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Edição e revisão de textos acadêmicos

Revisão de texto é processo cíclico.

Vamos apresentar a revisão do texto final de sua tese ou dissertação, explicando as funções e a necessidade do serviço e apresentando uma série de observações feitas pelo revisor para garantir que ela seja coerente, coesa e tenha propriedade.
O autor da tese faz sempre o melhor possível. O revisor vai melhorar.
Tenha em mente que, se você escreve, escreveu ou escreverá um texto, você precisará de um revisor.
Concluída a elaboração do seu texto, claro que isso acontece na última hora, o passo seguinte é oneroso e complicado: a revisão profissional abrangente, urgente e competente da obra. É tradição pobre, especialmente nas universidades brasileiras, não se revisar, editar amadoristicamente e se publicar ou defender textos cheios de problemas; acredita-se que, na maioria das vezes, o autor e o orientado deem conta da messe, mais isso não é bem verdade. A escrita acadêmica sem revisão profissional é inaceitável. 
Um bom trabalho escrito é sempre resultado de planejamento criterioso, redação meticulosa, cuidadosa e acurado controle. A experiência daqueles que se dedicam profissionalmente à comunicação escrita confirma que, mesmo com as correções recíprocas entre os pares e supervisores ou orientadores, ainda que com métodos de cuidado e prolongadas releituras é muito difícil (se não for impossível) produzir um texto livre de erros ou de problemas estruturais e linguísticos os mais diversos. O que se requer é a intervenção de um colaborador externo, profissional com qualificação nas questões linguísticas e problemas comunicacionais latentes em todos os textos.

Do processo de escrita à revisão

A revisão é provavelmente o mais tedioso, cansativo e sempre necessário trabalho em todo documento escrito de responsabilidade, mas é certamente a etapa mais crítica. Aqui nos referimos à crítica interna do documento, pois a crítica externa ao texto, referente ao conteúdo, terá sido processada pelo autor ou autores do texto. Todo texto, na verdade, pertence e deve agradar e satisfazer totalmente seu autor, mas, do mesmo modo, obviamente, é necessário contentar seus destinatários. Mesmo após cuidadosa revisão profissional, que será repetida mais de uma vez, pela experiência de escritores mais cuidadosos, sempre sobram problemas; a perfeição é tão inalcançável na produção textual quanto em qualquer obra humana. Por que você deve corrigir muitas vezes? Porque uma revisão “séria” requer notável concentração e requer aplicação de atenção competente em diversos aspectos do documento; são fatores dispersos em muitas variáveis simultaneamente necessárias para suprir as inevitáveis omissões, lacunas, equívocos e obscuridades do texto.
Além disso, há não há receitas prontas para uma revisão excelente; existem algumas técnicas, cuja utilização deve garantir resultados satisfatórios. O fator mais importante, entretanto, é o distanciamento do texto para evitar os efeitos de memória de curto e médio prazo a que os autores estão afetos. Isso só é possível quando a revisão é feita por alguém que não teve contato com o texto em nenhuma de suas fases de produção. Quando você corrige um texto que escreveu, de fato, pode lançar mão de informações contidas em sua memória e, com elas, corrigir mentalmente erros que permanecem no texto ou suprir automaticamente algumas lacunas materiais ou lógicas, assim como não ver descuidos de digitação. O procedimento orgânico do revisor, baseado em listas de verificação automática de que a prática o dota, não omitirá verificações importantes. Em particular, serão verificados, em camadas, os seguintes os seguintes aspectos do documento, dentre outros:
  • o aspecto estilístico do texto, com os elementos de lógica, semântica e pragmática; verificam-se as contradições internas e a unidade de sentido, eficácia comunicacional, clareza, adequação, idoneidade de fontes, capacidade expressiva de todos os elementos textuais e intertextuais;
  • a estruturação da exposição: em outras palavras, procura-se garantir que o documento esteja dividido em secções racionalmente estruturadas (livros, seções, subseções, parágrafos) e que estejam arranjados em ordem que respeite o que é esperado de cada segmento;
  • a correção formal e uniformidade dos elementos gráficos do documento: checa-se atentamente o texto procurando por descuidos, erros de digitação, imprecisões, problemas de ortografia, incompletude ou falta de referências internas, inconsistências de qualquer tipo.
Nesse contexto, podem-se destacar algumas abordagens necessárias a serem processadas e verificadas pelos revisores quanto aos fatores que apontaremos a seguir.

