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A importância de se revisar cada texto

Por que revisar o texto é tão importante?

Pelo simples motivo de que, no instante em que passa os olhos novamente sobre o que escreveu, você muda de posição: de escritor para leitor. Como leitor do que acabou de escrever, você não verá muitos problemas que estão bem ali.

Revisar é entregar o texto a um profissional. O revisor é o linguista apto e competente para fazer a revisão.

O processo de revisar o texto para muitos é cansativo, monótono... e caro! Mas, se soubéssemos a importância que existe na revisão de textos, faríamos sempre, e faríamos com um revisor profissional experiente. Revisar o texto é fundamental para quem almeja publicar um texto claro, que transmita a quem lê visão do total cumprimento das normas ortográficas. O revisor só faz interferências no texto com intenção de melhorá-lo.
A malha textual de uma tese é complexa e tem que ser revisada.
Basicamente, revisão de textos é um processo para garantir que as palavras se encaixem adequadamente.

Revisar é estratégia para que o autor evite repetições de palavras ou de ideias desnecessárias; erros de ortografia, de acentuação e pontuação; períodos longos e sem conexão entre os argumentos; má estrutura e má organização do conteúdo. Quem revisa, portanto só tem a ganhar, ainda mais quando se trata de textos acadêmicos para defesa ou concursos, publicação ou processo seletivo. A pessoa que não usufrui da revisão está deixando de utilizar uma estratégia que a posiciona a frente de muitos outros que não a praticam.

Revisão de texto: o objeto

O trabalho do revisor de texto é importante em todas as áreas que se trabalha com texto, a boa revisão não se baseia somente em regras gramaticais, também visa melhorar a estrutura e a coerência do que foi escrito. A criação de um texto é tarefa que requer certos cuidados. O texto que revisarmos não vai ter crítica da banca. Todo texto nasce pronto para ser revisado. O último ponto final do autor é o sinal para o início do trabalho do revisor. O texto é uma trama de ideias que deve ter coerência entre si. Existem vários tipos de textos e todo texto precisa ser bem estruturado e redigido e, para isso, é necessário que se tenha boa linguagem e conhecimento de regras de escrita. Dentro da produção de texto, temos o texto acadêmico, que é o veículo principal de demonstração de conhecimento científico adquirido na vida acadêmica. Esse tipo de trabalho tem forma específica e seu conteúdo deve ter bases científicas, mas um detalhe importante nos trabalhos acadêmicos é sua apresentação. Falaremos em seguida sobre a importância da revisão de texto nesse tipo de trabalho, mas o foco aqui é o objeto: o texto.
O texto tem que ter estrutura, elementos que estabelecem relação entre si. Dentro dos aspectos formais temos a coesão e a coerência, que dão sentido e forma ao texto. "A coesão textual é a relação, a ligação, a conexão entre as palavras, expressões ou frases do texto”. A coerência está relacionada à compreensão, a interpretação do que se diz ou escreve. Um texto precisa ter sentido, isto é, precisa ter coerência. Embora a coesão não seja condição suficiente para que enunciados se constituam em textos, são os elementos coesivos que dão a eles maior legibilidade e evidenciam as relações entre seus diversos componentes, a coerência depende da coesão. Os textos podem ser literários, que são aqueles que, em geral, têm o objetivo de emocionar o leitor, e para isso exploram a linguagem conotativa ou poética. Em geral, ocorre o predomínio da função emotiva e poética. Podem ser também não literários, que pretendem informar o leitor de forma direta e objetiva, a partir de uma linguagem denotativa. A função referencial predomina nos textos não literários. Texto narrativo trata dos fatos, conta uma história envolvendo ação e movimento.

Existem alguns elementos fundamentais em uma narração:

