Pular para o conteúdo principal

Principais estilos de citações bibliográficas e referências

Formate sua tese ou dissertação na Keimelion

Os estilos de citações são muitos, cada revista científica, cada programa de pós-graduação decide qual estilo vai adotar, como fazer as citações.
Primeiramente, vale informar que "estilos científicos" não são estilos "literárias", mas a edição de estilos, ou seja, modos de apresentação de conteúdo estruturados, formas de escrever artigos científicos, apresentação, organização de conteúdo, formas fazer abreviações, anexos e fotos presentes nos textos e, além disso, formas de citações bibliográficas e de referências. Por isso as formas de citações dependem de cada estilo científico. 
As normas são muitas para as referências, mas o princípio é sempre o mesmo: a transparência.
Para trabalhar com estilos de citações, é melhor usar um gerenciador de bibliografias como Refworks, Zotero, EndNote, Reference Manager, BibText e outros similares. Mesmo o Word que todo mundo tem faz esse serviço. O que impressiona muito é que a quase totalidade dos autores brasileiros não faz uso de nenhum desses programas e nem sequer sabe que o próprio editor de textos mais comum faz o serviço sem grande complicação! 

Harvard referencing style (formatação e referências)

Mais do que um estilo bibliográfico, Harvard referencing é uma forma de fazer citações nos textos e de fazê-las mencionar nas referências. Tem sua origem em 1881 na da Universidade de Harvard. Suas principais características são o uso de citações com o formato de humanidades: (autor, data) ou autor (data), consoante os casos. A lista de referências é feita no final do documento, colocando os autores por ordem alfabética e onde um autor tem obras diferentes, suas referências estão em ordem cronológica. Esta forma de fazer nomeações foi aplicada aos estilos bibliográficos posteriores como MLA e APA. 

Estilo Chicago (CMS) (CMOS) (referências e formatação)

Um dos mais antigos e mais conhecidos estilos bibliográfico. CMS é um conjunto de regras de estilo de edição, recomendações de pontuação, de organização do texto, rodapés, notas, compromissos. O manual foi publicado pela primeira vez em 1903, com a intenção de unificar os critérios de citações dos pesquisadores. Usado principalmente nas disciplinas de história, ciências sociais, arte, literatura e musicologia. 
A edição da norma de Chicago mais recente é 16ª. Esta edição tem recomendações para edições eletrônicas, incluindo ebooks. O CMS tem dois sub-estilos: 
Chicago humanidades: sistema comumente usado em obras de história, musicologia, arte, etc. para as nomeações para o pé da página ou no fim e bibliografias. 
Chicago autor e data: sistema mais usado em ciências sociais e ciências naturais, que normalmente é usado para citações diretas ou indiretas no texto. 

Estilo Turabian para formatação e citações

Criado por Kate Turabian em 1937, muito semelhante à Chicago, embora mais simples; destinado a estudantes e alunos de doutorado. É usado principalmente em disciplinas de ciências humanas. Turabian inclui referências de pé de página, nas citações, listagem ao final de capítulo ou nas referências finais. As formas de citações também são especificadas. 

Estilo de MLA para textos científicos

É o estilo da Modern Language Association, usada para as humanidades. Estilo de MLA tem regras para fazer citações, mas também do estilo para escrever: fonte, tamanho, qualidade do papel, formatação de parágrafos, links, pontuação, especialmente para os textos de línguas modernas, crítica literária, textos culturais. É mais abrangente do que os estilos de citação de Chicago e que Turabian. MLA dá prioridade a citações entre parênteses e, desse modo, estabelece as normas para as notas de pé de página e aspas. A lista referências é obrigatória, como em geral. 

Estilo Vancouver (URM) referências e formatação 

Criado em 1978, é o estilo estabelecido pelo International Committee of Medical Journal Editors (ICMJE). Ele também é conhecido por requisitos uniformes para manuscritos submetidos a revistas biomédicas ou simplesmente por Uniform Requirements ou URM. É um padrão ANSI, e como tal é utilizado pelas principais revistas de medicina, bem como a National Library of Medicine (NLM) desde 1979 e Pubmed. O objetivo é científico e ético. URM visa estabelecer de forma clara, simples e relevante para a distribuição de estudos e relatórios de biomédicos. O estilo Vancouver (URM) estabelece normas e recomendações para a publicação de artigos científicos, citações, edições, revisões e abreviados títulos de revistas, que devem ser o Index Medicus. 
Cada referência usada tem um número e as nomeações devem ser numeradas, o número é obrigatório no contexto da citação. Os títulos dos periódicos devem ser impressos em sua forma abreviada, seguindo as abreviações de banco de dados PubMed Journal. 

Estilo APA para referências em artigos e teses

É o estilo oficial de citações da American Psychological Association e define o formato para todos os tipos de documentos e compromissos em psicologia e ciências sociais. Criado em 1929, desde que a estrutura dos documentos, comprimento, pontuação, abreviaturas, fotos, partes do manuscrito e citações bibliográficas. 

