avaliação de qualidade consiste em identificar (porém, não mais não corrigir) problemas em uma ou mais passagens selecionadas aleatoriamente, segmentos representativos de um texto, visando determinar o grau em que o serviço atende às normas profissionais e aos padrões que tenham sido estabelecidos.
A avaliação da qualidade a que estamos nos referindo agora pode ser feita em textos únicos, para ajudar na contratação ou na promoção por exemplo. Pode também assumir a forma de auditoria permanente de qualidade: uma amostra de todos os textos revisados por um revisor ou uma equipe de revisão sendo avaliada sistematicamente para determinar o quão bem o serviço como todo está sendo feito, podendo ser mantida uma linha histórica dos resultados obtidos para fins de estudo ou aperfeiçoamento das rotinas. A finalidade pode ser identificar as áreas que há pontos francos, de modo a que a formação continuada da equipe possa suprir lacunas.
As avaliações devem ser quantificadas, por exemplo, para comparar os resultados dos candidatos durante uma seleção. Em outras ocasiões, as avaliações são qualitativas; por exemplo, como supervisor de um revisor, pode-se ter que formar juízo sobre os pontos fortes e fracos daquele profissional e mesmo comparar seu desempenho ao dos demais membros da equipe. Observe-se que o trabalho contratado precisa ter controle de qualidade (preparado até para o cliente, se for demandado ou pactuado) e avaliado com o objetivo de determinar, para fins de pagamento, se as condições contratuais foram satisfeitas, em caso de serviços terceirizados. Estas duas tarefas podem ser executadas simultaneamente pela mesma pessoa, que avalia o documento e faz as avaliações necessárias.
Considerando que o controle de qualidade textual é orientado para o texto e visa tanto o cliente quanto o leitor, a avaliação da qualidade é orientada para os negócios. Faz parte do trabalho de gestão das operações atuais e futuras da organização, por exemplo, pagamentos a revisores terceirizados e acompanhamento do seu desempenho com vista a futuros contratos; contratação, e promoção de revisores; determinação das necessidades de formação; decisões sobre o equilíbrio da equipe em relação aos trabalhos contratados e assim por diante.

Garantia de qualidade na revisão acadêmica

Garantia de qualidade é o resultado do conjunto completo de procedimentos aplicados não apenas após o serviço de revisão como o controle e a avaliação da qualidade, mas também antes e durante o processo de revisão, em suas diversas etapas, por todos os membros de uma equipe de revisão ou pelo revisor aquém o coube o contrato, para garantir que os objetivos de qualidade relevantes para os clientes são atendidos. O controle de qualidade e a avaliação da qualidade são parte dos recursos que nos permitem oferecer a garantia de qualidade sobre nossos serviços. A garantia de qualidade requer procedimentos para garantir:
  1. qualidade de serviço: os prazos são cumpridos? É a interação entre clientes e revisores ou suporte são agradáveis? As queixas são tratadas de forma satisfatória? Cada trabalho é rastreado para que o cliente possa receber um relatório de progresso? Se o cliente perdeu a versão eletrônica da revisão feita há alguns meses, o serviço de revisão pode fornecer nova cópia?
  2. qualidade do produto físico ou virtual: o layout da página é satisfatório? O serviço vou entregue nas versões previstas (com ou sem controle de alterações, arquivos nos formatos previstos)? Houve acompanhamento da impressão e checagem do resultado?
  3. qualidade da revisão: é o cliente ficou satisfeito com as interferências feitas e solucionou os questionamentos apresentados? Houve uniformidade e coerência (preparação, linguagem e estilo)?
Para melhorar a qualidade do serviço e para que se possam oferecer garantias mais sólidas, pode ser útil (embora demorado) manter registros que fornecem medições de sucesso e insucesso: controle dos prazos, quantificação das queixas e registro dos elogios, problemas e soluções em relação aos revisores supervisionados e os terceirizados.
Para os revisores e empresas editoras que suprimiram ou nunca mantiveram avaliação e controle da qualidade (menos tempo gasto, mais textos revisados, mais faturamento), seria importante assegurar a qualidade impedindo que os erros ocorram em primeiro lugar. Isto significa prestar atenção extra às fases anteriores e ulteriores do processo de revisão. Os procedimentos de avaliação e controle são as bases para uma garantia real de qualidade a ser oferecida, são o custo que vai se refletir em mais receita, em virtude do nome que será construído.
Há agora uma tendência para a padronização de procedimentos para a relação contratual entre o cliente e o provedor de revisão (freelance ou empresa de revisão). A ideia é que, se certos procedimentos forem seguidos antes e durante a produção da revisão, isso aumentará a probabilidade de boa qualidade. Para esse efeito, algumas organizações de revisão estão aplicando variedade de normas e manuais que foram produzidos nos últimos anos. É de salientar que os documentos em questão tendem a originar-se editores que, na sua maior parte, representam os proprietários ou gestores dos serviços de editoração, bem como os grandes compradores de revisões, como as universidades; as contribuições de organizações de revisores profissionais e de escolas de revisão são mínimas, uma vez que essas instituições são incipientes e quase inexistentes no Brasil.
As normas e diretrizes dos manuais de redação abrangem tipicamente questões linguísticas e estilísticas, raramente mencionando a qualificação de revisores e de outros profissionais que trabalham em um projeto, ademais, quando o fazem, incorrem em grandes equívocos; o processo de negociação de um contrato de revisão, as interações entre o provedor de revisão e o cliente durante e após o projeto, as etapas no processo de revisão, incluindo, naturalmente, a descrição dos vários trabalho de verificação, nunca são objeto dos manuais que regulam ou orientam os serviços de revisão e não constituem, de modo algum, qualquer base para garantias de qualidade.

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