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Qualidade na revisão de textos

A qualidade do processo e no produto da revisão de textos não são pontos pacíficos.

Embora pareça ser um conceito simples e claro, atingir excelência na revisão de textos não é fácil e relacionar que características deve possuir uma revisão de textos eficiente também não é simples.
Revisão e formatação são assuntos sérios. Cuidado com o profissional que você contrata.
Todos procuram boa qualidade
no que produzem e nos serviços
que contratam. Em textos, é a
mesma coisa: revisar bem!
A boa revisão de textos é a que satisfaz o cliente, que se enquadra em sua finalidade, exata – na medida em que o original seja claro. Para nós, a satisfação do cliente é prova de sucesso da revisão que fazemos do texto, mas não é medida suficiente de sua qualidade. Qualidade é consideração sempre relativa às necessidades e às condições de tempo e orçamento, e essas condições são algumas das variáveis que se deve superar.

Avaliação e controle de qualidade

Controle de qualidade e avaliação de qualidade são contribuições para a garantia de excelência – em quaisquer circunstâncias. Especificamente, constituem o conjunto de procedimentos aplicados antes, durante e após o processo de revisão de textos, por todos os membros de equipe de revisão, para garantir que sejam cumpridos os objetivos qualitativos relevantes para os clientes.

A avaliação da qualidade de uma revisão de textos implica julgar seus pontos fortes e fracos, avaliando sua aceitabilidade e adequação. A avaliação de qualidade pode ter lugar após a entrega do serviço. Ela não é parte do processo de revisão de textos. Ela pode consistir em identificar (mas não corrigir) problemas em uma ou mais passagens selecionadas aleatoriamente de um texto, a fim de determinar o grau em que ele atende normas institucionais, profissionais e os padrões adequados ao gênero textual. Considerando que o controle de qualidade é orientado por texto e cliente, em função do público-alvo, a avaliação da qualidade é orientada ao negócio de revisão em si. É parte do trabalho de gerenciamento de operações da equipe de revisores e parte do controle sobre o próprio serviço que o revisor autônomo deve manter.

Procedimentos de controle de qualidade

Errar é humano e até mesmo os melhores revisores cometem erros – ou deixam de ver alguns dos erros alheios. Revisão é uma forma de controle de qualidade que visa melhorar textos de terceiros.
No campo dos estudos da revisão de textos, expressões tais como a verificação e avaliação estão longe de serem usados consistentemente, há grande número de termos diferentes, denotando conceitos mais ou menos semelhantes à revisão, autorrevisão, revisão de textos, revisão linguística, e outros. Verbos como editar, rever, revisar, reescrever estão sendo usados em uma variedade de formas sobrepostas ou contraditórias; correção de provas, verificação, revisão, releitura também estão relacionadas às atividades da revisão de textos, mas empregados de forma inconsistente. Alguns dos especialistas usam os termos bastante intuitivamente, aplicam sua própria terminologia, ou consideram alguns conceitos praticamente como sinônimos. As seguintes definições devem prestar esclarecimentos do significado dos termos mais básicos, segundo nosso entendimento:
Revisar é o exercício da profissão do revisor; é a função de revisores profissionais em que se identificam as características da revisão de textos, sugerindo e fazendo melhorias e correções adequadas. Revisores são leitores qualificados que trabalham em uma empresa de revisão de textos ou como freelancers.
Revisão de textos significa procurar, apontar e corrigir problemas (inclusive, mas não somente: erros de ortografia, gramática, coerência, consistência) em um texto, ou sugerir nele alterações que o aperfeiçoem. Revisores fazem somente aquelas formas de verificação e correção que não envolvem comparação de textos e de sua fonte, por exemplo, nas citações diretas.
A revisão eletrônica de textos é aplicada para se alcançar maior velocidade no processo de revisão de textos, porém, correndo sério risco de apresentar qualidade inferior. A revisão eletrônica de textos é completamente acessória, a revisão por um bom profissional é necessária.
Na perspectiva de um modelo de processo de revisão de textos, a fase de procedimentos de controle de qualidade, vale dizer, a revisão da revisão de textos, se dá perto do fim do processo de revisão; por isso, oferece a oportunidade final para melhorar a revisão em curso. Essas atividades de controle exigem certas habilidades que nem todos possuem e envolve o exame de cada frase, frase, colocação, palavra, letra, pontuação. É a penúltima fase de revisão de textos e ocupa boa parte do tempo total de revisão, é uma etapa excepcionalmente fácil e sem graça – para um revisor experiente.
O principal objetivo dos procedimentos de controle de qualidade é alcançar e manter um nível adequado de qualidade dos textos revisados e do processo de revisão. Revisores de empresas ou revisores autônomos são responsáveis pela impressão que causam sobre os clientes e o público em geral – portanto, devem exercer sobre seu próprio trabalho controle restrito de qualidade.
Cada revisor (implicitamente ou explicitamente) deverá verificar suas revisões. A verificação do próprio serviços é suficiente, às vezes; se possível, dois ou três revisores participam do trabalho no mesmo texto, mas a possibilidade de revisão cooperativa é sempre relativa e depende da natureza do documento – suas características, finalidade e leitores em potencial. O mais importante na revisão de textos é controlar qualidade: tanto do texto quanto da própria revisão. Os dois fatores básicos que sempre atuam em contrário são o tempo e o orçamento.
Os textos a serem revisados variam de documentos técnicos, romances ou contos, textos de publicidade e muitos outros. Podem ser de grande importância – como teses, dissertações e textos legais, ou efêmeros – como um ofício. As opiniões sobre a necessidade de revisar tais textos são diferentes, mas entendemos que qualquer texto requeira revisão.
Os procedimentos de controle de qualidade caracterizam-se por avaliar diversas variáveis: precisão, velocidade, oportunidade e alguns mais (por exemplo, aspectos visuais como definições de cores, intertextualidade) e o desempenho dessas tarefas é afetado pelas habilidades e conhecimento do revisor em diferentes condições – estresse, estado mental geral, preferências de trabalho e assim por diante. Esses aspectos estão interligados e se manifestam nos processos mentais por trás de revisão, com influências na qualidade do serviço.

