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Revisão de tese – dez dicas suficientes

Tudo o que o doutorando precisa saber sobre a revisão de tese. 

Aqueles que decidiram fazer a revisão de sua tese ou dissertação à revisão, mas não sabem quem contratar, acharão este guia particularmente útil. Se você ainda não se decidiu sobre a importância de submeter a tese de doutorado a um revisor de textos, entenda a necessidade de fazer isso ao ler esta postagem. A Keimelion – revisão de textos – presta serviços a pesquisadores, doutorandos e mestrandos, há mais de vinte anos, temos sólida experiência e somos reconhecidos pela qualidade da revisão e da formatação que fazemos. 
O revisor que tem que explicar ao um cliente em potencial quais são os vários tipos de revisão de texto que existem e como ele faz a revisão adequada à tese ou à dissertação: a revisão acadêmica. O revisor também deve explicar com exatidão como vai cobrar pelo serviço, qual o prazo necessário e como o cliente vai acompanhar o serviço acompanhar o trabalho. Aqui você encontrará muitas respostas à maioria das questões sobre a melhor revisão para sua tese ou sua dissertação. 
Tese e dissertação são textos que requerem revisão especializada.
Na hora da defesa, a tese tem que estar impecável; contrate um revisor experiente.
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Por que contratar um profissional para corrigir a tese? 

Escrever um texto requer certa habilidade – na verdade, requem muitas habilidades. Mesmo quando foi escrito por um profissional de línguas, a correção ainda é necessária: ninguém é onisciente ou completamente atento o tempo todo, o resultado é que nenhum autor evita o erro. Depois de escrever uma tese e relê-la várias vezes, é fácil que os erros passem despercebidos; esse é o motivo pelo qual torna-se necessário um novo olhar, é necessário o olhar de alguém que não tenha participado do processo da escrita ou das diversas fases de reescrita pelas quais tese sempre passa. 
Saber escrever corretamente um texto dissertativo de uma ou duas páginas não significa ser perfeitamente capaz de redigir um texto longo, complexo, de 100 ou 300 páginas como as teses costumam ter. Assim como saber pintar uma parede, não significa ser capaz de pintar um quadro para ser exibido na parede, do mesmo modo, falar uma língua de forma natural não pressupõe o conhecimento perfeito de sua ortografia e gramática. 
Aqueles que não percebem uma imprecisão, uma falha ou uma ambiguidade não podem evitá-las; e aqueles que não sabem como detectar um erro ou outro tipo de problema no texto, não são perfeitamente capazes de corrigi-lo. Para isso, você precisa contar com um profissional. Mais ainda: se o texto em questão é a tese à qual você dedicou anos de estudos e pesquisas, você, absolutamente, não pode prescindir de um revisor profissional para aperfeiçoar o texto! 
Revisar uma tese não é apenas eliminar erros ortográficos e outros tipos de problemas gramaticais; para uma revisão de tanta responsabilidade, não basta usar o revisor automático do programa de edição de textos, nem é suficiente ter mais pessoas lendo o texto cuidadosamente. A revisão de textos é um ofício real, que exige não apenas habilidades linguísticas, também é necessária a expertise de quem está acostumado a encontrar problemas no texto e resolvê-los: o revisor profissional.
O autor de uma tese sabe o que significa aquilo que ele escreveu, mas o leitor não conhece as conclusões do autor, ou mesmo nunca leu nada sobre aquele assunto. Uma aferição de qualidade da textualidade é necessária para detectar se aquilo que o leitor lê corresponde ao que o autor queria dizer e se tudo foi expresso adequadamente. Convém lembrar que a linguagem acadêmica tem muitas particularidades, usualmente, ela não admite expressões e construções que empregamos em nossa linguagem oral ou que lemos nas obras de ficção, nos jornais, e nos textos publicitários. Cada tipo de texto constitui um gênero bem específico, as teses e dissertações constituem um gênero canônico: elas são escritas segundo padrões muito rígidos. 

