Pular para o conteúdo principal

Como escolher seu orientador

Dicas de como escolher bem o seu orientador!

Em muitos programas de doutorado e mesmo em alguns de mestrado, é necessário que o candidato seja aceito por um eventual orientador antes mesmo de ser aprovado na seleção.

Há muitos percursos na hora de escolher quem vai orientar sua tese.
As opções são muitas na escolha de orientador, mas o melhor é adotar critérios na escolha.
Outros programas adiam essa necessidade para quando o aluno já tenha tido contato com alguns professores do programa. Antes de entrar em contato com um potencial orientador para sua tese ou dissertação, cuide de conhecer a pessoa e o profissional:
  • Primeiro faça sua pesquisa sobre a obra e o trabalho de orientação dos professores em que você possa ter interesse!
  • Tenha uma ideia da pesquisa de campo que interessa a você e um anteprojeto de tese ou dissertação exequível.
  • Certifique-se de que o professor que você considerar é um membro do programa em que você está inscrito ou pretendendo ingressar ou se o programa aceita orientadores externos, portanto, elegíveis para sua orientação.
  • Leia o perfil dos professores no site do instituto a que ele pertence e seu currículo Lattes e visite os sites da faculdade ou o programa que lhe interessa.
  • Compare suas áreas de interesse às dos potenciais supervisores.
  • Fale com professores que você conheça sobre seu campo de interesse e peça conselho sobre quem seria melhor capaz de orientar você.
  • Leia as publicações acadêmicas de seu potencial orientador para determinar se seu campo de pesquisa e seus métodos são coerentes com o assunto ou projeto que você está considerando. Leia também os trabalhos ou teses de estudantes que trabalharam sob sua direção.

Primeiro contado com o orientado

  • Envie uma carta ou um e-mail se apresentando ao eventual orientador. Se ele não responder à primeira, será que vai responder a outras no futuro, quando você necessitar mesmo elucidar alguma questão?
  • Saiba com clareza suas áreas de interesse e como elas correspondem com a pesquisa e a experiência do professor por quem você está interessado.
  • Incluir informações sobre sua formação acadêmica.
  • Nunca envie uma carta ou um email genérico, não é um caso de fazer uma circular para diversos “candidatos” a orientador!

Faça uma visita à instituição

  • Planeje uma visita à instituição e peça para conhecer potenciais orientadores; vá mais de uma vez: nem sempre eles estarão por lá, mas é necessário conhecer alguns.
  • Esteja bem preparado quando você for encontrar formalmente com um orientador potencial. Tenha à mão o máximo de informação possível sobre seu tema de trabalho. Faça uma lista de perguntas que quer fazer e os pontos que você gostaria de discutir durante sua entrevista com ele.
  • Peça para visitar o laboratório. Saiba mais sobre a pesquisa (laboratório e outras instalações) da infraestrutura de que dispõe o potencial orientador.
  • Conheça aluno(s) dele e os outros membros do laboratório sob a orientação de seu “candidato” potencial. Este processo é um aspecto importante da tomada de decisões no que diz respeito ao centro de pesquisa que combina com você: os outros orientandos dele serão seus colegas. Não se esqueça de se informar sobre o trabalho deles, pedir para ver dados – se possível, pedir-lhes para falar sobre seus projetos, interações no laboratório, etc.

Se você não pode ir a tais lugares

  • Peça uma entrevista por telefone.
  • Esteja bem preparado. Tenha à mão o máximo de informação possível sobre o seu tema de tese. Faça uma lista de perguntas que quer fazer e os pontos que você gostaria de discutir durante sua entrevista telefônica.
  • Saiba mais sobre as condições de pesquisa (laboratório e outras instalações) e da disponível para o orientador.
  • Considerar as dinâmicas de interação e traços de personalidade de ambos.

Após a reunião ou entrevista telefônica, pergunte-se:

  • Quais seus interesses por este orientador? 
  • Após a reunião, você acha que este professor tem uma abordagem (filosófica e teórica) bastante compatível para possível colaboração? Você pode se comunicar livremente com essa pessoa? 
  • O laboratório combina com você?
  • Que tipo de apoio financeiro ou contratos estarão disponíveis? Alguns departamentos têm requisitos mínimos de financiamento.
  • Você terá a oportunidade de participar em conferências, publicações? 
  • Você concorda em como vai acontecer a sua colaboração em relação às expectativas de papéis e responsabilidades?
  • Como você pode encontrar com o orientador?
  • Este professor orientador estará disponível durante toda a preparação e a redação da sua tese? É importante lembrar que a relação que você está prestes a começar é uma relação de reciprocidade e de média duração: alguns anos.
Share on Tumblr

