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O texto científico: redação, publicação, mitos

Dicas de redação e edição do texto científico.

A edição é uma das etapas da redação, ela se inicia assim que você terminar seu primeiro rascunho.

Na edição, você relê o seu projeto para ver, por exemplo, se está bem organizado, se as transições entre parágrafos são fluentes e se sua evidência realmente corresponde ao argumento e à hipótese. Editar um texto, nesse sentido, significa reescrever, reordenar, inserir mais informação, cortar partes.
Tese e dissertação têm que ser revisadas para ficarem perto da perfeição.
A principal dica de redação é lembrar da necessidade de revisão do texto.

Você pode editar em vários níveis

Redação e edição do conteúdo

Você fez tudo o que o gênero do texto (tese, artigo...) requer? As exigências foram todas cumpridas? A hipótese e o argumento estão claros? A argumentação está completa? Todas suas afirmações são consistentes? Cada ponto da argumentação está apoiado com evidência adequada? Todas as informações apresentadas são relevantes o texto?

Criação da estrutura geral

Seu texto tem introdução e conclusão adequadas? Sua tese é claramente apresentada na introdução? Fica claro como cada parágrafo no texto está relacionado à tese? Os parágrafos são arranjados em sequência lógica? Você fez claras transições entre parágrafos? Uma maneira de verificar a estrutura do texto é fazer uma leitura dele como se nada conhecesse do assunto, depois de você ter escrito o rascunho.

Estrutura dentro de parágrafos

Cada parágrafo tem uma sentença clara do tópico? Cada parágrafo apresenta uma ideia principal – e somente uma? Existem quaisquer frases estranhas ou falta algo em qualquer frase em cada um dos parágrafos?

Redigir com absoluta clareza

Você definiu todos os termos importantes que podem ser desconhecidos para o leitor? O significado de cada sentença está claro? Uma maneira de responder a esta pergunta é ler uma sentença de cada vez, começando pela do fim para o começo, para que você não se sature, inconscientemente, com o conteúdo de frases anteriores. É claro a que cada pronome (ele, ela, ele, eles, que, quem, isto, etc.) se refere? Você selecionou as palavras certas para expressar as ideias? Evite usar palavras que não fazem parte de seu vocabulário normal ou profissional.

Usar um estilo com uniformidade

Você usou um registro apropriado (formal, informal, persuasivo, acadêmico)? Foi feito uso da linguagem no gênero (tese, comunicação, crítica) adequado? Há variações de extensão e de estrutura nas frases? Você usa a voz passiva adequadamente? Sua escrita contém frases desnecessárias como "a nível de", "ou seja", "devido ao fato de que," “nesse sentido”? Há repetições de uma palavra forte (por exemplo, o verbo principal) desnecessariamente?

Fazer uso moderado e apropriado de citações

Você citou adequadamente as ideias alheias, parafraseando ou transcrevendo, com as respectivas fontes? As citações estão no formato correto?

Dicas gerais importantes

  • Ao editar em todos esses níveis, você vai fazer reescritas frequentes de conteúdo e reformulação do texto.
  • Fique de olho em seus padrões de erro; saber quais os tipos de problemas você costuma ter vai ser útil, especialmente se você estiver editando um documento grande como uma tese ou dissertação. Depois de ter identificado um padrão, você pode desenvolver técnicas de checagem, corrigindo as ocorrências desse padrão de erro. Por exemplo, se você notar muitas vezes a existência de tópicos distintos em cada parágrafo, você repassar o texto e sublinhar as palavras-chave em cada parágrafo, em seguida, separar os parágrafos, para que cada um se concentre em apenas uma ideia principal.
  • Lembre-se sempre de que a dica mais importante é sobre a necessidade de um revisor profissional à altura do texto. Nada de economia ou improvisações na hora da revisão. Nenhum texto dispensa o revisor, nenhum revisor faz mágica se o autor deixar de seguir as dicas acima.
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Verdades e mitos sobre o texto científico

