Tipos de revisão de textos

Existem muitos tipos de revisão de textos, aqui vamos apresentar vários e um deles será mais adequado a seu texto. Para teses ou dissertações, oferecemos a revisão acadêmica.

Muita gente, ao precisar de revisão de textos pela primeira vez, ou talvez seja a única necessidade que venha a ter deste serviço, não sabe que há diversos tipos de revisões de textos. Normalmente, o revisor experiente conhece de seu ofício para indicar ao cliente exatamente o que ele precisa.
Você sabe que tipo de revisão sua tese precisa? Revisão de tese ou dissertação é revisão acadêmica.
Existem muitos tipos de revisão,
assim como diversos tipos de
revisores de textos.
Os clientes acadêmicos, muitas vezes, procuram os revisores às vésperas de defender sua dissertação, depois para a tese, muitos também revisam artigos e TCCs, mas as dissertações são mesmo o primeiro contato da maioria com os revisores. Para esses, temos o que já é conhecido como revisão acadêmica, que é um pacote para atender a necessidade do cliente, sem maiores complicações.
Outro cliente típico é o autor iniciante, que tem um ou mais livros prontos e ainda não dispões de editora e dos recursos formais do mercado, está tentando se inserir nele.
Mas há muito tipo de revisão diferente, e muito tipo que não há. Não existem “revisão ortográfica”, “revisão de português”, “revisão textual” e “revisão gramatical” – embora ortografia, gramática e todos os aspectos textuais façam parte de qualquer revisão. Essas expressões não descrevem bem o serviço executado.

Vejam alguns tipos de revisão e ao que eles contêm:

  1. Cotejamento ou conferência [checking] é o tipo de revisão que consiste em verificar se um texto corresponde a outro, muitas vezes colocados os dois lado a lado e frequentemente empregando duas pessoas que se comunicam para conferir cada palavra, pontuação – tudo!
  2. Revisão bilíngue [revision] é aquela feita numa tradução, por um revisor que conheça a língua de origem e a de destino, para ajustes e refinamento do texto, relacionando-o ao original.
  3. Revisão monolíngue [review] também no contexto da tradução, é aquela revisão do texto que só considera o texto na língua de destino, sem a contaminação do texto original.
  4. Revisão de provas [proofreading], é aquela feita no do trabalho no texto impresso (a boneca), verificando se não foram introduzidos erros durante o processo de composição do texto.
  5. Revisão primária confunde-se com o copidesque [copy desk] ou com preparação de texto [revision]; aponta incoerências, repetições, uso incorreto da língua e falta de normalização. Normalmente inclui mecanismos eletrônicos de verificação da ortografia e sintaxe. Em alguns casos inclui a formatação de texto, inclusive em se tratando de trabalho acadêmico, quando serão obedecidas normas da ABNT, Vancouver, APA, ISO, por exemplo, ou as normas da própria instituição ou veículo a que se destina o texto. Nesta fase é comum e aconselhável a interação com autor ou autores, bem com editores, orientadores e outros responsáveis pelo texto.
  6. Revisão secundária verifica uniformidade e constância temporal e pessoal das formas verbais, vícios de eufonia, linguagem oral ou desconhecimento etimológico, clareza, ordenação sintática e hierarquização das ideias. Verificação “final” de todos os aspectos linguísticos, metodicamente, conferindo os diferentes aspectos na seguinte ordem: a) erros de digitação, ortografia, pontuação e concordância não detectáveis pelos revisores eletrônicos; b) uniformidade e constância temporal e pessoal; c) vícios decorrentes da linguagem oral ou desconhecimento etimológico; d) vícios de eufonia (cacófatos e outros); e) ordenação sintática e hierarquização das ideias.
  7. Revisão acadêmica é aquela feita em teses, dissertações, monografias, artigos, comunicações e trabalhos acadêmicos em geral. Normalmente requer a interferência de profissional habituado ao jargão universitário, familiarizado com as normas e objetivos do texto científico. Inclui tudo o necessário para que o trabalho seja defendido ou publicado nas mídias específicas.
  8. Revisão técnica inclui interferência crítica feita por um profissional com qualificação acadêmica no objeto do trabalho, proporcionando ao autor a tranquilidade de uma opinião externa e descomprometida com o conteúdo do texto e com a sua produção, sendo um importante recurso para os autores que trabalham distantes de seus orientadores formais.
  9. Revisão final é conhecida como “cata piolho” e outras expressões do gênero no jargão dos revisores. Refere-se à última leitura do texto, antes do esgotamento do prazo para entrega. Verifica todas as mínimas questões remanescentes; e sempre haverá mais a ser revisado, enquanto houver tempo.
  10. Revisão urgente. Esse é o pior tipo de revisão de textos. Tente ao máximo evitar pressa ao revisar ou ao solicitar revisão.