Postagens mais visitadas deste blog

Principais estilos de citações bibliográficas e referências

Formate sua tese ou dissertação na Keimelion Os estilos de citações são muitos, cada revista científica, cada programa de pós-graduação decide qual estilo vai adotar, como fazer as citações. Primeiramente, vale informar que "estilos científicos" não são estilos "literárias", mas a edição de estilos, ou seja, modos de apresentação de conteúdo estruturados, formas de escrever artigos científicos , apresentação, organização de conteúdo, formas fazer abreviações, anexos e fotos presentes nos textos e, além disso, formas de citações bibliográficas e de referências . Por isso as formas de citações dependem de cada estilo científico.  As normas são muitas para as referências, mas o princípio é sempre o mesmo: a transparência. Para trabalhar com estilos de citações, é melhor usar um gerenciador de bibliografias como Refworks, Zotero, EndNote, Reference Manager, BibText e outros similares. Mesmo o Word que todo mundo tem faz esse serviço. O que impressiona muito é que a qua

A seleção do título no artigo científico

Título de artigo pode ser pedra angular na carreira Um artigo científico cujo titulo foi bem escolhido tem mais leituras e mais citações! Poucos refletem sobre os títulos de seus artigos científicos e até mesmo sobre os das teses. O revisor do texto poderá oferecer alternativas, mas considere um pouco os princípios que apresentamos.  O título do artigo científico deve ser definido, se possível, com o menor número de palavras para descrever adequadamente seu conteúdo. Digamos que ele seja o "cartão de visita" do trabalho. A maioria das pessoas que acessam o artigo não o lê completamente, um dos motivos que desencadeiam essa situação é um título desinteressante que não reflita o conteúdo do artigo com precisão e clareza. O título é parte de um texto, e parte importante, sobre a qual é necessária alguma reflexão e para cuja elaboração existem técnicas. Nunca despreze a importância do título. Primeiramente, pense bem sobre o conteúdo de seu trabalho, identificando termos releva

Estrangeirismos e redação acadêmica

O que é estrangeirismo? Por que a implicância? Pode-se ou deve-se usar estrangeirismos em teses e dissertações ? Existe linguagem científica sem estrangeirismos? Onde encontrar as palavras em português? Estrangeirismo ou peregrinismo é o uso de palavra, expressão ou construção estrangeira que não tenha equivalente vernácula em nossa língua. É apontada nas gramáticas normativas como um vício de linguagem , mas há muito esta é apontada como uma visão simplista por diversos linguistas, como Marcos Bagno , da UnB , John Robert Schmitz , da UNICAMP e Carlos Alberto Faraco , da UFPR .   (Wikipédia) Talvez seja conseqüência de um conjunto de fatores o que leva os brasileiros a imaginar como místicas e esotéricas as palavras ordinárias usadas no inglês para dar nomes às coisas. Nesse conjunto, constato a presença do deslumbramento pelos falantes de inglês, da ignorância da língua portuguesa, da ignorância da língua inglesa, da ignorância da cultura estrangeira, da ignorância de etimol

Como escrever títulos atraentes em poucos passos: do artigo à tese

Como aumentar o número de leituras de seu artigo? Você gostaria que sua tese ou dissertação fosse muito lida e citada ao invés de ignorada? Claro, qualquer autor deseja isso! Acontece que, atualmente o número textos acadêmicos que encontramos em qualquer pesquisa é muito grande, enorme. A concorrência entre todos os autores, na busca pelo leitor, não tem tamanho. Claro que o mais importante sempre vai ser a qualidade do trabalho, e clareza das ideias e um texto bem limpo, mas o título tem que ser um ponto de destaque também! E existem técnicas para títulos atrativos , que fujam do enfadonho jargão acadêmico e que transmitam a mesma ideia com uma linguagem mais moderna e atraente; veja um exemplo de título à antiga – que eu jamais adotaria – para esta postagem: Questões de legibilidade, ergonomia visual e empatia em títulos de teses, dissertações e artigos acadêmicos: uma discussão propositiva de aplicação da técnica AIDA. Convenhamos, dá até preguiça de ler até o fim, mas você certame

Método científico ou experimental – a pesquisa e a redação

O método científico é a base da pesquisa. Nos tempos antigos o homem tentou explicar fenômenos naturais, mas tudo se atribuía à ação das divindades, ou à bruxaria e magia. Com Galileo Galilei (1564-1642), foi introduzido o método experimental ( método científico ): ele se baseia em uma primeira observação, seguida de um experimento, desenvolvido de forma controlada, para que nós possamos reproduzir o problema que se deseja investigar. O experimento visa validar ou refutar a hipótese de que o cientista formulou, que visa explicar os mecanismos de funcionamento de determinado evento. Revise seus textos na Keimelion: nossa experiência no ramo é desde o século passado! No primeiro caso (validação da hipótese) prossegue-se com a execução de grande número de experimentos, para que os resultados obtidos sejam confiáveis (análise estatística): os dados coletados são processados e em seguida, formula-se uma teoria: ela é usada, muitas vezes em conjunto com outras teorias para a formulação de um