Revisão de textos profissional

Revisão de português, revisão gramatical, revisão linguística... Não importa como você a chama; chame sempre um revisor profissional.

O texto bom requer revisão profissional

Tudo que a maioria dos autores deseja é se assegurar de que seu texto esteja formalmente correto e seja claro, compreensível, agradável, coerente  tendo como pressuposto que o conteúdo seja questão superada. Mas assim que os "erros de português" sejam eliminados das frases e palavras, quase todo escritor iniciante se dá por satisfeito. Da mesma forma, autores maduros julgam frequentemente que seu texto seja bom e dispensam a revisão.
O melhor revisor de texto trabalha em interação com o autor.
O texto é um conjunto de ideias que
têm que ficar bem encaixadas.
A gramática não pode ser deixada de lado  ou pode já estar totalmente aplicada, mas é preciso considerar vários outros aspectos que contribuem para a qualidade de um texto, como objetividade, emprego de expressões adequadas ou riqueza de vocabulário, coerência em diversos níveis, coesão... Sem falar em aspetos contextuais, mídias, público-alvo. São tantos os fatores a serem considerados que quase se pode dizer que a escolha de cada palavra e a escolha do lugar de cada uma delas têm que ser pensados. Mas se o autor for pensar em tudo isso, ele não escreve! Não escreve mesmo: a linguagem requer fluência, dinâmica, continuidade, assim como o pensamento  um encadeamento natural que, se for rompido, costuma travar o processo comunicacional.
Nesse contexto de virtual paradoxo, surge a figura do revisor: é ele que vai cuidar de repensar as palavras e o lugar delas. Claro o autor já pensou no assunto e não pretende mudar muito, claro que, inevitavelmente, ele terá relido o que escreveu e modificado, modificado, modificado até que todas as alternativas já o confundam, ou que já não esteja mais percebendo os problemas comunicacionais do texto  pois ele conhece seu trabalho tão bem que o entende perfeitamente!

Revisar o próprio texto é quimera. O autor faz releituras, reescreve. Não se pode pensar em revisão de textos sem a considerar como serviço profissional, um trabalho cheio de técnicas e repleto de muito conhecimento e constante acréscimo de erudição. Qualquer pessoa pode reler, melhorar, corrigir um texto com problemas  mas a questão se complica quando o texto já está bem escrito: somente o profissional experiente encontrará os problemas sutis e o aperfeiçoamento fino que aquele texto requer e merece.
Um bom texto não dispensa a melhor revisão, ele a reclama e a merece - assim como o melhor autor faz jus ao serviço de um excelente revisor. Claro que todo autor, por menos experiente que seja, também merece serviço de revisão de primeira, mas a excelência do texto será resultado do trabalho proveniente do autor, cabe a ele a criação  o revisor dá o lustro, o acabamento.

Aspectos semânticos da revisão de textos

O significado do texto como todo só pode ser estabelecido por meio de relações de natureza semântica a serem criadas a partir de elementos que coexistam no próprio texto, vale dizer que a rede lexical do texto forma seu universo semântico e relações de significado entre itens que só podem ser identificadas como tal a partir desse universo. Os desvios dessa rede de significâncias constituem, eventualmente, impropriedade semântica interna. Da mesma forma, existem desvios semânticos externos, aqueles decorrentes da atribuição equivocada de sentido a determinados elementos léxicos.
Está vendo com o assunto da revisão do texto é sério e requer conhecimentos que não são do domínio geral das pessoas? Por questões como essa é que se faz necessária a revisão profissional, feita por quem entende desses assuntos! E digo mais:
Destaco que muitas impropriedades semânticas são encontradas na maioria dos autores, portanto, o fragmento do texto em que as incorreções se situam e a intervenção efetuada (palavra, frase, parágrafo ou texto) precisam ser indicados ao autor. Esse destaque se faz necessário, sobremaneira, pois é um tipo de intervenção que versa sobre o conteúdo, sobre matéria textual subjetiva, contrariamente ao que ocorre quando a intervenção é de natureza ortográfica ou sintática, pontos mais passivos das alterações da revisão.
Vou apontar como ocorrem, no processo de revisão, as intervenções que versam sobre os aspectos semânticos do texto.
Uma das principais possibilidades da revisão moderna é o controle de alterações nos editores de texto. Estou considerando o mais comum da atualidade, o Word, e apontando como os revisores revisam de forma mista, isso é, no texto aparecem correções ortográficas, lexicais, sintáticas, porém, a predominância da intervenção é com relação às ideias, aos conteúdos do texto. Aponto ainda um aspecto que deve ser abordado com atenção quando se fala em produção textual: a concepção de que a revisão é processo interativo e necessário que permeia o trabalho do autor em sua prática efetiva de produtor de texto.
Existe considerável preocupação com os aspectos que se voltam, não apenas para a forma de “informar” ao autor, mas para o próprio “dizer”, isto é, para os conteúdos do texto, aqueles que são mais afetados pelas questões semânticas diretamente. As marcas de revisão modernas aparecem em forma de pequenos balões e sublinhados que facilitam a compreensão dos elementos modificados do texto. Isso faz que as os revisores valorizem todas as etapas da escrita do texto sem prejuízo de se omitir para resguardar fidelidade autoral, já que cada intervenção é visível para o autor e pode ser revertida – em um processo ideal de revisão, com ampla interatividade.
Nas categorias propostas para a revisão de textos, os balões e outras marcas configuram um tipo de correção textual-interativa, onde ambos, revisor e autor refletem. Entra em cena a linguagem em análise, a linguagem do próprio texto e a linguagem simbólica do hipertexto que fala sobre o texto. É a linguagem da intervenção, que narra o processo interventivo iniciado pelo revisor, refletido no texto e reflexivo na autoria.
No geral, em recorte semântico, as ideias são, primeiramente, consideradas e valorizadas como organizadoras dos aspectos semânticos e sequenciais do texto. Os demais aspectos, tais como os estruturais, os gramaticais e ortográficos, são observados e, por vezes, até corrigidos, porém as ideias ocupam lugar central na tarefa de revisão.
Hoje se pode contratar pessoas que trabalham a distância para uma quantidade significativa de atividades, como redação e revisão de textos, design gráfico, programação de computadores, lançamentos contábeis e até telemarketing ou telessuporte.
Procure um revisor profissional, conheça o trabalho de e reserve espeço naquela concorrida agenda para a revisão de seu precioso trabalho!

