Recursos e restrições da revisão de textos

A revisão de textos demanda recursos humanos e disponibilidades financeiras.

Por recursos, queremos dizer tempo e verbas e as restrições são humanas e materiais – inclusive falta de recursos, os elementos externos que vêm influenciar a revisão. Não há como afastar o fato de que a qualidade demanda tempo e dinheiro.
O tempo disponível para o revisor parece ser um dos principais fatores que orientam a escolha de revisar e, se for o caso, o método utilizado. As limitações financeiras às ordens de revisão são elemento inevitável do debate sobre a qualidade do produto. As restrições orçamentárias prevalecem hoje no mercado de revisão e envolvem os fatores atraso (por falta de pessoal) e custo da mão de obra, também são critério importante no que toca à exigência de qualidade: bons profissionais são mais onerosos que revisores incipientes. O custo anda de mãos dadas com o orçamento do serviço de revisão de textos. Quanto maior o orçamento, menos restrições de pessoal e tempo haverá – mais revisores, mais qualificados e mais tempo disponível são indícios de exigibilidade quanto à qualidade.
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Em relação ao fator tempo, instala-se o conflito entre demandas econômicas por tempo e solicitações profundidade, confiança e qualidade. Quanto mais tempo o revisor dispõe, mais mudanças necessárias ele faz. Se a qualidade requer tempo, prazo excessivo não leva necessariamente a crescimento qualitativo. Existe um tempo razoável e, para alguns, o estresse do fim dos prazos é elemento de produtividade, o que é paradoxal, mas é o que se observa.
Os perigos da superrevisão (hiperrevisão, para alguns) nunca devem ser subestimados. Quando o revisor constantemente revisa, revisa, reavalia, refina, corrige e melhora texto, os perigos de “matar por bondade” são altos – errar por excesso de interferência. Nos círculos de tradução e revisão alemães, o termo usado é Verschlimmbessern [w]hich, que significa “melhorar até a morte”.
O fator tempo é, sem dúvida, problema muito atual no mundo profissional da revisão de textos e, embora seja muito interessante perguntar se gastar mais tempo leva a uma melhora qualitativa, geralmente, falta tempo para os revisores fazerem o que deveriam, ou falta dinheiro para pagá-los pelo tempo necessário – o que dá no mesmo. Os revisores independentes, que são cada vez mais pagos pela quantidade de trabalho fornecido (caracteres, palavras ou página), enfrentam um dilema ético: ou se ater ao tempo que podem dedicar à revisão e aceitar um risco de erro, ou seja, gastar o tempo necessário para atingir certa qualidade, mas não serem pagos o suficiente em relação ao tempo gasto. Esse é um problema específico para revisores independentes que não afeta os revisores que são funcionários de editores, ou não os afeta na mesma medida, pois pressão de tempo e produtividade sempre haverá. Os revisores que têm a carteira de trabalho assinada certamente enfrentam pressões de tempo dentro do departamento, mas não têm o mesmo problema ético que revisores independentes, uma vez que recebem salário fixo (desconsiderados eventuais bônus). É possível inferir que os profissionais com vínculo empregatício produzam revisões de melhor qualidade que os revisores independentes? Seria interessante comparar as revisões feitas pelos serviços editoriais às feitas por tradutores ou revisores independentes, o que não será feito aqui.
Outro fator material é a proximidade geográfica do revisor e da revisão. A forma pela qual a revisão é realizada provavelmente não será a mesma, dependendo de o revisor e o autor estarem em duas salas vizinhas ou se os dois atores trabalham em locais diferentes, ou mesmo cada um em uma cidade diferente, em casos extremos (e cada vez mais frequentes), sem sequer se conhecerem. Em particular, estamos pensando no fato de que, se eles não tiverem o mesmo local de trabalho, o revisor optará por uma inserção de suas mudanças no processamento de texto em vez de no papel – e fará isso quase como exigência inexorável do trabalho.
No que diz respeito aos recursos humanos, surge a questão da disponibilidade do revisor ideal, aquele que, em um caso específico, estará na melhor posição para realizar a revisão (com base em seu conhecimento do campo, sua combinação de experiência, antiguidade, agenda…). Se o revisor ideal não estiver disponível, será uma questão determinar qual dos revisores disponíveis é mais apropriado.
Em termos de restrições de revisão, as instruções do contratante são de grande importância. Quem decide que o texto precisa ser revisado e quem o transmite ao revisor é o autor. Às vezes ele se comunica bem com o revisor, com prontidão e clareza – mas nem sempre o autor se dispõe ou está disponível. Sua maior ou menor cooperação, portanto, importa para o revisor e o editor. O cliente também estabelece os prazos e condições em que a revisão deva ser realizada. Estas instruções são dirigidas ao revisor (ou ao editor) em primeiro momento, mas revisor e editor devem respeitar orientações e prazos. Embora sejam de grande importância, as instruções do cliente devem ser sempre tomadas com certas reservas pelo editor e, a fortiori, pelo revisor, pois o contratante não está sempre certo quanto a questões linguísticas e pode ser sábio não cumprir suas ordens em favor de critérios linguísticos como legibilidade e compreensão do texto.

