20 de fevereiro de 2013

Características textuais do resumo da tese e dissertação

Costuma-se classificar como resumo acadêmico uma série de textos diferentes. Chamam de “resumotextos técnicos com uma avaliação crítica (resenhas), apresentações resumidas de filmes e livros (sinopses), blocos de texto introdutórios numa pesquisa acadêmica (os abstracts) e até mesmo o processo de produção do resumo em si (a sumarização). Isso ocasiona dois problemas. O primeiro é que a nomeação nem sempre é sistemática e homogênea: um mesmo gênero pode ser encontrado sob nomes diferentes em veículos comunicativos diferentes, como é o caso da sinopse que, em alguns periódicos, aparece com o nome de “resumo”. O segundo é o obscurecimento da relação entre o gênero e os textos que o materializam, como é o caso do resumo enquanto síntese de um texto acadêmico e o resumo enquanto apresentação de um trabalho científico, ambos identificados por muitos como sendo relativos ao mesmo gênero. Entretanto, o resumo introdutório de monografias, dissertações e teses já tem caminhado na direção de uma independência; portanto, deve ser reconhecido como um gênero à parte, nomeado por alguns de abstract.
Antes de levar o texto para a defesa da tese,
que o revisor já o tenha aprovado.
O abstract, por sua vez, vem recebendo muita atenção nos últimos anos, sendo considerado uma espécie de subgênero do resumo, comumente encontrado em monografias, trabalhos de conclusão de curso, dissertações de mestrado e teses de doutorado. Sua função comunicativa básica costuma ser fornecer uma descrição sucinta do conteúdo do trabalho, poupando tempo ao leitor e ajudando-o a determinar o grau de interesse que aquela pesquisa assume para ele em si. Já está demonstrado que a composição de um abstract varia de acordo com fatores de ordem cultural, linguística e disciplinar. Esses fatores determinam a predileção do pesquisador de determinada área por certas escolhas linguístico-discursivas, numa quantidade e posicionamento específicos no texto.
Vejamos agora alguns dos principais traços característicos do resumo acadêmico mais especificamente. Ele faz parte de uma atividade primariamente de reescritura, na qual se resguardam a coerência e coesão em relação ao texto fonte, constituindo-se, porém, uma nova unidade que pode ser lida independentemente. O resumo tem por função apresentar de forma concisa as ideias básicas de um texto e é composto por sequências narrativas que preservam, ou refletem, estruturas linguísticas do texto original, mantendo seu modelo global relativamente intacto.
Assim, por se tratar de uma simples apresentação sintática do conteúdo e organização do texto fonte, esse gênero não costuma conter comentários ou julgamentos relativos ao texto resumido, papel que normalmente cabe à resenha. De modo geral, o resumo é considerado satisfatório se for claro, breve e fiel, se utilizar palavras próprias, bem como se enfatizar a ideia central do assunto. 
Entre os elementos que devem fazer parte do novo texto produzido, podemos destacar:
  1. correção gramatical e léxico adequado à situação escolar / acadêmica;
  2. seleção das informações colocadas como as mais importantes no texto original;
  3. indicação de dados sobre o texto resumido;
  4. organização de tal modo que o leitor possa conhecer o conteúdo global, o desenvolvimento das ideias do texto e a articulação entre elas;
  5. apresentação das ideias principais do texto global e de suas relações; 
  6. possibilidade de compreensão do resumo final por si mesmo.
Fragmentos adaptados de Lopes.
Estas são as partes que compõe a tese e a dissertação,  o resumo é pré-texto necessário.
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19 de fevereiro de 2013

