Revisão de texto para publicação científica

O texto científico requer leitura clara e linguagem precisa e correta; para tanto, é necessário que o autor recorra sempre a um bom revisor de textos.

A publicação científica, também chamada comunicação científica (scientific paper, em inglês) é parte do processo conclusivo da pesquisa científica. A publicação do artigo científico antecede o debate externo, e sua submissão ao veículo que vai levá-la ao público deve ser precedida por criteriosa revisão do texto. A comunicação científica deve ser (idealmente) um escrito imparcial, com destaque no método transparente e de resultados verificáveis, em se tratando de ciências experimentais, e cujas fontes são sempre apontadas, em qualquer área de conhecimento.
Antes de apresentar o texto científico, ele deve ser revisado por profissional.
A publicação científica dá ao
público o conhecimento
do que se investiga e se obtém.
Os cientistas ou técnicos apresentam suas pesquisas e o resultado delas, geralmente, em artigo científico publicado pelos canais de comunicação da comunidade científica, tipicamente em revistas acadêmicas, uma vez validado o texto de acordo com as regras de revisão por pares. Os artigos são a mais importante forma de comunicação na comunidade científica, portanto, é crucial que a qualidade do texto seja tão boa quanto o conteúdo veiculado; em virtude disso, faz-se necessária a colaboração de um revisor especializado em publicações acadêmicas.

Informações gerais: produção e revisão

A publicação científica é a principal forma de comunicação oficial da comunidade científica, por ela os pesquisadores individuais ou equipes de pesquisa tornam público os métodos e os resultados de seu trabalho científico. É diferente de outros textos sobre temas científicos (exemplos: um jornal, um texto escolar), seja ela distribuído em papel ou por mídia digital, através da publicação em periódicos científicos ou outros veículos especializados, tais como livros das editoras universitárias.
As publicações desses grupos, em geral, são reguladas por procedimentos de aceitação e avaliação dos trabalhos apresentados. Tais procedimentos são destinados a determinar quais trabalhos científicos satisfazem os requisitos necessários para serem publicados. Os trabalhos científicos validados e qualificados esses procedimentos são publicados, tornando-se assim a publicação científica. Dentre os procedimentos de aceitação mais generalizados está a revisão por pares. Ela é diferente da revisão do texto. A revisão pelos pares considera, sumamente, o conteúdo científico. Os ditos pares são especialistas da mesma área do conteúdo do texto que analisam a novidade, a metodologia e a validade do trabalho; são muitos critérios subjetivos e alguns bem objetivos. Dentre esses critérios, está a qualidade linguística do texto – é por isso que se requer, anteriormente à submissão de um artigo científico, que ele passe pelos olhos do revisor de textos. A correção formal e a legibilidade serão, certamente, valorizadas pelo revisor – o que resulta em maior credibilidade para a pesquisa.
Há exceções a esse princípio geral de seleção e qualificação para publicação, por exemplo, documentos de trabalho em andamento e preprints – trabalhos científicos não publicado e avaliadas pelos editores científicos, mas disseminadas pelas instituições de associação dos autores ou acessível através de lojas virtuais especializadas, operadas por instituições científicas, bem como dissertações e, em particular, as teses de doutorado que, em geral, são publicadas apenas como livros, caso em que o procedimento difere bastante. Mas, mesmo as teses e dissertações, em quase todos os casos, estão disponíveis em bibliotecas e arquivos eletrônicos das universidades em que elas foram elaboradas e defendidas. 
Publicações científicas, na maioria dos casos, pertencem a uma das seguintes três categorias principais:
  • Artigos, publicado em revistas científicas;
  • Comunicações, publicadas em anais de conferências;
  • Livros, ou contribuições para livros.
No primeiro caso, os artigos são normalmente enviados pelo autor aos membros do Conselho Editorial da revista, que submete o manuscrito a dois ou mais juízes, peritos científicos no campo de conhecimento do autor da pretendida publicação, para elaborarem um parecer a favor ou contra sua publicação, com base na correção, integralidade, originalidade e relevância do trabalho, bem como a conformidade com as linhas editoriais da revista. Ocorre, muito frequentemente, que os julgadores indicam alterações ou correções necessárias a fim de que o manuscrito possa ter aceite: o relatório (resposta) de cada árbitro é enviado para os autores do trabalho, sem indicação da identidade do leitor; os autores podem enviar, então, nova versão do artigo, que leve em conta as observações formuladas, ou até mesmo desafiar as objeções. O processo de peer review (revisão pelos pares), portanto, é um filtro que garante a confiabilidade da publicação científica; muitas vezes, requer-se reformulação mais ou menos extensa do manuscrito original, em colaboração entre autores e revisores (pares ou linguistas). Se, ao final deste processo, são conjugadas as opiniões de vários árbitros, a decisão final sobre a publicação é do Conselho Editorial.
No caso de comunicações a congressos, a seleção das comunicações é aceita em pelo Comité Científico do Congresso, e segue o mesmo caminho que já visto para revistas, que é o Comitê Científico recorrer a dois ou mais árbitros.
Finalmente, no caso de livros que reúnem contribuições de diversos autores, os editores do livro (apresentado como tal na capa e nos dados bibliográficos do livro em si) são responsáveis pela escolha das obras. Para livros, a garantia da validade científica do conteúdo é dada pela publicação em uma editora especializada e de reconhecida autoridade por ter um Comité Editorial reconhecido.

