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Teoria e prática no treinamento do revisor de textos

Hoje em dia, é considerado apropriado usar tarefas reais no ensino de revisão de textos, pois elas proporcionam aos alunos relevância prática, dando-lhes imediata noção de como o revisor profissional atua. 

Ao mesmo tempo, esse tipo de tarefa aumenta a motivação dos alunos. No entanto, não deixa de haver uma diferença significativa entre as revisões feitas sob a supervisão do revisor sênior, atuando como professor, e a prática de revisores profissionais no mundo real, pois os aprendizes de revisão, nessa circunstância, atuam sob escudo protetor do supervisor, já que, em última análise, é o revisor sênior que assume a responsabilidade pela qualidade do texto revisado. 

A formação de um revisor de textos é complexa e requer muita prática. 

As tarefas reais a que estamos nos referindo são atividades autênticas de serviço contratado, nas quais existe um cliente, existem prazos, existem especificidades, haverá controle de qualidade e, inclusive, haverá remuneração – as tarefas reais em textos contratados têm sido cada vez mais utilizadas no treinamento de revisores há vários anos, pois são consideradas meio amplamente testado de atender efetivamente as demandas da revisão didática. 
Revisamos teses e dissertações empregando profissionais altamente qualificados.
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Didática de ensino da revisão de textos 

A revisão didática é o processo realista de demonstração da complexidade da realidade do processamento do texto no contexto do treinamento de revisores. A vantagem dos contratos autênticos é que, idealmente, levam à adaptação da formação à realidade do mercado. No entanto, a praticidade de tais atribuições não beneficiará apenas os alunos, mas também os revisores que atuam como treinadores, que podem ter perdido contato com a vida translacional atual há algum tempo, ou podem ter se distanciado das rotinas procedimentais, ou podem estar com alguma defasagem teórica e, nessa lida didática, são obrigados a se atualizar e a voltar às rotinas ideais. Além disso, tarefas reais são capazes de motivar os alunos de forma completamente diferente das atribuições que lhes eram feitas tradicionalmente, com textos apenas de exercício, pois, sabendo que interferências que fazem atenderão à demanda de um cliente real os alunos são muito estimulados, mesmo que as revisões sejam submetidos pelo menos a uma revisão de controle pelo instrutor antes de ser dada sequência ao texto, devolvido ao cliente ou realmente encaminhados para editoração e possivelmente até publicados. 
Para evitar qualquer ambiguidade, gostaria de mencionar abaixo os critérios adequados para uso de textos objeto de contrato de revisão em ambiente didático: 
  • o cliente é real e está disponível para consultas; 
  • o revisor que atua como formador está permanentemente disponível para orientação e atender a consultas; 
  • a ordem de serviço é concluída em tempo real, segundo o prazo contratado, como parte do processo didático; 
  • os termos e condições do contrato são negociados antecipadamente, como em qualquer outra ordem de serviço; 
  • o propósito de uso do texto, a publicidade que ele terá e os destinatários serão claramente definidos; 
  • os revisores em formação recebem compensação financeira proporcional a seu estágio de formação pelo serviço prestado. 
As ordens de serviço de tarefas reais excluem as chamadas pseudo-ordens (ordens não especificadas, irrealistas e não vinculantes) e ordens análogas às autênticas (a simulação de um contrato com formulação de ordens concretas) e também ordens de replicação autênticas (processamento de ordem que realmente ocorreu, que foi revisada pelo próprio professor, e.g.), ordens reais diferem em alguns pontos essenciais: por exemplo, ordens autênticas atendem à demanda real de revisão de textos, têm prazos reais e fatídicos. Simplificado, o procedimento pode ser apresentado da seguinte forma: existe um cliente real, que atua como pessoa de contato do revisor em caso de ambiguidade; há um revisor sênior (profissional experiente) supervisionando o revisor em formação; aspectos-chave como remuneração e prazo são estabelecidos em contrato ou num orçamento apresentado; o texto revisado terá aplicação real, que pode ser a publicação, defesa (no caso de uma tese) ou arquivamento, dependendo da respectiva finalidade. 

