27 de junho de 2014

Concepção, produção e revisão de textos

O formalismo baseado no contexto da representação de conhecimento e raciocínio se insere no processo de revisão da (re)produção verbal do conhecimento.

A produção e revisão de qualquer texto é atividade complexa que pode incorporar outras tarefas (documentação de busca, por exemplo), mas isso deve-se principalmente à integração de várias tarefas, incluindo produção e revisão mentais do conteúdo, sua organização e sua formatação para a produção verbal. O conteúdo de que se lança mão para produzir um texto tem dada organização interna espaço-temporal e o autor deve organizar um conjunto de ideias - ou estrutura conceitual - que deve ser formatado na estrutura textual.
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A revisão do texto considera
contexto da criação e gênero textual.
Um primeiro mote da revisão do texto é a verificação da integridade de conteúdo, organização de idéias e da formatação (quando tal é requerida). É a tarefa de organizar a estrutura de metas conceituais (sobre o quê?), a estrutura das metas do formato (como dizê-lo?), e sua integração com a narrativa opcional e efeitos estéticos que são critérios construção. 
Concepção, produção e revisão da produção textual são questões relativas à redação do texto, cujo propósito, sempre mal definido por um conjunto de critérios ou restrições (as normas e o registro adequados - por exemplo: o texto acadêmico) para atender a certos requisitos, requer atenção preferencial ou variável a tais restrições. Isto atende, por exemplo, ao formato canônico de uma tese ou dissertação, cujas estruturas textuais, formato e registro linguístico se submetem ao uso e a normas (critério obrigatório), a critérios de preferência, bem como a outros fatores (as interferências alternas, e.g.). Estes obstáculos iniciais à redação permitem e requerem que o autor de cada texto especifique (pelo menos para si) as dimensões ou variáveis ​​da redação, de modo a torná-las compatíveis com o objetivo em tela. 
Esta abordagem da revisão do texto do ponto de vista de sua concepção possibilita intervenções visando a resolução de problemas mal definidos quanto à forma, gênero e contextualidade, elementos integrantes de processos cognitivos que fornecem suporte para a conceituação de situações redacionais a que os autores estão submetidos. Os textos descrevem objetos (personagens, objetos naturais, artefatos, hipóteses, deduções, inferências) no espaço, objetos que podem ser submetidos a eventos ou ações de um sobre o outro. Com a submissão à categorização contextual, os objetos são semanticamente relacionados entre si: todos os objetos são usados ​​para todos os outros contexto semântico. Em "Pedro e Paulo observaram a plantação" e "Pedro e Paulo observaram a evolução" há um significado diferente de "observar" e uma atividade de diferente sentido. Essas significações estão relacionadas às categorias atributivas relacionadas e à diferenciação de objetos permitindo apreender o modelo da situação descrita no texto. A produção, compreensão ou revisão de textos, em seguida, consideram categorias muito gerais ou especificas relativas ao gênero textual em curso. Especificações que podem ser dadas no texto ou adquirida por inferência a partir de categorias contextuais (por exemplo, "Pedro e Paulo vão levar a cadeira" versus "vão transportar a mobília"). O conteúdo corresponderá à forma canônica, textualidade formal (em cada palavra, frase, parágrafo). 
Tratando da categorização contextual e tomando como exemplo uma proposta como "Pedro trabalha com Maria." O processo de categorização contextual visa criar categorias a partir da relação de diferenciação. Assim, foi estabelecida a categoria de "o que trabalha" e  de "o que não trabalha", e "o que trabalha" tem subcategorias "que trabalha com Maria" e "o que trabalha com alguém que não Maria" e, finalmente, "Pedro" é colocado na categoria de "o que trabalha com Maria ". 
A rede de categorias contextuais pode responder a muitas perguntas tão logicamente diferenciadas das inferências lícitas ou ilícitas: Quem é Pedro? (com Maria). Há um sofá trabalhando com Maria? (Não, os sofás não trabalham - impossível). João está no trabalho? (não está posto nem negado). João trabalha com outra pessoa? (isso é possível). Pedro está trabalhando com outra pessoa que não Maria? (não).
As categorias contextuais permitem atualizações de interpretação que são requeridas em relação à construção da macroestrutura. A geração de um texto visa, por outro lado, produzir a microestrutura, isto é, sub-categorias, de categorias muito gerais da macroestrutura: um texto é sempre um corte no universo do conhecimento e da realdade. A categorização contextual também permite dar conta do processo de design das restrições. Elas são fornecidas pela particularização ao criar sub-categorias. Nessa trama de categorizações micro e macro-estruturais do texto, o revisor vai aferir a compatibilidade entre restrições e valores das variáveis ​​correspondentes a classes de estrutura coerentes na rede textual.
Adaptado de Tijus, C.