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Revisão de textos procedimentais

Bases da revisão de textos procedimentais

A contribuição da categorização e dos gráficos contextuais para a explicação do modo de agir.

Explicar como fazer é habilidade importante, uma vez que grande parte da atividade diária da produção verbal trata de dizer a alguém como fazer algo, o que também ocorre quando se trata de escrever um manual de operação de um sistema técnico, ou para treinar aprendizes. São os chamados textos procedimentais ou procedurais. Ser capaz de melhorar esse tipo de texto, revisando-o, para efeitos de transmissão direta, coerente e eficaz de informação é, portanto, importante componente da competência de autor e de revisor.
O saber-fazer é feito de conhecimento e ação no cumprimento de uma tarefa.

A revisão dos textos tem sido concebida como resolução de problemas e como aperfeiçoamento contínuo do produto textual. É nessa corrente que situamos nosso trabalho em se tratando da revisão dos textos procedimentais, considerando a melhoria do texto como componente da própria atividade de produção verbal.
Deve-se ter em conta que a atividade da revisão faz parte da própria tarefa de escrever (como interferência em textos próprios – ITP), constituindo subprocesso inerente, ou surge como posterior identificação de problemas e de aperfeiçoamentos em tese (como interferência em textos alternos – ITA); a seguir, a revisão consiste em resolver a tarefa, ou o problema, em reexaminar as indicações verbais que descrevem a execução das tarefas ou a definição dos problemas, indicando-lhes estruturas eficazes e eficientes, soluções e encaminhamentos.
Para identificar os componentes da revisão autoral, como primeiro passo, descrevemos a resolução dos problemas de concepção da produção verbal e da categorização contextual como suporte dessas atividades de design textual que também seriam a base da ITA. Em segundo passo, definimos o que é a tarefa descrita no texto a partir do trabalho realizado em nossa cognição. Essa descrição inclui os quesitos resolução de problemas. No terceiro passo, revisa-se a descrição da ação proposta. Finalmente, apresentam-se modelos de tarefa e resolução de problemas que podem explicar as atividades de revisão, incluindo a abordagem de produção, incluindo ITP, e de revisão como ITA, na geração de explicação. Conclui-se a contribuição da abordagem “resolução de problemas” para a revisão da expressão verbal das tarefas, identificando nove quesitos de revisão do texto processual.

Concepção, produção e revisão da produção verbal

A produção e revisão de qualquer texto são atividades complexas que podem integrar outras tarefas (por exemplo, a busca de documentação), mas resultam principalmente da integração de várias tarefas: a produção mental (operacionalização da memória de trabalho) e revisão da organização interna e sua formatação para a produção verbal (retórica operacional). O conteúdo a partir do qual se produz o texto tem organização interna e espacial em que o autor deve organizar o conjunto de ideias – ou estruturas conceituais – que devem ser formatadas em estrutura textual hierárquica. A primeira questão para a revisão é a verificação da completude do conteúdo, a organização de suas ideias e sua formatação (quesito 1 do processo de revisão). Essa é a tarefa de organizar a estrutura do objetivo conceitual (o que dizer?), a estrutura do objetivo do formato (como dizê-la?) e sua integração com os efeitos narrativos e estéticos possíveis que são critérios da construção. Ou se trata da tarefa de verificação correspondente: o que foi dito? e como foi dito? – e se foi bem-dito.
