18 de março de 2013

Dicas para escrever artigos acadêmicos

Na pós-graduação, atualmente, já se exige dos alunos a redação de artigos acadêmicos, mas isso costuma ser problema para a maioria dos estudantes. As sugestões que apresentamos aqui são direcionadas à produção dos artigos por autores inexperientes, mas valem também para as dissertações e teses. Claro que há muita coisa mais a ser considerada e colocada em prática, mas nunca haverá uma lista completa de tudo que se deva ter em mente na redação de textos de qualquer gênero. Os textos são complexos, o conhecimento é complexo e ainda existem as questões de linguagem formal e do jargão a serem superadas. Basicamente, texto não foge à regra: é fazendo que se aprende – é refazendo que se aperfeiçoa.
Criatividade
Dissertação e tese formatada profissionalmente.
A Keimelion presta serviços a autores
iniciantes e aos mais experientes.
Veja as questões sobre novo enfoque. Tenha sempre um caderno de notas à mão, para escrever imediatamente qualquer boa ideia. Tenha uma questão em foco, mas diversos enfoques sobre o tema poderão ser questionados. Tenha para si clareza do que você quer trabalhar. Tenha um objetivo ou mais de um. Não se prenda a dogmas acadêmicos ou ideias prontas. Problematize as diferenças de opiniões encontradas. Identificar as lacunas nas informações obtidas é relevante.
Produção
Pense o texto primeiramente como um esqueleto, chamam isso de roteiro. As ideias surgirão como se todos os ossos estivessem guardados em uma caixa, monte-os como imagina que deva ser. A partir do esqueleto montado, o esquema do artigo, vá colocando sobre ele as partes à medida que elas forem surgindo nas leituras ou da coleta de dados. Não precisa escrever os tópicos na ordem que eles se apresentarão. Nenhum texto é definitivo, textos não ficam prontos, mas o prazo acaba. Produza de modo que sempre haja uma versão pronta para outra pessoa ler.
Pensamento
Demonstre seu pensamento, todo texto é produto de pensamento, por isso não diga que pensou: evite escrever “eu acho”, “eu penso”. Dizer que pensou pode levar o leitor a crer que o autor não pensou o suficiente, põe em dúvida sua pesquisa. Diga os que os outros pensaram, mas diga quem pensou cada questão, evite generalizações como “muitos teóricos dizem”, prefira “segundo Fulano”, “na opinião de Beltrano”, ou “para os seguidores de ‘tal corrente’”.
Argumentação
O mais comum é o argumento de autoridade, significa apoiar um pensamento nas ideias de alguém que já seja reconhecido. Por isso é necessário indicar o que disseram os autores importantes sobre o tema. Procure identificar opiniões divergentes sobre uma questão, evitando aderir a uma linha de ideias como se ela fosse única. Confronte e se posicione entre as diferentes visões sobre seu tema.
Informação
Apresente dados novos, os você mesmo levantou ou aqueles que não foram considerados pelos autores que já escreveram sobre o assunto. Confronte os dados dos diversos autores. Considere seriamente a metodologia, não se limite a aderir a um método. Apresente ao leitor a metodologia adotada.
Exposição
Peça para colegas lerem seu artigo, disponha-se a ler os dos colegas; critiquem-se – o objetivo não é a troca de elogios, nem competição de qualidade. Os orientadores nem sempre estarão disponíveis ou serão rápidos em apresentar o resultado de suas leituras. Qualquer texto evolui e se aperfeiçoa com a exposição às leituras de quem também está estudando o assunto. Publique partes das ideias ou fases iniciais da produção na internet, as críticas e opiniões alheias surgirão.
Revisão
Revise seu texto. Revisar o texto significa dar a outra pessoa o direito de mudar coisas no artigo. Revisar é delegar a alguém. Quando o autor faz alterações em seu próprio trabalho, ele está reescrevendo. Revisão exige alteridade: outra pessoa contribuindo. Existem revisões técnicas, que tratam do conteúdo do texto e revisões linguísticas – uma não dispensa a outra. Seu texto nunca estará pronto, mas os revisores precisam de tempo, não se esqueça disso.

5 de março de 2013

Capas de trabalhos acadêmicos: dificuldade e irrelevância

Sempre nos impressionam a dificuldade e os questionamentos que os estudantes encontram no que se refere às capas de seus trabalhos escolares. Não se trata de uma questão de fundo, de questão complicada ou questionamento estético - mas de mero cumprimento a um procedimento lógico e absolutamente corriqueiro, entretanto, dentre as centenas de postagens deste blog, é o tópico que mais aporta visitantes a nosso texto. Aqui eu vou tecer comentários quanto a visitação e quanto ao significado que ele pode ter.
As ideias não virão prontas da internet,
é preciso elaborar, pensar sobre os dados.

Se você está procurando orientações para fazer capas, vá direto a essas duas postagens:
Só para se ter ideia de quanto o tema das capas desperta interesse, aqui vão alguns números: atualmente este blog está com pouco mais de 400 mil visitas, os dois títulos acima representam mais de 120 mil visitas. Muito obrigado a todos os visitantes: espero que tenhamos podido esclarecer suas dúvidas e contribuir, a nosso modo, com todos vocês. Mas há aqui quase 400 postagens, a maioria bem mais relevante que as referentes às capas!
Ainda demonstrando a importância do tema para os estudantes, observamos que os argumentos de pesquisa nos sites de busca que mais frequentemente trouxeram visitantes ao nosso blog foram: "capa abnt", "introdução", "capa de trabalho acadêmico"... São oito termos referentes às capas dentre os dez mais buscados.
Capa não pode ser um tópico.
Esperamos sinceramente que essas não sejam as questões mais uteis que temos postado aqui, assim como ficaremos felizes se essas não forem as mais importantes exigências dos professores para com seus alunos.
É claro que sabemos que existe certa formalidade a ser aplicada ao trabalho acadêmico, mas nosso receio é que esteja havendo um desvio da formalidade para o formalismo, maior atenção à norma que ao conteúdo, mesmo mais preocupação com a capa que com a qualidade do texto. E não é só pelo coeficiente de buscas pelos termos referentes à capa que temos tido essa opinião; muitos outros indícios vão nesse sentido, mas aqui vamos nos limitar ao dado numérico.
Fiquei imaginando e sugiro a todos os estudantes que pensem em quanto tempo alguém como Marx, por exemplo, deve ter despendido pensando na capa de qualquer de seus trabalhos.
Gente, convenhamos, preocupação com capas denota nunca ter tido atenção aos trabalhos acadêmicos alheios, nunca ter pego uma tese, nunca ter folheado a monografia de alguém, pois é tudo tão simples e intuitivo que basta ter visto uma para fazer outra. Agora, se alguma instituição ou professor tiver maior preocupação com esse tipo de assunto que o mínimo necessário, o caso parece ser bem mais grave que os dados apontam.

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