Revisão de textos em perspectiva multidisciplinar

O problema da monodisciplinaridade na definição do que seja revisão textual é a abordagem vinculada estritamente à tradição gramatical. A proposta mais moderna, no entanto, é que o estudo da atividade de revisão de textos deve ser realizado de modo multidisciplinar pela Linguística, pela Didática e pela Psicologia Cognitiva. Por essência, a revisão de textos é atividade multidisciplinar porque os pesquisadores que se debruçam sobre ela objetivam aprofundar conhecimentos sob diferentes perspectivas: i) a revisão realizada por diferentes escritores (alunos, autores, experts); ii) em contextos de produção variados (profissional, escolar); iii) em diferentes modalidades (manuscrita, informatizada, tomadas de notas); iv) em diferentes níveis de focalização (unidades frásticas isoladas, textos inteiros, obras literárias); v) em situações monogeradas (revisão de um texto por seu autor, sob a base ou não do feedback de leitores) ou poligeradas (escrita colaborativa).
Nenhum revisor moderno pode mais pensar
a revisão adstrita à tradição gramatical.
Assumimos, aqui, que a revisão, independente de quem a realiza, em que contexto e com que objetivo, é uma etapa da produção de textos, porque o desvio – no sentido de assimetria – é constitutivo da linguagem. O simples fato de a língua ser usada, seja na modalidade oral, seja na escrita, implica que nenhum texto atenda a todas as disposições da tradição gramatical. Cabe notar que nem mesmo as obras literárias de cujos trechos a gramática tradicional extrai essas disposições escapam à força do uso real da língua, na medida em que essas mesmas obras apresentam ocorrências gramaticais divergentes das regras formuladas pela mesma lente que as tomou como corpus. Não há mais quem defenda que escrever é um processo de inspiração. Sabe-se hoje que os produtos textuais, tanto os mais elaborados quanto os menos elaborados, envolvem uma fase de pré-escritura e uma de pós-escritura.
Outro problema que consideramos necessário à reflexão aqui proposta diz respeito à formação do referido autor. Esse é um dos problemas da área de revisão textual, pois há profissionais de diversos ramos atuando com os mesmos fatos linguísticos. A diversidade de enfoques sempre é enriquecedora, ainda mais numa época em que se evidencia a necessidade de pensar o mundo multi-, inter- e transdisciplinarmente. Todavia há que se sistematizar essa situação, a fim de que as peculiaridades da atuação e formação do revisor não se percam entre olhares aleatórios sobre questões aleatórias.
É nossa esperança e nosso desejo que, construída tal metodologia de atuação e formação do revisor de textos com base nas descobertas da linguística, seja possível ao revisor-cientista, e não ao revisor-inquisidor, fazer pertinentes propostas de alterações tipográficas, ortográficas, gramaticais, lexicais e discursivas. Isso porque, se o revisor de textos estiver “cego” com o ideal de língua da tradição gramatical e preso ao nível da frase – sobretudo o da frase didaticamente descontextualizada, ele não terá condições de avaliar que, por exemplo, um anúncio publicitário de empresa de telefonia móvel destinado a adolescentes não exige a mesma formalidade que um artigo jurídico produzido por um Procurador de Justiça a ser publicado em periódico de instituição estatal.
Pelo contrário, o profissional deverá ser capaz de perceber que será cabível, por exemplo, a ocorrência de construções de tópico apenas na primeira situação de uso real da língua. Ainda assim, a principal mudança de perspectiva por parte dos profissionais de revisão é abandonar a concepção de revisor-inquisidor. Cabe ao revisor de textos, em vez disso, propor alterações necessárias à adequação dos textos às condições de produção e recepção desses textos. E tais alterações compreendem desde as escolhas tipográficas e ortográficas, passando pelas gramaticais e lexicais, até as estilísticas e discursivas.
Fragmentos adaptados de Costa, Rodrigues e Pena.
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Normas da ABNT na tese e dissertação

Nós fazemos a formatação de trabalhos acadêmicos segundo as famigeradas "normas da ABNT" - isso significa que fazemos toda a composição gráfica, normatização, indexação e todos os trabalhos externos ao texto que são requeridos pelas instituições de ensino superior. Claro, também podemos fazer segundo as normas da APA, de Chicago, de Vancouver, ou qualquer outra que o cliente nos apresente. Não  somente conhecemos essa e aquela norma, nós sabemos seguir normas e, mais que isso, conhecemos a interpretação que fazem delas.
Não faça da norma acadêmica algo mais
importante que o conhecimento.
Afinal, sempre dizemos, a norma para uma tese ou dissertação é aquela interpretação que o orientador faz da regra.
"Quando se trata de elaborar um trabalho com fins acadêmicos, em muitos há uma grande preocupação com as normas ABNT. Às vezes, essa preocupação é até maior que a com o conteúdo do trabalho. Para a elaboração de um trabalho científico correto, o autor deverá considerar que ele não será lido apenas por seus professores, banca examinadora ou por profissionais de sua área. Dessa forma, é essencial o uso das normas técnicas para a boa apresentação e compreensão da leitura. Em alguns casos, a ABNT apresenta, em suas normas, algumas regras que são opcionais ou que permitem ao autor definir seus próprios critérios. Mas o que muitas vezes pensamos que são "normas da ABNT", são, na verdade, "padrões" que a instituição de ensino adota. As normas da ABNT, no que diz respeito a apresentação de textos científicos, não são tão específicas a ponto de regulamentarem "tudo" o que você vaia presentar. Assim, abaixo das normas da ABNT, existem os padrões que cada instituição de ensino adota. Normalmente, as instituições adotam padrões parecidos. Todavia, os padrões adotados variam muito pouco de uma instituição para outra. Às vezes, variam até mesmo nos vários departamentos de uma mesma instituição de ensino." (Souza, 2005revisado)