A concepção, produção e revisão da produção verbal são problemas de design textual cujo propósito é desconhecido a priori, se não forem bem definidos por um conjunto de critérios, ou constrangimentos, para respeitar alguns imperativos. Isso poderá incluir escrever um texto para crianças (critério imperativo), original (critério de preferência), não muito longo (de variação de satisfação), etc. Essas restrições iniciais permitem especificar as outras dimensões, ou variáveis, do problema e tomar decisões compatíveis entre elas e, finalmente, especificar a meta a ser alcançada, ou medir os respectivos alcances.
Essa abordagem da concepção-produção-revisão dos textos como resolução de problemas é possível de acordo com a categorização contextual, um processo cognitivo que constitui um apoio à conceituação das situações. Os textos descrevem objetos (caracteres, objetos naturais, objetos manufaturados) no espaço, objetos que podem ser submetidos a eventos ou ações agindo uns sobre os outros. Com a categorização contextual, os objetos são colocados em relação semântica uns com os outros: primeiro, todos os objetos; em seguida, advém o contexto semântico de uns para com todos os outros. Assim, em “primeiro clicar no mouse” e “depois clicar na tela”, empresta-se significado diferente para “clicar” e um significante diferente para a atividade primeira e segunda, a despeito da similaridade e sucessividade. Essas conexões são feitas como categorias e cláusulas que montam e diferenciam objetos ou ações e permitem criar modelos das situações descritas no texto. A produção e a compreensão dos textos consistem em categorias muito gerais especificadas até atingirem a categorização informativa pertinente. Uma especificação que pode ser dada no texto ou adquirida por inferência de categorias contextuais (por exemplo, “clicar uma vez” vs. “clicar duas vezes” – em relação a clicar na tela ou com o mouse). Esse conteúdo irá corresponder à formatação textual (estruturas de palavra, frase, parágrafo).
A categorização contextual pode ser abordada tomando como exemplo uma proposta como “clicar duas vezes”. O processo de categorização contextual é projetado para criar categorias de relações de diferenciação. Assim, é criada a categoria de “clicar”, e “onde clicar”, as subcategorias de “no mouse” e “na tela” e, finalmente, “clicar” é instanciado na categoria de duas operações mecânica e espacialmente distintas, mas que podem produzir resultados assemelhados, independentemente do espaço que que se realizam, ou distintos, dependendo da frequência com que ocorrem: “duplo clique” vs. “clicar duas vezes”.
A rede de categorias contextuais permite responder a muitas perguntas de forma diferenciada de inferências logicamente lícitas ou ilícitas: “o que é clicar?” (Assinalar com um toque!). Como clicar? (Apertando um botão no mouse ou tocando a tela com o dedo.). Tocar e permanecer com o dedo é clicar? (Não.). Clicar na mesa funciona? (É possível). Pode-se clicar no touchped? (Sim.). Clicar duas vezes é o mesmo que duplo clique? (Depende.).
As categorias contextuais tornam possível fazer conexões que são necessárias para a construção da macroestrutura. Produzir um texto é, inversamente, produzir microestruturas e alinhá-las retoricamente, isso é, conectar subcategorias a partir das categorias muito gerais de macroestrutura. A categorização contextual também possibilita relatar processos de design textual a partir de restrições fornecidas pela particularização ao criar subcategorias. As restrições e compatibilidades entre valores variáveis integram a consistência da estrutura da rede de categorias.

