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Revisão de textos acadêmicos e literários

A revisão profissional do texto não é facultativa.

Abrir mão do serviço de revisão de textos é correr riscos incalculáveis.

A revisão e a edição de um texto acadêmico ou literário são processos que envolvem três fases distintas, bem como compreendem as operações preliminares, que caracterizam a revisão profissional de textos.
As três categorias de revisão acadêmica ou literária são: edição e revisão formal, edição e revisão de conteúdo e revisão gráfica. Essas categorias contém os vários tipos de intervenção que são efetuadas, cada um visando dar uma forma pura e cristalina ao texto que deve ser publicado ou defendido. De uma de revisão pode depender o sucesso de um trabalho e seu selo de qualidade ou a aprovação e os louvores de uma tese. Portanto, para se dedicar a este tipo de atividade, o profissional precisa de empenho e dedicação colocados ao serviço do escritor, que continua a ser sempre o ator principal no processo de publicação de um texto, tese ou livro, artigo ou relatório.
O mundo estará mais receptivo aos textos bem revisados.
O texto que vais ser dado ao público requer a colaboração do revisor profissional.

Revisão e editoração formal

Revisão de textos, muitas vezes, é processo de interferência ou oferta de opções linguísticas mais adequadas a cada situação ou gênero textual.
A primeira fase da revisão acadêmica ou literária consiste na análise detalhada da forma particular. No início, na verdade, um bom revisor deveria acrescentar ao controle formal da revisão uma análise mais completa do texto, para destacar as expressões infelizes ou particularmente “enroladas” e restaurar a correta destinação e a concatenação lógica necessária de proposições que formam um período. A revisão formal se direciona, portanto, a maximizar o poder expressivo do texto escrito, pela sinergia entre a competência linguística do revisor e a criatividade ou ciência do autor.
Os arranjos formais que caracterizam a revisão estilística de uma obra são muitos. Entre os mais comuns, pode-se mencionar: a defesa da consecutio temporum (corrigir a relação entre a oração principal verbos e cláusulas dependentes, sejam condicionais ou coordenadas); a criação artifícios linguísticos que evitem as irritantes repetições de vocabulário em geral; atenção para o uso indevido de nomes, advérbios, predicados; a batalha contra a excessiva fragmentação das sentenças, causada pelos mal utilizados sinais de pontuação; o controle do uso de expressões e subordinação e passivação, para garantir a fluência e a comunicabilidade do texto sem maiores problemas; a identificação exclusiva do sujeito de uma sentença (evitando as ambiguidades); a remoção de efeitos indesejados de anacolutia e anfibologia, que podem confundir o leitor e estragar o prazer estético da obra.

