A escrita acadêmica como requisito principal para a boa formação

O suporte para formação acadêmica é, boa parte, o texto. São textos em que as informações são assimiladas e textos produzidos para demonstrar o conhecimento apreendido ou produzido.

Quando se fala em produção científica, os primeiros critérios que vêm à cabeça são a quantidade e a qualidade de artigos produzidos. O conceito de qualidade, no entanto, geralmente leva em consideração apenas o fator de impacto dos trabalhos, a quantidade de vezes que são citados por outros cientistas. Mas outro tipo de qualidade vem sendo buscada pelos pesquisadores, inclusive para conquistar o fator de impacto: a qualidade textual, que depende do bom preparo e bagagem do aluno universitário, que permite a ele produzir trabalhos universitários com excelência, qualidade pode ser obtida mais facilmente ao se apoiar em uma minuciosa revisão do texto feita por um revisor profissional.
Revisão de textos integra o ciclo da redação acadêmica.
A produção de textos é processo
contínuo de realimentação e do
qual a revisão é um dos segmentos.
Embora existam muitas opiniões acerca da desgastada arte do estudo universitário, inclusive diversas considerando os fatores ligados à leitura e escrita, são poucas as investigações que se dedicam a avaliar o impacto dessas habilidades no desempenho acadêmico, demonstrando a necessidade da alfabetização funcional efetiva para desenvolver práticas como a compreensão de leitura e a capacidade expositiva-argumentativa (relatórios, pesquisas eletrônicas, escrevendo ensaios), que levam a melhores resultados acadêmicos – que, em grande parte, também garantem a permanência e a terminalidade no ensino superior. Considerando isso, tornou-se interessante ter uma visão geral sobre a deserção, em nível superior, a partir da perspectiva do letramento acadêmico, destacando os contrastes que ocorrem durante o processamento de leitura e escrita em diferentes níveis educacionais e os três tipos de práticas de letramento que causam dificuldades de aprendizagem: os hábitos de leitura dos estudantes, a divergência das construções teóricas de alfabetização entre professores e alunos e o método de avaliação.

O abandono escolar durante a fase universitária é assunto observado ao redor do mundo todo e envolve todo tipo de estudante. As causas são muitas e variadas, incluindo a falta de recursos econômicos, desorientação profissional, fatores socioculturais e familiares, educação de má qualidade e as dificuldades para se realizar academicamente, cada um dos quais é apresentado sob diferentes parâmetros, dependendo das circunstâncias que ocorrem no ambiente social e cultural de cada indivíduo. Tais motivos podem afetar a gestão eficiente das habilidades do aluno, que requerem processos acadêmicos desenvolvidos em diferentes carreiras, tornando-se, como veremos mais tarde, fatores significativos relacionado às lacunas e de atrito acadêmicos na compreensão e produção de textos dessa classe.
Nesse período crítico da formação do adulto jovem, considera-se de extrema relevância um trabalho de articulação que exija preparação para os desafios que se impõem à entrada de estudante, como uma “dimensão educativa” da universidade, que reivindica constantemente a construção e desconstrução do conhecimento. Devido à ausência dessa familiaridade, os estudantes podem se sentir oprimidos pelas informações fornecidas a eles em sala de aula, competências acadêmicas básicas e diretamente relacionadas às atividades de leitura e escrita de tal gênero.
Sabemos que atualmente, no ambiente educacional, é bem reconhecido que os processos que ocorrem em diferentes níveis de escolaridade necessitam domínio de habilidades de leitura e escrita como ferramentas para a aquisição de conhecimento. A esse respeito, o ensino desses processos não deve terminar no ensino médio – e raramente ultrapassam o primário, dada a dificuldade totalmente discrepante de apropriação dos textos entre os egressos nos estabelecimentos de ensino superior, se comparados aos alunos na etapa de graduação, que devem desenvolver as habilidades aprendidas anteriormente em função das novas exigências implementadas, as peculiares ao ensino superior. Na faculdade, o estudante enfrenta grandes volumes de informações escritas, pertencentes a extenso corpo de conhecimento que deve tratar com grande importância o autor e o tempo em que foi escrita a obra, para além do diálogo estabelecido com outros autores e de outros conhecimentos. Esses textos não são redigidos para o aluno, mas para a comunidade acadêmica, e exigem habilidades de classificação, comparação e análise para serem compreendidos. Espera-se que o aluno, ao ler e interpretar a dimensão do discurso em mãos, estabeleça relações profundas entre autor e texto/ texto e texto, pois, enquanto a escola visa formar hábitos de leitura, apoiar construções teóricas e desenvolver a compreensão da leitura, a universidade, por sua vez, concentra-se na dimensão de análise que requer alguma experiência de leitura. Por isso, é necessário estar ciente da necessidade de uma “alfabetização acadêmica”, processo educativo em que os alunos não são ensinados a decodificar o texto, mas para dominar estratégias avançadas de leitura especializada, requeridas frequentemente dentro da comunidade acadêmica, antecedendo a produção de textos científicos.
Tanto a pesquisa sobre as práticas de alfabetização como a imaginação geral de acadêmicos concordam que existem muitas dificuldades que afetam a aprendizagem significativa de leitura e escrita em acadêmicos e transversais em diferentes áreas do conhecimento. Uma delas são os hábitos de leitura dos alunos que não estão acostumados as leituras do ensino superior, tornando-se difícil para eles entenderem e produzirem tipos expositivos e argumentativos de textos científicos. As práticas acadêmicas universitárias exigem que os alunos desenvolvam rotinas e estratégias de busca constante de leitura e seleção de dados, para que eles possam lidar com grandes quantidades de documentos, como é comum no meio acadêmico. Embora o domínio da linguagem escrita avançada não seja o único fator a causar atrito na universidade, é possível dizer que deficiências significativas nos processos de leitura e escrita são muito problemáticas e merecem grande atenção, porquanto permeiam todas as áreas do conhecimento, estando envolvidas no processo de ensino de todas as ciências e sendo necessárias em todas as áreas da vida individual e social. Nesse sentido, é urgente trabalhar para desenvolver a compreensão de leitura em todos os níveis, tanto individual como coletivamente, responsabilidade que recai sobre cada professor, cada escola, cada universidade, já que este é um processo desenvolvido ao longo da vida, enquanto os contextos em que textos escritos são produzidos vão mudando. Contudo, o ensino superior também é responsável pela leitura de treinamento avançado que permita ao aluno aprender não só com base no texto escrito, mas também abrir a porta para processos e resolução de problemas de pesquisa.
Revisão de textos integra o importantíssimo ciclo da escrita e produção de textos.
O CICLO DA ESCRITA DEVE SER TODO COMPLETAMENTE CONHECIDO PELOS ESTUDANTES UNIVERSITÁRIOS.