A revisão da produção verbal

Revisar um manual de produto, é também uma tarefa em si e é um quesito da complexidade (quesito 1) relativo à completude. É necessário examinar os componentes mais genéricos da do texto em revisão. A tarefa é o operador interagir com objetos para determinados fins. A realização desse desiderato exige que os objetos sejam alterados ou transformados de seu estado inicial para alcançar seu estado final. A tarefa é a produção de estados característicos nos objetos ou obter deles ações. Assim, escrever um texto é uma tarefa para a qual a finalidade é obter o texto a ser escrito.
A distinção entre a tarefa (escrever um texto) e sua finalidade (obter o texto escrito) é fundamental por várias razões. Uma razão principal é que a mesma finalidade (obter o texto escrito) pode ser conseguida de várias maneiras, ou mesmo de acordo com tarefas diferentes (escrevê-lo ou mandar alguém escrever, por exemplo). Outra razão é a interpretação e avaliação da tarefa. Não se pode interpretar e avaliar o que alguém está fazendo se não há um bom conhecimento do propósito que a pessoa deu à tarefa.
Assim, a revisão de um texto é um problema muito geral e é o primeiro quesito de complexidade (quesito 1). Um segundo componente mais específico do processo de revisão tem sua origem na consecução do objetivo (os objetos do sujeito ficaram como desejado?) e nos meios usados (os objetos funcionais são usados do modo mais apropriado?). Por exemplo, se um componente da meta é a acessibilidade ao conteúdo de uma declaração por crianças, a questão será verificar se os meios utilizados são suficientes e eficientes (quesito 2).
Outra dimensão característica da tarefa é a possibilidade de executar a mesma tarefa com diferentes procedimentos. Copiar um texto é, por exemplo, escrever cada um dos parágrafos do texto. Essa é uma maneira de fazer para que o texto seja copiado. Outro procedimento poderia ser escrever a primeira palavra de cada parágrafo, depois a segunda, e assim por diante. Vários procedimentos podem levar à mesma tarefa. Não significa, porém, que todos os procedimentos sejam igualmente eficientes, ainda que a eficácia seja a mesma. A tomada de decisão sobre a escolha do procedimento é outro quesito peculiar à tarefa. Portanto, um segundo componente do processo de revisão tem sua origem na seleção do procedimento de revisão (quesito 3).
Outra dimensão característica da tarefa é sua sequenciação. As ações são ordenadas temporalmente. A principal dimensão da tarefa, no entanto, é a dimensão hierárquica: uma tarefa é dividida em subtarefas que se decompõem a suas sub-subtarefas. Cada subtarefa correspondente a uma submeta, e tem assim objetivo principal e objetivos secundário; cada submeta pode ter sub-submetas em si. Tudo corresponde a uma estrutura de metas hierárquicas. Um procedimento para copiar um texto é, por exemplo, escrever cada um dos parágrafos do texto. Escrever um parágrafo é escrever cada uma das frases. Escrever uma frase é escrever cada uma das palavras. Escrever uma palavra consiste em escrever cada uma das letras. Tal decomposição da tarefa em metas e submetas, de acordo com uma estrutura de árvore, leva às ações básicas que são as ações de condução. O exemplo da cópia já contém a principal dificuldade em realizar a tarefa e sua expressão verbal: o planejamento hierárquico (quesito 4).
Essa análise das tarefas, na versão clássica dos estudos sobre resolução de problemas, é a contribuição para a análise da revisão dos textos, como uma tarefa em si. A experiência diária da produção verbal e da revisão são questões de especialização para as quais temos muitos procedimentos adquiridos pela linguagem. No entanto, a produção de textos nem sempre recai em tarefas que todos sabem executar, mas também inclui resolver problemas (ITP) no próprio texto. Há problemas quando o autor não sabe como alcançar o objetivo traçado e, para a revisão (ITA), cumpre obter o texto desejado. Vários tipos de problemas são classicamente distinguidos: problemas de transformação de estado, problemas de arranjo, problemas de design e problemas de controle de processos. Para a ITA, todos esses e problemas parecem estar envolvidos. A revisão de um texto escrito para produzir um texto aceitável, ortográfica e gramaticalmente, é questão de transformação do estado. O arranjo de ideias e sua formatação pertencem à categoria dos problemas para incrementar a compreensão. Encontrar novas ideias para construir melhor o texto é um problema de design textual ou de retórica. Monitorar seu próprio processo de revisão para que a produção atenda a diferentes critérios (relacionados ao tipo de destinatário, relacionados a propósito, estética) corresponde ao controle de processo.