Tarefas reais na formação do revisor de textos

É preciso dizer que as tarefas reais na formação de revisores não têm as mesmas condições de trabalho que os revisores profissionais encontram quando atuam como autônomos ou contratados de uma agência de revisão, editora, órgão público… uma vez que, na prática, os diversos perfis de vínculo funcional podem diferir relativamente uns dos outros. Por outro lado, os alunos atuam sob uma espécie de manto protetor, pois o supervisor atua como consultor e como fiscalizador, além de ser responsável pelo controle de qualidade sobre o texto revisado e sobre o processo de revisão; em última instância, o formador é responsável pela qualidade da revisão de textos e pela qualidade do texto revisado. A carga de trabalho adicional resultante e a responsabilidade extra podem parecer constituir impedimento para alguns revisores seniores assumirem o papel de formadores, porém, feito o equilíbrio financeiro, a revisão supervisionada e o treinamento de revisores por esse processo se mostra compensadora para todas as partes. 
Krenzler-Behm examinou empiricamente os pré-requisitos e consequências do uso de tarefas reais na formação de tradutores por meio de um projeto piloto, destacando vantagens e desvantagens e apresentou considerações apoiando esse processo que podem servir de base para discussão da metodologia e sua respectiva aplicação à formação de revisores, independentemente do quadro teórico de trabalho. O modelo teoricamente refletido e empiricamente verificado que ela desenvolveu é robusto e, ao mesmo tempo, flexível o suficiente para ser transferido para os contextos de formação de revisão de textos. O modelo dela é muito aproximado da prática que temos tido e nos deu subsídio teórico para consolidarmos nossa proposta. 
Vamos apresentar aqui nossa proposta em duas partes, uma parte teórica geral seguida de outra empírica e analítica. No entanto, as duas partes não são estritamente separadas uma da outra, mas realizam diálogo contínuo entre si, uma vez que as reflexões teóricas controlam o procedimento metodológico da análise empírica assim como os requisitos analíticos têm efeito na reflexão teórica. 
O foco da parte teórica está na revisão de textos (semi)profissional como o objetivo final do treinamento. Em primeiro lugar, discute-se o conceito de profissionalismo na indústria do texto, ainda controverso e aberto aos significados da práxis. Uma agência revisão de textos é atividade profissional, equiparada à expertise do revisor sênior autônomo, qualificação que só pode ser alcançada após vários anos de experiência profissional, e é percebida como um antônimo à ação não profissional, amadora ou amadorística – ainda que exercida por diletantismo ou pro bono. Para nós, a atuação com a qualificação de profissional sênior não pode ser obtida na universidade, ou em qualquer tipo de curso de formação. O profissional maduro resulta da interação de expertise adquirida pelo de treinamento e da expertise adquirida por longa experiência profissional como revisor. 
A partir dessa premissa, são levantadas as exigências científicas e profissionais do revisor profissional, pelas quais se pode resumir que os empregadores, por exemplo, as agências de revisão de textos, prestam muita atenção aos seguintes fatores entre seus colaboradores: diploma universitário (mestrado preferencialmente), formação continuada, capacidade de gestão do estresse, alta flexibilidade de horários e procedimentos, atuação sob elevada pressão temporal, aprofundamento do conhecimento linguístico e competência no trato com os clientes. 
As características profissionais e pessoais dos revisores em formação também estão sujeitas a um exame minucioso e ao redirecionamento segundo as expectativas dos contratadores e do mercado. Essas características incluem capacidade crítica, rigor com a qualidade, experiência em pesquisa, aquisição e contatos com clientes, criatividade e, em particular, responsabilidade em relação às atribuições de revisão de textos autênticas. Como o estudo de caso que realizei é baseado em uma revisão de textos para a linguagem b de trabalho dos alunos, esse tema também é abordado. 
É inerente ao processo de treinamento de revisores dotá-los ou treiná-los segundo os quesitos relacionados nos dois parágrafos precedentes. Temos entendido e praticado que a revisão de textos efetivamente contratados, sob a supervisão de um revisor sênior é amplamente eficaz como recurso didático. 