A revisão de texto em si

No sentido lato da palavra, a revisão pode ser entendida como verificar um produto textual (na maioria das vezes, um texto ou segmento de texto, por exemplo, uma lei) a fim de certificar-se de que o resultado seja aceitável e apontar em que é possível ou desejável alterá-lo, para ampliar a legibilidade. Essa definição representa um uso geral da palavra, incluindo seu uso fora dos estudos de revisão de textos. Podemos dizer que a revisão é um dos processos da escrita; um dos processos envolvidos produção de textos. Em sentido mais estrito, e já dentro do campo da revisão de textos, revisão geralmente significa assegurar que o texto apresente a qualidade requerida. Nós podemos perceber a revisão como um processo que inclui a finalização, verificação e sugestão de alterações em um texto alvo. Em terceiro lugar, no sentido mais concreto da palavra, revisão constitui uma fase particular no processo de editoração, durante a qual um revisor lê o texto mais de uma vez, compara o texto original ao texto de revisado, procura quaisquer possíveis imprecisões, erros de ambiguidade de significado, erros gramaticais e estilísticos e muito mais – aqui estaremos mãos próximos da antiga revisão tipográfica. Além disso, no contexto da revisão de textos, a própria revisão deve ser vista como instrumento imprescindível de garantia de qualidade, um processo inerente à produção textual.
No contexto de avaliação de qualidade de revisão de textos, o processo e a retrospectiva têm preocupação com a precisão do produto em termos de significado, estilo e gênero textual. O processo usa princípios de análise comparativa, mas não se destina a estudar as diferenças entre duas fases do trabalho. Com efeito, a leitura comparativa é uma das duas técnicas básicas aplicadas durante a avaliação da revisão. Isso envolve verificar o texto original contra o texto final, revela possíveis erros de revisão, omissões ou adições, lacunas e tende a ter foco no nível microtextual. Em segundo lugar, há uma leitura que implica analisar o texto de destino sem olhar para o documento original. Essa leitura “independente” ou “cega”, não pode ser considerada igual à revisão, mas ainda pode detectar discrepâncias que estavam além do escopo da competência do revisor – ou, momentaneamente, fora de sua capacidade de concentração.
Se a revisão de textos for pobre, ou muito ruim, deve-se substituir a revisão, refazê-la a partir do original para não desperdiçar dinheiro e tempo precioso – mas isso é extremamente raro. Muitas correções em um texto podem torná-lo confuso e caótico. Em outros casos, quando o texto deve ser significativamente ajustado ao público-alvo, a adaptação é mais apropriada que revisão.

