O complexo processo da revisão de textos

Vamos apresentar a revisão de textos como um processo complexo.

Este artigo se destina a ilustrar, com alguma profundidade, aspectos da revisão de textos que a maioria de nossos clientes desconhece; normalmente, pessoas com formação diferente da linguística, tendem a confundir revisão de textos com as correções das redações feitas pelos professores – mas isso é um equívoco.
Revisão sempre é um procedimento complexo que requer alteridade.
Ao que chamamos revisão de texto,
em inglês se refere como
proofreading.
Revisão de textos é uma atividade multidimensional caracterizada por uma série de processos complexos, e pode ser descrita de diferentes perspectivas. O processo de revisão é de ordem superior dentre as tarefas cognitivas (como a leitura ou escrita) com um problema muito significativo para resolver: o revisor deve ler com os olhos do autor e do leitor a que o texto se destina. Revisores trabalham com representações mentais dos textos a fim de processar e transferir a informação, ou seja, a informação deve ser extraída, interpretada e representada na mente; em seguida, verifica-se se a representação no texto corresponde à intenção do autor e à interpretação projetada para o público-alvo.

Modelos de revisão

A revisão é um subprocesso implícito que precisa ser explicitamente incorporado à produção de textos. No entanto, essa abordagem pode, indesejavelmente, degradar sua importância. Especialmente os alunos de pós-graduação devem perceber a importância da revisão profissional e completa de seus textos. A fase de revisão, do projeto à tese, deve ser considerada tão importante quanto o resto das etapas de redação. Nenhum projeto de investigação científica, inclusive os de mestrado e doutorado, está terminado antes de ser alocado para revisão: análise da consistência e coerência, verificação de gramática, detecção de quaisquer fragmentos omitidos ou repetidos e uma miríade de outros problemas recorrentes em textos longos como são as teses e as dissertações.