Garantia de qualidade em revisão de textos 

No que diz respeito à garantia de qualidade das revisões, obviamente, o padrão de cada agência de revisão tem impacto na qualidade dos textos. No que diz respeito à revisão, a norma ou os manuais de revisão empregados ajudam a esclarecer a confusão de conceitos. Por exemplo, é necessária clara distinção entre preparação, revisão primária, revisão final e outros segmentos metodológicos em que se dividam cada serviço, segundo o costume da casa editora ou da equipe de revisores. Isso deve, sem dúvida, facilitar a comunicação entre prestadores de serviços de linguagem e contratantes e evitar mal-entendidos. Também contribui para o serviço e o acompanhamento do revisor supervisor, durante a execução do serviço. Nesse contexto, deve-se notar que o trabalho exigível do revisor em formação, nos círculos translacionais, às vezes, é mais problemático que apreciado e mesmo revisores profissionais não entregam automaticamente revisões adequadas ou com a devida pontualidade. Em última instância, as garantias da qualidade e pontualidade devem ter relevância maior que tem sido o caso até agora, dada a sua seriedade, o mesmo se aplica à formação de revisores, que devem sempre ser treinados para o cumprimento rigoroso dos prazos, com máxima qualidade, e em tempo exíguo. 
Juntem-se ainda as habilidades de pesquisa de que o revisor de textos deve ser provido; em suma, elas servem para preencher lacunas de conhecimento e memória. Trata-se de recorrer sempre às fontes de consulta em casos de dúvidas e de saber reconhecer a autoridade da fonte consultada. Além da competência linguística, competência intercultural, expertise técnica, acesso à tecnologia e relacionamento interpessoal são os pilares da revisão profissional. Uma vez que os revisores profissionais estão frequentemente sob pressão do tempo ao revisar, e tempo significa dinheiro, é essencial que as estratégias que economizam tempo sejam ensinadas na formação de revisores, incluindo o uso dos atalhos de teclado, nos mecanismos de automatização e busca e das rotinas de checagem. 
Um revisor profissional também deve ser capacitado à aquisição de clientes, deve ter e manter contatos com clientes e, por último, mas não menos importante, deve saber atender o cliente profissionalmente e desenvolver estratégias para competir no mercado de revisão de textos. Por isso, é de se apoiar plenamente que a formação atualmente inclua tais aspectos, mais importantes para os alunos hoje que poderiam ser em outras épocas; idealmente, essa capacidades serão formadas subsidiando a cooperação entre o profissionais envolvidos e os outros alunos em formação, valorizando a capacidade de trabalho em equipe e os demais requisitos relevantes da atuação profissional com divisão de tarefas, e praticando estratégias básicas para evitar erros típicos de iniciantes no início da vida profissional. 
No que diz respeito ao profissionalismo e à criatividade, eles não dependem unicamente da estratégia de revisão de textos adotada, o processo de interferências deve é criativo – sem ser novidadeiro – e, por outro lado, deve lidar adequadamente com a pressão temporal que, paradoxalmente, se baseia em prazos irrealistas, o inimigo natural de uma abordagem criativa. Não obstante, entendemos que deva ser dado mais espaço à criatividade no ensino de revisão de textos, inclusive na atividade de revisão treinee que estamos propondo, já que as possibilidades da língua são infinitas e a solução de problemas textuais pode requerer o trâmite por essas possibilidades sem a violação do sentido e da autoria. O estímulo à criatividade no exercício das possibilidades linguísticas agrega confiança ao revisor em formação e lhe confere autonomia paulatina. 
Vamos reforçar dois pontos essenciais aqui: em primeiro lugar, contratos autênticos estão já sendo praticados em todo o mundo, por causa da mudança de quadro teórico que tem ocorrido nos círculos de revisores de textos nos últimos anos e, em segundo lugar, gostaríamos de afastar qualquer preconceito de que o uso de tarefas reais no treinamento de revisão de textos possa ser responsável pelos preços de dumping pagos por alguns clientes ou agências de revisão de textos (uso de revisores em formação é completamente diferente de terceirização de serviços!). Estamos assumindo que a formação inicial de um revisor de textos requeira vários meses, ou mesmo alguns anos, até que o profissionalismo seja alcançado, mas o número de atribuições reais processadas é insignificante comparado aos inúmeros trabalhos de revisão de textos que são contratados diariamente pelo mercado. 
Antes de passarmos à parte empírica-analítica do treinamento, parece apropriado lançar mais luz sobre as exigências quanto aos atores envolvidos no treinamento de revisores: os formadores e os alunos. Em teoria, um formador no programa de treinamento em revisão de textos deve ser pessoa que tenha sólido conhecimento teórico como revisor e seja ativo profissionalmente no ramo – nem sempre o que parece óbvio corresponde à realidade. Além disso, deve haver capacidade didática e interesse constante na comunidade revisores, por exemplo, por meio da adesão ativa em redes e grupos das mídias sociais. Além disso, cada sujeito deve dedicar-se intensamente à própria pesquisa, e à autoformação continuada que, na melhor das hipóteses, deve se manter como elo contínuo entre teoria e prática. Na realidade, esses formadores são uma raridade e, mesmo cumprindo todos os critérios acima, não é evidente que esses fenômenos excepcionais também tenham as características adequadas para garantir o treinamento bem-sucedido. Como não há cursos de formação para formadores de revisores de textos, será também na prática que se formarão tais profissionais; aqui estamos procurando alinhavar alguns subsídios para eles, correspondendo às necessidades de formação para futuros revisores, segundo os padrões de comportamento em sala de aula que não se limitem a reproduzir os métodos de ensino adotados durante seus próprios estudos. 
A admissão da necessidade de existirem formação de formadores busca, entre outros, os seguintes objetivos: determinar os requisitos básicos de competência para formadores de revisores, construir uma coleção eletrônica de material didático para formadores e desenvolver um ciclo de treinamento vitalício para os formadores. 