Revisando o texto revisado

A principal diferença entre alguém que revise sozinho e o trabalho de revisão em equipe reside no número de operadores que participam em todo o processo. Desde que, nesse caso, há um autor ou uma equipe de autores, um revisor e uma equipe de revisão (duas, três ou mais pessoas), aí surge uma série de relações interpessoais que podem complicar a situação.
O revisor e o autor são, obviamente, duas pessoas diferentes e o poder que eles têm sobre o texto é inferido pela hierarquia existente entre eles. Se uma alteração sugerida se torna efetiva, depende da posição e postura de cada um. Um revisor pode ser chefe de outro revisor – um revisor júnior ou um estudante estagiário; neste último caso, as alterações não serão aceitas automaticamente. Os revisores também podem ser pares; nessa situação a discussão sobre as alterações sugeridas ou feitas pode e deve ocorrer. Também deve ser notado, tratando-se do status do revisor experiente, sênior, que, mesmo se ele é um revisor maduro e seu trabalho é geralmente muito bom, ele também deve sempre estar atento e crítico e não deve contar com a reputação como lastro em seus argumentos.
Além desta dimensão social de revisão recíproca, outro aspecto crucial entra em jogo: cada revisor tem sua própria concepção teórica da boa revisão de textos e sobre infindáveis questões linguísticas. Trabalhar como revisor significa estar aberto a soluções de outros e não impondo aa próprias ideias a alguém cujo trabalho é aceitável e bom. Uma coisa que se deve fazer é reconhecer a validade das abordagens para a revisão de textos que não sejam as suas, a menos que o resultado possa induzir em erro o leitor sobre a intenção do texto. Além disso, é aconselhável distinguir simples sugestões de mudanças necessárias.
Todas as alterações que um revisor faz em um texto devem ser objetivamente justificáveis. Alegar que uma formulação simplesmente não parece certa não é suficiente. É necessário basear cada correção em um argumento linguístico ou lógico bem sólido, isso é essencial, no caso de o revisor precisar discutir o texto revisado com o autor, ou o contratante do trabalho.
Quando revisando, vale a pena também perceber que o revisor sabe mais sobre o texto que o autor – e o autor sabe mais sobre o conteúdo do texto que o revisor, muito provavelmente. Portanto, deve-se pensar cuidadosamente antes de mudar alguma coisa durante a revisão de textos, especialmente se o texto for de um campo em que o revisor não seja especialista. Desnecessárias ou injustificadas mudanças custam tempo e dinheiro e só podem criar atritos interpessoais.

Autorrevisão: o autor revisando seu texto

A autorrevisão é geralmente considerada um processo insuficiente de revisão de textos, nenhum autor tem o distanciamento de sua obra necessário à revisão; na verdade, nem gostamos do termo autorrevisão, pois revisão implica alteridade – a interferência de terceiros na obra. Preferimos apresentar a interferência autoral no próprio texto como reescrita, um aspecto onipresente na produção autoral criativa ou técnica.
Ha mais restrições e limites na autorrevisão que em se revisar o trabalho de outros revisores, uma vez que todo o processo inclui apenas uma pessoa, e só o conhecimento e o conjunto de habilidades daquela pessoa. A revisão de textos, propriamente, abrange a expectativa e o efeito de distanciamento que se manifestam mais na revisão feita por outra pessoa. É mais difícil de detectar erros e problemas no próprio texto que no texto alheio.
Ao contrário de quando se revisa o texto de outra pessoa, a autorrevisão luta contra o sentimento de apropriação do texto – afeição inclusive, que pode obstruir a objetividade e a eficiência da revisão, e também encontra obstáculo na exaustão em que o autor está de seu escrito.

Revisão de textos perfeita

Como mencionado antes, revisão de textos perfeita, que garante que não há erros contidos em um texto, não existe. A revisão de textos é procedimento padrão no processo de geração de qualquer texto; durante a revisão, um revisor, cuja qualidade essencial é o conhecimento da língua (necessariamente, a língua materna), procura erros gramaticais, estilísticos ou tipográficos e sugere aperfeiçoamentos em todos os aspectos da textualidade. O controle de qualidade desse serviço é feito pelo cliente ou por outro revisor igualmente ou mais qualificado.
Adaptado de J. Šunková.

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