Mais sobre tipos de revisão de textos

Em seu sentido mais amplo, revisão é a interferência em um documento para publicação (defesa ou impressão) pela correção de erros e sugestões para garantir precisão e clareza. Vários tipos de revisão podem ser utilizados, com diferentes coeficientes e direcionamentos das interferências, dependendo da qualidade do documento, da negociação autor-revisor, do tempo disponível e de vários outros fatores internos ou externos ao texto, por exemplo: revisão, copidesque (copydesk), revisão substantiva e revisão crítica. Cada tipo é mais complexo e aprofundado que o anterior, mas o que está contido em cada uma delas não é muito bem definido; nós trabalhamos com o conceito de revisão acadêmica que, simplificadamente, significa que faremos todo tipo de interferência resolutiva que for necessária e apresentaremos as sugestões que entendermos agregar valor e legibilidade ao texto. Em sentido global e conceitualmente mais sólido, temos nos referido a todos esses tipos como revisão de textos. Mas ainda há muitos equívocos quanto à revisão, como se segue.
Alguns alunos do doutorado, por exemplo, possuem as habilidades e conhecimentos linguísticos aprofundados e se propõem à autorrevisão, visando evitar custos e discrepâncias – fazem-no equivocadamente, por desconhecimento do princípio elementar e imprescindível da alteridade, inerente à revisão. No entanto, depois de trabalhar com uma peça por meses, os autores estão tão familiarizados com ela que não podem encontrar todos os problemas que estão presentes. Essa disfunção ocorre devido à capacidade mental para completar os padrões. Passagens complicadas fazem sentido porque o candidato a revisor sabe o que o texto quer dizer. Simples erros mecânicos são ignorados, porque a mente “vê” a fórmula correta na página impressa ou na tela do computador. Assim, quando os autores tentam autorrevisar seu trabalho, eles sempre deixam passar erros críticos.
Alguns indivíduos também acreditam em corretores ortográficos eletrônicos e verificadores de gramática. São ferramentas de grande utilidade, no entanto, elas não apontam alguns problemas ou fazem sugestões, como escolha de palavra mais apropriada. Verificadores de gramática, às vezes, dão informações incorretas, tais como identificação de sentenças complexas como fragmentos e indicando problemas de concordância verbo-nominal que não existem.
Os autores podem pedir “por favor” ou pagar a amigos ou colegas para revisar trabalhos. Esses indivíduos podem ser “bons em português”, professores ou trabalhar em campos relacionados. Eles podem ser reconhecidos por seus conhecimentos de escrita. Mas ninguém provê inteiramente o serviço de revisão como o profissional.
Usando o tipo de auxílio amador, podem-se obter segundas opiniões e novas perspectivas. No entanto, a menos que eles sejam treinados em problemas com estilo e formatação – bem como em linguística, muitos erros ainda podem ser negligenciados. Além disso, existe a dificuldade em responsabilizar esses indivíduos pela qualidade de seu trabalho. Os amigos e prestadores de favor podem também ser incapazes de cumprir os prazos, com eventuais prejuízos desastrosos.
Há ainda a diferenciação entre o copidesque e o revisor de provas, difícil de se estabelecer, originada de uma prática antiga na coordenação das tarefas dos produtores de livros e outros objetos de ler. É importante que o especialista em tratamento de textos saiba intervir adequadamente, de acordo com a demanda, e possa se enquadrar em tipos distintos de prestação de serviços, a despeito de certas fusões atuais das tarefas, causadas principalmente por mudanças tecnológicas.
A importância do revisor e do copidesque se aloja na necessidade de conferir legibilidade (ou inteligibilidade) aos textos, uma leitura perspicaz e especializada em obra que não deveria circular sem certos ajustamentos. Trata-se da ergonomia visual de que tratam os designers gráficos. Trata-se também de estética. Embora se saiba que nem todas as casas editoriais contratam esses serviços, é plenamente distinguível, desde as equipes editoriais de antes de Gutenberg, um produto bem-tratado de outro cujas fases de produção de obras tenham sido negligenciadas. Basta percorrer uma livraria e fazer observações empíricas.
Muitos serviços diferentes são chamados de revisão de textos. Quem contrata a revisão de uma tese, por exemplo, deve ter noção disso ao negociar o trabalho. Não há uma tipologia definida para revisão de textos ou uma taxonomia estabelecida de forma muito definida e uniforme para as ações que compreendem essa atividade. Ao revisar textos, não nos restringimos nunca aos aspectos formais e linguísticos. Para melhorar o trabalho, mesmo que nem sempre se domine as áreas técnicas deles, procuramos sugerir alterações objetivas e explícitas. Se depois estas alterações são mantidas, será decisão do autor. Ele, melhor que ninguém, sabe o que diz.
Mas há ainda diversas outras tipologias aplicáveis, quanto aos procedimentos e à forma de apresentação das interferências, quanto às pessoas que interagem no processo – os mais diferentes intercessores, quanto à interação entre autores e revisores… Classificações tipológicas são artifícios analíticos, mas entendemos ser de interesse apresentar mais alguns conceitos classificatórios e seu entendimento.
Cabe resgatar e indicar conceitos aplicáveis a julgar qualitativamente os diferentes resultados de processos de revisão, a alguns dos quais nem poderíamos aplicar o conceito de revisão de textos, simplesmente por não o alcançarem. No contexto de revisão resolutiva, aquela em que o revisor não se comunica com o autor, interferindo em caráter definitivo, podemos encontrar as seguintes ocorrências:
Revisão excessiva: falha que consiste em uma interferência maior que o necessário, onde caberia um pequena correção.
Hiperrevisão: interferências injustificáveis no texto revisado (TR); na maioria dos casos, imposição da preferência pessoal do revisor.
Hipercorreção: fenômeno que se produz quando o revisor estranha, e interpreta como incorreta, uma forma correta da língua e, em consequência, acaba trocando-a por uma outra forma que ele considera culta, ou mais correta, na busca excessiva de correção.
Sub-revisão: ausência interferências necessárias no TR; omissões diante de erros de linguagem ou erros materiais de correção mecânica.
Infrarrevisão: deterioração, pelo revisor, do texto que lhe é submetido, adicionando linguagem chula, erros ou quaisquer desvios inexistentes no original.
Correções: as operações diretas que levam à melhoria do texto sem consulta ou outro contato com entre revisor e autor.
Esses seis conceitos reportam violações aos princípios fundamentais estabelecidos no tópico anterior, dentre os quais a mínima interferência, a exotopia e a preservação da face, alertando, assim, contra as interferências ditadas pelo gosto pessoal e, portanto, subjetivas e arbitrárias, mas também daquelas intervenções que pretendem corrigir o que se identifica como problema, algumas vezes até em equívoco, fazendo a célebre emenda que fica pior que o soneto. Por outro lado, apresenta-se também a possibilidade da interferência necessária que não é feita ou foi subestimada.
Posto isso, podemos recuperar alguns adjetivos que têm sido aplicados à palavra revisão, na tentativa de qualificar um trabalho específico ou decompor o serviço em fases.