16 de fevereiro de 2013

Texto, contexto, revisão e revisor de texto

O texto é uma tessitura de informações que levam o leitor à compreensão do todo, não é um aglomerado de palavras soltas ou de frases sem sentidos. Ele contém um pronunciamento situado em um debate de escala mais ampla, de acordo com o contexto em que foi escrito. Contexto é a unidade linguística maior em que se encaixa a unidade linguística menor.
Não existe texto sem contexto e sempre deve
haver um revisor de texto.
O texto pode também ser entendido como a atividade verbal decorrente de estratégias cognitivas e interacionais entre os indivíduos que não existem isoladamente. Logo, a escrita é interativa e social, já que é feita por um ou mais sujeitos para outro(s) sujeitos que levam consigo conhecimentos de mundo diferentes.
Antes de ser publicado, o texto passa por diversas fases até chegar às mãos dos leitores. Uma dessas fases é a revisão, necessariamente. Alguns autores diriam que revisar um texto é simplesmente corrigir a ortografia; outros, que é adequá-lo à norma culta da língua, à coesão e coerência, à ortografia, levando em consideração todo o contexto em que foi escrito. De acordo com Houaiss, revisar é ter novamente sob os olhos, é fazer a inspeção, é examinar com atenção, procurando possíveis erros; é rever, levar novamente em consideração, é repensar.
Revisar não é apenas um exercício mecânico de apontar falhas gramaticais, mas o de tornar claro em que sentido essas falhas podem interferir na coesão e na coerência, comprometendo a clareza do texto. É a “manipulação” do texto escrito para a publicação, visando sua melhoria. O profissional responsável por esse trabalho é o revisor de textos.
O revisor exerce papel fundamental. Seus campos de atuação são: editoras, gráficas, empresas jornalísticas e publicitárias, assembleias legislativas, escolas de nível básico, bancas de concurso, cursos preparatórios, e locais onde existam trabalhos acadêmicos. Ainda que a informática contribua para esse processo, ela não é capaz de substituir um profissional habilitado e competente, visto que revisar não é apenas corrigir a ortografia. No entanto, muitas empresas jornalísticas reduziram ou eliminaram esses profissionais com a introdução da informatização em suas redações.
O autor, ao redigir, está preocupado em escrever suas ideias com rapidez, de forma a não perder de sua mente o que deseja apresentar, o que o leva a não se ater aos seus próprios erros. Aqui entra o revisor, o qual se tornará responsável pela “perfeição” desse texto para publicação, que o deixará “pronto”, compreensível, adequado a sua finalidade, para que o leitor não tenha dificuldades em entender a ideia do autor.
Para ser um bom revisor, alguns requisitos são necessários como: ter um ótimo conhecimento da norma-padrão da língua em que o texto está escrito (no caso, o português), especialmente, trata-se aqui de um conhecimento teórico de acentuação gráfica, crase, regência; ter o hábito de consultar boas obras de referência para sanar suas dúvidas e se atualizar sempre. Um bom profissional qualificado continua seus estudos e aprimoramentos até o final de sua vida.
Fragmento adaptado de Cândido et alii.