Características do processo de revisão

É óbvio que a revisão tende a ser a etapa final no processo de redação e, como tal, constitui a última oportunidade para melhorar o texto e para minimizar o risco de ruídos adversos.
As condições de compor um texto ou revisá-lo não são idênticas, mas existem algumas analogias interessantes e evidentes e alguns elementos opostos. Sabendo que seu trabalho vai receber uma minuciosa revisão, os autores podem, às vezes (conscientemente ou não) depender dos revisores e deixar a solução de um problema para eles. Essa estratégia pode ser assunto de discussão sobre ética e responsabilidade, mas é definitivamente algo que autores não devem se dar ao luxo de fazer. A diferença é que o trabalho dos autores parte do zero, o texto inexiste antes de ele o criar; eles compõem um texto completamente novo. Considere-se que os revisores interferem no texto já escrito (razão pela qual a revisão pode ser considerada ocupação menos criativa que a tradução). Também é importante perceber que o autor trabalha em seu texto por muito mais tempo que o revisor; portanto, ele sabe mais sobre o texto a ser revisado e – pelo menos inicialmente, é o que se dá. Isso coloca revisores em posição muito difícil, uma vez que eles são chamados para polir o produto, apesar de estar menos familiarizado com ele.
A característica comum mais notável é a natureza da resolução de problemas nos dois processos, redação e revisão. Revisar requer voltar ao texto consecutivas vezes para fins de avaliação e fazer ou sugerir alterações, corrigindo problemas detectados durante a avaliação. Os revisores funcionam segundo o mesmo padrão de linearidade que o autor propôs ao texto, mas sem progressão perfeita e cômoda: depois de reconsiderar todos os elementos de qualquer segmento do texto, eles lidam apenas com os problemáticos. Simplificando, revisores intervêm apenas quando necessário.
Durante o trabalho de redação efetiva, os autores tratam unidades funcionais, os segmentos do texto longo, definidos como a parte do texto com que o autor lida cognitivamente, como um bloco. Essas unidades podem não ser idênticas àquelas de revisão, que seriam as porções de texto tratadas pelos revisores. Os revisores experientes tendem a trabalhar com unidades de revisão menores e maiores, alternadamente, atentando ao detalhe e ao conjunto, em todas as escalas lógicas da estrutura macro a micotextual. O tratamento de unidades de revisão muito pequenas, tão somente palavras, frases ou parágrafos, não é uma estratégia adequada; o revisor poderia perder a conexão de contexto, a coesão macrotextual. O tamanho da unidade de revisão depende da capacidade de memória de trabalho, da capacidade de sequenciar ou isolar palavras e frases e da capacidade de articulação cognitiva dos elementos retóricos complexos. Curiosamente, problemas de revisão e soluções de revisão, no contexto de uma revisão de texto longo, tornam-se revisão de problemas e revisão de soluções.
Além disso, de acordo com o modelo estruturado, a revisão é um processo bidirecional que incorpora análise e síntese compartilhando recursos e estratégias de intervenção, exigindo a análise do texto original e a síntese, quase “reconstrução” processo cognitivo do autor. A revisão também se caracteriza pela análise comparativa – a comparação entre o texto original e o texto a ser finalizado – concentrando-se em estabelecer a equivalência representativa entre os textos. Em segundo lugar, a revisão baseia-se na abordagem crítica que não se manifesta tanto na fase de interferência. O conceito de preservação de significado e de estilo ainda paira sobre nossa atividade. Outra característica da revisão é a submissão ao conjunto de especificações, que pode ser explícita (oral ou escrita), ou implícita (já conhecida de trabalhos anteriores similares. As especificações também devem ser observadas durante a revisão.
Apesar de o objetivo da revisão ser a melhoria do produto textual, há sempre o risco de manipulação errada do escrito, substituindo uma boa solução por um erro, ou corrigir equivocadamente um suposto problema devido ao insuficiente conhecimento do revisor, resultando, no limite, à imposição de suas próprias ideias sobre o assunto. Também pode acontecer que o revisor altere o texto corretamente, mas introduza inconsistência, porque não teve em conta todos os elementos relevantes.
A procura por informações que não são fornecidas no texto ou pelo contexto pode ocorrer na fase de revisão. No entanto, revisores não têm tempo para realizar longas pesquisas.
A revisão pode ocorrer durante a fase de produção do texto. Mesmo durante a redação, muitas vezes o revisor faz ou sugere modificações, adições ou exclusões – quando ele é consultado a tempo, antecedendo seu trabalho, como consultor da produção tectual. Este processo é chamado de revisão on-line (ou revisão cooperativa, revisão em tempo real) e as alterações feitas nessa fase são referidas como edições. Revisão on-line pode ocorre ao longo de todo o processo de produção textual.

Etapas da revisão

A natureza sequencial de avaliação, sugestão e resolução de problemas pode ser observada no processo de revisão. Modelos de revisão são frequentemente trifásicos com uma etapa de reflexão sobre cada questão no centro de cada subprocesso.
As três fases principais são:
  1. Leitura crítica,
  2. Busca de solução,
  3. Interferência no texto.

Quem não lida explicitamente com a revisão, mas com a incerteza na resolução de problemas de redação ou reescrita, propõe as seguintes fases que são aplicáveis à revisão:
  1. Reconhecimento do problema,
  2. Proposta de solução,
  3. Avaliação da solução.

