Concepção, produção e revisão de textos

O formalismo baseado no contexto da representação de conhecimento e raciocínio se insere no processo de revisão da (re)produção verbal do conhecimento.

A produção e revisão de qualquer texto é atividade complexa que pode incorporar outras tarefas (documentação de busca, por exemplo), mas isso deve-se principalmente à integração de várias tarefas, incluindo produção e revisão mentais do conteúdo, sua organização e sua formatação para a produção verbal. O conteúdo de que se lança mão para produzir um texto tem dada organização interna espaço-temporal e o autor deve organizar um conjunto de ideias - ou estrutura conceitual - que deve ser formatado na estrutura textual.
A Keimelion tem a melhor revisão para dissertação e tese.
A revisão do texto considera o
contexto e o gênero da obra.
Um primeiro mote da revisão do texto é a verificação da integridade de conteúdo, organização de idéias e da formatação (quando tal é requerida). É a tarefa de organizar a estrutura de metas conceituais (sobre o quê?), a estrutura das metas do formato (como dizê-lo?), e sua integração com a narrativa opcional e efeitos estéticos que são critérios construção. 
Concepção, produção e revisão da produção textual são questões relativas à redação do texto, cujo propósito, sempre mal definido por um conjunto de critérios ou restrições (as normas e o registro adequados - por exemplo: o texto acadêmico) para atender a certos requisitos, requer atenção preferencial ou variável a tais restrições. Isto atende, por exemplo, ao formato canônico de uma tese ou dissertação, cujas estruturas textuais, formato e registro linguístico se submetem ao uso e a normas (critério obrigatório), a critérios de preferência, bem como a outros fatores (as interferências alternas, e.g.). Estes obstáculos iniciais à redação permitem e requerem que o autor de cada texto especifique (pelo menos para si) as dimensões ou variáveis ​​da redação, de modo a torná-las compatíveis com o objetivo em tela.
Esta abordagem da revisão do texto do ponto de vista de sua concepção possibilita intervenções visando a resolução de problemas mal definidos quanto à forma, gênero e contextualidade, elementos integrantes de processos cognitivos que fornecem suporte para a conceituação de situações redacionais a que os autores estão submetidos. Os textos descrevem objetos (personagens, objetos naturais, artefatos, hipóteses, deduções, inferências) no espaço, objetos que podem ser submetidos a eventos ou ações de um sobre o outro. Com a submissão à categorização contextual, os objetos são semanticamente relacionados entre si: todos os objetos são usados ​​para todos os outros contexto semântico. Em "Pedro e Paulo observaram a plantação" e "Pedro e Paulo observaram a evolução" há um significado diferente de "observar" e uma atividade de diferente sentido. Essas significações estão relacionadas às categorias atributivas relacionadas e à diferenciação de objetos permitindo apreender o modelo da situação descrita no texto. A produção, compreensão ou revisão de textos, em seguida, consideram categorias muito gerais ou especificas relativas ao gênero textual em curso. Especificações que podem ser dadas no texto ou adquirida por inferência a partir de categorias contextuais (por exemplo, "Pedro e Paulo vão levar a cadeira" versus "vão transportar a mobília"). O conteúdo corresponderá à forma canônica, textualidade formal (em cada palavra, frase, parágrafo). 
Tratando da categorização contextual e tomando como exemplo uma proposta como "Pedro trabalha com Maria." O processo de categorização contextual visa criar categorias a partir da relação de diferenciação. Assim, foi estabelecida a categoria de "o que trabalha" e  de "o que não trabalha", e "o que trabalha" tem subcategorias "que trabalha com Maria" e "o que trabalha com alguém que não Maria" e, finalmente, "Pedro" é colocado na categoria de "o que trabalha com Maria ". 
A rede de categorias contextuais pode responder a muitas perguntas tão logicamente diferenciadas das inferências lícitas ou ilícitas: Quem é Pedro? (com Maria). Há um sofá trabalhando com Maria? (Não, os sofás não trabalham - impossível). João está no trabalho? (não está posto nem negado). João trabalha com outra pessoa? (isso é possível). Pedro está trabalhando com outra pessoa que não Maria? (não).
As categorias contextuais permitem atualizações de interpretação que são requeridas em relação à construção da macroestrutura. A geração de um texto visa, por outro lado, produzir a microestrutura, isto é, sub-categorias, de categorias muito gerais da macroestrutura: um texto é sempre um corte no universo do conhecimento e da realdade. A categorização contextual também permite dar conta do processo de design das restrições. Elas são fornecidas pela particularização ao criar sub-categorias. Nessa trama de categorizações micro e macro-estruturais do texto, o revisor vai aferir a compatibilidade entre restrições e valores das variáveis ​​correspondentes a classes de estrutura coerentes na rede textual.
Adaptado de Tijus, C.