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15 de fevereiro de 2013

Revisão de texto como modificação efetiva

Para alguns pesquisadores, a revisão designa uma atividade de retorno ao texto, terminando em uma modificação efetiva dele. Essa concepção é particularmente nítida quando o modelo descreve processos que intervêm na atividade de revisão de texto, mas que se recusam a qualificar de modelo de revisão, porque a palavra ‘revisão’ faz referência a alguma coisa que se produz no texto, enquanto outro modelo traz um processo cognitivo que pode não resultar em uma modificação do texto. Essa concepção é ainda mais acentuada para quem utiliza a palavra “revisões”, no plural, para fazer referência às modificações efetivas levadas a um texto. Há ainda uma definição comportamental (operacional) da revisão, que vai nesse sentido: a revisão é um episódio ao longo do qual o escrevente interrompe o movimento de progressão de sua caneta para frente e efetua uma modificação no texto previamente escrito. Com toda evidência, a palavra “revisão” é utilizada para designar a introdução de uma modificação em um texto já escrito.
A revisão de textos é um quebra-cabeça.
A revisão de texto pode ser definida como um subprocesso do processo de redação que visa produzir uma melhora no texto. A revisão consiste em um exame sistemático do texto, que acontece tipicamente (mas não somente) depois de um episódio de produção de texto ou “tradução”, que se desenrola em um período geralmente bastante longo, e que intervém de maneira recursiva ao longo do processo de produção (sem, entretanto, interromper o subprocesso em curso). Dessa maneira, ela deve ser distinguida do processo de edição que, devido a seu caráter automático, é suscetível de interromper qualquer outro processo em curso. A revisão depende do nível de expertise do sujeito, do objetivo perseguido e das estratégias do profissional envolvido nela.
Duas explicações podem esclarecer a ausência de definição unívoca. A primeira é que a revisão é concebida mais como referência ao controle da produção escrita que a um subprocesso específico do processo de escritura. Quanto a isso, as recentes conceituações do processo de revisão de textos escritos parecem confluir, um pouco tardiamente, para o procedimento que sempre prevaleceu no estudo da produção oral. A outra razão é que os modelos mais recentes tentam considerar melhor a complexidade do processo de escritura, sobretudo seu caráter estratégico, dinâmico, contextual, probabilista e adaptável. Por exemplo, a probabilidade de ocorrência e a função de uma atividade como a releitura de uma parte do texto já escrito não são fixas, mas são funções de mudanças que intervêm na situação de redação. Enquanto na maior parte dos modelos a releitura é geralmente associada ao processo de revisão, observa-se que, na realidade, a releitura pode ser associada ao subprocesso de geração de ideias. Esse fato leva a considerar que não somente os subprocessos são recursivos, mas ainda que podem mudar de estatuto e de função no seio de um mesmo episódio redacional ou revisional.
Fragmentos adaptados de Heurley.
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Produção de texto e habilidades metalinguísticas

A aplicação de competências metalinguísticas é essencial ao processo produção de textos. São aquelas habilidades que possibilitam a construção da escrita e seu manuseio de forma reflexiva e funcional. A metalinguagem está no campo da metacognição, diferenciando-se das outras habilidades deste construto por não ser seu objeto de estudo uma função cognitiva, como exemplo a metamemória, mas a própria linguagem. A metalinguagem se refere, portanto, à reflexão sobre a linguagem e à manipulação intencional de seus componentes.
Revisão de texto requer domínio cognitivo
das competências metalinguísticas.
Mesmo para escritores experientes, a primeira versão de um texto raramente é satisfatória. Parte fundamental do processo de escrita é fazer releituras e reescritas, processos que tornam possível ao autor rever a organização das ideias e algumas escolhas linguísticas implementadas. No entanto, a revisão não é algo espontâneo, é etapa posterior a ser levada a cabo por profissional que supere as questões metalinguísticas que não devem ser o foco do autor, alguém que tome o texto como objeto de operações cognitivas, não como mídia. O trabalho de revisão de texto assume, portanto, caráter supra metalinguístico à medida que se fundamenta na reflexão sobre a estrutura do texto tanto no que se refere a sua coerência como a sua composição gráfica. No processo de revisão de texto somos confrontados com a propriedade e adequação das escolhas autorais tanto quanto com os eventuais erros.
Em realidade, o erro está presente em qualquer processo de escrita, dentro ou fora da academia. Contudo, o erro não é comumente visto como parte integrante e imprescindível do processo de produção de texto. Ao contrário, é tomado tanto como evidência da incapacidade do autor, quanto como empecilho a sua produção intelectual. De acordo com essa perspectiva, a presença do erro é tida como linguisticamente e socialmente indesejável, devendo ser, portanto, evitado. Por sua vez, os autores, a cada vez que se deparam com seus erros, os tomam como sinal de seu fracasso em produzir. Sendo assim, há que se evitar olhar ou expor o erro como demérito ou obstáculo intransponível. Ao contrário, sendo o erro inerente ao escrever, dever deflagrar um processo de tomada de consciência que envolve olhar para esse erro, refletir sobre ele e aprender com ele. Assim, o erro deve ser tomado em seu sentido construtivo, tornando-se algo sobre o qual devemos pensar e mesmo evitar – mas o erro ocorre na presença do texto redigido e não pode ser obstáculo à redação.
A revisão de texto é tarefa metalinguística para a qual o debruçar sobre o erro alheio é o exercício fundamental. Compreendendo que o objetivo da escrita é a comunicação, o autor que passa a contar com o profissional de revisão de textos pode tomar para si o ato de escrever focado no conteúdo, produzindo de forma mais fluida e fruída, consciente e atento a partir das escolhas linguísticas de seu domínio, quando considera que essas questões passarão pelo crivo profissional. Essa mudança significativa na relação que o autor estabelece com a produção escrita possibilita uma transformação na compreensão que ele tem de seu próprio texto, instigando seu interesse em produzir mais. Tais mudanças, como a própria reconceitualização do erro, acarretarão melhora significativa na produtividade textual.
Inspirado por Nicolaiewsky & Correa.