Qual o papel do revisor de textos na tese?

A perfeita aferição do padrão ortográfico é o primeiro filtro pelo qual qualquer tese ou dissertação deve passar. No entanto, ele não é o único, uniforme ou simples como o corretor eletrônico pode deixar transparecer. O revisor de textos não só aplica as regras estabelecidas pela academia, por um manual de estilo ou segundo um gramático conhecido, o revisor também conhece os costumes e os padrões que dão à linguagem seu caráter autêntico, que enquadram a tese nos cânones exigidos pelos orientadores e pelas bancas, e que dão ao texto científico da tese o rigor que ela requer: por exemplo existem muitas palavras que admitem duas grafias, mas apenas uma delas deve ser adotada, uniformemente, ao longo de toda a tese.
O revisor também aplica mecanismos para conectar ou separar ideias, evitando a repetição deles e suprimindo os que forem excessivos; da mesma forma, ele conhece a pontuação perfeitamente e é capaz de infundir no texto variações léxicas que evitem a monotonia da leitura. 
Um guia de estilo para o texto acadêmico (e há vários!) apresenta diretrizes de escrita estabelecidas para os artigos científicos, as teses, dissertações, relatórios de qualificação, monografias… Por exemplo, o guia de redação de uma tese estabelece critérios que regem o uso de casos, itálicos e aspas, sinais diacríticos, negrito, sublinhado, notas de rodapé e referências, entre outros aspectos, a fim de facilitar as decisões dos revisores e dos autores, formatadores e revisores, tornando todas as publicações às quais se aplica mais consistentes, mais uniformes. 
Quando não há manual de estilo e a figura do orientador não está tão presente ou tão atenta a esse tipo de detalhes, o revisor deve tomar decisões sobre tais aspectos sempre presentes nos textos científicos longos. Na Keimelion, nós temos nosso Manual de Redação Acadêmica, ele contém critérios que aplicamos uniformemente, sempre que o autor não nos forneça um manual da própria instituição a que se destina a tese. 

O que o revisor faz? 

O revisor se preocupa com todos os aspectos linguagem e faz seu uso se encaixar no propósito da tese. Portanto, sua tarefa é melhorar o texto. Todo texto pode ser melhorado, sempre. 
Por exemplo, um bom texto em que dada conjunção se repete, não está errado, no entanto, perde qualidade e expressividade. O revisor detectará esse uso repetido e escolherá outras opções: como, porém, embora, mas, mesmo que… dependendo do grau de restrição que se deseje em cada frase, bem como evitando as possíveis cacofonias e ecos. 
Embora as tarefas executadas pelo revisor dependam das necessidades do cliente e do tipo de texto, as mais comuns são as seguintes: 
  • detectar e corrigir erros ortográficos; 
  • corrigir erros léxicos, problemas de semântica; 
  • aumentar a riqueza e a diversidade léxica do texto; 
  • corrigir erros de sintaxe (preposições ou conjunções inadequadas, uso indevido do modo verbal, regência verbo-nominal); 
  • melhorar a sintaxe, a ordenação e a pontuação para tornar o texto mais elegante, mais preciso, menos fragmentado; 
  • hierarquizar as ideias para facilitar a compreensão do leitor; 
  • conferir a coerência entre os dados do texto e aqueles apresentados em gráficos e tabelas; 
  • aplicar recursos gráficos que não estejam sujeitos a regras gramaticais rígidas (capitalização, versalete, itálico, negrito…) e usá-los de acordo com as peculiaridades do texto. 
É importante garantir que os critérios adotados sejam padronizados ao longo de toda a tese, todavia, segmentos como os agradecimentos, transcrição de depoimentos, citações longas e questionários aplicados admitem registro distinto daquele adotado no corpo do texto, que corresponde ao discurso acadêmico estrito. Por exemplo: o revisor corrige um erro de digitação que tenha ocorrida na citação direta, mas não interfere em nada além disso; cabe manter até erros gramaticais existentes, eventualmente, aplicando a expressão “sic”. 
O revisor cuida da linguagem. Corrige erros e faz com que o texto corresponda de forma mais eficaz à intenção expressiva do autor. No entanto, mesmo trabalhando para o autor da tese, o revisor nunca esquece que o destinatário de discurso é o leitor: a banca, no caso de uma tese, e os demais cientistas que recorram ao artigo ou à tese futuramente. 

