9 de abril de 2014

Falácias em teses e dissertações (IV)

Argumentos falaciosos a serem evitados em teses e dissertações

Outro grupo de falácias que não podem ser encontradas em tese ou dissertação, bem como em nenhum texto sério. Perguntas complexas, inversão de ônus da prova e ambiguidades são, quase sempre, vícios intencionais nos textos. Portanto, na ocorrência desse tipo de falha por desaviso, cabe ao revisor apontar a questão - inclusive para salvar a credibilidade do argumento. Texto fica tão ou mais comprometido pelas falácias, mesmo involuntárias, em que incorre, quanto por lapsos de ortografia e sintaxe.

10. Falácia da pergunta carregada

Tese ou dissertação revisada na Keimelion é valorizada.
As falácias eram recursos de debates
medievais, não cabem em textos
científicos atuais.
O autor apresenta uma questão que tem a resposta embutida, de modo que ela não pode ser respondida sem uma certa admissão de culpa. É uma insinuação por meio de um questionamento ou de uma pergunta. Chamada também pergunta complexa.

Questões desse tipo são particularmente eficientes polemizar, graças a sua natureza inflamatória – o interlocutor da pergunta carregada é compelido a se justificar e fica abalado ou na defensiva. Esta falácia não apenas é um apelo à emoção, mas também reformata a discussão de forma enganosa.

Exemplo: A clássica pergunta do debate em O nome da Rosa: "A quem pertencia o manto que Cristo usava?" - A pergunta tem em si a alegação de que a pobreza não é um postulado da fé cristã.

11. Falácia do ônus da prova

O autor espera que o leitor prove que ele está errado, em vez de ele mesmo mesmo provar que está certo.
Revisar e formatar tese é com a Keimelion.
Cabe a cada afirmativa uma prova.

A obrigação da prova está sempre com quem faz uma afirmação, nunca com quem refuta a afirmação. A impossibilidade, ou falta de intenção, de provar errada uma afirmação não a torna válida, nem dá a ela nenhuma credibilidade.
Observar que a ausência de evidência, ou prova, não constitui evidência de ausência, no entanto o ônus da prova permanece subentendido para quem afirma algo, enquanto não houver a defesa da tese primária positiva, pois não é necessário, nem possível, provar que algo não existe, se não há demonstração positiva de que exista.

Exemplo: O autor afirma que não há ocorrência da moléstia tal em determinada área nos últimos tantos anos. A afirmação possível é de que não foi encontrado registro de tal ocorrência: não há como provar o que não aconteceu.

12. Falácia de ambiguidade

O autor usa duplo sentido ou linguagem ambígua para apresentar a sua verdade de modo enganoso. Usa uma afirmação com significado diferente do que seria apropriado ao contexto.
Tese boa precisa de revisão excelente.
Os revisores de textos estão sempre atentos
a palavras com duplo sentido.

Não pode haver ambiguidade em texto científico, principalmente aquela que permitirá, depois, se houver questionamento, poder-se dizer que não era aquele o sentido da afirmativa. Isso é qualificado como uma falácia, pois é intrinsecamente enganoso.

Exemplo: O autor afirma a escravidão por dívida é desumana. Portanto, os humanos não escravizaram seus semelhantes por dívida.

O jogo e a ambiguidade ocorrem com a palavra "humanos", que possui vários sentidos, podendo ser um tipo de primata (sentido biológico) ou uma boa pessoa (sentido moral), mas a falácia usa a palavra sem considerar a diferença de sentido.
As 24 falácias a serem evitadas:

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