A fim de resolver as deficiências presentes na universidade em leitura e escrita, as universidades têm desenvolvido cursos e reuniões de professores que abriram a discussão da pedagogia na sala de aula da universidade e da importância da leitura programada. Algumas universidades têm acompanhamentos tutoriais para estudantes com dificuldade no campo da leitura e escrita. Da mesma forma, é cada vez mais frequente que várias universidades ofereçam no primeiro semestre algum tipo de preparação metodológica, em que o aluno é minimamente preparado para alcançar o domínio de textos tipicamente universitários. Com esse trabalho, o estudante deve pôr em jogo múltiplas habilidades que combinam leitura e relações intertextuais de busca, análise, escrita acadêmica, esquemática e científica: um domínio de texto escrito baseado nos níveis de qualidade exigidos pela sociedade que, necessariamente, são resultado dos processos de domínio da linguagem construídas durante a vida e exigidas mais intensamente na fase universitária. O domínio da leitura e da escrita acadêmica, especialmente de texto expositivo-argumentativo, constitui elemento essencial para o desenvolvimento de profissionais competentes para o ambiente de trabalho do mundo globalizado, além de implicar um fator importante na formação de críticos para identificar problemas em seu ambiente e representam soluções. As sérias dificuldades em cumprir estes objetivos se tornam uma das principais razões pelas quais os alunos não conseguem completar com sucesso o ensino superior. Muitos alunos chegam a concluir os cursos, mas não recebem o título por causa das dificuldades encontradas na realização de seu projeto de graduação, o que demonstra que as lacunas no desenvolvimento de habilidades de leitura e escrita transitam até o final do processo.
Assim, frente à dimensão variada de motivos de deserção, habilidades de compreensão e produção de textos permanecem como centros de dedicação acadêmica urgentes, pois o aluno que obtém bom desenvolvimento de habilidades verbais alcança melhor desempenho na faculdade. Prova disso é o trabalho incessante dos revisores de texto, indispensáveis durante a produção de textos acadêmicos e cada vez mais requisitados, inclusive devido a tal deficiência, principalmente na academia, que levam dos alunos de graduação até os de doutorado a buscarem ajuda para redigir os textos requisitados, sejam eles artigos ou teses inteiras. Considerando-se que tal habilidade é exercida ativamente em todos as áreas disciplinares, das ciências humanas às ciências exatas, saber ler e escrever em suas dimensões comunicativas e cognitivas estão entre os principais motivos que levam ao estudante universitário a abandonar os estudos, incapazes de dominar o processamento de texto, ler e desenvolver comentários e relatórios. A necessidade da atuação do profissional qualificado em etapas como essa é extrema, dado o elevadíssimo grau de exigência em relação ao produto final.