Revisão e edição de conteúdo

A revisão e a edição de conteúdo são a segunda categoria, relacionadas à revisão de literatura bem como à acadêmica e são, sem dúvida, o aspecto mais interessante do trabalho do revisor, o escopo que exige maior habilidade. No entanto, até mesmo nesta fase, o revisor não deve prejudicar o princípio da autoridade artística, criativa ou científica do escritor com quem ele colabora (que continua a deter a exclusiva responsabilidade do conteúdo de sua obra), limitado o papel da revisão a apoio e conselhos valiosos.
A premissa para o desenvolvimento das necessárias operações de revisão de conteúdo é a definição clara e inequívoca do destinatário. Sem ele, o revisor não pode fazer quaisquer modificações, a revisão absolutamente dependente de referência ao “alvo” – o leitor destinatário do texto. Com isso, não é certo afirmar que um revisor especialista em filosofia só deve lidar com ensaios sobre ética ou epistemologia e um “devorador” voraz de romances devem limitar as suas atividades para o gênero. Enquanto não possuindo a onisciência, um bom revisor gerencia, com sua perspectiva crítica, julgando o feliz resultado da exposição de conteúdo que também pode cair em seu escopo investigativo mais familiar.
Mas qual é a “perspectiva crítica”? Como podem os revisores possuir credenciais nos campos de conhecimento que transcendem seu patrimônio cognitivo? Para responder a essas perguntas, é necessário fazer um esclarecimento, definindo os termos da questão. A perspectiva crítica é a distância ideal que (ou, mais geralmente, um leitor atento) aborda o conteúdo de um texto escrito da maneira mais objetiva possível, conseguindo capturar detalhes e imperfeições que estão além do ponto de vista imanente ao destinatário. Nesse caminho, quem está na posse de tal qualidade pode surgir o “meio-termo” entre escritor e leitor, como intermediário entre dois atores principais do processo editorial e de revisão, para a satisfação de ambos se complementar.
Para que o revisor possa amadurecer essa prerrogativa, algumas condições são necessárias, a mais importante das quais gira exatamente em torno da identificação do destinatário do trabalho, ou seja, o tipo de público que está focado na discussão. As várias classificações, ou diversos gêneros textuais, dependem de registo (formal ou coloquial, e.g.) usado por um autor, sobre a clareza do texto e a coerência semântica dos indivíduos, são os primeiros dados a partir dos quais o revisor pode começar a abordar a revisão do conteúdo.
Estabelecido o “alvo” de um texto desenvolve-se a estratégia de revisão do conteúdo. Além de erros semânticos, o revisor vai ter que julgar, nessa fase de revisão, por meio de uma análise aprofundada do texto; o revisor consegue julgar se a exposição do conteúdo tem consistência semântica ou se a ordem lógica dos acontecimentos é respeitada e se há semelhança entre todas as partes e se cada fato tratado tem a profundidade suficiente, em relação ao restante do discurso, para permitir ao leitor compreender e apreciar melhor o segmento da narrativa. Um bom romance, ensaio, tese ou dissertação interessante deve ter harmonia. Só assim pode expressar todo seu potencial. A tarefa do revisor é adotar a perspectiva crítica que consiste em aproveitar os méritos e dirimir os deméritos daquela obra de arte ou científica, conferindo linearidade ou criando expectativa – como convier – e, então, levar o escritor a superar suas dificuldades.
O papel de apoio do revisor guarda o tom de sugestão; um verdadeiro revisor científico ou literário nunca deve impor seu ponto de vista ao escritor com quem colaborou, mas prefere sugerir e ouvir as instâncias de quem escreve, tendo em vista a construção de uma relação dialética para aumentar a qualidade de uma obra escrita.
Antes de concluir a exposição sobre a revisão de conteúdo, tenha-se em mente a necessidade da fase final do trabalho, relativa à verificação de citações e referências utilizadas, especialmente em um ensaio acadêmico. Essa tarefa é executada pelo revisor de acordo com as normas acadêmicas de a formatação das notas e o modo de sua inserção no texto.

Revisão da composição gráfica

Revisar a composição do texto representa a última operação antes da publicação de um livro ou do depósito de uma tese ou dissertação. Considerando o fato de que os requisitos necessários para realizar essa atividade, além do ramo humanístico-literário, afetam a esfera artístico-criativa e habilidade no uso de softwares gráficos e de editoração. Ter familiaridade com os aplicativos de computador mencionados e possuir um talento inquestionável, são condições para o revisor interferir em um trabalho gráfico.
Como resultado, a revisão gráfica possui o mesmo grau de importância da revisão formal e revisão de conteúdo. Para salvaguardar a dignidade dessa atividade, seria desejável que ela fosse desempenhada especialistas com formação adequada. Em essência, a revisão gráfica não é serviço opcional, seu objetivo é colaborar na edição com o máximo de esforço melhores resultados.

A revisão final do texto científico e técnico

A revisão final do texto científico não é a última etapa do trabalho dos autores, é melhor descrevê-la como a fase que precede o fim do prazo dado ao revisor profissional.

