9 de abril de 2014

Falácias em teses e dissertações (III)

Argumentos falaciosos a serem evitados em teses e dissertações

Algumas falácias não passam de resultado da teimosia de certos autores, outras são resultados de arraigadas posições políticas ou ideológicas acerca da questão em tópico. De um modo ou de outro, quem está escrevendo uma tese ou dissertação deve estar atento a tudo que escreve para identificar as próprias posições e expurgar aquelas que o estão levando a erro. Sempre no intuito de preservar a intensão do autor é que ocorre a intervenção do revisor de textos que, por sua vez, não pode extrapolar com as próprias convicções políticas e ideológicas.

7. Falácia do tu quoque (você também)

O deposito da dissertação deve ser precedido de revisão.
Não se usa o erro alheio para justificar
o próprio, nem em gramática.
Você evitar ter que se engajar em críticas virando as próprias críticas contra o acusador – você responde críticas com críticas.
Esta falácia, cuja tradução do latim é literalmente “você também”, é geralmente empregada como um mecanismo de defesa, por tirar a atenção do acusado ter que se defender e mudar o foco para o acusador.
A implicação é que, se o oponente de alguém também faz aquilo de que acusa o outro, ele é um hipócrita. Independente da veracidade da contra-acusação, o fato é que esta é efetivamente uma tática para evitar ter que reconhecer e responder a uma acusação contida em um argumento – ao devolver ao acusador, o acusado não precisa responder à acusação.

Exemplos:
O autor identifica que cometeu uma falácia lógica, mas, em vez de retificar aquele argumento, acusa outro de ter cometido falácia anteriormente.
Zé das Abóboras é acusado de ter desviado dinheiro público. Mas o autor não responde a acusação diretamente e insinua que o oponente de Zé das Abóboras também aprovou licitações irregulares à sua época.
Toda boa dissertação merece revisão na Keimelion.
Credulidade ou incredulidade não são
argumentos científicos. O revisor deve
apontar esse tipo de problema.

8. Falácia da incredulidade pessoal

O autor considera algo difícil de entender, ou não sabe como funciona, por isso dá a entender que não seja verdade.

Assuntos complexos como evolução biológica através de seleção natural exigem alguma medida de entendimento sobre como elas funcionam antes que alguém possa entendê-los adequadamente; essa falácia é geralmente usada no lugar desse entendimento.

Exemplo: O autor apresenta a gravura de um peixe e um humano e, questiona se realmente alguém é tolo o bastante para acreditar que um peixe acabou evoluindo até a forma humana por processos aleatórios ao longo dos tempos.

9. Falácia da alegação especial

Incorre nessa o autor que altera as regras ou abre uma exceção quando sua afirmação é exposta como falsa. Autores são especialmente criaturas engraçadas, com uma aversão boba a estarem errados.
Revisamos tese e dissertação com pontualidade.
Não é lícito alegar exceção quando fatos
negaram a tese. 

Em vez de aproveitar os benefícios do contraditório de poder mudar de ideia graças a um novo entendimento, ou para se corrigir em algum equívoco, muitos inventam modos de se agarrar a velhas crenças. Uma das maneiras mais comuns que as pessoas fazem isso é pós-racionalizar um motivo explicando o porquê aquilo no qual elas acreditavam ser verdade deve continuar sendo verdade.
Costuma ser fácil encontrar motivo para acreditar em algo que favorece uma tese decadente, e é necessária uma boa dose de integridade e honestidade acadêmica para examinar as próprias crenças e motivações sem cair na armadilha da autojustificação.

Exemplo: O economista prevê o índice de inflação do ano seguinte, mas quando as suas “habilidades” foram testadas pelo correr do tempo, elas magicamente desapareceram. Ele explicou, então, que fatores imprevistos advieram. Como se todo futuro não fosse feito de imprevistos.
As 24 falácias a serem evitadas:
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