O que o revisor não faz? 

O revisor não é um orientador acadêmico; não é um tradutor, nem um editor, nem um designer gráfico, ilustrador, estatístico ou paginador; ele nem sequer é um consultor de publicações. Pode ser que algum revisor também ofereça esses serviços e que os faça de forma ideal, mas são ofícios diferentes daqueles do revisor, em sentido estrito. É muito comum que revisores especializados em teses e dissertações também ofereçam o serviço de formatação, que é a aplicação de normas e formato ao texto, segundo os parâmetros de instituições de normalização (APA, ABNT, ISO, Vancouver…) ou da própria instituição em o doutoramento será defendido. A Keimelion tem larga experiência em revisão de textos científicos e na formatação das teses e dissertações. 
Bons autores de textos científicos exigem que seus textos sejam revisados, porque sabem que a boa revisão melhorará o que eles escreveram. O revisor não cria conteúdo para o texto, nem determina ou modifica o estilo do autor. Em vez disso, ele coloca todo seu conhecimento a serviço daquele estilo, daquele conteúdo recebido, segundo o que as teses, dissertações e artigos requerem em seu gênero específico. 
O papel do revisor não inclui nenhuma das seguintes atividades: 
  • elaborar texto: revisor não escreve nada – cabe ao autor; 
  • reescrever o que os outros escreveram – reescrever ou reelaborar não cabe ao revisor; 
  • organizar, criticar ou contrapor as ideias de um texto – revisor não faz crítica literária, estilística ou do objeto do texto; 
  • revisar a fidelidade ou a qualidade de uma tradução inserida do texto; 
  • assessorar em estratégias de comunicação ou de defesa da tese; 
  • verificar os dados ou a exatidão das informações do texto; 
  • mudar o estilo do autor; 
  • analisar a metodologia e as conclusões da tese ou dissertação; 
  • questionar os objetivos e as conclusões da tese; 
  • explicar ou compreender os fundamentos teóricos e as linhas de abordagem dos assuntos da tese; 
  • revisar o texto novamente, depois de entregue o serviço, sempre que o autor quiser mudar alguma coisa – a revisão acaba no prazo estabelecido. 
Revisar não significa dar aulas de idiomas. O revisor melhora um texto, mas não faz parte de seu trabalho explicar o motivo de qualquer modificação feita na tese. Ainda que caiba um diálogo com o autor, para esclarecer os critérios adotados, o revisor não justifica suas interferências uma a uma, mas explica os critérios, assim como um médico não explica a fisiologia humana, ou um mecânico o funcionamento do motor de quatro tempos. 

O que o revisor pode fazer? 

Existem algumas tarefas, para além da revisão de texto na tese, que um revisor pode executar a pedido, uma vez que as condições de tempo e preço tenham sido acordadas: 
  • criar sumários, índices temáticos (onomástico, ilustrações, analítico), listas de siglas, a partir de um texto acabado; 
  • verificar dados sobre fontes externas, completar referências; 
  • verificar dados em fontes externas, acrescentar referências; 
  • comparar citações diretas com um original; 
  • transcrever e adaptar palavras de outras línguas; 
  • adaptação do registro linguístico ou variante dialética; 
  • encurtar o texto para caber em um espaço ou comprimento predeterminado, por exemplo, nos resumos das teses. 
Existem vários sistemas internacionais para referenciação e para se fazerem as listas de referência ou bibliografia. O revisor conhece as diferenças entre esses sistemas e pode aplicar as regras pertinentes às referências no texto. Isso é mais demorado do que a revisão linguística do texto e pode requerer consultas e pesquisas. 
Para se trabalhar como revisor, não é suficiente falar e escrever bem uma língua, ler assiduamente ou ser apaixonado por Literatura. Para melhorar um texto, não basta ser graduado em letras ou professor de português. Por essa razão, não se trata apenas de identificar a formação acadêmica na área de Letras para a escolha de um revisor. 