Quando você tiver terminado de escrever um texto técnico ou científico, o trabalho não terminou. Ninguém escreve um texto perfeito – mas ninguém mesmo; nenhum texto está completo, perfeito, bem articulado em sua primeira versão; na maioria dos casos, o autor não tem sequer um bom texto de rascunho ao fim da primeira redação. O autor deve compreender que a revisão é parte do processo de escrita, e que ele tem que dedicar tempo e atenção a ela, preferivelmente, com a colaboração de um revisor profissional quando o texto for de alguma responsabilidade.
Reler, reescrever e revisar um texto não são a mesma coisa. O autor, a rigor, não pode revisar o próprio texto: ele esteve muito próximo das ideias, das palavras, das frases e não vê os problemas técnicos da redação ou desconhece questões sutis de linguística. Um texto não fica pronto ou perfeito apenas ao se eliminar erros de digitação ortografia, mas, acima de tudo, revisar significa repensar as ideias de partida, revendo a organização do texto, refletindo sobre o que se escreveu, talvez reescrevendo algumas partes, trocando a ordem das frases ou mesmo invertendo parágrafos, ligando melhor os conceitos e as proposições, tornando o estilo mais elegante e adequado ao propósito do texto. A colaboração do revisor é exponencialmente mais importante se o texto foi escrito por muitas mãos e deriva da montagem de várias ideias de terceiros, citações e dados coletados: nesse caso, é impensável não proceder a uma revisão minuciosa do texto e o controle total da formatação.
Concluído o texto, seria ideal esquecê-lo e deixa-lo “descansar” pelo menos por algumas semanas, para o autor principal retomar o trabalho em seguida e identificar alguns problemas que não estavam sendo vistos de imediato – mas, desde quando isso é possível? A boa revisão requer, antes de tudo, os olhos e mente fresca, requer um leitor que não esteja “contaminado” pelas diversas fases da composição do texto e que, em última instância, até desconheça o conteúdo, para que possa verificar se as ideias apresentadas estão realmente claras e coerentes e que as lacunas de informação não sejam supridas pelo conhecimento prévio do leitor. Daí decorre uma característica essencial do trabalho de revisão, a necessidade de alteridade: quem escreveu não revisa.
A melhor estratégia ao revisar um texto para além dos erros de ortografia, começa a partir da escolha do revisor: prefira um profissional, alguém com conhecimento linguístico, pois o objeto da revisão é o texto como veículo de comunicação – não o conteúdo dele. O revisor tem que ler e reler o texto com o espírito crítico voltado para a mensagem, tentando dar uma resposta para cada pergunta que venha à mente, sem esquecer alguma coisa, especialmente o que não é convincente – lembre-se de que o autor e seus colaboradores estão bem cientes do que escreveram e, em geral, altamente convencidos daquilo que propuseram. Já o revisor é completamente alheio às ideias propostas. Ele tem isenção – outra característica essencial à boa revisão.
A revisão... não é uma série de comentários: o revisor profissional não vai fazer digressões sobre as interferências que fizer, mas vai deixá-las à vista. A revisão mais segura e eficaz é uma reinterpretação para cada tipo de erro ou problema. O revisor lê observando o conteúdo, os erros de digitação (sim, mas essa é a parte mais simples!), a articulação das ideias, dos dados, dos argumentos. Por outro lado, se apenas os autores interferem no texto, dispensando a revisão, corre-se o risco de perder de vista a coerência global do documento. Nunca há um método que funcione para todos os textos; cada escrito requer sua própria estratégia de revisão. Em todo caso, apresentamos aqui algumas estratégias de revisão, procedimento que é feito em “camadas” atingindo diversos “níveis” da textualidade. Essas camadas vão da revisão primária, em que se corrigem os erros mais elementares de redação até a revisão final: aquela que nunca é (nem deveria ser) a última, mas é a que encerra o trabalho, liberando o texto para o público alvo. Aqui estamos apresentando alguns aspectos da revisão final, feita depois de todos as questões superficiais, gramática, digitação, estarem resolvidas.
  1. Cabe na revisão final analisar o conteúdo e controlar de sua organização. Algo foi perdido em algum lugar no texto? Os períodos são consequentes, ou há pausas e lacunas entre a uma e outra frase? As conclusões são convincentes? O tom está certo? Nessa fase da revisão, é melhor ler o documento em um só fôlego, longitudinalmente, para ter ideia da consistência global, sem analisar mais cada problema isoladamente. Essa revisão deve ser feita lentamente e quando possível, com a leitura afinada para o ritmo das frases, o que é de grande importância; muitas vezes, alguns erros de lógica são mais perceptíveis pelo ritmo que pelos argumentos.