Um bom revisor de textos tem atitude cooperativa para com o autor, seu trabalho é colaborar, assessorar.

O melhor revisor de textos está ciente de que o objetivo da revisão é melhorar a qualidade da redação e, assim, seu papel de revisor é colaborativo, visando ajudar a identificar os pontos fracos do autor e os erros que ele pode ter cometido, intervindo com consciência e conhecimento de causa. Revisores não tão bons tendem a ter atitude condescendente ou excessivamente rigorosa. Muitos revisores inexperientes assumem ar de superioridade no processo de revisão. Falsamente, acreditam que têm mais experiência ou conhecimento que o autor e têm autoridade para criticar a redação. Na realidade, alguns revisores são mais experientes que o autor, mas não é sempre o caso.
Muitas empresas de revisão frequentemente contratam estagiários e deixam o serviço por conta deles, o que significa que a pessoa que é contratada para revisar ou editar o texto não tem quase nenhuma experiência profissional, podendo ter muito menos conhecimento que o autor. As boas empresas de revisão também podem ter estagiários, mas as fases finais de cada serviço serão supervisionadas, aferidas e conferidas por um revisor sênior.

Corrigindo a abordagem

O trabalho de um revisor é para melhorar o texto, mas bons revisores e revisores não tão bons têm abordagens diferentes para fazer o serviço. Exceto a ortografia ou problemas de erro de digitação que exigem mudanças imediatas, um bom revisor só vai mudar qualquer coisa ao ter certeza de que a mudança vai servir a um propósito, como ajudar a esclarecer um determinado significado, adequar ao estilo ou gênero requerido pelo cliente ou à terminologia, evitar ambiguidades e expressões que afetem qualidade da informação. Um revisor não tão bom se apressa em mudar tudo o que ele acha que não coincide com sua própria preferência estilística. Muitos revisores que não são os melhores tendem a reescrever tudo em suas próprias palavras, acreditando que, quanto mais modificarem, mais competência, mais serviço mostram ao gerente de projeto, senão ao autor. Enquanto um bom revisor tende a se concentrar em erros que podem ofuscar a clareza do significado ou resultar em prejuízo à compreensão do texto, um revisor pior concentra-se, muitas vezes, em pequenos detalhes. O bom revisor apresenta aos clientes todas as interferências que ele faz antes de dar o trabalho por concluído. Um revisor pior não revisa mantendo controle das alterações ou faz isso de forma descuidada.

Fazendo comentários

Bons revisores usam a função de "controlar alterações" e inserem comentários que explicam por que é necessária certa mudança que pode gerar dúvida ao autor. Os comentários devem fazer sentido e terem utilidade para o cliente, sem tecnicismo linguístico. Comentários típicos de bons revisores: "eu acho que esta palavra é melhor”, ou: "havia uma ambiguidade aqui, interpretei corretamente?". Muitos bons revisores são tão delicados que usam perguntas em suas observações, ao invés de impor uma explicação, por exemplo, "este termo pode soar mal aos leitores, esta outra palavra não seria uma escolha melhor neste caso?" Revisores ruins tendem à hipercorreção, mas não inserem comentários ou explicações. Quando eles fazem comentários, suas observações tendem a ser vagas ou autoritárias, mas nem sempre convincentes. Típicos comentários de revisores ruins podem ser coisas como "não é exato," "erro de concordância," "escolha errada de palavra."

Lidando com revisores ruins

O que acontece quando um autor recebe seu texto cheio das correções vermelhas que ele acredita estarem inadequadas? Fica com raiva. Ele precisa revisar a revisão e as alterações com cuidado e voltar ao revisor explicando em detalhes que as mudanças não são aceitáveis. Note que há muitos exemplos concretos de revisões que não são boas, particularmente dentre as feitas por revisores novos e os menos experientes. Pode até ser necessário contratar outro revisor para verificar seu trabalho.
Adaptado de P. H. Hiep.