A reprodução verbal de procedimentos

A tarefa de produção verbal de textos procedimentais consiste em descrever a realização de determinada tarefa, ou em como resolver determinado problema. A expressão verbal, pelo autor ou para o leitor, do saber-fazer difere este de outros tipos de produções verbais: deve ser suficientemente informativo para orientar a realização de ações concretas em objetos. Segue-se que uma das atividades de revisão, específica da produção verbal de procedimentos, diz respeito à exatidão das informações de natureza processual (quesito 5). É o discurso suficientemente preciso para que as ações descritas sejam inequivocamente realizáveis, tanto nas ações (usar o mouse vs. clicar no mouse) quanto nos objetos a que essas ações se aplicam (no mouse vs. na tela).
A precisão da informação é a principal distinção entre o texto sobre o conhecimento e o texto sobre o procedimento. A distinção entre o texto epistêmico e o texto pragmático refere-se à natureza das inferências a serem feitas pelo receptor. Os textos epistêmicos tratam de generalizações sobre o conhecimento, os textos pragmáticos são específicos em descrições ou instruções, aquelas que o receptor do texto poderá repetir em função da particularização, desde que concirnam exatamente a objetos com que atuar, ações que fazer e correspondente ordenação de objetos e ações. Assim a proposta de “voar” para cidade de Beijing em um texto epistêmico para crianças que vivem em Brasília significará possivelmente “você tem que se locomover para longe”. Num texto pragmático, a mesma proposta deve tornar possível saber como chegar a Beijing concretamente e, em vez daquilo, “voar” aqui significa “comprar um bilhete de avião”. Essa distinção (texto epistêmico/ texto pragmático) é encontrada com a oposição entre o conhecimento declarativo e o conhecimento processual, entre textos opinativos e textos procedimentais. O conhecimento declarativo incluiria, de acordo com essa distinção, as descrições dos objetos, seus estados e a relação entre os objetos e sua natureza, ao passo que o conhecimento processual incluiria as transformações de estados de objetos e os meios para obter as transformações.
No entanto, essa oposição entre dois tipos de conhecimento, textos e produções verbais parece incompleta: como poderíamos agir em objetos sem conhecê-los? Por outro lado, pode-se conhecer os objetos sem saber como agir sobre eles. Nessa proposta teórica, há alguma novidade em que o conhecimento processual inclui o conhecimento declarativo, ou o subsome: saber-fazer compreende as ações, mas também o conhecimento sobre objetos que justificam suas transformações geradas pelas ações. É a ação que permite categorizar os objetos e destacar as propriedades distintivas e relacionais dos sujeitos e objetos. Segue-se que o processo de revisão da expressão do saber fazer também diz respeito ao conhecimento: o que é necessário para o modo de fazer (quesito 6).
Presume-se que os textos processuais estejam entre os mais difíceis de produzir, corrigir e compreender. Essa dificuldade vem dos dois quesitos acima, que são: precisão de especificação (quesito 5) e a integração do conhecimento com o saber fazer (quesito 6). Primeiro, se a inferência geral é fácil porque é bastante inequívoca (por exemplo, é necessário voar: é necessário tomar um avião como meio de transporte), a inferência que consiste em especificar leva a considerar muitas possibilidades (por exemplo, é necessário tomar o avião: que avião tomar, entre todos os aviões, em que voo embarcar, entre todos os voos). Em segundo lugar, não é apenas uma questão de como os objetos são transformados e como os significados dos verbos de ação (por exemplo, voar, como viajar de avião), mas especialmente o que eles são (por exemplo, por que a aeronave funciona de modo a que seja possível a ela voar e voar nela).
Há ainda outro quesito complexo: o conhecimento da ação, que inclui o conhecimento exigido e suficientemente especificado para ser executável, incluindo o agendamento de ações. Vale dizer: não se trata apenas de que ações executar, mas especialmente da ordem em que devem ser implementadas. Pode-se pensar que a linearidade do texto e a do procedimento sejam susceptíveis de facilitar a produção, a revisão e a compreensão dos textos processuais. Não, não é assim. As tarefas têm estrutura hierárquica particular cuja linearidade é apenas um dos componentes (por exemplo, ir para o aeroporto e tomar o avião para ser transportado de um lugar para outro). A produção verbal do saber-fazer é assim específica: fornecer inequivocamente as ações a serem executadas, que responde à pergunta “como”, mas igualmente as justificações causal, que respondem à pergunta “por que”. Na árvore que resulta da decomposição da tarefa aos objetivos primários e secundários, a pergunta “como” fornece as submetas e a pergunta “por que” a finalidade superordenada: “como você escreve o texto?”: “eu escrevo o primeiro parágrafo, então o segundo, etc.”, “por que você escreve essa palavra?: “para escrever a sentença...” Questionar o “como” e o “porque” é também uma maneira de eliciar o saber fazer, maneira muito usada na ergonomia cognitiva. Perguntadas àquele que expressa o saber-fazer, essas questões permitem-lhe fornecer justificações, para que se torne consciente da eventual incompletude de sua verbalização, e, possivelmente, para reescrever o procedimento. Ao realizar a tarefa de escrever, as questões permitem considerar maneiras de fazer, para evocar outros procedimentos, e, possivelmente, para superar mal-entendidos e impasses.
É função do texto explicativo processual, e de sua revisão (ITP e ITA), fornecer simultaneamente “o como e o porquê” de forma integrada e, para tal, selecionar o procedimento adequado: por exemplo, para emitir um procedimento mais longo, porém mais acessível (quesito 7). Saber como produzir textos de procedimento explicativo é um conhecimento encontrado (presuntivamente) no instrutor ou professor, oriundo da experiência, que não é apenas a perícia do domínio (saber como resolver as tarefas do domínio), mas que é principalmente a perícia de sua expressão explicativa (isto é, para expressar “como e porquê” as tarefas são ou serão resolvidas).
Esses três quesitos de complexidade orientam a atividade de revisão por peritos em texto processual: o procedimento descrito é executável? (quesito 5), é explicativo? (quesito 6), é compreensível? (quesito 7). Existe um saber-fazer da revisão da produção verbal sobre textos procedurais que consiste em considerar estes três quesitos operativos.

