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Recomendações dos orientadores

Dicas de como ser um bom orientador.

Os orientadores de mestrado ou doutorado são praticamente unânimes em determinadas orientações. Os revisores de textos repetem essas orientações, seguem-nas e verificam sua aplicação nos textos que lhes são submetidos.
Há muitos percursos na hora de escolher quem vai orientar sua tese.
As opções são muitas na escolha de orientador, mas o melhor é adotar critérios na escolha.

  • Recomenda-se o uso da terceira pessoa do singular e da voz passiva na linguagem científica, que deve ser o mais despersonalizada possível. O relatório final é redigido no passado, admitindo-se o uso presente quando for apropriado. No projeto de pesquisa, tese ou dissertação, emprega-se o tempo futuro, pois o texto refere-se a intenções e não a fatos já consumados, como é o caso do relatório final.
  • Evitem-se expressões taxativas. Por exemplo, não diga que "o resultado do teste da hipótese provou", prefira: "dado o caráter probabilístico inerente à estatística de inferência, pode-se afirmar que o resultado do teste da hipótese apresentou evidências de que…"
  • Recomenda-se, também, cuidado no uso de sinônimos. Embora louvável, pois a variedade de termos evita repetições e embeleza o estilo, o leitor poderá ter dúvidas quanto à intenção do autor quando ele introduz novos termos.
  • Períodos curtos são de compreensão mais fácil que os longos, mas o autor experiente saberá manter-se entre o estilo telegráfico e outro mais longo, entre a pobreza de expressão e a excessiva qualificação, imprópria ao discurso científico. O essencial, entretanto, é que cada período seja compreendido facilmente, sem que seja necessário ao leitor reportar-se a exposições anteriores.
  • Ao mesmo critério deve obedecer a extensão dos parágrafos. Embora as ideias devam fluir livremente, se a matéria for longa demais merecerá reorganização para que, sem quebra da lógica e da clareza, possa ser distribuída em parágrafos cuja extensão ofereça conforto ao leitor, inclusive visualmente.
  • Estes são alguns dos princípios a que deve atender a boa redação científica. Não devem ser rigidamente observados a ponto de sufocarem o estilo pessoal. Essas indicações são de grande valia, mas nada dispensa a revisão profissional em texto de responsabilidade.

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