Critérios relativos à origem do texto

Quanto mais importante o texto, mais recomendada é a revisão. Quanto melhor o autor, mais se exige que o revisor seja qualificado. Também se estabelece uma classificação dos textos por importância. A confiabilidade do revisor também entra em jogo, em relação à importância do texto.
Textos menos importantes, “menores” (que serão lidos rapidamente, ou não serão preservados) não merecem revisão completamente acurada; não vale tal investimento. Mas, mesmo os textos “efêmeros” devem ser revisados com total consideração de suas nuances.
A qualidade do texto original é determinante. Quanto mais compreensível e bem estruturado o texto, mais fácil será para o revisor aperfeiçoá-lo – e os resultados serão melhores. O critério da importância e permanência do texto está, portanto, mais relacionado à etapa de tradução do texto, mas ainda tem impacto na revisão na medida em que o revisor, se realiza uma revisão consciente, sempre atenta à importância e finalidade do texto.
A qualidade do texto a ser revisado obviamente desempenha papel na escolha da revisão que é indicada. No caso extremo em que o texto seja tão ruim que não seja passível de revisão (podemos garantir que esse limite está situado dentro do campo real!), o revisor deve recusar o serviço e garantir que o texto seja devolvido ao autor para melhoria. O critério que se refere ao último dos parâmetros consideráveis é a rentabilidade. O revisor ou o administrador da revisão, eventualmente um editor, deve julgar se a revisão é financeiramente rentável ou, pelo contrário, se seria preferível devolver ao autor porque se ganharia tempo, ficaria mais barato, ou situações com tais. Esse critério pode se mencionado como o último deles, mas é dos mais decisivos e, eventualmente, constitui restrição absoluta ao serviço.

Critérios relacionados ao público-alvo

Além de sua qualidade, o texto revisado contém uma série de critérios próprios e, em primeiro lugar, seu objetivo, seu destino. É o critério da “aplicação pretendida” – a finalidade do texto – e esse é um dos que tornam possível decidir se um texto deve ser revisto ou não. Textos de longa duração, como publicações, teses, dissertações, tendem a ser mais bem avaliados que textos de curta duração. Mas mesmo um artigo científico, ainda que seja mais efêmero que uma tese, requer acurácia na hora da revisão, pois os critérios de elegibilidade para publicação são rígidos face a disputa pelo espaço na mídia.
O leitor-alvo também é um critério que podemos citar. Dependendo do público a que se destina o texto revisado, uma série de escolhas revisionais são feitas e o revisor deve levar isso em conta. Essas considerações, focadas no texto-alvo, referem-se ao fato de que o propósito da revisão e o leitor-alvo são os fatores dominantes na determinação do método de revisar utilizado. O ambiente profissional atual foca na comunicação (a mensagem transmitida). Como resultado, muitas concessões são feitas ao público-alvo. O fato é que, uma vez que a comunicação seja regida pelo receptor, a precisão máxima é sacrificada à difusão máxima e o resultado é um déficit qualitativo na comunicação em privilégio do superávit quantitativo.