A revisão da produção verbal de procedimentos

A contribuição da revisão para a clareza, eficácia e eficiência de textos procedurais.

A tarefa de produção verbal de textos procedimentais consiste em descrever a realização de determinada tarefa, ou em como resolver determinado problema. A expressão verbal, pelo autor ou para o leitor, do saber-fazer difere este de outros tipos de produções verbais: deve ser suficientemente informativo para orientar a realização de ações concretas em objetos. Segue-se que uma das atividades de revisão, específica da produção verbal de procedimentos, diz respeito à exatidão das informações de natureza processual (quesito 5). É o discurso suficientemente preciso para que as ações descritas sejam inequivocamente realizáveis, tanto nas ações (usar o mouse vs. clicar no mouse) quanto nos objetos a que essas ações se aplicam (no mouse vs. na tela).
A precisão da informação é a principal distinção entre o texto sobre o conhecimento e o texto sobre o procedimento. A distinção entre o texto epistêmico e o texto pragmático refere-se à natureza das inferências a serem feitas pelo receptor. Os textos epistêmicos tratam de generalizações sobre o conhecimento, os textos pragmáticos são específicos em descrições ou instruções, aquelas que o receptor do texto poderá repetir em função da particularização, desde que concirnam exatamente a objetos com que atuar, ações que fazer e correspondente ordenação de objetos e ações. Assim a proposta de “voar” para cidade de Beijing em um texto epistêmico para crianças que vivem em Brasília significará possivelmente “você tem que se locomover para longe”. Num texto pragmático, a mesma proposta deve tornar possível saber como chegar a Beijing concretamente e, em vez daquilo, “voar” aqui significa “comprar um bilhete de avião”. Essa distinção (texto epistêmico/ texto pragmático) é encontrada com a oposição entre o conhecimento declarativo e o conhecimento processual, entre textos opinativos e textos procedimentais. O conhecimento declarativo incluiria, de acordo com essa distinção, as descrições dos objetos, seus estados e a relação entre os objetos e sua natureza, ao passo que o conhecimento processual incluiria as transformações de estados de objetos e os meios para obter as transformações.
No entanto, essa oposição entre dois tipos de conhecimento, textos e produções verbais parece incompleta: como poderíamos agir em objetos sem conhecê-los? Por outro lado, pode-se conhecer os objetos sem saber como agir sobre eles. Nessa proposta teórica, há alguma novidade em que o conhecimento processual inclui o conhecimento declarativo, ou o subsome: saber-fazer compreende as ações, mas também o conhecimento sobre objetos que justificam suas transformações geradas pelas ações. É a ação que permite categorizar os objetos e destacar as propriedades distintivas e relacionais dos sujeitos e objetos. Segue-se que o processo de revisão da expressão do saber fazer também diz respeito ao conhecimento: o que é necessário para o modo de fazer (quesito 6).
Presume-se que os textos processuais estejam entre os mais difíceis de produzir, corrigir e compreender. Essa dificuldade vem dos dois quesitos acima, que são: precisão de especificação (quesito 5) e a integração do conhecimento com o saber fazer (quesito 6). Primeiro, se a inferência geral é fácil porque é bastante inequívoca (por exemplo, é necessário voar: é necessário tomar um avião como meio de transporte), a inferência que consiste em especificar leva a considerar muitas possibilidades (por exemplo, é necessário tomar o avião: que avião tomar, entre todos os aviões, em que voo embarcar, entre todos os voos). Em segundo lugar, não é apenas uma questão de como os objetos são transformados e como os significados dos verbos de ação (por exemplo, voar, como viajar de avião), mas especialmente o que eles são (por exemplo, por que a aeronave funciona de modo a que seja possível a ela voar e voar nela).
Há ainda outro quesito complexo: o conhecimento da ação, que inclui o conhecimento exigido e suficientemente especificado para ser executável, incluindo o agendamento de ações. Vale dizer: não se trata apenas de que ações executar, mas especialmente da ordem em que devem ser implementadas. Pode-se pensar que a linearidade do texto e a do procedimento sejam susceptíveis de facilitar a produção, a revisão e a compreensão dos textos processuais. Não, não é assim. As tarefas têm estrutura hierárquica particular cuja linearidade é apenas um dos componentes (por exemplo, ir para o aeroporto e tomar o avião para ser transportado de um lugar para outro). A produção verbal do saber-fazer é assim específica: fornecer inequivocamente as ações a serem executadas, que responde à pergunta “como”, mas igualmente as justificações causal, que respondem à pergunta “por que”. Na árvore que resulta da decomposição da tarefa aos objetivos primários e secundários, a pergunta “como” fornece as submetas e a pergunta “por que” a finalidade superordenada: “como você escreve o texto?”: “eu escrevo o primeiro parágrafo, então o segundo, etc.”, “por que você escreve essa palavra?: “para escrever a sentença...” Questionar o “como” e o “porque” é também uma maneira de eliciar o saber fazer, maneira muito usada na ergonomia cognitiva. Perguntadas àquele que expressa o saber-fazer, essas questões permitem-lhe fornecer justificações, para que se torne consciente da eventual incompletude de sua verbalização, e, possivelmente, para reescrever o procedimento. Ao realizar a tarefa de escrever, as questões permitem considerar maneiras de fazer, para evocar outros procedimentos, e, possivelmente, para superar mal-entendidos e impasses.
É função do texto explicativo processual, e de sua revisão (ITP e ITA), fornecer simultaneamente “o como e o porquê” de forma integrada e, para tal, selecionar o procedimento adequado: por exemplo, para emitir um procedimento mais longo, porém mais acessível (quesito 7). Saber como produzir textos de procedimento explicativo é um conhecimento encontrado (presuntivamente) no instrutor ou professor, oriundo da experiência, que não é apenas a perícia do domínio (saber como resolver as tarefas do domínio), mas que é principalmente a perícia de sua expressão explicativa (isto é, para expressar “como e porquê” as tarefas são ou serão resolvidas).
Esses três quesitos de complexidade orientam a atividade de revisão por peritos em texto processual: o procedimento descrito é executável? (quesito 5), é explicativo? (quesito 6), é compreensível? (quesito 7). Existe um saber-fazer da revisão da produção verbal sobre textos procedurais que consiste em considerar estes três quesitos operativos.

