16 de junho de 2014

Artigo científico: revisão e submissão

Algumas considerações sobre a estrutura do artigo científico e sobre a forma pela qual o revisor de textos colabora em sua finalização de modo a ampliar a probabilidade de sua aceitação para publicação.

A linguagem e expressão do artigo científico deve considerar a situação comunicativa requerida pelo gênero acadêmico e pela espécie de texto de extensão mediana. Deve-se levar em conta, também, o universo discursivo da ciência, em que ora os pares comunicam entre si aquilo que descobrem nos seus percursos investigativos, ora sejam textos de divulgação científica, destinados a apresentar o conhecimento a pessoas de outras áreas, em que outras anotações e mais dados são relevantes. Por fim, e principalmente, considere-se que o artigo científico visa ser aceito por uma publicação, ou ele perde sua função.
A aceitação de um artigo para
publicação depende de uma
série de fatores, dentre eles
a qualidade do texto.

A estrutura frasal do artigo científico requer sempre simplicidade, objetividade e clareza – o que se poderia dizer de qualquer texto em que as considerações estéticas sejam secundárias ou dispensáveis. A simplicidade e objetividade é alcançada mantendo-se o paralelismo (expressão de ideias similares de forma gramatical idêntica, em vista da necessidade de clareza do que se escreve; a enumeração de elementos, por exemplo, deve seguir a hierarquia e as funções sintáticas, sob pena de não haver clareza e precisão no que é dito); elaborando-se frases na ordem direta (primeiro o sujeito, depois o verbo e seus complementos); sinalizando-se o texto com pontuação adequada; evitando-se frases fragmentadas (apresentam separadamente o que deveria estar junto); articulando-se orações e parágrafos com conectores e palavras adequadas às ligações lógicas estruturadas; utilizando tempos verbais adequados (por exemplo, o presente para generalizações, o pretérito para relatos e o futuro do pretérito para hipóteses), entre outras possibilidades linguístico-expressivas. (NRT –Unisinos)
Todos os aspetos relacionados referem-se à comunicabilidade do texto e, na medida em que sua observância seja maximizada, na mesma proporção a credibilidade do texto e sua compreensão são ampliadas. É aqui que surge a figura do revisor do texto, que vai considerar sistematicamente todos os aspectos mencionados no parágrafo anterior e apurar sua aplicação. Ao redigir, o autor apresenta as informações e os argumentos em alguma ordem que lhe pareça mais adequada a seu propósito. O leitor não tem necessariamente o mesmo propósito do autor, portanto, há aqui uma hipótese de assincronia na estrutura de informações. Mas existe a possibilidade de conciliação entre as estruturas expressivas do autor e as decodificações do leitor, sendo papel do revisor reduzir a distância entre os dois elementos da comunicação: autor e leitor, fortalecendo o elo comunicacional do texto.
O artigo adequadamente estruturado tem muito mais possibilidade de ser aceito por qualquer publicação. Considere que o leitor do artigo, aquele que estará selecionando o texto a ser publicado, tem inúmeros textos para avaliar e para indicar os mais adequados. É propício ao autor e ao revisor facilitar a função desse leitor que, certamente, estará sobrecarregado e assimilará melhor o texto que o considere como partícipe da informação, mas em que ela se apresente de forma bem cristalina.
É equívoco comum entre os autores de artigos científicos escreverem para si, omitindo muitas informações que têm como de domínio amplo e pulando etapas do raciocínio que são bastante óbvias para quem redige, mas podem não ser do domínio do leitor. Esse problema também costuma ocorrer em textos mais longos, nas teses, por exemplo, mas neles haverá muito espaço para se estender a argumentação e apresentar dados com mais profusão; o que não dispensa a necessidade de correta hierarquização, mas minora o espaço de lacunas. Os revisores, não detendo a informação com a amplitude do autor, identificará as lacunas e poderá propor, sempre, a melhor cadeia de dados e raciocínios.
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