Quais foram as últimas instruções que você leu sobre o texto de sua tese ou dissertação? Será que tudo aquilo vai caber e fazer sentido em seu trabalho? O revisor vai se prender àqueles cânones?
Consta por aí uma série de mitos sobre a redação do texto científico, muito vêm dos professores de redação que, não sem razão, preparam seus alunos para o vestibular e o ENEM, formas bem “engessadas” de redação. Muito do que se apregoa vai ser mudado pelo revisor de textos com experiência no jargão acadêmico: é que uma tese de química ou medicina tem estruturas de texto distintas de outra de filosofia ou literatura, por exemplo.

Não creia em tudo que se diz.

As recomendações gerais não são absolutas para, variam segundo o ramo de conhecimento e o assunto sobre que os textos versam. Depois, não se pode confundir a dissertação no sentido que esse tipo de texto tem no ensino médio e concursos com a dissertação de mestrado ou outros textos dissertativos como artigos, relatórios, resenhas. As pessoas fazem observações e generalizações sobre os textos científicos que, na verdade não são assim tão categóricas. Elas têm seu valor como regra geral, mas o bom senso estabelece as exceções e a aplicabilidade delas.

Observações gerais que têm valor relativo.

Redigir sem formar juízo de valor

Pressupondo que você não pode expor sua opinião a respeito do tema que está sendo discutido. Sua opinião não vale, sob esse ponto de vista, absolutamente NADA! Além disso ser impossível, não sei se seria desejável ou motivacionalmente interessante tentar escrever centenas de páginas sem se posicionar sobre o assunto. Os autores têm sim valores dos quais não precisam abdicar ao redigir: ética, por exemplo, é um juízo de valor que deve orientar a produção científica. O que não se recomenta é a distribuição de adjetivos e qualificações, de opinião e de preconceitos, dos “achismos” e de julgamentos que não encontrem base no material investigado ou no contexto da investigação.

Redigir respeitando a estrutura formal e canônica

Respeitar a estrutura “canônica” dos textos dissertativos: introdução, desenvolvimento e conclusão. O descumprimento desse esquema comprometeria o texto, bem como seu entendimento. Respeitar as margens, fazer do texto poema, ou qualquer outro gênero literário. Ora, tudo isso é válido, de modo geral, mas uma tese de literatura pode ter passagens completamente poéticas assim como o argumento filosófico pode ser estruturado em qualquer dos sentidos tradicionais da retórica.

Respeitar a coesão, a coerência e a objetividade

Os textos dissertativos seriam conhecidos pela clareza com que são escritos. Para que isso ocorresse, seria necessário que dois elementos estivessem presentes na sua produção: a coesão e a coerência. Entretanto, coesão e coerência não são fatores de inteligibilidade, e a complexidade do raciocínio, principalmente em autores mais experientes e, em geral, já nas teses, pode surgir em textos extremamente complexos, alguns alinhavam conceitos que não são de domínio comum e estabelecem relações que nem toda coerência e coesão do mundo fará que sejam simples.

Elaborar um texto rico em dados e em polifonias

Quando se fala rico em dados não quer dizer que você deva encher o texto de informações. Os dados, ou polifonias, servem para enriquecer o texto, demonstrando conhecimentos paralelos e seu uso em correlação com a ideia central do texto. Com isso, os argumentos estarão fundamentados, não em sua opinião, mas na visão de outrem, que pode ser uma pessoa física ou uma entidade de renome (autores). É o conhecido argumento de autoridade, a opinião de terceiros apresentada com maior destaque que o argumento factual ou alguma dedução própria. Não que os dados e opiniões de outrem sejam descartáveis, mas o texto visa partir de uma hipótese e alcançar uma ou mais teses em si, com a colaboração de autores que antecederam no tema.