Modelos para a revisão de textos procedimentais

A revisão de textos procedimentais deve ser adaptada aos modelos que descrevem processos e tarefas. Por exemplo, aqueles que são baseados em esquemas, cenários ou mesmo conhecimento geral, podem parecer ingênuos. Os modelos baseados no conhecimento próprio do domínio em causa permitirão inferir os procedimentos para a resolução de tarefas, por exemplo, quando se utilizam dispositivos técnicos. Há assim uma corrente inteira de pesquisa em modelos mentais a serem fornecidos aos autores de modo a que tenham a perícia para resolver a tarefa de transmitir informações sobre desempenhar tarefas, seja fornecendo modelos mentais suficientes para as tarefas, seja por analogia, ou metaforicamente. Nessa abordagem, a ênfase não é colocada sobre o procedimento (a sequência de ações a serem produzidas), mas sobre o conhecimento capaz de inferência.
Aqui estamos interessados na expressão do conhecimento diretamente utilizável pelo destinatário para atuar e resolver sua tarefa, isso é, a expressão dos procedimentos e a modelagem correspondente. O que constitui um procedimento? Um procedimento consiste em uma sequência de ações. Por exemplo, para “substituir uma lâmpada”, L1, é necessário a1: desligar a alimentação do circuito, a2: retirar a lâmpada defeituosa, a3: inserir um novo bulbo, a4: verificar se a nova lâmpada está funcionando. É suficiente? É assegurado que o executor desse procedimento vai saber como substituir uma lâmpada? Ele será capaz de verificar se a nova lâmpada está funcionando? Ele sabe o que isso significa? Ele sabe identificar uma lâmpada defeituosa? Ele sabe como desligar a energia do circuito? Ele sabe o que é um circuito? Se a corrente já estiver cortada, não é susceptível de ligar a energia de volta e, em seguida, estar em perigo?
A produção verbal de textos procedimentais, finalmente, chega à explicação: a produção verbal explica como fazer e por que motivo é necessário fazer assim. Nesse caso, a revisão da produção verbal do saber-fazer diz respeito ao aumento da natureza explicativa das propostas (quesito 8) explicando, entre outras coisas, as relações entre as propriedades funcionais e os pacientes (quesito 9). O que é um texto explicativo?

Formalismos de explicação do saber-fazer

O saber-fazer é o frequentemente representado na forma de desenhos, fotografias, gráficos, diagramas – fato indicador das dificuldades da verbalização, representação por palavras das ações pretendidas e de sua sequência espaço-temporal. Desenhos e fotos mostram a estrutura dos objetos e o andamento da tarefa; padrões funcionais demonstram como diferentes partes de um sistema interagem para produzir determinado resultado; os gráficos de estados compõem todos os estados possíveis da interação entre usuário e sistema; a realização da tarefa é um dos caminhos possíveis entre o estado inicial e o estado que corresponde à meta. Essas representações visuais extratextuais e paratextuais são relevantes para descrever várias causas, não captam, no entanto, os aspectos mais “cognitivos” da tarefa: a organização das submetas em objetivos superordenados e a distinção entre as próprias condições e as ações pretendidas ou requeridas. Aspectos que são a base das regras de produção na forma verbal “se..., então” – que determinam as condições em que as ações que podem ser formuladas em diferentes níveis de uma lista são encontradas, mas com dificuldades em representar a equivalência de procedimentos alternativos. Essa equivalência entre procedimentos é, entretanto, bem descrita nas estruturas do objetivo. No entanto, não se capturam todas as maneiras de fazê-lo, compondo as alternativas, uma propriedade que os gráficos contextuais têm. Eles representam as diferentes maneiras de executar uma tarefa com nós contextuais que correspondem às condições definidoras das alterações de contexto, uma maneira de descrever a realização das práticas que diferem do procedimento prescrito, padrão, pressuposto ou intuitivo.
Finalmente, podemos representar o saber-fazer na forma da rede das categorias de objetos envolvidos na tarefa, utilizando, por exemplo, as categorias definidas pelos fins que são aplicados a elas.
A explicação efetiva: exposição, categorização e implicação
Para a explicação processual, a produção eficiente de conhecimento inclui a exposição de objetos no domínio, sua categorização (a organização de objetos do ponto de vista da tarefa), a implicação (a relação entre categorias de objetos na tarefa e aqueles que justificam o procedimento) e o próprio procedimento. Nesse caso, o processo de revisão, em seguida, diz respeito à melhoria de cada componente (melhor expor, melhor categorizar, melhor envolver e melhor dizer como agir).
A modelagem da explicação do saber-fazer é, então, a verbalização do conhecimento formalizado em um dos modos de representação do conhecimento pretendido, contendo as regras do curso. O formalismo deve, no entanto, incluir os componentes da explicação, exposição, categorização e implicação. A exposição visa assegurar a partilha do conhecimento antes da explicação. Esse é o suposto conhecimento compartilhado, mas é melhor garantir a validade, no mínimo, para evitar mal-entendidos. A exposição do conhecimento para fins de partilha é orientada pela explicação processual a ser fornecida e deve ser utilizada para explicar. Para tanto, a exposição deve ser estruturada em categorias úteis e ideais. A categorização contextual, dependendo da tarefa, permite que as categorias de diferenciação indiquem as propriedades relevantes para a ação. A implicação torna possível justificar a ação sobre as categorias de objetos da tarefa, e suas transformações, por categorias mais gerais. É essa generalização categórica que permite tomar como exemplos outras subcategorias para fazer compreender por comparação, mas também por transferência analógica, processos baseados em categorização. O procedimento que é descrito (como?) é, então, justificado (por que fazê-lo assim?).
Para a exposição, a produção do discurso explicativo em torno de duas categorias de objetos seguido do formato que consistia primeiro em produzir (a) as propriedades gerais para ambas as categorias; (b) as propriedades de uma categoria; (c) aquelas da outra categoria; (d) as propriedades relacionais de “c” a “b”; (e) as propriedades relacionais de “b” a “c” (por exemplo, que distingue “b” de “c”). Esse padrão de exposição de categorização prevê uma ordem discursiva “abcde”, que pode estar incompleta: são 325 as maneiras de combinar “abcde”.
Mas isso não é o que é observado nos manuais de operação, por exemplo. Aqui está um exemplo comum de procedimento em um hipotético manual do usuário.