Propriedade do texto

Referimo-nos à propriedade como o conjunto de características de que ele deve se revestir para cumprir a função a que ele se destina. Por oposição, a revisão do texto se propõe a eliminar as impropriedades textuais: estruturas, informações, construções e vocabulário que não cabem naquele escrito. Os manuais de redação acadêmica indicam diversas características essenciais aos textos científicos; o revisor afeto a esse tipo de texto conhece as exigências do gênero acadêmico e as peculiaridades de cada área de conhecimento.
A propriedade é a qualidade do estilo que consiste em uniformidade ou transições de vozes ativa, passiva ou reflexiva coerentes, construindo frases e orações da maneira correta e pertinente. A falta principal da propriedade relaciona-se ao solecismo, violação da sintaxe; ao barbarismo, erros ortográficos ou confusão de um termo por um outro (ocorre até com as preposições!), e o uso imperfeito dos sinônimos e antônimos.

Adequação do texto

Adequação é a propriedade textual baseada na observação das normas referentes ao emissor, ao receptor, ao assunto e à situação relacionada à produção do texto. É possível ser dito que, quanto aos destinatários, um texto pode ser apropriado ou impróprio, com relação ao assunto, adaptado ou inadequado, e até a oportuno ou inoportuno.
Esta propriedade inclui conceitos como: relação texto-contexto, informações verbais e não verbais, variação linguística, vozes do discurso, polifonia, ponto da vista e empatia, pressupostos e intertextualidade.

Coerência textual

A coerência é a propriedade dos textos que os preserva como estruturas unitárias, de modo que as ideias diversas contribuam na informação excelente para à ideia principal, ou o assunto, de modo que o leitor possa encontrar o sentido global do texto. Assim, da mesma maneira que os capítulos de um livro são relacionados, também as seções ou os parágrafos se relacionam para dar forma a capítulos e orações e frases para dar forma a parágrafos. A coerência é relacionada à coesão, com a diferença de que a coerência é um procedimento macrotextual e a coesão é procedimento microtextual.

Coesão textual

A coesão textual se refere ao jogo dos procedimentos microtextuais necessários para organizar as ideias expostas em um texto. É relacionada, também, à coerência e pertence ao espaço dos estudos da análise do discurso e da linguística do texto.
A coesão é a propriedade que tem um texto quando seu desenvolvimento linguístico não se apresentar repetições desnecessárias e não é confuso para o receptor. A coesão é uma característica de todo o texto fluente, consistindo em que as frases diferentes sejam conectadas por meio dos procedimentos linguísticos que permitam a cada frase ser interpretada com relação às demais. Com a intenção de produzir um texto atrativo, o emissor usa geralmente determinados procedimentos para evitar aquelas repetições literais ou desnecessárias; deve-se fazer isso mantendo mecanismos de variação que preservem o nexo formal dentro do texto. O problema que pode ser apresentado é o controle de precisão e as dificuldades para a compreensão em expressões técnicas ou palavras difíceis ou impossíveis de serem substituídas ou alternadas.

Clareza textual

A clareza é característica da escrita que se apresenta sem lacunas, sem anfibologias (duplo sentido), com construções prioritariamente em ordem direta, de tal maneira que todo o leitor compreenda sem confusões nem equívocos o sentido das frases e palavras. Obstáculos principais à clareza: frases demasiado longas; organização ineficaz ou incorreta das palavras; ambiguidades e omissões; uso de parênteses frequentes ou excesso de cláusulas subordinadas, entre outras.

