17 de junho de 2015

Revisão de textos acadêmicos e literários

A revisão e a edição de um texto acadêmico ou literário são processos que envolvem três fases distintas, bem como compreendem as operações preliminares, que caracterizam a revisão profissional de textos.

As três categorias de revisão acadêmica ou literária: edição e revisão formal, edição e revisão de conteúdo e revisão gráfica. Essas categorias contém os vários tipos de intervenção que são efetuadas, cada um visando dar uma forma pura e cristalina ao texto que deve ser publicado ou defendido. De uma de revisão pode depender o sucesso de um trabalho e seu selo de qualidade ou a aprovação e os louvores de uma tese. Portanto, para se dedicar a este tipo de atividade, o profissional precisa de empenho e dedicação colocados ao serviço do escritor, que continua a ser sempre o ator principal no processo de publicação de um texto, tese ou livro, artigo ou relatório.

Revisão e editoração formal

Revisão de textos, muitas vezes, é
processo de interferência ou oferta de
opções linguísticas mais adequadas a
cada situação ou gênero textual.
A primeira fase da revisão acadêmica ou literária consiste na análise detalhada da forma particular. No início, na verdade, um bom revisor deveria acrescentar ao controle formal da revisão uma análise mais completa do texto, para destacar as expressões infelizes ou particularmente “enroladas” e restaurar a correta destinação e a concatenação lógica necessária de proposições que formam um período. A revisão formal se direciona, portanto, a maximizar o poder expressivo do texto escrito, pela sinergia entre a competência linguística do revisor e a criatividade ou ciência do autor.
Os arranjos formais que caracterizam a revisão estilística de uma obra são muitos. Entre os mais comuns, pode-se mencionar: a defesa da consecutio temporum (corrigir a relação entre a oração principal verbos e cláusulas dependentes, sejam condicionais ou coordenadas); a criação artifícios linguísticos que evitem as irritantes repetições de vocabulário em geral; atenção para o uso indevido de nomes, advérbios, predicados; a batalha contra a excessiva fragmentação das sentenças, causada pelos mal utilizados sinais de pontuação; o controle do uso de expressões e subordinação e passivação, para garantir a fluência e a comunicabilidade do texto sem maiores problemas; a identificação exclusiva do sujeito de uma sentença (evitando as ambiguidades); a remoção de efeitos indesejados de anacolutia e anfibologia, que podem confundir o leitor e estragar o prazer estético da obra.

Revisão e edição de conteúdo

A revisão e a edição de conteúdo são a segunda categoria, relacionadas à revisão de literatura bem como à acadêmica e são, sem dúvida, o aspecto mais interessante do trabalho do revisor, o escopo que exige maior habilidade. No entanto, até mesmo nesta fase, o revisor não deve prejudicar o princípio da autoridade artística, criativa ou científica do escritor com quem ele colabora (que continua a deter a exclusiva responsabilidade do conteúdo de sua obra), limitado o papel da revisão a apoio e conselhos valiosos.
A premissa para o desenvolvimento das necessárias operações de revisão de conteúdo é a definição clara e inequívoca do destinatário. Sem ele, o revisor não pode fazer quaisquer modificações, a revisão absolutamente dependente de referência ao “alvo” – o leitor destinatário do texto. Com isso, não é certo afirmar que um revisor especialista em filosofia só deve lidar com ensaios sobre ética ou epistemologia e um “devorador” voraz de romances devem limitar as suas atividades para o gênero. Enquanto não possuindo a onisciência, um bom revisor gerencia, com sua perspectiva crítica, julgando o feliz resultado da exposição de conteúdo que também pode cair em seu escopo investigativo mais familiar.
Mas qual é a “perspectiva crítica”? Como podem os revisores possuir credenciais nos campos de conhecimento que transcendem seu patrimônio cognitivo? Para responder a essas perguntas, é necessário fazer um esclarecimento, definindo os termos da questão. A perspectiva crítica é a distância ideal que (ou, mais geralmente, um leitor atento) aborda o conteúdo de um texto escrito da maneira mais objetiva possível, conseguindo capturar detalhes e imperfeições que estão além do ponto de vista imanente ao destinatário. Nesse caminho, quem está na posse de tal qualidade pode surgir o “meio-termo” entre escritor e leitor, como intermediário entre dois atores principais do processo editorial e de revisão, para a satisfação de ambos se complementar.
Para que o revisor possa amadurecer essa prerrogativa, algumas condições são necessárias, a mais importante das quais gira exatamente em torno da identificação do destinatário do trabalho, ou seja, o tipo de público que está focado na discussão. As várias classificações, ou diversos gêneros textuais, dependem de registo (formal ou coloquial, e.g.) usado por um autor, sobre a clareza do texto e a coerência semântica dos indivíduos, são os primeiros dados a partir dos quais o revisor pode começar a abordar a revisão do conteúdo.
Estabelecido o “alvo” de um texto desenvolve-se a estratégia de revisão do conteúdo. Além de erros semânticos, o revisor vai ter que julgar, nessa fase de revisão, por meio de uma análise aprofundada do texto; o revisor consegue julgar se a exposição do conteúdo tem consistência semântica ou se a ordem lógica dos acontecimentos é respeitada e se há semelhança entre todas as partes e se cada fato tratado tem a profundidade suficiente, em relação ao restante do discurso, para permitir ao leitor compreender e apreciar melhor o segmento da narrativa. Um bom romance, ensaio, tese ou dissertação interessante deve ter harmonia. Só assim pode expressar todo seu potencial. A tarefa do revisor é adotar a perspectiva crítica que consiste em aproveitar os méritos e dirimir os deméritos daquela obra de arte ou científica, conferindo linearidade ou criando expectativa – como convier – e, então, levar o escritor a superar suas dificuldades.
O papel de apoio do revisor guarda o tom de sugestão; um verdadeiro revisor científico ou literário nunca deve impor seu ponto de vista ao escritor com quem colaborou, mas prefere sugerir e ouvir as instâncias de quem escreve, tendo em vista a construção de uma relação dialética para aumentar a qualidade de uma obra escrita.
Antes de concluir a exposição sobre a revisão de conteúdo, tenha-se em mente a necessidade da fase final do trabalho, relativa à verificação de citações e referências utilizadas, especialmente em um ensaio acadêmico. Essa tarefa é executada pelo revisor de acordo com as normas acadêmicas de a formatação das notas e o modo de sua inserção no texto.

Revisão da composição gráfica

Revisar a composição do texto representa a última operação antes da publicação de um livro ou do depósito de uma tese ou dissertação. Considerando o fato de que os requisitos necessários para realizar essa atividade, além do ramo humanístico-literário, afetam a esfera artístico-criativa e habilidade no uso de softwares gráficos e de editoração. Ter familiaridade com os aplicativos de computador mencionados e possuir um talento inquestionável, são condições para o revisor interferir em um trabalho gráfico.
Como resultado, a revisão gráfica possui o mesmo grau de importância da revisão formal e revisão de conteúdo. Para salvaguardar a dignidade dessa atividade, seria desejável que ela fosse desempenhada especialistas com formação adequada. Em essência, a revisão gráfica não é serviço opcional, seu objetivo é colaborar na edição com o máximo de esforço melhores resultados.
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