Definida a pasta de trabalho em que salvar o texto, clicar na aba de diálogo “arquivo” e “salvar como” ou “salvar uma cópia”:

  • no menu seguinte, clique em “diretório” e, em seguida, selecione “subdiretórios” até a “pasta de trabalho”;
  • na caixa tipos de arquivos, clique em documentos e selecione;
  • identifique ou nomeie o arquivo a salvar;
  • clique em “salvar”.
Nessa produção processual, os objetos não são apresentados (arquivos, documentos, arquivos) ou diferenciados (tipos de arquivos, tipos de documentos), de modo que as ações a serem empreendidas não sejam justificadas. Justificar as ações do ponto de vista das propriedades dos objetos a que as ações são aplicadas não é também um componente natural das produções verbais das pessoas.

Contribuição da resolução de problemas para o estudo da revisão de textos procedimentais

Saber-fazer é uma característica importante do comportamento humano, talvez das mais importantes. Transmitir o comportamento procedimental, como processos de raciocínio e conhecimento, são importantes componentes do saber-fazer, porque, colocando-nos em contato com o mundo físico, ensinar a fazer também nos coloca em contato com os perigos do mundo. Saber como dirigir um automóvel, como atravessar uma rua, como reparar um aparelho elétrico, como tomar um medicamento, mas também o saber profissional são as habilidades que têm de ser bem adquiridas e, para isso, bem transmitidas. Saber como transmitir o saber-fazer pode ser ainda mais importante. Para isso, a atividade de revisão de textos procedimentais é decisiva.
Ao aplicar-se à ergonomia cognitiva, a investigação sobre a resolução de problemas em textos procedimentais rapidamente mostrou que as dificuldades de utilização de dispositivos técnicos advêm de mal-entendidos de instruções procedimentais, colocando em oposição a lógica de operação e a lógica de uso. São essas as dificuldades encontradas na produção e na revisão das instruções de utilização.
A produção verbal do saber-fazer para transmitir inclui a antecipação ou a resolução de problemas cognitivos em que a atividade de revisão tem lugar importante. A tal respeito, o conhecimento científico sobre os tipos de tarefas e problemas e sobre os métodos de resolução de problemas fornece técnicas de investigação e quadros teóricos para o estudo da revisão da produção verbal de textos procedimentais. É desse ponto de vista que temos sido conduzidos a conceber os processos de revisão da produção verbal de transmissão de conhecimento e da produção de explicação. Dessa forma, arriscamos uma prescrição: o que pretende conter o texto processual da exposição categorizada serve de base para a implicação que justifica o procedimento previsto. No entanto, o que a abordagem de resolução de problemas também mostra é que as práticas divergem de prescrições, dependendo do contexto.
Os nove fundamentos para a revisão do texto processual podem já ser objeto de uma “lista de verificação” para os autores, professores, formadores, aprendizes, e para revisores, em termos de ITP e ITA, para a construção das declarações que proporcionam a transmissão de conhecimento.
Listando os quesitos apontados:
  • checar a completude do procedimento descrito;
  • conferir a relação de suficiência e eficiência dos meios indicados;
  • selecionar do procedimento de revisão (identificar, adiar, interferir);
  • analisar o planejamento hierárquico das tarefas;
  • conferir a exatidão dos procedimentos descritos;
  • avaliar a relação entre os objetos e as ações;
  • questionar a acessibilidade das ações prescritas;
  • propor o aumento da ação explicativa necessária;
  • aferir a relação entre as ações, as propriedades funcionais e os sujeitos.