Histórico da revisão

Um dos fatores para se gerenciar efetivamente na revisão é a experiência do autor. Podemos facilmente imaginar que a escolha do processo de revisão seja baseada em se o texto foi feito por um autor iniciante ou um autor experiente. Para cada processo de revisão, haverá um revisor mais confiável no desempenho. Assim, além do propósito do texto, também se considera a habilidade do autor como fator determinante nas escolhas do revisor e, por ele, nas escolhas dos atos de revisar.
Além disso, o fato de o revisor conhecer o autor e seu trabalho também desempenha um papel. O revisor que esteja acostumado a revisar o trabalho de um tradutor conhecerá suas fraquezas e saberá, desde o início, onde concentrar sua atenção. Esse critério afeta, portanto, os parâmetros de revisão escolhidos. A relação estreita entre revisor e autor pode vir a ser uma desvantagem, pois pode levar o revisor a ter um julgamento subjetivo, apressado, simplista – e cabe atenção para evitar tais equívocos e seus decorrentes prejuízos.
Além desses critérios já citados, a forma pela qual o texto foi redigido, incluindo as condições de trabalho do autor, pode afetar a necessidade de revisão do texto ou os caminhos elegíveis para a consecução do trabalho revisional. Por um lado, o tempo que o autor dispendeu em sua redação, muitas vezes, tem impacto na qualidade do produto. Embora não haja necessariamente correlação direta entre a qualidade do texto original e o tempo gasto para produzi-lo, o autor pode não ter tido o tempo mínimo para produzir com a qualidade que lhe seria peculiar em outras circunstâncias. É importante o autor relatar isso ao revisor, para que o revisor possa fazer a revisão mais adequada à situação. Assim como com o tempo utilizado, o revisor terá que adaptar sua revisão de acordo com as condições todas em que o autor trabalhou: ruídos e dispersões a que esteve submetido no ambiente de trabalho ou em função de preocupações latentes durante a redação, por exemplo.
Outros fatores podem afetar diretamente o método de revisão a ser utilizado. Pensamos em particular nos autores que ditam seu texto (e isso é mais comum do que se pensa – inclusive com a recente possibilidade de se poder ditar diretamente ao computador). O texto é então escrito por um secretário (que está se tornando cada vez mais raro) ou usando software de reconhecimento de voz. Esse método de redação tem grande impacto no produto e no procedimento de revisão.
Como acabamos de ver, um número muito grande de critérios provavelmente desempenhará papel na seleção de abordagens de revisão. Na maioria das vezes, no entanto, os autores e editores não têm tempo para analisar cada um desses fatores para escolher o revisor. Seria, portanto, interessante definir e apontar quais têm mais peso e, assim, poder traçar um processo a ser seguido na escolha da prática de revisão.

Gestão de recursos e riscos

Hoje, os provedores de serviços de revisão estão enfrentando fortes pressões orçamentárias e um ritmo de trabalho cada vez maior. Nesse contexto geral, o objetivo é, naturalmente, alcançar a melhor qualidade possível, o mais rápido possível e com o menor custo. Para isso, é preciso perguntar como é possível adaptar a revisão, uma prática que é tanto útil em termos de qualidade quanto dispendiosa em termos de recursos, ao contexto atual. A revisão é um serviço importante e caro, melhor que seja aplicado seletivamente. Como a revisão custa dinheiro, a escolha da revisão é também escolha financeira.
Cabe usar a revisão como parte da gestão de riscos. Os erros não têm o mesmo impacto, dependendo do tipo de texto e de sua destinação. É, portanto, com base nesses dois critérios que deve ser decidido o caminho para a revisão. Nota-se que, entre os fatores que influenciam as escolhas de revisão que mencionamos anteriormente, aqueles relacionados ao original e ao público-alvo são os mais decisivos.
É necessário modular a intervenção do revisor conforme necessário para evitar o excesso de investimentos: ele deve ser proporcional à importância do texto original. Sugere-se, para os serviços de revisão, a implementação de uma política eficiente de gestão da qualidade com base em dois critérios:
  • classificação de revisões de acordo com sua importância;
  • classificação de revisores de acordo com sua confiabilidade.