  1. O fato – consiste em o que será contado, deve ter sequência lógica que será denominado enredo.
  2. A personagem – é sobre quem se fala na narração. Normalmente tem-se personagem principal e personagens secundários.
  3. Narrador – é quem narra a história. Pode ser narrador-observador, que não faz parte da história, nesse caso a narração será feita em terceira pessoa e narrador-personagem, que faz parte da história, nesse caso a narração será feita em primeira pessoa.
  4. Tempo – O intervalo de tempo em que o(s) fato(s) ocorre(m). Existem dois tempos na narração: o cronológico, ou seja, um tempo especificado durante o texto e o psicológico, onde você sabe que existe um intervalo em que as ações ocorreram, mas não se consegue distingui-lo.
  5. Espaço – é imprescindível, e deve ser esclarecido logo no início da narrativa, pois assim o leitor poderá localizar a ação e imaginá-la com maior facilidade.
O texto descritivo expõe os detalhes de pessoas, situações, cenários e objetos que fazem parte do fato descrito. É muito comum em um texto descritivo vir incorporado uma narrativa ou uma argumentação. Segundo Othon M. Garcia, "descrição é a representação verbal de um objeto sensível (ser, coisa, paisagem), através da indicação dos seus aspectos mais característicos, dos pormenores que o individualizam, que o distinguem." Há descrições literárias e técnicas. Nas primeiras, o que importa é a transmissão de impressões que o objeto desperta em quem descreve; e, de fato, uma interpretação daquilo que se vê. Já as segundas se constituem em um detalhamento de características, objetivando a exatidão, uma espécie de fotografia do objeto visto.
O texto dissertativo se caracteriza pela defesa de uma ideia, de um ponto de vista, ou pelo questionamento acerca de um determinado assunto. Em geral, para se obter maior clareza na exposição de um ponto de vista, costuma-se distribuir a matéria em três partes: Introdução - em que se apresenta a ideia ou o ponto de vista que será defendido; Desenvolvimento ou argumentação - em que se desenvolve o ponto de vista para tentar convencer o leitor; para isso, deve-se usar uma sólida argumentação, citar exemplos, recorrer a opinião de especialistas, fornecer dados. Conclusão - em que se dá um fecho ao texto, coerente com o desenvolvimento, com os argumentos apresentados.
O texto acadêmico é baseado em questões científicas, o que é escrito nesse tipo de texto tem que ter referências comprovando sua veracidade. Nesse tipo de texto não se pode trabalhar com “achismos”, tudo deve ser embasado em obras científicas que tratam do assunto relacionado.

A boa revisão de textos

Uma boa revisão de texto começa por um bom revisor, e são poucas as pessoas capazes de realizar uma revisão profissional. Garantir que um documento escrito esteja claro nem sempre é óbvio. Muitas vezes as ideias são boas, mas aparecem mal formuladas. É aí que entra o revisor de texto, para garantir a clareza das ideias expostas. 
Os recursos dos programas de editoração causam esses tipos de erros, o revisor tem ciência e está atento para evitar a situação. Muitas pessoas têm boas ideias, mas dificuldades para transmiti-las para o papel, e o revisor de texto auxilia nesse processo de melhor essa exposição dessas ideias, dando mais qualidade ao texto e tornando-o de fácil entendimento. Um texto bem escrito transmite credibilidade a quem o lê e promove a veiculação de informações claras, coerentes e redigidas de acordo com a norma culta da língua. 
O trabalho do revisor de texto é um trabalho de respeito às idiossincrasias de seus clientes, reconhecendo a relevância de cada produto para seu autor. A importância do revisor e sua função são indescritíveis. O revisor profissional - frequentemente graduado em Letras ou em Jornalismo, muitas vezes, tem de fazer mais do que retificar palavras; ele embeleza o texto ou é capaz de ressuscitá-lo, ele melhora as construções textuais, dá destaque às palavras, reforça uma mensagem, traz clareza, torna coeso. Além disso, o trabalho deste profissional pode garantir a coerência na construção de um documento, através de sugestões de acordo com o conteúdo do que foi escrito. O revisor de texto profissional deve levar em conta a correção ortográfica e a coerência, mas jamais modificar as características, a maneira de expressar-se de um autor. Além da correta escrita das palavras e da boa estruturação textual, deve-se ponderar o contexto de quem escreveu, o conteúdo escrito e a quem se dirige o texto. 
O revisor não só é um leitor, ele é um leitor com experiência de leitura e representa todos os potenciais leitores do texto que revisa. De certa forma, o revisor traz o leitor para o processo de produção do texto, pois, estabelecida a comunidade interpretativa o revisor passa a representá-la e a sugerir alterações no texto que sejam mais adequadas aos leitores a quem o texto se dirige. Muitas pessoas julgam escrever suficientemente bem e acham dispensável a contratação de pessoas especializadas para auxiliar na elaboração de textos. Mas vários pontos passam despercebidos e acabam afetando a qualidade do trabalho. O seu leitor/cliente pode ter uma primeira impressão não muito boa se lhe for apresentado um texto confuso, com erros gramaticais ou ortográficos, evidenciando uma falta de cuidados ao divulgar informações e desatenção aos detalhes.
A pressa em escrever ou a necessidade de agilizar a transmissão das informações levam, possivelmente, a esse caos linguístico. Uma vírgula deslocada, por exemplo, gera ambiguidade ou altera um significado. A necessidade de produção muitas vezes acaba se colocando acima de outros atributos tão ou mais importantes, entre os quais a qualidade. Um dos pontos mais importantes para garantir a qualidade de um texto é ter percepção para o que é importante e o que não é, no que foi escrito.
É necessário saber fazer cortes no texto. Muitas coisas escritas podem ser descartadas para deixar o texto menos cansativo para o leitor. Às vezes a pessoa que escreve não tem essa noção do que pode ou não ser retirado do texto sem perder sua qualidade. Para isso é importante que o texto passe pelo processo de revisão; reordenar as ideias do texto, eliminando o que não é necessário, para assim oferecer um texto de qualidade para o público.

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