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Formate sua tese ou dissertação na Keimelion Os estilos de citações são muitos, cada revista científica, cada programa de pós-graduação decide qual estilo vai adotar, como fazer as citações. Primeiramente, vale informar que "estilos científicos" não são estilos "literárias", mas a edição de estilos, ou seja, modos de apresentação de conteúdo estruturados, formas de escrever artigos científicos , apresentação, organização de conteúdo, formas fazer abreviações, anexos e fotos presentes nos textos e, além disso, formas de citações bibliográficas e de referências . Por isso as formas de citações dependem de cada estilo científico.  As normas são muitas para as referências, mas o princípio é sempre o mesmo: a transparência. Para trabalhar com estilos de citações, é melhor usar um gerenciador de bibliografias como Refworks, Zotero, EndNote, Reference Manager, BibText e outros similares. Mesmo o Word que todo mundo tem faz esse serviço. O que impressiona muito é que a qua

Estrangeirismos e redação acadêmica

O que é estrangeirismo? Por que a implicância? Pode-se ou deve-se usar estrangeirismos em teses e dissertações ? Existe linguagem científica sem estrangeirismos? Onde encontrar as palavras em português? Estrangeirismo ou peregrinismo é o uso de palavra, expressão ou construção estrangeira que não tenha equivalente vernácula em nossa língua. É apontada nas gramáticas normativas como um vício de linguagem , mas há muito esta é apontada como uma visão simplista por diversos linguistas, como Marcos Bagno , da UnB , John Robert Schmitz , da UNICAMP e Carlos Alberto Faraco , da UFPR .   (Wikipédia) Talvez seja conseqüência de um conjunto de fatores o que leva os brasileiros a imaginar como místicas e esotéricas as palavras ordinárias usadas no inglês para dar nomes às coisas. Nesse conjunto, constato a presença do deslumbramento pelos falantes de inglês, da ignorância da língua portuguesa, da ignorância da língua inglesa, da ignorância da cultura estrangeira, da ignorância de etimol

A seleção do título no artigo científico

Título de artigo pode ser pedra angular na carreira Um artigo científico cujo titulo foi bem escolhido tem mais leituras e mais citações! Poucos refletem sobre os títulos de seus artigos científicos e até mesmo sobre os das teses. O revisor do texto poderá oferecer alternativas, mas considere um pouco os princípios que apresentamos.  O título do artigo científico deve ser definido, se possível, com o menor número de palavras para descrever adequadamente seu conteúdo. Digamos que ele seja o "cartão de visita" do trabalho. A maioria das pessoas que acessam o artigo não o lê completamente, um dos motivos que desencadeiam essa situação é um título desinteressante que não reflita o conteúdo do artigo com precisão e clareza. O título é parte de um texto, e parte importante, sobre a qual é necessária alguma reflexão e para cuja elaboração existem técnicas. Nunca despreze a importância do título. Primeiramente, pense bem sobre o conteúdo de seu trabalho, identificando termos releva

Como escrever títulos atraentes em poucos passos: do artigo à tese

Como aumentar o número de leituras de seu artigo? Você gostaria que sua tese ou dissertação fosse muito lida e citada ao invés de ignorada? Claro, qualquer autor deseja isso! Acontece que, atualmente o número textos acadêmicos que encontramos em qualquer pesquisa é muito grande, enorme. A concorrência entre todos os autores, na busca pelo leitor, não tem tamanho. Claro que o mais importante sempre vai ser a qualidade do trabalho, e clareza das ideias e um texto bem limpo, mas o título tem que ser um ponto de destaque também! E existem técnicas para títulos atrativos , que fujam do enfadonho jargão acadêmico e que transmitam a mesma ideia com uma linguagem mais moderna e atraente; veja um exemplo de título à antiga – que eu jamais adotaria – para esta postagem: Questões de legibilidade, ergonomia visual e empatia em títulos de teses, dissertações e artigos acadêmicos: uma discussão propositiva de aplicação da técnica AIDA. Convenhamos, dá até preguiça de ler até o fim, mas você certame

Pré-texto do trabalho acadêmico: da capa ao sumário

Capa, dedicatória, sumário: não perca tempo. Você certamente tem muito mais coisas importantes a fazer que ficar se preocupando com os detalhes formais das partes introdutórias da tese ou dissertação. Deixe tudo isso para o formatador, ele fará mais rápido e melhor. Sempre nos impressionam a dificuldade e os questionamentos que os estudantes encontram no que se refere às capas de seus trabalhos acadêmicos . Não se trata de uma questão de fundo, de questão complicada ou questionamento estético - mas de mero cumprimento a um procedimento lógico e absolutamente corriqueiro, entretanto, dentre as centenas de postagens deste blog, é o tópico que mais aporta visitantes a nosso texto. Aqui eu vou tecer comentários quanto a visitação e quanto ao significado que ele pode ter. Teremos enorme satisfação em cuidar de todos os detalhas da formatação de sua tese. Capa e elementos pré-textuais são a parte mais simples da tese. Faça toda a formatação da tese ou dissertação na Keimelion e não se pre