19 de fevereiro de 2013

Normas da ABNT na tese e dissertação

Nós fazemos a formatação de trabalhos acadêmicos segundo as famigeradas "normas da ABNT" - isso significa que fazemos toda a composição gráfica, normatização, indexação e todos os trabalhos externos ao texto que são requeridos pelas instituições de ensino superior. Claro, também podemos fazer segundo as normas da APA, de Chicago, de Vancouver, ou qualquer outra que o cliente nos apresente. Não  somente conhecemos essa e aquela norma, nós sabemos seguir normas e, mais que isso, conhecemos a interpretação que fazem delas.
Não faça da norma acadêmica algo mais
importante que o conhecimento.
Afinal, sempre dizemos, a norma para uma tese ou dissertação é aquela interpretação que o orientador faz da regra.
"Quando se trata de elaborar um trabalho com fins acadêmicos, em muitos há uma grande preocupação com as normas ABNT. Às vezes, essa preocupação é até maior que a com o conteúdo do trabalho. Para a elaboração de um trabalho científico correto, o autor deverá considerar que ele não será lido apenas por seus professores, banca examinadora ou por profissionais de sua área. Dessa forma, é essencial o uso das normas técnicas para a boa apresentação e compreensão da leitura. Em alguns casos, a ABNT apresenta, em suas normas, algumas regras que são opcionais ou que permitem ao autor definir seus próprios critérios. Mas o que muitas vezes pensamos que são "normas da ABNT", são, na verdade, "padrões" que a instituição de ensino adota. As normas da ABNT, no que diz respeito a apresentação de textos científicos, não são tão específicas a ponto de regulamentarem "tudo" o que você vaia presentar. Assim, abaixo das normas da ABNT, existem os padrões que cada instituição de ensino adota. Normalmente, as instituições adotam padrões parecidos. Todavia, os padrões adotados variam muito pouco de uma instituição para outra. Às vezes, variam até mesmo nos vários departamentos de uma mesma instituição de ensino." (Souza, 2005revisado)

15 de fevereiro de 2013

Produção de texto e habilidades metalinguísticas

A aplicação de competências metalinguísticas é essencial ao processo produção de textos. São aquelas habilidades que possibilitam a construção da escrita e seu manuseio de forma reflexiva e funcional. A metalinguagem está no campo da metacognição, diferenciando-se das outras habilidades deste construto por não ser seu objeto de estudo uma função cognitiva, como exemplo a metamemória, mas a própria linguagem. A metalinguagem se refere, portanto, à reflexão sobre a linguagem e à manipulação intencional de seus componentes.
Revisão de texto requer domínio cognitivo
das competências metalinguísticas.
Mesmo para escritores experientes, a primeira versão de um texto raramente é satisfatória. Parte fundamental do processo de escrita é fazer releituras e reescritas, processos que tornam possível ao autor rever a organização das ideias e algumas escolhas linguísticas implementadas. No entanto, a revisão não é algo espontâneo, é etapa posterior a ser levada a cabo por profissional que supere as questões metalinguísticas que não devem ser o foco do autor, alguém que tome o texto como objeto de operações cognitivas, não como mídia. O trabalho de revisão de texto assume, portanto, caráter supra metalinguístico à medida que se fundamenta na reflexão sobre a estrutura do texto tanto no que se refere a sua coerência como a sua composição gráfica. No processo de revisão de texto somos confrontados com a propriedade e adequação das escolhas autorais tanto quanto com os eventuais erros.
Em realidade, o erro está presente em qualquer processo de escrita, dentro ou fora da academia. Contudo, o erro não é comumente visto como parte integrante e imprescindível do processo de produção de texto. Ao contrário, é tomado tanto como evidência da incapacidade do autor, quanto como empecilho a sua produção intelectual. De acordo com essa perspectiva, a presença do erro é tida como linguisticamente e socialmente indesejável, devendo ser, portanto, evitado. Por sua vez, os autores, a cada vez que se deparam com seus erros, os tomam como sinal de seu fracasso em produzir. Sendo assim, há que se evitar olhar ou expor o erro como demérito ou obstáculo intransponível. Ao contrário, sendo o erro inerente ao escrever, dever deflagrar um processo de tomada de consciência que envolve olhar para esse erro, refletir sobre ele e aprender com ele. Assim, o erro deve ser tomado em seu sentido construtivo, tornando-se algo sobre o qual devemos pensar e mesmo evitar – mas o erro ocorre na presença do texto redigido e não pode ser obstáculo à redação.
A revisão de texto é tarefa metalinguística para a qual o debruçar sobre o erro alheio é o exercício fundamental. Compreendendo que o objetivo da escrita é a comunicação, o autor que passa a contar com o profissional de revisão de textos pode tomar para si o ato de escrever focado no conteúdo, produzindo de forma mais fluida e fruída, consciente e atento a partir das escolhas linguísticas de seu domínio, quando considera que essas questões passarão pelo crivo profissional. Essa mudança significativa na relação que o autor estabelece com a produção escrita possibilita uma transformação na compreensão que ele tem de seu próprio texto, instigando seu interesse em produzir mais. Tais mudanças, como a própria reconceitualização do erro, acarretarão melhora significativa na produtividade textual.
Inspirado por Nicolaiewsky & Correa.
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