Outros estilos de normatização de referências

  1. Estilo AMA. É o estilo da American Medical Association. No entanto, a American Medical Association recomenda-se usar URM ou Vancouver. 
  2. Estilo de ACS. É o estilo de citação exigido pela American Chemical Society. Inclui, entre outros, citações de patentes com precisão tanto para formatos curto e longo. 
  3. Estilo do IEEE. O estilo do IEEE é usado principalmente em publicações técnicas da ciência da computação e engenharia. Uma característica que a distingue de outros estilos é o uso dos colchetes em vez de sobrescritos, para renumerar as citações no texto e a lista de referências. Além disso, esta lista de referências ou trabalhos citados será não alfabética mas na ordem numérica de aparecimento. 
  4. Estilo de CSE-CBE. O estilo CBE foi originalmente criado pelo Council of Biology Editors, que atualmente é chamado Council of Science Editors, assim, agora o estilo é conhecido como estilo CSE. É um estilo que é usado principalmente em biologia, mas também em biomedicina, bioquímica e disciplinas relacionadas. 
  5. Estilo MHRA. Criado em 1971 por R. S. Maney e R. L. Smallwood, para publicações acadêmicas, especialmente nas ciências humanas e especificamente para teses nestas matérias. A Modern Humanities Resarch Association revisa e atualiza esse estilo. 
Por Keimelion revisão de textos.
Traduzido e adaptado de Infobiblio
Ah, e o estilo da ABNT? Bem, esse estilo é uma jabuticaba: só é empregado no Brasil, parece ter sido derivado do estilo Chicago, piorado e complicado; nunca tem interpretação uniforme e cada instituição tem um manual que o apresenta de uma forma distinta.

Postagens mais visitadas deste blog

A seleção do título no artigo científico

Título de artigo pode ser pedra angular na carreira Um artigo científico cujo titulo foi bem escolhido tem mais leituras e mais citações! Poucos refletem sobre os títulos de seus artigos científicos e até mesmo sobre os das teses. O revisor do texto poderá oferecer alternativas, mas considere um pouco os princípios que apresentamos.  O título do artigo científico deve ser definido, se possível, com o menor número de palavras para descrever adequadamente seu conteúdo. Digamos que ele seja o "cartão de visita" do trabalho. A maioria das pessoas que acessam o artigo não o lê completamente, um dos motivos que desencadeiam essa situação é um título desinteressante que não reflita o conteúdo do artigo com precisão e clareza. O título é parte de um texto, e parte importante, sobre a qual é necessária alguma reflexão e para cuja elaboração existem técnicas. Nunca despreze a importância do título. Primeiramente, pense bem sobre o conteúdo de seu trabalho, identificando termos releva

O gênero de discurso acadêmico-científico

O cientista deve conhecer o discurso acadêmico O gênero acadêmico-científico tem características próprias, baseadas na semântica linguística finalística, e se constrói na descrição de um sentido linguístico de objetivos restritos. Todas as esferas da atividade humana estão sempre relacionadas à língua. O uso da língua se dá em forma de enunciados (orais e escritos), concretos e únicos, emanados integrantes da atividade humana. O enunciado mostra as condições específicas e as finalidades de cada uma dessas esferas: conteúdo temático, estilo verbal e construção composicional. Esses três elementos convergem para o todo do enunciado e todos eles são marcados pela especificidade de uma esfera de comunicação . Vê-se, então, que qualquer enunciado considerado isoladamente, é individual, mas cada esfera de utilização da língua elabora seus tipos relativamente estáveis de enunciados, que são os gêneros do discurso. Cada esfera dessa atividade se diferencia e se amplia à medida que a própria e

Método científico ou experimental – a pesquisa e a redação

O método científico é a base da pesquisa. Nos tempos antigos o homem tentou explicar fenômenos naturais, mas tudo se atribuía à ação das divindades, ou à bruxaria e magia. Com Galileo Galilei (1564-1642), foi introduzido o método experimental ( método científico ): ele se baseia em uma primeira observação, seguida de um experimento, desenvolvido de forma controlada, para que nós possamos reproduzir o problema que se deseja investigar. O experimento visa validar ou refutar a hipótese de que o cientista formulou, que visa explicar os mecanismos de funcionamento de determinado evento. Revise seus textos na Keimelion: nossa experiência no ramo é desde o século passado! No primeiro caso (validação da hipótese) prossegue-se com a execução de grande número de experimentos, para que os resultados obtidos sejam confiáveis (análise estatística): os dados coletados são processados e em seguida, formula-se uma teoria: ela é usada, muitas vezes em conjunto com outras teorias para a formulação de um

Pré-texto do trabalho acadêmico: da capa ao sumário

Capa, dedicatória, sumário: não perca tempo. Você certamente tem muito mais coisas importantes a fazer que ficar se preocupando com os detalhes formais das partes introdutórias da tese ou dissertação. Deixe tudo isso para o formatador, ele fará mais rápido e melhor. Sempre nos impressionam a dificuldade e os questionamentos que os estudantes encontram no que se refere às capas de seus trabalhos acadêmicos . Não se trata de uma questão de fundo, de questão complicada ou questionamento estético - mas de mero cumprimento a um procedimento lógico e absolutamente corriqueiro, entretanto, dentre as centenas de postagens deste blog, é o tópico que mais aporta visitantes a nosso texto. Aqui eu vou tecer comentários quanto a visitação e quanto ao significado que ele pode ter. Teremos enorme satisfação em cuidar de todos os detalhas da formatação de sua tese. Capa e elementos pré-textuais são a parte mais simples da tese. Faça toda a formatação da tese ou dissertação na Keimelion e não se pre