Com base nesses critérios, a questão será encontrar a combinação ideal. Considere-se primeiro o risco com base na combinação entre oferta (confiabilidade do tradutor) e demanda (importância do texto). Por exemplo, se um texto muito importante é revisado por um revisor considerado menos confiável, o risco é considerado significativo. Por outro lado, se for revisado por um revisor confiável, o risco é menor. Com base nessa determinação do risco, fazem-se recomendações de revisão: para o exemplo do texto muito importante que foi revisado por um revisor menos confiável, considera-se a segunda revisão indispensável. Se o mesmo texto foi revisado por um revisor confiável, a segunda revisão ainda é necessária, mas não tanto.
Há algum parâmetro-chave para revisão? Se supusermos que o revisor tem muito pouco tempo disponível, há pontos que ele terá que controlar? Entre os critérios substantivos, o da fidelidade ao significado material e à legibilidade são imperativos, independentemente da importância do texto.

Relação entre revisor de textos, texto revisado e autor

A relação entre revisor e revisão como prática e como produto toca em importante dimensão profissional da revisão. Mesmo ao longo dessas poucas linhas, já temos apontado alguns elementos ligados a essas questões. As muitas vezes que mencionamos isso mostram a importância das relações humanas em toda análise. Destaca-se sempre a importância da relação entre o revisor e os atores: o editor, o autor e o contratante. É a relação do revisor com o autor que é a mais difícil. Sob esse prisma, a revisão tem duas facetas: uma é técnica (como proceder e por quais critérios?) e a outra diz respeito à delicada questão da relação entre o ego dos revisores e o dos autores.

Revisor e autor revisado

Nós fazemos revisão de textos. Pronunciar essas palavras nos faz chorar e ranger os dentes. O revisor, corretor, reescritor não tem boa imagem no mundo literário. Ainda assim, ele é necessário. É essencial que um texto seja trabalhado não apenas pelo próprio autor, pois ele não é infalível.
O fato de o revisor ter o papel de “corrigir” é fonte de discórdia e tensão, especialmente quando há também uma relação hierárquica entre revisor e revisado. Para reduzir a subjetividade de sua intervenção – e a faceta ególatra da subjetividade, é importante que o revisor justifique suas mudanças, ou tenha capacidade para tal, sempre que for questionado.
Todos concordam que uma atitude de abertura e respeito ao esforço autoral deve orientar a prática do revisor, a fim de favorecer o equilíbrio de poder entre revisor e autor. Existe a possibilidade (remota, em termos práticos) de se introduzir uma fase de discussão presencial no processo de tradução com outra pessoa. Essas discussões cara a cara são excelente maneira de o revisor comunicar suas correções com tato e diplomaticamente ao autor.
O autor se opõe à síndrome da revisão-sanção quando reduz a revisão à sua função corretiva. A revisão deve agora ser usada evitando se impor como processo de apontar erros, mas tornando-se um procedimento mutuamente benéfico, em que avança o autor, mas também beneficia o revisor no sentido de que ele seja forçado a chegar ao fundo das coisas (especialmente justificando suas intervenções) se ele quiser conferir credibilidade a seu papel e, finalmente, o mais importante beneficiário, o público alvo que recebera um texto mais fluente, mais claro, mais preciso e que demandará menos tempo para ser lido.