Características do gênero de textos acadêmico

A escrita científica (escrita acadêmica, texto acadêmico) é o que estilo literário (gênero textual) com que se escrevem as publicações científicas; essas publicações diferem de outros trabalhos usando uma forma linguística particular, dotada de várias características que a maioria dos textos não tem.
A escrita científica originou-se na Inglaterra no século XIV. Os métodos e convenções a que está submetida a escrita científica foram estabelecidas pela Academia Nacional de Ciências (Royal Society); entre seus fundadores, Thomas Sprat estava convencido da importância e da exatidão de um método de descrição analítica precisa, ao invés de estilo retórico de até então; com Robert Boyle, enfatizaram muito a importância de não aborrecer o leitor com um detalhamento e palavreado excessivamente rebuscados.
Especialmente em matemática, física e ciências naturais, o texto científico faz uso preferencial do presente do indicativo, voz passiva (sintética ou analítica) mínima construção de frases usando proposições categóricas e proposições secundárias muito raramente derivadas de frases subordinadas.
Normalmente, há um resumo grande geral para o conteúdo, os motivos e os resultados obtidos e um corpo da publicação que descreve com precisão as referências das publicações de outros autores na forma de citações, o método usado com argumentos pertinentes que o justifique, todos os dados de base e os resultados obtidos com relacionados, conclusões ou considerações finais. A construção do texto é composta por curtos períodos, não repetidos, na estrutura do sujeito-verbo-complemento. A estrutura da frase é assim tão simples e o restrito uso de sinônimos torna o texto redundante, porém mais preciso.
Publicações científicas, sendo destinadas a profissionais, muitas vezes, são difíceis de compreender para não-especialistas pelo uso de termos técnicos, ela requer o treinamento especializado do leitor. Seu estilo é diferente, portanto, de “artigos” de acordo com os critérios do artigo de jornal, mas o conteúdo deve ser simplificado tanto quanto possível, para permitir a adequada compreensão até mesmo por usuários menos experientes.
Em publicações científicas, é essencial que cada dado ou informação seja verificável pelo leitor. Em particular, é imperativo que se possa distinguir claramente manifestações, conjecturas ou resultados experimentais relataram pela primeira vez no artigo e para as quais devem apresentadas todas as provas, ou deduzidas todas as inferências. Requer-se a referência oportuna para as fontes. O estilo de citação de bibliografia, quase sempre, é determinado pelas diretrizes da revista ou editora: em praticamente todos os casos, as citações se referem à bibliografia (referências) no final do artigo. A referência à bibliografia, que lista todos os dados de referência do trabalho citado, pode ser por nota de rodapé ou referência direta; o último pode ser sob a forma “autor, ano, página” ou ser uma simples referência numérica entre colchetes [19], em conformidade com as orientações. Citações podem abranger trabalhos científicos publicados, já aceito, mas ainda no prelo ou até mesmo pré-publicações (especificar cada caso).