Tipos adjetivos de revisão de textos.

Revisão
Descrição
Acadêmica
Revisão de teses, dissertações, monografias, artigos, comunicações e trabalhos académicos em geral. Normalmente requer a interferência de profissional habituado ao jargão universitário, familiarizado com as normas e objetivos do texto científico.
Classificatória.
O revisor utiliza metalinguagem para indicar os problemas.
De provas
Um revisor lê a obra já diagramada em formato de página (em inglês proofreading), verificando não só erros de português como inconsistências de tipologia, espaços a mais ou a menos, numerações, “caminhos de rato”, “viúvas”, “órfãs”, “forcas”, “linhas penduradas”, “dentes de cavalo” e outros problemas de paginação.
Final
No jargão dos revisores, conhecida como “cata piolho” e outras expressões do gênero. Refere-se à última leitura do texto, antes do esgotamento do prazo para entrega. Verifica todas as mínimas questões remanescentes; e sempre haverá mais a ser revisado, enquanto houver tempo.
Indicativa
O revisor apenas marca os problemas.
Mecânica
A abordagem básica do texto e a eliminação de todos os lapsos superficiais: erros de digitação, ortografia, acentuação, pontuação, sem necessidade de considerações críticas.
Primária
Para alguns, confunde-se com o copidesque (em inglês copydesk) ou com preparação de texto (em inglês revision); aponta incoerências, repetições, uso incorreto da língua e falta de normalização. Normalmente inclui mecanismos eletrônicos de verificação da ortografia e sintaxe. Em alguns casos, inclui a formatação primária do texto, inclusive em se tratando de trabalho acadêmico, quando serão obedecidas normas da ABNT, Vancouver, APA, ISO, por exemplo, ou as normas da própria instituição ou veículo a que se destina o trabalho.
Secundária
Verifica uniformidade e constância temporal e pessoal das formas verbais, vícios de eufonia, linguagem oral ou desconhecimento etimológico, clareza, ordenação sintática e hierarquização das ideias. Verificação “final” de todos os aspectos linguísticos, metodicamente, conferindo os diferentes aspectos: erros de digitação, ortografia, pontuação e concordância; uniformidade e constância temporal e pessoal.
Sugestiva
É uma interferência indicativa, uma sugestão do revisor ao autor em questão sobre a qual não haja segurança; também pode ser o conjunto do trabalho de revisão, todo apresentado em forma propositiva.
Técnica
Inclui interferência crítica feita por um profissional com qualificação acadêmica no objeto do trabalho, proporcionando ao autor a tranquilidade de uma opinião externa e descomprometida com o conteúdo do texto e com a sua produção, sendo um importante recurso para os autores que trabalham distantes de seus orientadores formais.
Terminativa ou resolutiva
É aquela interferência que não será mais apreciada, decorrente de cacologia ou cacotipia evidentes, ou por não haver mais consulta possível ao autor; revisão que não será transposta, feita diretamente sobre a intermídia final. O revisor resolve os problemas encontrados no texto.
Tipográfica
Antiga conferência que se fazia dos serviços do tipógrafo.
Interativa
Em interação dialógica com o autor, dando sugestões e discutindo aspectos do texto.
 Nota: o leitor poderá encontrar na Wikipédia alguns desses tipos, basicamente descritos como estão aqui. Não se deixe equivocar na suposição de plágio: fomos nós que trabalhamos naquele verbete.