Pautar o texto em função do pensamento de um grupo coeso de autores

Essa regra seria importantíssima para quem redige, pois é muito comum texto se posicionar no momento da exposição dos argumentos ou dos motivos. Dissertar é argumentar, mas isso não lhe daria o direito de utilizar mecanismos emotivos para tentar persuadir o leitor. Não é bem assim, todo tipo de argumento é válido em tese, e tenho visto excelentes textos cuja carga emotiva conduz o leitor à catarse e identificação com as teses – o que se deve evitar é o melodrama acadêmico ou uma adesão partidária ou sectária, fugir das originalidades absolutas e das idiossincrasias pode ser um bom conselho.

Dotar o texto de operadores argumentativos

Desse recurso coesivo diz-se ser crucial para a construção de qualquer texto, já que a sua presença estabelece melhor compreensão dos argumentos que apresentados. Além disso, você estará criando elo entre todos os parágrafos e frases, não permitindo ao leitor margem de erros, no que se refere ao entendimento do texto. Mas o exagero de conectores será expurgado pelo revisor, assim como a repetição exaustiva de qualquer um deles. Em textos longos, é preciso muito comedimento no uso desses recursos, pois o seu excesso contribui para a exaustão do leitor.

Conferir uniformidade às hipóteses e teses

Isso nada mais é que aplainar o caminho pelo qual o texto será escrito. Você deverá delimitar o universo semântico do seu texto, para que as fugas temáticas não ocorram – não fugir do assunto. Tente sempre centralizar o foco temático para que a produção textual possa discorrer facilmente. Aqui temos uma recomendação ligada à coesão, uniformidade de significados e significâncias, nexo causal, legibilidade. São questões sobre as quais os revisores estão atentos, pois o leitor tende a falhas contra esse objetivo quando o texto é muito longo e sua redação fragmentada.

Enquadrar o argumento em um perfil temático

Geralmente, os textos das teses são baseados em temas sociais, filosóficos ou investigações objetivas e subjetivas. Por isso, tenha cuidado quando for escrever seu texto, no que tange a centralização temática. Procure fazer interpretação detalhada do tema que será trabalhado, para evitar erros argumentativos na sua produção escrita. Escreva o texto todo de uma vez, em conjunto, a metáfora que expressa essa ideia é a do esqueleto (do texto) sobre o qual vão se estruturando os órgãos, tecidos, músculos – à medida que se vão acrescentando as partes, os argumentos, os dados e as inferências sobre a estrutura inicial. O texto cresce todo de uma vez e não na ordem sequencial dos capítulos. Isso facilita muito e dá mais coesão.

Redigir em linguagem impessoal

Pretende-se você nunca, em hipótese alguma, se dirija ao leitor. Isto por que, os textos argumentativos não permitem que exista uma interação direta entre autor e interlocutor. A ideia desses textos é apresentar argumentos para persuadir o leitor sobre um determinado ponto de vista, mas isso não se aplica em muitos textos das ciências humanas, embora seja – sim uma boa orientação para as teses de ciências exatas ou biomédicas. As construções em plural majestático (segundo constatamos...) são artificiais e algo antiquadas, as estruturas em voz passiva (segundo se observa...) não são muito usuais e podem conduzir a erro, uma solução pode ser o uso de formas nominais dos verbos (ficando provado...) que são seguras e discretas. Mas há bom gosto para todo uso e eventual necessidade de qualquer tipo de estrutura.

Escolher um título em linguagem acadêmica

A criação do título da tese é um grande problema para muita gente. A dica que eu dou é fazer o título no primeiro momento e ir melhorando à medida que se redige o trabalho. São lamentáveis os títulos de três linhas, mas nunca vi um título de tese com uma só palavra. Pense em algo que identifique o texto, mas não precisa descrevê-lo: para isso existem os resumos. Pense que o título da tese, dissertação ou monografia vai aparecer em alguns formulários: quando são muito longos, nem cabem nos espaços que lhes são destinados. O revisor de textos pode ajudar na finalização do título. Não é necessário haver e subtítulo; não precisa usar dois pontos, travessão e chavões como “um estudo de caso” ou “proposta metodológica” – mas pode.