Que melhorias o revisor faz na tese? 

O revisor participa do processo de editoração da tese e da dissertação. Pra tanto, a melhor maneira de se iniciar a revisão de uma tese é começar a editorá-la (fazer a formatação primária – ou a preparação do texto) e depois revisá-la quanto às questões linguísticas e à legibilidade (facilidade de leitura pelo público-alvo). Esse processo pode ser realizado de várias maneiras, todavia, ao longo do tempo, algumas etapas se mostraram particularmente eficazes. 
Embora a prática seja diferente, dependendo da agência de revisão ou do revisor, e não haja uniformidade na forma de rotular os diferentes papéis, pode-se dizer com aproximação razoável que os passos mínimos para garantir a qualidade do texto da tese ou da dissertação são: formatação, preparação, revisão primária, revisão linguística (ou estilística), revisão final pelo revisor sênior, revisão mecânica (ou eletrônica) e o controle final de qualidade – quase sempre nessa ordem; alguns passos serão repetidos, de acordo com a necessidade; esporadicamente, uma dessas etapas pode ser dividida. 
Recomenda-se que as várias etapas da revisão de uma tese sejam realizadas por pessoas diferentes, mas sabemos perfeitamente que isso é difícil: ficaria muito oneroso para um doutorando arcar com custo de todo o pessoal pelo tempo necessário. Todavia, mesmo os melhores profissionais podem deixar escapar erros, especialmente por quatro razões: a primeira é que, a cada leitura, o revisor está procurando problemas de um tipo diferente; em segundo lugar, ninguém tem um tempo de atenção perfeito, sempre há ruídos do ambiente e desvios do pensamento; mais, depois de várias leituras, o revisor já está “saturado” pelo conteúdo da tese, assim como seu autor; finalmente, uma pessoa não pode saber tudo, haverá alguma questão para a qual a dúvida ou o equívoco persistam, mesmo para o melhor dos revisores. Quando uma pessoa apenas se encarrega de todas as etapas de correção da tese, o trabalho sempre acaba sendo de menor qualidade, assim como acontece quando uma só leitura de correção é feita – posto isso, existem excelentes revisores que, cientes de todos esses problemas, os contornam para atender seus clientes da melhor maneira possível. 
A edição e a revisão estilística da tese, geralmente, são mais eficazes quando realizadas em formato eletrônico, com um processador de texto. Embora ortografia e gramática básica já sejam objeto da revisão primária, essa etapa não supre a necessidade de uma revisão mecânica (eletrônica) quando o texto já está paginado, seja no papel (mais conveniente – e mais cara!) ou na mídia do computador. 
O revisor da tese deverá sempre fazer pelo menos duas correções ortográficas eletrônicas (se possível com ferramentas diferentes): a segunda verificação chega às correções relatadas na revisão anterior e procurar quaisquer erros ortográficos inseridos na revisão ou movimentos involuntários do texto. 