14 de fevereiro de 2013

Códigos de revisão de textos

A revisão de textos não é uma ciência oculta com sinais cabalísticos a serem introduzidos nas escrivinhações alheias de modo a torná-las aceitáveis por um grupo de iniciados em gramáticas e dicionários. Quando um profissional se interessa por nosso ramo de atividade, ainda é comum que ele procure pelos tais códigos, como se eles fosse a base do serviço, os signos mágicos que transformam os escritores em revisores. Só que não é bem assim. Na verdade, nem sei se já teria mesmo sido assim em algum tempo.
Ninguém mais revisa texto no papel.
Quando havia tipografias, e mesmo quando as máquinas de escrever foram as ferramentas para se escreverem as teses, os revisores eram obrigados a trabalhar sobre papel! Lembram-se disso? As pessoas escreviam em papel, logo era no papel que os revisores exerciam seu ofício.
Naquela época, era necessário que, depois de o texto ter sido revisado, ele fosse "batido" novamente ou que a composição (os arranjos de tipos) fosse refeita. Então foram sendo criados uns tais códigos para servirem à comunicação entre revisores e tipógrafos ou datilógrafos. Mas tudo isso já é quase pré-história das artes gráficas: ninguém mais escreve em papel (ninguém que viva no século XXI) e ninguém mais deve revisar em papel.
Esses códigos são atualmente completamente inúteis. Revisamos no computador os textos que são escritos no computador e serão, na maioria, lidos na tela. Impressão em papel já é coisa de renitentes, saudosistas e de certo formalismo obsoleto. Os processos já são eletrônicos nos tribunais, os livros já são mais vendidos para a tela que em papel e a maior parte da informação real e dinâmica trafega mesmo é pela via eletrônica.
Ainda há duas circunstâncias para as quais se devem aprender os tais códigos: para fazer alguns concursos públicos - não caiu a ficha para administrações que esse uso está no pretérito mais-que-perfeito; para algumas editoras que teimam em viver no século passado, mas essas teimam em tentar reduzir os revisores quase à escravidão - pelo que pagam.
Para esses códigos havia (e ainda deve haver) até uma norma da ABNT - eles parecem mesmo não ter o que fazer. Não sei nem quero saber se ainda existe tal norma, não há função para ela. Tenho horror a esses códigos que reduzem a atividade de revisar textos à antiga prática de revisão tipográfica, um exercício de catar os equívocos alheios. Isso não condiz nem um pouco com os conceitos modernos de revisão como um ramo de aplicação da linguística.
Esses eram alguns dos tais códigos mágicos da revisão de textos.

11 de fevereiro de 2013

Vídeo do Manual para Redação Acadêmica

Aqui está o vídeo que fizemos para divulgar nosso Manual para Redação Acadêmica. O objetivo é dar a maior publicidade possível a nosso trabalho, no sentido de colaborar com a produção de textos científicos mais apurados.
Conheça nosso trabalho de revisão:
visite o portfólio.

Estamos tendo grande aceitação por parte dos amigos e esperamos que muitos venham a se tornar nossos clientes, depois de produzir um bom texto. É que bons textos precisam de bons revisores, pois sempre será necessário o olhar externo de um leitor qualificado.

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9 de fevereiro de 2013

Manual para Redação Acadêmica - versão para iPhone e iPad

Completando o ciclo de lançamentos do aplicativo para redação científica, agora é a vez de o Manual para Redação Acadêmica da Keimelion chegar ao público na versão para iPhone e iPad. Com as mesmas facilidades dos que já foram lançados para Facebook e Android, o Manual contém indicações de procedimentos a serem seguidos ou evitados nos textos acadêmicos.
Open iTunes to download the app.
Há sugestões de apresentação dos trabalhos, de acordo com as usuais formatações e regras de referência e muito mais.  Conheça, todas as versões são completamente gratuitas e podem ser baixadas nas lojas de aplicativos, também acessadas pelos links acima.