Submetendo artigos científicos à publicação

A estrutura acadêmica de hoje requer publicações constantes; dar ao público ou aos pares conhecimento do que está sendo conhecido.

Há vários tipos de publicações disponíveis para a pesquisa e para os pesquisadores. Por isso, a metodologia científica segue uma ordem hierárquica na divulgação de conhecimentos, seja pela via impressa, seja pela via eletrônica. Sempre existe preocupação com a qualidade dos textos, de onde a necessidade constante de boas revisões linguísticas. Sempre que se pretende submeter um trabalho escrito, esperando que seja publicado, deve-se antes levar em conta o estágio atual da pesquisa que se está relatando, em determinada área, e o interesse temático do editor. É importante que se tenha bem claro o interesse alheio sobre aquilo que se está propondo para publicar.

Revisar dissertação e tese não é para amadores.
Revisão de texto científico tem que ser com a Keimelion.

A literatura científica se apresenta seguindo uma hierarquia em seu banco de dados editorial. No topo das contribuições mais importantes estão os artigos de jornais científicos que reportam pela primeira vez o resultado de pesquisas tidas como inéditas. O segundo mais importante são livros ou capítulos de livros que sintetizam o conhecimento específico por tópicos e sugerem áreas para futuras pesquisas. Artigos publicados em revistas tipo magazines, letters, ou transactions, representam uma categoria de publicações para relatar trabalhos em andamento sobre pesquisas conhecidas, mas com um coeficiente de contribuição elevado. Estas últimas trazem rigor no julgamento de originalidade do trabalho, por isso muitas vezes apresentam trabalhos inéditos. Há ainda, os congressos, as conferências e os simpósios que são outras categorias que podem frequentemente levar um artigo escrito à publicação em revistas, livros ou capítulos de livros, ou a um jornal científico. Estes eventos são considerados muito importantes, principalmente para quem está se iniciando na trajetória da pesquisa, pois aceitam, usualmente, abordagens que analisam ou resumem informações já publicadas e, por isso, passam a ser o alvo de interesse de alunos da graduação. Estimular e incentivar a publicação de trabalhos desses alunos, nesses eventos, é prática constante. Com esse intuito, vale direcionar uma disciplina de metodologia científica, ou a de redação acadêmica, com um tópico para observar estas formas de publicações de pesquisa, as quais têm normas, padrões, estilos e objetivos diferenciados. Devido a essa falta de conhecimento, ou à inadequação do texto, muitos autores de trabalhos científicos ficam surpresos quando seus artigos são rejeitados.
A leitura crítica de textos científicos de qualquer área está condicionada a pareceres de interpretações textuais e canônicas. Para que se tenha uma boa compreensão daquilo que será lido e analisado, isto deve ser feito da mesma maneira como a que é feita por um determinado conselho editorial de revisores ou de colaboradores ad hoc
Com esta visão crítica, a busca inicial do que se pretende pesquisar tem como finalidade a seleção de artigos escolhidos para serem lidos de forma mais refinada. Por isso, tomam-se como critérios básicos sua contribuição ao tema que se pesquisa e, assim, lê-se o título, o resumo (os aspectos formais) – ou conforme a pesquisa mencionada anteriormente. Depois de encontrado o que se procurou, ainda, outra clivagem, é necessária: a originalidade do tema ou do tratamento dado a ele, assim como a consistência e o rigor da abordagem teórico-metodológica apresentado no trabalho. Outras considerações levam em conta a escrita, a qualidade do texto como veículo comunicacional 
– aqui surge a figura do revisor de textos, como contribuinte importante. Mas, para que se tenha objetividade nesta tarefa de busca pelo que será lido posteriormente, é necessário ler pacientemente, com atenção, desprendimento, calma, crítica despretensiosa e, principalmente, concentração. Quando esses atributos são mantidos e associados ao hábito da leitura, pode-se fazer a crítica precisa sobre aquilo que se tem para escrever sobre qualquer tema.

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