Revisão é parte da editoração da tese 

No mundo do livro, revisão e edição são coisas bem diferentes, mas o revisor de uma tese pode ser instado a uma série de intervenções que seriam próprias de outros profissionais, quando se trata de uma casa editora, por exemplo; a revisão de uma tese inclui as seguintes ações, segundo a demanda e o contrato: 
  • verificar se o registro do idioma está adequado ao gênero do texto acadêmico e, quando necessário, fazer os ajustes correspondentes. Essa tarefa é particularmente importante na tese e na dissertação, porque são textos canônicos e que têm pouca abertura para novidades linguísticas; 
  • detectar inconsistências no conteúdo do texto e analisar a clareza e eficácia de sua estrutura; 
  • reorganizar fragmentos do texto quando necessário, para que ele atenda à intenção de exposição argumentativa ou narrativa; 
  • detectar erros conceituais, na medida do possível, inconsistências internas, anacronismos ou outros problemas de conteúdo; 
  • procurar ilustrações, quando o texto o exigir (se algum acordo prévio tiver sido feito sobre o assunto); 
  • estabelecer critérios relativos a aspectos ortográficos, tipográficos, léxicos e gramaticais que permitam possibilidades interpretativas mais restritas; 
  • preparar o original para paginação: hierarquia de títulos, sobrescritos, notas de rodapé, correlação de notas, numeração das páginas e qualquer outra coisa que não seja o corpo do texto; 
  • indicar as características gráficas de cada categoria de título, bem como outras partes do texto (corpo principal, legendas, tabelas); 
  • selecione as entradas dos índices e do sumário. 

Formatação também é parte da editoração da tese 

A tendência para teses e outros textos acadêmicos é, cada vez mais, o revisor agilizar o serviço de formatação ou até mesmo dar conta dele completamente, especialmente para atender o tipo específico de cliente que são os mestrandos e doutorandos à véspera da defesa. Muitos revisores são capazes de executar as funções de formatação que as teses requerem. No entanto, essa tarefa é extra, exigindo experiência, conhecimento aprofundado do programa de editoração e capacidade de desenvolver seus próprios critérios, além do tempo necessário para um compromisso adicional, tudo isso ultrapassa a função de revisor estrita. Portanto, a alíquota aplicada será maior que a da revisão simples. 

Que interferências são feitas na tese? 