Revisores experientes atuam como formadores 

Muitos revisores experientes se mostram adversos a atuar como formadores. No entanto, para garantir a formação teórica mais eficiente e ainda orientada para a prática, a relação entre formadores e alunos deve primeiro ser reconsiderada e, em seguida, remodelada em parâmetros de atividade cooperativa, inerente e hoje indissociável da revisão colegiada, dos trabalhos feitos em equipe; se os revisores seniores devem atuar como professores, treinadores, conselheiros, colegas mais velhos ou prestadores de serviços aos revisores em formação, cabe a cada um estabelecer seu perfil; mas, o objetivo da formação de revisores passa por educar personalidades responsáveis, independentes, pensativas, especialistas em revisão de textos, tornando-os profissionais que possam assumir tarefas complexas de mediação, analisá-las e resolvê-las, além de serem capazes de justificar sua abordagem de forma argumentativa. Além disso, os revisores recém-formados devem se engajar de forma mais independente, reflexiva e ativa possível com seu campo de atuação. 
Nossa proposta metodológica se baseia em práticas de ensino e treinamento desenvolvidas e aplicadas ao longo das últimas duas décadas, pelas quais tivemos o privilégio de formar diversos revisores; fizemo-lo, sempre que possível e adequado, por meio de atribuição de revisão de textos autêntica. 
Tem-se demonstrado as características e vantagens do treinamento com pedidos autênticos sobre outros artifícios didáticos durante esse período. A técnica e a tecnologia específica da revisão de textos mudaram ou evoluíram consideravelmente nos últimos anos, o que também tem tido impacto sobre os arranjos experimentais de treinamento de revisores. Deve-se reconhecer que, nesse caso específico, o uso de softwares editores de textos na de revisão de textos trouxe benefícios à profissão que não são nada modestos. Esses benefícios se refletem sobre o objeto da revisão, o texto, sobre o processo de revisão, e sobre as fazes pelas quais passa esse objeto durante o processo. 
Gostaríamos de mencionar aqui uma série de pontos que são atribuíveis à fase que antecede a revisão. Assim, o primeiro passo nesta fase é obter a aprovação do orçamento, ou confirmação da ordem de serviço. Além disso, essa etapa também inclui o questionamento ao cliente, pelo qual ele expressa seus desejos e requisitos para a revisão de textos. Com base em suas declarações, é possível criar uma “estratégia de revisão” de acordo com as normas correspondentes e os manuais de redação aplicáveis, segundo cada caso específico. Não é preciso dizer que a negociação dos termos e condições com o cliente (em especial o prazo e a remuneração) também entra na fase preparatória. Para tudo isso, temos elaborada uma rotina de negociação, um roteiro de negociação aplicável, bem como uma série de informações técnicas sobre nossos procedimentos e as etapas de revisão a ser fornecido ao cliente, e que são apresentados ao revisor aprendiz para que ele também possa participar ou conduzir a negociação, segundo o estágio em que se encontrar do treinamento. 
O texto original é a primeira versão, é o texto recebido do cliente, e que ainda não passou por um preparador, ele requer todo o processamento e provavelmente também tem defeitos de conteúdo. O processamento dessa versão bruta, com os revisores em formação, é feito em três passos. O primeiro passo de trabalho do texto envolve a preparação, a segunda etapa envolve as fases de revisão primária, principalmente focada em aspectos mecânicos e gramático-normativos, terceira etapa trata da avaliação da legibilidade, comunicabilidade e da supra-textualidade. Com a ajuda dessa classificação, o processamento didático de pedidos autênticos em sala de aula (ou mesmo a distância) pode ser realizado desde o início até o final e, posteriormente, submetido ao controle de qualidade. 
No que se refere aos aspectos didáticos do treinamento para a revisão de textos, deve-se destacar, neste contexto, a existência de um plano abrangente de elaboração e implementação da observação documental do procedimento de treinamento. Utilizamos os recursos de documentação para listar detalhadamente a contribuição feita pelos alunos e pelos formadores para serem usados nas próximas etapas da formação, bem como orientação subsidiária aos novos revisores em formação. 
Gostaria de mencionar de passagem os pontos mais importantes da segunda fase, a etapa da revisão, propriamente, que tem início com a preparação do texto – sobre que não vamos detalhar aqui. Depois de receber a ordem de serviço, os alunos primeiro fazem a formação primária – como preparação – e procedem à primeira revisão mecânica. 