A primeira é, em ambos os casos, a hora de reconhecer que algo está “errado” ali e é cabe aplicar o “pacote” de três subprocessos, que devem se seguir um após o outro. Interromper a sequência provoca disfunção do tratamento inteiro de uma instância da reescrita ou da revisão. Após a terceira fase, o revisor deve alcançar um chamado ponto de inflexão e avançar para outro caso de revisão. A saída de um pacote pode ser bem-sucedida resolução do problema, mas também ocorre o reconhecimento do fracasso, ou até mesmo o adiamento da solução – o que é uma das estratégias conhecidas.
Em termos de solução do problema, todos os elementos em questão devem ser identificados e todos os elementos potencialmente afetados por eventual alteração devem ser localizados. Cada proposta de solução consiste de planejamento de estratégia ou sua aplicação, com o objetivo imediato de identificação de possíveis soluções para o problema encontrado.
Na última etapa, escolha de solução, o revisor decide sobre um equivalente apropriado de uma série de variantes linguísticas identificadas durante a fase de análise e, em seguida, implementa a solução pela qual houve decisão. Deve-se adotar o controle das alterações adotadas como solução, para o caso de eventuais questionamentos ou reconsideração.
Pode-se dizer que um processo de revisão bem-sucedido é aquele em que o revisor tem consciência cognitiva e controle sobre suas ações para perceber se foi obtida a formulação adequada ao contexto e situação de comunicação, vale dizer, uma formulação que se encaixe em relação ao texto original, tema, gênero de texto e registo e em relação a pressupostos, expectativas e necessidades do público-alvo.
Todavia, há mais tarefas a realizar, por exemplo, a identificação de potenciais leitores e o uso que farão do texto, decidir sobre a estratégia operacional da revisão, o grau de revisão (nível de interferência). É importante manter a abordagem crítica, e o revisor deve estar pronto para voltar ao trabalho, no caso de uma proposta de alteração estar relacionada a elementos contido naquela ou em outra passagem.

Processos mentais da revisão de textos

Agora serão apresentados alguns aspectos mais profundos subjacentes ao processo de revisão. Informações relevantes para o tópico têm sido adquiridas principalmente em pesquisas empíricas realizadas por estudiosos trabalhando em domínios relacionados a estudos do letramento, da tradução e da revisão.
A revisão é sempre comportamento inteligente – mesmo quando parece menos consciente ou analítica. Com efeito, como a revisão se dá no campo conhecimento em primeiro lugar, emprega metacognição, utiliza diferentes estratégias e esforça-se conscientemente para evitar eventuais efeitos negativos. Assim, pode parecer que a revisão dentro do quadro de textualização seja processamento puramente controlado. Não obstante, alguns processos da revisão são conduzidos por comportamento intuitivo; por conseguinte, alguns problemas são tratados por um centro de processamento relativamente descontrolado, levando a decisões menos racionais – e mais rápidas. Existem opiniões diferentes sobre a ativação dos processos de revisão. Enquanto se postula que o processo de revisão seja ativado ou intencionalmente, durante avaliação deliberada do texto, ou automaticamente, ao mesmo tempo da leitura outros processos estão sendo realizados. A revisão não é um exercício puramente intencional, mas exige deliberada implementação de processos mais complexo e, como tais, alguns são conscientes, outros não.
Psicolinguisticamente, o revisor assume determinados papéis; de acordo com o modelo cibernético de revisão, os revisores assumem papéis de autor e revisor concomitantemente, uma posição que é responsável por recriar o texto e, principalmente, fica associada a instanciar a informação e o público-alvo, posto que o revisor esteja envolvido com interpretação das informações do texto. Essas duas funções são bastante diferentes de suas contrapartes na relação “normal” (“direta”) autor-leitor, que ocorre em duplo espaço mental. Para os revisores, sua posição intermediária, analogicamente, seria: autor-revisor-leitor. Em termos do último papel ativo sobre o texto, cabe ao revisor um tipo de conexão para o autor, percebendo os motivos dele ao processar a redação do texto da forma que ela se deu.
Em conexão de revisão on-line, há um fenômeno chamado de monitoramento. Esse termo refere-se à tomada de consciência da interferência que acompanha a fase de revisão. O componente de monitoramento se traduz previamente em segmentos que parecem estar em execução em segundo plano, considerando a presença e a colaboração do revisor como pressuposto. O autor, normalmente, segue elaborando o texto em forma linear, mas, de repente, volta e corrige algo no seguimento anterior. Quando se dá o monitoramento (presunção do autor que o texto será revisado), a atividade parece resultar na maior fluência da produção e menor qualidade do texto original – que pode vir a ser polido em sucessivas reescrituras, ainda antes da revisão. De todo, não consideramos o monitoramento como elemento adverso, exceto se as reescrituras forem deixadas de lado e o texto for submetido ao revisor excessivamente “bruto”.