  2. Em seguida (ou simultaneamente) refinar o controle de gramática e pontuação. Atenção para os erros de pontuação, concordâncias entre sujeito e verbo, singular e plural, masculino e feminino, tempos verbais, concordância de palavras estrangeiras. À menor dúvida, é necessário consultar um bom dicionário (ou mais de um!) e, para outras questões linguísticas, algumas gramáticas normativas e gramáticas de usos. Para essa fase, quem realmente escreveu o texto é o pior leitor de si mesmo: é preferível sempre passar o texto a pessoa, o revisor vai apontar não só os erros linguísticos, mas tudo não é convincente.
  3. Depois vêm as questões de melhoria do estilo. Se o conteúdo for convincente e o texto não contém erros, o revisor pode se dedicar ao estilo: aspectos formais da linguagem, adequação das palavras individuais em relação ao contexto, a eliminação de termos mais irritantes ou repetitivos, checando a fluência texto. Nessa fase da revisão, é preciso cortar tudo o que se pode eliminar, simplificar o texto, removendo todas as palavras desnecessárias e frases repetitivas, “podando” os termos redundantes e as estruturas desnecessariamente complicadas. Preposições supérfluas também devem ser eliminadas, bem como os tão comuns artigos e pronomes indefinidos advindos em abundância da linguagem oral. Em geral, quando se pode escrever a mesma coisa com menos palavras, você tem que usar menos palavras!
  4. Fazer controle das fontes. O autor e os coautores e orientadores já devem ter cuidado muito disso, pois é sabido que nada deve ser relatado sem citar o autor, nem omitido nas referências bibliográficas nenhum dos autores citado. As citações literais também devem ser verificadas para a uniformidade da forma gráfica, sequência, coerência e coesão, inclusive checando caracteres usados, abreviaturas, travessões, linhas, espaçamento.
  5. Ter controle final de qualidade. Quando o documento parece perfeito, é necessária uma verificação final para procurar erros muito sutis. Que tipos de erros são detectados nessa busca? Uma introdução que menciona algo, mas a proposição é abandonada; um subtítulo que já não reflete o conteúdo do parágrafo; uma imagem com legenda equivocada ou sem legenda; números de página; referências cruzadas internas, índices: texto, títulos, legendas, números de página; cabeçalhos e rodapés; os títulos; as primeiras e últimas linhas de cada página, para verificar que não há nenhum texto duplicado ou ausente; listas numeradas; os números de notas; os pares de parênteses, aspas ou hifens, espaços excedentes ou ausentes entre palavras e outros elementos textuais... e um sem fim que deve ter fim!
Se todas as questões acima estão devidamente revisadas, pode significar que o trabalho está correto do ponto de vista formal e você pode entregá-lo para avaliação, edição ou publicação. Se alguns aspectos são ainda não foram verificados por um revisor profissional, é prematura a entrega... cuidado!
Tenha sempre em mente que a redação técnico-científica é produção um conteúdo escrito. Com qualquer assunto, o que importa mais é a qualidade das informações, sustentada pela forma que elas são apresentadas. Por que os envolvidos em assuntos científicos e técnicos devem preocupar com a linguagem, o estilo de escrita? O problema da qualidade da apresentação é quando você deseja compartilhar informações com outras pessoas. Ser um especialista em determinado campo de conhecimento não significa ser capaz de saber como divulgar igualmente bem o que sabe. Escrever um relatório de laboratório, tese, um pedido de financiamento, solicitar uma bolsa de estudos, apresentar um artigo a uma revista são apenas alguns exemplos de atividades em que a qualidade da apresentação pode afetar a recepção que será reservada ao conteúdo. A comunicação é uma disciplina em si, portanto, um texto técnico pode ser mais difícil que o esperado. Também, independentemente do conteúdo, o texto técnico-científico tem algumas características distintas:
  • é um texto híbrido, em que palavras se combinam com fórmulas, figuras e tabelas;
  • é texto escrito, frequentemente, por muitas mãos; 
  • é um texto em que interagem duas ou mais línguas – o inglês e o português, com muita frequência.
Esses três aspectos exigem habilidades de escrita e estratégias textuais que raramente são ensinadas na escola, mas que são indispensáveis para o texto do estudante ou profissional das ciências. A colaboração de um revisor de textos profissional não é somente útil para a elaboração de relatórios, trabalhos, teses e dissertações – ela se torna essencial, base para qualidade e eficiência comunicacional.

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