A revisão de textos sempre requer várias leituras 

O processo de revisão de textos é seguido em várias leituras, etapas correspondentes às fases em que a estratégia de revisão dividiu o processo. A última fase, a avaliação do serviço, inclui as interferências do revisor sênior e a discussão do procedimento, etapa que pode ser realizada em conjunto, agregando outros formandos à discussão, para proveito geral. Versões brutas da revisão de textos – produzidas pelos formandos e as versões corrigidas pelo supervisor (dependendo do aluno – em função do estágio de seu treinamento) são cotejadas e avaliadas. No caso de análise de erros de revisão, é essencial que sejam apontados dentre os resultados da avaliação, mensurados no controle de qualidade e levados em conta na progressão do revisor em formação. Além disso, sempre deve haver feedback do controle de qualidade para os alunos, bem como da apreciação do cliente. 
Com a ajuda do conhecimento adquirido conjuntamente a cada ordem de serviço autêntica, é possível identificar a evolução, as especificidades e eventuais dificuldades, bem como os e pontos fortes de cada instruendo, e identificar a quais fatores devem ser prestada atenção especial ao processar atribuições reais nas aulas subsequentes. 
Do ponto de vista revisão de textos didática, é relevante comparar se os objetivos formulados no respectivo desenho de horas foram realmente alcançados. 
Tarefas reais são adequadas para uso no treinamento de revisores e formam uma ponte entre teoria e prática, se pelo menos alguns dos seguintes fatores forem levados em conta: 
  • a atribuição for concluída em tempo real dentro do âmbito da formação, o prazo tem que ser realista e o outras atividades dos alunos não forem afetadas; 
  • não forem aceitos muitos contratos simultaneamente, para neutralizar o potencial dumping de preços e não sobrecarregar alunos ou formadores; 
  • as atribuições forem aplicadas a partir do estágio adequado da formação, quando os alunos já tiverem a competência exigida para as tarefas; 
  • o escopo da ordem de serviço for gerenciável pelo formador; 
  • o cliente for real e estiver disponível para consultas; 
  • os termos e condições tiverem sido adequadamente negociados antecipadamente; 
  • o propósito, a publicidade e os destinatários do texto estiverem claramente definidos. 
  • os alunos recebem uma compensação financeira pelo serviço prestado: dinheiro tem um efeito didático inacreditável!

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