Leitura crítica para revisão do texto

A leitura de revisão (também denominada leitura crítica) é um procedimento básico utilizado no processo de revisão. Seu objetivo é não só para construir a representação do texto significado, sobretudo, ela visa encontrar problemas que podem, de alguma forma, perturbar o leitor e o significado do texto. Esse processo de detecção de problema requer a leitura crítica do texto em diferentes níveis linguísticos. O leitor-revisor deve focar em um conjunto maior e mais complexo de objetivos que aqueles envolvidos na leitura simples, que visa apenas o entendimento. A leitura crítica requer mais esforço e demanda por mais recursos que a leitura para compreensão. Isso é verdadeiro mesmo se o texto em revisão não contiver quaisquer erros. Está confirmada a proposição de que a revisão é ativada intencionalmente; revisores conscientemente procuram erros e dedicam certo esforço para a tarefa, independentemente da real ocorrência de erros. Apenas revisores em início de carreira revisam tudo o que leem, fazendo da leitura crítica um ruído para a compreensão; os experientes são capazes de controlar e ativar os mecanismos da leitura revisional apenas quando convier.
As dificuldades cognitivas do trabalho de revisão podem ser influenciadas por diferentes variáveis. Uma delas (além de experiência, familiaridade ou mídia, por exemplo) é o tipo de erros que ocorrem no texto. É mais fácil de detectar excessos de palavras que necessidades de substituições, por isso os revisores usam muitíssimo sua “tesoura”, fazendo supressões. Além disso, erros em locuções são mais difíceis de encontrar, porque as expressões deste tipo ocorrem com frequência e são processadas como unidade. Eles servem como pistas no início do processamento do texto e se escondem à medida que a revisão avança, quando a revisão se torna mais orientada ao conteúdo. Outros tipos de erro que exigem mais esforço são os sintáticos e os de coerência e coesão, porque maior número de unidades tem que ser processado a um tempo quando se lida com esse tipo de erro.
O número de unidades que o revisor é capaz de tratar de uma só vez depende de sua capacidade de memória de trabalho; os especialistas especulam que seja sete (mais ou menos dois) itens de cada vez. Logicamente, há revisores com memória de trabalho maior ou menor, quanto maior, mais fácil é para eles identificar um tipo mais complexo de problema. Os revisores com menor capacidade de memória de curto prazo alocam mais atenção para a leitura crítica quando eles revisam o texto em questões de sintaxe, que quando eles revisam atentos as outras questões, erros de ortografia, por exemplo.

Tomada de decisão, incerteza e metacognição

Como já mencionado, a tomada de decisão na revisão é tão importante como é na redação em si. A revisão pode ser ocupação única, em que a busca da qualidade é perseguida por meio de infindáveis processos mentais. No entanto, é difícil uma decisão ser a opção final, na infinidade de alternativas que a língua oferece.
O revisor tem que decidir se existe falha no texto que está sendo revisado e, se há, ele tem que se decidir por uma solução. A decisão da intervenção envolve interpretação de mensagens, determinação do estilo e considera o público-alvo, identificação dos problemas semânticos e estilísticos, descrição dos problemas – quando há necessidade de relatório – e sugestões de alternativas.
No contexto do processo decisório, a teoria gramatical oferece a base cognitiva. O proposto é que otimização na revisão tem duas partes: uma geração, que induz uma série de alternativas de saídas para um problema de entrada, e um componente que avalia os pares de entrada-saída para verificar uma solução ideal. Parte da teoria são também as restrições sobre a hierarquia em que baseia a decisão; restrições de fidelidade para as restrições de entrada e formadores, que exigem saídas não marcadas, há restrições que exigem que as coisas fiquem como estão e há restrições que caracterizam mudanças. Essas restrições são violáveis e seu sistema cria a base para potenciais pares de texto-original/texto-final.
A indecisão é uma das questões problemáticas da revisão. Pode haver casos de dúvida sobre como resolver um problema, a incerteza também é baseada em metacognição e oferece insights valiosos sobre este assunto, levando à aplicação de estratégias conscientes, deliberadas e ativas para superar a dúvida ou indecisão de interferência. Há três casos em que a incerteza pode ocorrer: incompreensão do texto de origem, transferência de registro de linguagem, deficiência metacognitiva. Por trás de cada um dos casos, há as mesmas três fases: reconhecimento do problema, proposta de solução e avaliação da solução. Durante a primeira fase, o revisor identifica o problema, pensa sobre o que ocorre e localiza todas as alternativas. Na proposta de solução, o revisor encontra elementos relevantes que justifiquem uma ou mais soluções aventadas, e avalia a adequação das que considera aplicáveis. Os “pacotes” contendo essas três fases se sucedem caso a caso. Na prática, observam-se diferentes tendências dos revisores profissionais e iniciantes: tradutores experientes despendem mais tempo no reconhecimento do problema e tendem a processar as três fases em ordem sucessiva, estudantes de revisão tendem a dedicar mais tempo à avaliação da solução e “saltam” as três fases.
Revisores profissionais, bem como os novatos, usam a metacognição na resolução de problemas (consciência do que se faz sem saber que faz) e regulação metacognitiva (controle ativo sobre os processos de planejamento e avaliação). No entanto, há diferença significativa em como a atividade metacognitiva ocorre. Para os ainda não profissionais, ela é mais refratada e imprevisível.