Cada tipo de correção numa tese corresponde a um ponto no processamento de texto – entre nós, revisores, chamamos cada uma das modificações feitas ou sugeridas de interferência. Como resultado do trabalho em equipe, cada revisor presta atenção a diferentes aspectos da linguagem: a leitura que o cérebro faz é diferente. Concentrar diferentes tipos de correção em uma etapa reduz a qualidade do trabalho, já que é impossível prestar atenção a tudo ao mesmo tempo. 
Podemos fazer uma longa lista de tipos de interferência que um revisor fará na tese que estiver revisando; o ideal seria haver um revisor para cada grupo de interferências – mas já lamentamos essa impossibilidade. 
A revisão estilística 
A revisão estilística inclui: 
  • eliminar erros de vocabulário e imprecisões; 
  • aumentar a riqueza léxica; 
  • eliminar saltos e imprecisões (ambiguidade, anfibologia); 
  • corrigir erros gramaticais (barbarismos, solecismos…); 
  • verificar a conformidade com as regras e usos estabelecidos; 
  • aplicar qualquer guia de estilo ao texto; 
  • resolver inconsistências sintáticas (consecutio temporum, regências); 
  • conferir fluidez e adequação ao texto escolhendo recursos sintáticos precisos e bem construídos (conectores de fala, subordinadores, eliminação de pleonasmos, uso correto de pronomes relativos); 
  • alterar pontuação de acordo com os padrões do idioma, para que ele comunique o que o autor quer, com o registro necessário; 
  • garantir que o texto soe autêntico e que seja compreensível para o leitor a quem se destina. 
A revisão de uma tese é feita com um processador de texto, o que permite que o revisor faça intervenções profundas, mantendo o controle das alterações. O arquivo é entregue com o rastreamento de alterações ativado, para que o cliente possa, se desejar, aceitar ou rejeitar as alterações uma a uma. O mais recomendável é o revisor chamar a atenção do cliente para questões mais candentes, deixando ao critério (e à disponibilidade de tempo) do cliente verificar item por item. 
A pontuação também segue algumas regras, embora, em certa parte, haja questão de gosto, estilo pessoal e experiência. Existem excelentes textos que não contêm nem mesmo um ponto e vírgula; no entanto, o uso certo deste sinal é muito útil para modular o ritmo da prosa e para hierarquizar as informações infindáveis e os argumentos da tese. 
Não há roteiro para a ampliação do arcabouço léxica: palavras que se conhecem não podem ser usadas. Um bom revisor tem uma bagagem idiomática variada e a coloca a serviço do texto. 
Revisão gramatical e ortográfica 
A revisão gramatical e ortográfica inclui, mas não se limita a: 
  • erros de ortografia e pontuação que podem ter permanecido após a revisão estilística; 
  • adaptar a ortografia aos padrões de linguagem e regulamentos aplicáveis à tese; 
  • verificar se a tese segue os critérios do guia de estilo da universidade para questões não definidas pela Nomenclatura Gramatical Brasileira: uso de letras maiúsculas, formação de abreviaturas, expressão de quantidade, pontuação de diálogos em ficção ou entrevistas, espaçamento entre símbolos, uso de aspas e negrito, itálico; 
  • aplicar seu conhecimento de usos de fontes (a eterna celeuma entre fontes serifadas ou sem serifas) e aspectos não regidos por normas ou diretrizes, escolhendo o mais adequado para cada tese; 
  • verificar a precisão das referências cruzadas dentro da tese. 
Ao executar a revisão no texto da tese que já está paginada, o revisor também deve verificar o seguinte: 
  • linhas isoladas no início e no fim da página (viúvas e órfãos); 
  • repetir sílabas em linhas consecutivas e palavras mal hifenizadas; 
  • espaço branco duplo entre palavras ou entre linhas consecutivas; 
  • gráficos (linhas de separação, painéis); 
  • alinhamento de linhas e colunas de tabela; 
  • numeração (listas, notas, epígrafes); 
  • numeração de páginas (cabeçalho ou rodapé); 
  • categorias de títulos e fontes; 
  • posicionamento de elementos gráficos em relação ao conteúdo da tese; 
  • revisão das referências e unificação de seus critérios (se assim estabelecido). 
Existem normas internacionais que regem a escrita de números, símbolos matemáticos e unidades de medição. Na revisão da tese, cabe verificar se essas diretrizes são cumpridas. 
Por exemplo, o símbolo de graus centígrados não é um pequeno zero ou uma letra ou sobrescrito: é um sinal específico de que um revisor profissional sabe como e onde inserir. O mesmo acontece com o sinal de multiplicação, que não é um xis, ou o de subtração, que não é um hífen. O revisor mudará ... (três pontos) para … (reticências): são parecidos, visualmente, mas são sinais deferentes. 
Quando o revisor faz a revisão ortográfica, ela será desfeita pelo autor: trata-se de uma revisão terminativa, pois está incidindo sobre questões sobre as quais não haverá dúvida e não caberá discussão. 

Revisão final 

Esta intervenção na tese é a última em ordem de tempo e o revisor a executa no texto final, idêntico ao que o autor gostaria de ver impresso. A correção final do manuscrito da tese inclui: 
verificar se as alterações mencionadas na etapa anterior foram introduzidas; 
verifique se nenhum texto foi movido inadvertidamente desde a última revisão; 
certificar-se de que os elementos gráficos são de qualidade suficiente e legíveis; 
verificar uma última vez que tudo está no lugar certo e que os links, se houver, funcionam. 
Em qualquer tipo de revisão, as mudanças e sugestões feitas pelo profissional representam o fim de seu trabalho. Se o cliente, subsequentemente, adicionar ou mudar algo no texto, ou se pedir opinião sobre uma redação alternativa, deve ser considerado um trabalho adicional – como sempre, exceto se houver previsão contratual de continuidade do serviço, ou por cortesia para com o cliente. 

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