Revisão dos elementos remissivos no texto científico

Para alcançar a máxima comunicabilidade do texto como todo coerente, é necessário que, além das relações coesivas, sejam trabalhadas também as relações de conexão conceituais-cognitivas. É preciso que o texto apresente as características que lhe permitam expressar as intenções do autor e seu conhecimento do que deseja expressar.
O ato de escrever sempre possibilita expressar pensamentos para uma interlocução decorrente das condições em que o discurso é realizado. A produção textual na academia, a conhecida “redação científica” está ligada ao cumprimento de tarefa necessária, trata-se de texto produzido na instituição de ensino e, normalmente, para ela, e retrata atividades artificiais, descontextualizadas, que não se fazem presentes no cotidiano, afastadas da realidade e simplesmente fazendo que se produza sem questionar o que foi imposto.
Nessa perspectiva, não se constroem sujeitos de atos criativos, mas reprodutores do que os outros criaram, repetindo modelos pré-estabelecidos e formas institucionalizadas. Não se proporciona um momento de reflexão sobre o que escrever, para quem escrever e por que escrever. O texto deveria ser produzido nas diversas situações de interação social, propiciando uma formação cognitiva e política, levando em conta os saberes próprios da área de conhecimento do autor.
As palavras de cada autor e suas relações carregam memórias de conhecimentos acumulados historicamente e sempre renovados no universo em que se relacionam. Todavia, esse conhecimento do cotidiano, suas ideias a respeito dos objetos, fatos e fenômenos, suas “teorias” acerca do que observam no mundo, não é suficiente para a apropriação dos conhecimentos linguísticos necessários. É nesse contexto que a mediação do revisor se faz imprescindível. Mas como trabalhar um texto, sem desrespeitar o universo de conhecimentos que o autor exprime? Há textos que, muitas vezes, são pouco mais que uma sequência de palavras, frases e parágrafos, entremeados por sinais de pontuação. Como reorganizar informações desordenadas e desconexas apresentadas no texto autoral? Como trabalhar a adequação vocabular? A coerência? A coesão? Quais os requisitos relevantes que fazem um texto ser texto?
Partindo desses questionamentos, é feita a revisão do emprego dos elementos remissivos nos textos, para aprimorar as capacidades discursivas do discurso, trabalhando os elementos linguísticos do texto que vão resultar na construção de sentido presente no texto coeso e coerente. Esse trabalho será resultante da interação entre revisor-autor visando a construção do conhecimento. Nessa relação interacional, o revisor como mediador promove a comunicabilidade da produção do autor de forma sistemática, para que ela se adeque à variante linguística necessária, o jargão acadêmico, e se aplique em situações correlatas.
No campo da produção de texto, que não se pode restringir ao o domínio da modalidade escrita da língua culta, o grau de textualidade de uma produção é decisivamente determinado pela sua coerência, garantidora da boa qualidade do texto, que ele seja capaz de instaurar uma legítima relação intersubjetiva de significação.
O revisor deve compreender e assumir a concepção de língua como discurso, de língua escrita como atividade enunciativa e ter clara a noção de texto, de textualidade, de coerência, coesão e precisa conhecer os princípios que regem as relações autor-revisor, autor-texto, leitor-texto, precisa dominar as características e peculiaridades dos diferentes gêneros de texto escrito.