Precisão textual e semântica

A precisão está intimamente ligada à clareza, à propriedade e à coerência textuais, porque todos esses fatores combinados resultam em boa comunicação, a tarefa específica neste ponto é encontrar a palavra e a certa para transmitir exata e estritamente o que se pretende.

A função do revisor de textos acadêmicos

Qual é a função do revisor de textos numa tese, por exemplo? Quando já existe um orientador, ele vê todos os erros, normalmente.
Vamos explicar um pouco sobre a função do revisor de textos que trabalha focado em teses, dissertações e artigos. Os autores desses trabalhos, normalmente, já têm alguma experiência em textos longos ou mesmo larga vivência de escritor. Nem aquele que escreve a dissertação de mestrado, geralmente o primeiro trabalho de fôlego da pessoa, nem o mais experimentado doutor podem prescindir da colaboração do revisor.

Revisão linguística boa tem custo elevado.
Sai caro é não revisar.

Uma tese ou dissertação é, quase sempre, resultado de trabalho em equipe. Algumas vezes a pesquisa é em grupo, existe a interferência maior ou menos de um orientador, colegas que opinam em partes do texto, e – sempre – a influência de diversos autores que foram lidos e contribuíram nas ideias e informações necessárias para a construção do conhecimento. Os textos mais logos, teses e livros de pesquisadores seniores, algumas vezes são produzidos a partir da articulação e junção de textos anteriores, de sua própria autoria.
De qualquer modo, nas diversas formas de redação, criação e surgimento dos trabalhos de produção de textos grandes, o texto surge em partes, é escrito em etapas e sob influências de circunstâncias e humores variados. Todos esses fatores relacionados contribuem para que não haja perfeita uniformidade de construções, estilo e para que haja repetição, colagens com erro de construção e muitos outros problemas.
Essas questões todas que aparecem nas teses, os problemas da montagem do grande texto, deixam de ser vistas pelo autor e por qualquer outra pessoa que acompanhe a redação, orientadores, colegas e críticos, pois o próprio conhecimento do objeto – a matéria de que trata o texto – leva à leitura superficial, rápida, atenta mais ao conteúdo técnico, científico, que ao suporte (texto propriamente). Então surge o revisor, alguém que nunca lidou com aquele texto – e isso é importante: distanciamento, que normalmente não conhece o assunto e vai precisar entender com clareza as frases, mesmo sem apreender o conteúdo científico da redação.
O revisor vai promover a uniformidade, pois ele trabalhará com o texto todo – enquanto o autor trabalhou por partes, vai melhorar a legibilidade – o que sempre é possível, pois em toda frase que houver retenção na leitura será feita alguma interferência facilitadora.
A revisão é realizada em etapas, camadas de verificação de questões, se possível, cada uma delas é feita por um revisor diferente, com o intuito de expor o texto ao máximo de leitores possível antes da publicação. No caso de teses, nem sempre há possibilidade – por questões de tempo e de custos – de expor o texto a mais de um revisor (ou a uma equipe), mas o sistema de diversas leituras é necessário para garantir a qualidade requerida. Muitos revisores fazem listas de checagem correspondentes a cada uma das leituras ou “passagens” do texto. Ainda durante a primeira passagem, os problemas recorrentes são anotados para verificação sistemática; por exemplo: palavras que ficaram sem acento, pois os editores eletrônicos não identificaram exatamente o termo. Nas etapas sucessivas será feita verificação sistemática do problema. 
Feita a revisão, é necessário – sempre que haja tempo – que o autor confira as interferências feitas pelo revisor, pois cabe ao dono do trabalho a palavra final sobre cada vírgula. O revisor é o consultor técnico sobre a obra de seu cliente. O revisor opina, sugere, recomenda – o autor decide. Normalmente, quando se trabalha com a corriqueira exiguidade de tempo, o revisor aponta as questões em que existe possibilidade de dúvida, ficando a maioria das interferências no campo das questões pacíficas: nenhum autor deseja vírgulas entre sujeito e objeto, é erro inquestionável.
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Artigo científico: revisão e submissão