Artigo original ou artigo de revisão

Literalmente, artigo ou trabalho científico apresenta resultado de pesquisas ou analisa, resume, contrapõe e critica artigos ou documentos anteriores ou de terceiros.
Artigo original ou artigo de revisão são igualmente trabalhos científicos, estão adstritos às mesmas normas, especificações e convenções, são sempre verificados na revisão por pares e publicados em revistas científicas, após terem sido submetidos ao revisor de textos, ou redigidos em cooperação com os revisores.
No caso em que o artigo é escrito por vários autores, o que hoje é bem frequente, é solicitado que um autor seja apresentado como o autor principal (autor correspondente), e ele será a pessoa que vai receber os comentários da avaliação interpares, os distribuirá a todos os autores do texto, e coordenará as respostas ou correções para o texto, enviando-as aos revisores de texto e editores.
O artigo de revisão é escrito, algumas vezes, por pesquisadores que já acumularam um número de trabalhos sobre o mesmo assunto científico; A revisão, no caso, é uma reconsideração de todo o conhecimento produzido por ele, resultados e demonstrações dos diversos trabalhos que lidam com o mesmo assunto, essa revisão é feita à luz da evidência científica de quem anteriormente publicou artigos, agora com base nos elementos trazidos pelo material mais recente.

Retirada de publicação

Com o aumento de publicações científicas, se os editores reconhecem o caráter fraudulento de um texto, inclusive após a publicação, existe a possibilidade de retirada formal de um artigo publicado. Por exemplo, a editora Elsevier, prevê a retirada de um artigo publicado em uma revista no caso de “violação dos códigos de éticas profissionais, tais como várias publicações assemelhadas, falsas alegações de autoria, plágio, utilização fraudulenta de dados e casos semelhantes” e “ocasionalmente [...] para corrigir erros na submissão ou publicação». Os revisores de textos não têm nenhum tipo de controle sobre essa situação.

Cópias para o autor e Copyright

Antes do advento da edição digital, cada editor reservava um número de exemplares da publicação para ser entregue ao autor, que poderia arranjar o intercâmbio com outras publicações de outros autores, ou distribuir a qualquer pessoa interessada, havia também a possibilidade de se obterem cópias adicionais a baixo custo; muitas vezes as cópias para autor consistiam de um extrato das páginas da revista com uma capa especial.
O advento da publicação digital tem eliminado a necessidade de cópias, mas reforçou o tema dos direitos de autor, dada a facilidade com que uma cópia digital pode ser duplicada.

Considerações tipográficas

Um texto científico pode ter necessidades específicas, tais como composição tipográfica com fórmulas matemáticas que devem escritas corretamente com seu simbolismo complexo, exigindo uso de determinadas fontes e colocação de figuras e tabelas.
Para a preparação e a composição, também chamada de formatação de um texto científico, é frequente o uso de plataformas de látex (é uma linguagem de marcação baseada na tipografia TEX); látex é usado principalmente pelos matemáticos, engenheiros e acadêmicos por ferramentas avançadas para layout de fórmulas matemáticas e previsto para gerenciamento de bibliografia e todas as referências no texto. Raramente revisores de textos podem interferir diretamente em textos processados em látex. A maioria só trabalha com Word ou Adobe – e seus derivados.
No entanto, o desenvolvimento de novos recursos no editor de texto de software comercial, também presentes no campo do software open source, agora permite formatar texto e layout dos documentos com um processador de texto de acesso mais amplo, inclusive quando há necessidade de inclusão de fórmulas matemáticas.
Desde que cada revista possui seu próprio protocolo de impressão, são geralmente disponíveis templates (modeles de tipo "forma") para os autores , para usar como um exemplo ou base para ajudar a escrever e construir o artigo de acordo com as convenções necessárias.