Normas básicas de digitação

A digitação correta é uma prática em desuso. Quase ninguém mais se preocupa com conceitos básicos da datilografia que foram transposto à digitação.

Formatar uma tese ou dissertação é infinitamente mais complexo que saber digitar num processador de textos.
Um dos motivos pelos quais
o trabalho do revisor é
indispensável é porque
ninguém mais digita como
se deve.
  1. • A lacuna que separa os elementos gráficos (por exemplo, entre duas palavras) deve ser feita por um e apenas um espaço.
  2. • O recuo do parágrafo, o alinhamento recuado das citações ou das tabelas etc. devem ser feitos por tabulação (ou então pelo recurso de estilo ou modelo, dos programas de edição de texto do computador).
  3. • Não há espaço antes da pontuação (ponto, ponto-e-vírgula, vírgula, dois pontos).
  4. • Há um espaço (e apenas um) depois da pontuação (ponto, ponto-e-vírgula, vírgula, dois pontos), a não ser na pontuação empregada nos numerais.
  5. • Não há espaço depois do parêntese que abre nem antes do parêntese que fecha.
  6. • Não confundir hífen (-) com vírgula inglesa (–) nem com travessão (—). Programas de editoração eletrônica que convertem automaticamente dois hífens em um vírgula inglesa, se forem configurados para isso. Cada um tem sua função no texto.
  7. • Não há espaço nem antes nem depois do hífen. Há espaço antes e depois da vírgula inglesa e também depois do travessão
  8. • Não se coloca vírgula depois de vírgula inglesa (–,); opte pelo que melhor convier.
  9. • Não se coloca espaço entre os parênteses e o dado que se segue ou antecede a ele ( errado ) / (certo). Mais um aspecto que os revisores verificam, faz parte da rotina de revisão - revisão de textos tem muitas rotinas, verificações padronizadas de erros intercorrentes.
  10. • Cuidado com a falta de determinados tipos de acentos. Muitos autores deixam a acentuação por conta do programa de editoração, que o faz automaticamente, mas ocorre que muitas vezes a palavra coexiste sem o acento, com outro sentido: sabiá (ave) e sabia (verbo), por exemplo - não são vocábulos que possam ser distinguidos pelos programas atuais; cabe ao digitador colocar o acento no substantivo. O revisor de textos estará atento a essas palavras.

A digitação, no sentido próprio, é uma arte que poucos dominam.

Antes do advento dos computadores domésticos, usávamos as máquinas de escrever e muitos aprendiam datilografia, nas muitas escolas e cursos especializados. Datilografia era imprescindível para os concursos públicos ou para o bom desempenho de muitos ofícios. Quem não sabia datilografia "catava milho" nas máquinas de escrever.
O autor da tese faz sempre o melhor possível. O revisor tenta melhorar.
O revisor de textos não usa lupa,
mas é como se usasse.
Atualmente, praticamente ninguém aprende digitação, no sentido de usar corretamente o teclado, os dedos certos nas teclas certas. Já nascem as crianças perto de um computador e usam aquilo como brinquedo antes mesmo de alfabetizadas. Ninguém mais aprende a fazer a coisa certa, todos corremos os dedos pelas teclas como melhor nos parece que deve ser e disso resultam alguns erros simples, mas que podem ser evitados ou que serão alvo do revisor de textos.
Em síntese, não há mais que se falar em revisão tipográfica, pois não há mais tipografias, mas os revisores de textos modernos estão atentos às questões atuais da redação e da digitação, conhecendo os erros não só em sua relação com a gramática normativa e com as normas do registro correspondente ao texto, mas também conhecendo o processo da criação ou transcrição e dos problemas que decorrem desse processo.