Pode-se ainda falar de alguns tipos de revisão, por exemplo, quanto a sua abrangência:
Editorial: procura verificar situações estruturais, como notas de rodapé, referências, translineação, bem como proceder a algumas adaptações de linguagem;
Linguística: em que aspectos formais e comunicacionais do texto prevalecem;
Literária: em que se procura aferir o rigor dos conteúdos. É neste tipo de revisão que ocorre o verdadeiro processo de releituras do texto e a reescrita dele.
O texto – literário ou científico – pode incorrer em qualquer dessas tipologias de revisão. Daí que seja válido falar em duas abordagens:
Restritiva (mecânica), que implica apenas correções de ordem linguísticas ou tipográfica;
Extensiva, que engloba o melhoramento linguístico e a correção de conteúdos (algumas vezes chamada “preparação de textos” – mas não usamos essa terminologia).
Postas essas considerações, vale relacionar alguns tipos de revisão que são mencionados, com todas as ressalvas que essas categorizações possam ter.
Ainda podemos comparar as nossas nomenclaturas de revisão àquelas de outros países, considerando que não somente os termos sofrem variações, mas também o entendimento que se faz é ligeiramente diferente e os limites que aqui estabelecemos, em sua reconhecida fluidez, não outros e nem sempre os percebemos nitidamente.
Há ainda outros procedimentos a que se costuma chamar de revisão, mas não se enquadram em nosso conceito, e nós os rejeitamos. Não são revisões no sentido da revisão de textos, não são atividades compreendidas pelas práticas do revisor de textos nem resultado delas. Repudiaríamos alguns dos usos, se tal nos fosse dado; de qualquer modo, alguns dos sentidos já são bem consolidados e só nos resta a conformação.

Empregos do termo revisão fora do contexto da revisão de textos.

Revisão
Descrição
Revisão de pares (peer review).
Revisão do texto de um cientista por outro cientista da mesma área para avaliar a qualidade, visando publicação e indicando aperfeiçoamentos necessários à aceitação do produto pelo veículo.
Revisão por colegas
Em classes de letramento, correções de redações em sistema de permuta entre colegas. Equívoco dos educadores referirem-se ao procedimento o pelo termo revisão.
Autorrevisão
Não é revisão, trata-se de uma má palavra para se referir às interferências autorais em seu próprio texto. Não resulta.
Revisão de literatura
Trata-se de um condensado da produção literária sobre determinado assunto científico ou tecnológico.
Revisão integrativa
A revisão integrativa é um método que proporciona a síntese de conhecimento e a incorporação da aplicabilidade de resultados de estudos significativos na prática.
Revisão sistemática
São publicações amplas, apropriadas para descrever e discutir o desenvolvimento ou o estado da arte de determinado assunto sob o ponto de vista teórico ou conceitual.
Revisão narrativa
É a revisão planejada para responder a uma pergunta específica, e que utiliza métodos explícitos e sistemáticos para identificar selecionar e avaliar criticamente os estudos e para coletar, analisar dados.