Algumas considerações sobre a estrutura do artigo científico e sobre a forma pela qual o revisor de textos colabora em sua finalização de modo a ampliar a probabilidade de sua aceitação para publicação.
A linguagem e expressão do artigo científico deve considerar a situação comunicativa requerida pelo gênero acadêmico e pela espécie de texto de extensão mediana. Deve-se levar em conta, também, o universo discursivo da ciência, em que ora os pares comunicam entre si aquilo que descobrem nos seus percursos investigativos, ora sejam textos de divulgação científica, destinados a apresentar o conhecimento a pessoas de outras áreas, em que outras anotações e mais dados são relevantes. Por fim, e principalmente, considere-se que o artigo científico visa ser aceito por uma publicação, ou ele perde sua função.

A aceitação de um artigo para publicação depende de uma série de fatores, dentre eles a qualidade do texto.

A estrutura frasal do artigo científico requer sempre simplicidade, objetividade e clareza – o que se poderia dizer de qualquer texto em que as considerações estéticas sejam secundárias ou dispensáveis. A simplicidade e objetividade é alcançada mantendo-se o paralelismo (expressão de ideias similares de forma gramatical idêntica, em vista da necessidade de clareza do que se escreve; a enumeração de elementos, por exemplo, deve seguir a hierarquia e as funções sintáticas, sob pena de não haver clareza e precisão no que é dito); elaborando-se frases na ordem direta (primeiro o sujeito, depois o verbo e seus complementos); sinalizando-se o texto com pontuação adequada; evitando-se frases fragmentadas (apresentam separadamente o que deveria estar junto); articulando-se orações e parágrafos com conectores e palavras adequadas às ligações lógicas estruturadas; utilizando tempos verbais adequados (por exemplo, o presente para generalizações, o pretérito para relatos e o futuro do pretérito para hipóteses), entre outras possibilidades linguístico-expressivas.
Todos os aspetos relacionados referem-se à comunicabilidade do texto e, na medida em que sua observância seja maximizada, na mesma proporção a credibilidade do texto e sua compreensão são ampliadas. É aqui que surge a figura do revisor do texto, que vai considerar sistematicamente todos os aspectos mencionados no parágrafo anterior e apurar sua aplicação. Ao redigir, o autor apresenta as informações e os argumentos em alguma ordem que lhe pareça mais adequada a seu propósito. O leitor não tem necessariamente o mesmo propósito do autor, portanto, há aqui uma hipótese de assincronia na estrutura de informações. Mas existe a possibilidade de conciliação entre as estruturas expressivas do autor e as decodificações do leitor, sendo papel do revisor reduzir a distância entre os dois elementos da comunicação: autor e leitor, fortalecendo o elo comunicacional do texto.
O artigo adequadamente estruturado tem muito mais possibilidade de ser aceito por qualquer publicação. Considere que o leitor do artigo, aquele que estará selecionando o texto a ser publicado, tem inúmeros textos para avaliar e para indicar os mais adequados. É propício ao autor e ao revisor facilitar a função desse leitor que, certamente, estará sobrecarregado e assimilará melhor o texto que o considere como partícipe da informação, mas em que ela se apresente de forma bem cristalina.
É equívoco comum entre os autores de artigos científicos escreverem para si, omitindo muitas informações que têm como de domínio amplo e pulando etapas do raciocínio que são bastante óbvias para quem redige, mas podem não ser do domínio do leitor. Esse problema também costuma ocorrer em textos mais longos, nas teses, por exemplo, mas neles haverá muito espaço para se estender a argumentação e apresentar dados com mais profusão; o que não dispensa a necessidade de correta hierarquização, mas minora o espaço de lacunas. Os revisores, não detendo a informação com a amplitude do autor, identificará as lacunas e poderá propor, sempre, a melhor cadeia de dados e raciocínios.

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