Efeito deletério da familiaridade com o texto

A familiaridade, memória aprimorada do texto a ser revisado, certamente é componente (positivo ou negativo) do processo de revisão e está interligada a diversas variáveis, por exemplo, velocidade, precisão ou coerência macrotextual.
A familiaridade depende, principalmente, da operação de codificação envolvida. Primeiro, pode ser da superfície de codificação, que se refere à leitura prévia, revisão primária ou reescrita, por exemplo. Essas operações de codificação que, tecnicamente, interferem na análise ortográfica e lexical, resultam em moderada de familiaridade e são úteis para produzir de revisão mais precisos e rápidos. A operação de codificação profunda sob a qual podemos produzir ou interpretar um texto, refere-se ao processamento semântico e sintático do texto. A consequência da codificação profunda é a familiaridade muito acentuada. Sabidamente, as pessoas são menos capazes de encontrar erros em textos próprios que nos alheios. Isso é por causa da presença ou ausência do efeito de permanência, memória residual das inúmeras etapas cognitivas de que decorre a codificação profunda e resulta em análise menos aprofundada do texto. O problema é que a mente já sabe o que está escrito e não se vai mais ler, fica suposto o entendimento e o cérebro, automaticamente, compensa os erros. O efeito de permanência torna a revisão mais rápida, porém, menos precisa.
Em relação à velocidade da revisão (porque o revisor mais rápido vale mais no mundo profissional), ela não é dependente apenas do tipo de operação de codificação; a familiaridade tem efeitos sempre positivos na velocidade, mas parece que pode ser em detrimento da precisão. O senso comum nos diz, que quanto mais rápido você fizer algo, é mais provável que você cometa erros; quanto mais lentamente você trabalha, o mais provável é ser confiável. Mas o aumento da velocidade realmente só prejudica a confiabilidade quando se está fazendo algo novo ou desconhecido, algo que requeira concentração, sempre leva tempo. A variável crucial aqui é o tipo de problema; obviamente, leva mais tempo para encontrar e corrigir um problema de sintaxe que um erro de ortografia. Além disso, há resultados contraditórios sobre se a experiência pode ajudar os revisores a aumentar a precisão ou a velocidade.
O efeito de familiaridade é diferente na autorrevisão (reescrita) e na revisão feita por outra pessoa. No primeiro caso, o autor compôs o texto a ser revisado, portanto, o efeito de familiaridade negativo só pode ser minimizado deixando o máximo de tempo possível entre a redação e a autorrevisão. A desvantagem para a autorrevisão é subproduto da extrema familiaridade e não há nenhuma contrapartida. Por outro lado, na revisão do texto de outra pessoa, o revisor tem a vantagem de uma visão fresca até estar completamente familiarizado com o produto, o que demanda algumas leituras sucessivas. Por estas e outras condições referentes à revisão ou autorrevisão, sabe-se que último método é menos eficiente.
Adaptado de J. Šunková.