Comunicação entre revisor e revisado

O autor e o revisor são solidariamente responsáveis pelo mesmo produto e sua qualidade, e qualquer falha de um prejudica a reputação do outro. Então eles são parceiros. Quando se faz uma boa revisão, toda a arte do autor e do editor é construir uma verdadeira parceria entre eles. A revisão deveria ser feita em conjunto sempre que fosse possível. De fato, demonstra-se com frequência a importância do contato direto com o autor que, ao destacar passagens, transmitir informações, dados, confere interpretação autêntica a passagens ambíguas. Entre as ferramentas de comunicação e colaboração existentes, além do e-mail e do telefone, existe a opção de comentário no Word.
A comunicação entre o revisor e o revisor é, portanto, crucial. Serve não só para melhorar a qualidade da produção textual, mas também para melhorar as relações entre esses dois atores do projeto. De fato, se o autor tem o hábito de comunicar ao revisor detalhes no período anterior à revisão, ele permitirá que o revisor entenda melhor sua tarefa e saiba precisamente em quais parâmetros a revisão deve se concentrar. Assim, o revisor terá menos chances de fazer mudanças desnecessárias ou introduzir erros, o que seria ao mesmo tempo contraproducente e fonte de tensão em seu relacionamento com o autor. A revisão faz parte de um esforço em equipe que incentiva a reflexão coletiva, muito maior do que a soma das reflexões e conclusões individuais.

Últimas considerações

Para concluir esta digressão sobre a prática das revisões, podemos observar algumas tendências sobre os tipos de mudanças feitas durante a revisão. Em todos os serviços, a revisão leva a um aumento significativo na qualidade dos textos. É praticamente inconcebível que assim não seja, mas haverá serviços que agregarão muita qualidade, outros agregarão menos.
Notamos também que a revisão vai além de uma melhoria minimalista nas produções escritas. Pelo contrário, os revisores estão muito interessados em melhorar o estilo. Isso é evidente no alto índice de mudanças na fluidez que se se costumam encontrar e proceder. As intervenções de linguagem e estilo se concentram na fluidez textual. Vimos nas várias formas de revisões “parciais”, ou seja, focadas apenas em um tipo de parâmetros, limitações decorrentes de tempo e dinheiro.
Gostaríamos de apresentar conclusões mais gerais, extraídas das observações sobre diferentes processos de revisão. Isso nos permitiria ligar os dois componentes de nossa consideração: os teóricos e os práticos. Estamos conscientes das limitações destas linhas, particularmente no que diz respeito a sua representatividade, e não afirmamos sermos capazes de chegar a conclusões científicas. No entanto, nos permitiremos fazer certas suposições decorrentes de nossas observações, hipóteses que poderiam ser revertidas ou confirmadas por um estudo sistemático. Como vimos na parte teórica, a comunicação entre revisor e revisão é de grande importância. Em termos dos procedimentos de revisão utilizados, o serviço em que os colaboradores normalmente relatam fazer várias revisões, cada uma focada em um tipo de parâmetro, produz a revisão melhor. Vemos a importância das restrições quanto à terceirização no processo de revisão. Revisões terceirizadas significam que os atores do projeto não trabalham nas mesmas premissas, portanto:
  • a revisão é feita apenas na tela, a menos que você escaneie a folha de papel na qual o revisor escreveu suas alterações. No entanto, trata-se de perda de tempo, especialmente para textos longos, e tal prática não tem sido observada;
  • a comunicação de alterações ao revisor externo e as alterações feitas pelo autor ao revisor externo são menos propensas a serem feitas;
  • a decisão final de inserir mudanças necessariamente cabe ao funcionário interno do departamento; e
  • não há possibilidade de contato direto entre tradutor e revisor. Eles devem necessariamente se comunicar de outra forma (e-mail, telefone, comentário no Word). Os revisores costumam ter preferência pelo contato direto.

No caso da terceirização, os revisores são privados da comunicação com os autores e seus hábitos de trabalho são alterados. Podemos dizer que a terceirização tem consequências decisivas para a prática de revisão. É forte a hipótese de que a terceirização tende a diminuir a qualidade da revisão em termos de melhoria da textualidade. Além disso, o cumprimento das instruções do contratante é parâmetro importante que tende a ser desconsiderado considerado quando a relação autor-revisor é distanciada. Também vimos que o contratante intervém em muitos aspectos das revisões, incluindo as categorias de conformidade do texto às suas instruções, o que se perda na terceirização. Na verdade, o papel do contratante é elemento que não é geralmente não abordado nos livros que tratam de revisão de textos, assim como não se consideram, em geral os problemas decorrentes do mercado, incluindo a tendência de terceirização.
Inspirado por QUENETTE.

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