Para aperfeiçoar o texto científico.





Esperamos que esse Manual para Redação Acadêmica seja de utilidade a todos, sempre no sentido de que, contribuindo para a melhoria dos textos, estaremos incentivando a busca por nossos serviços, pois os melhores textos são os que demandam melhores revisores.

A capa do trabalho é questão simples,
mas sempre há dúvidas quanto a ela.








Essa é a primeira versão do aplicativo. Pretendemos aperfeiçoar o instrumento e oferecer versões melhoradas dele assim que nos for possível. Instale em seu equipamento e tenha bom proveito.

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6 de fevereiro de 2013

Todos os e-news que publicamos: escolha um, ou vários - e assine!

Ciência Pura com alguma mistura:
O mundo do conhecimento, esse conhecimento especial chamado ciência, exposto e debulhado pela Keimelion - revisão de textos. Assine de graça.

O Design na Web:
Criamos os algoritmos, mas não controlamos a notícia.
Assine quantos desejar e receba os principais links
diariamente, claro: é tudo de graça.
A criação, todo tipo de projeto, de concepção, de ideia e de cores que dão aos produtos e às imagens a cara de cada época. Tudo junto.

Arte pela Arte:
A primeira condição para que o objeto expresse arte é que ela seja suficiente para justificar a existência dele, depois... Bem, depois há bem mais.

História como Ἱστορίαι:
História é um ponto de vista sobre o que é e o que já foi, aqui há muitos pontos de vista. Keimelion - revisão de textos.

Geo XXI Grafia:
Geografando o século em que vivemos, juntamos aqui o assunto para você. Oferta de Keimelion - revisão de textos.

A Biblioteca na Web:
O mundo dos livros e das informações está armazenado e ficará exposto aqui. Cortesia da Keimelion - revisão de textos!

Arrematação:
Os mundos dos leilões, dos pregões, das arrematações: tudo na oferta de Keimelion - revisão de textos.

PhD at Web:
Doutores, doutorados, doutorandos, doutoramentos e outros doutos assuntos na oferta de Keimelion - revisão de textos.

Pensamento Filosófico:
Conheça as publicações e acompanhe as que interessarem
 Filosofia é uma palavra que serve para muita coisa, mas aqui trata-se dela no sentido acadêmico. É a proposta da Keimelion - revisão de textos.

Colluna d'Azellite:
Quem tem problema de coluna resolve aqui, ou problema de moda, de beleza... Até problema de pobrema Azellite resolve! Assine e saiba de tudo.

Pós-graduação em dia:
O mundo dos estudantes graduados, suas pesquisas, as bolsas, os projetos e os problemas inerentes a todo tipo de programa de pós-graduação.

Sociologia em Pauta:
As sociedades se pautam, a pauta da sociologia são as sociedades, mas existe mais que isso, pois as linhas teóricas, linhas de investigação e linhas de abordagem não dão conta das linhas... da pauta.

A Defesa:
Teses, dissertações ou monografias: pautas das bancas acadêmicas em todo o Brasil.

Math & Mática:
Ainda que os números sejam tudo, há muito além deles - aqui você participa e se informa.

Economia Global:
A globalização não é mais novidade, as redes digitais aceleraram tudo - a economia é agora um sistema neural e nervoso.

Educação em Foco:
Educação e ensino não são a mesma coisa, mas estão muito ligadas. Educação é assunto de família, ensino é na escola.

Vida Universitária:
A universidade tem vida própria - mas quer ser autônoma - há muito caminho a percorrer.

Tudo que vem da Web, segundo cada interesse.
Diário Geral das Editoras:
O mundo dos livros, das traduções, das revisões e das leituras.

Belorizonte tópicos & títulos:
A cidade, os fatos, as fotos; as opiniões, os ditos e os boatos sobre a Capital Mineira.

Sumário Jurídico:
Relação diária das principais questões da pauta jurídica,  acrescida dos links para as páginas em que estão localizadas.


Crestomatia Política:
A política é um turbilhão de ideias e fatos em tudo dinâmicos, aqui vai a melhor síntese.

A Gazeta Chupim:
A imprensa se nutre da imprensa, a notícia gera notícia e as gerações seguem se nutrindo.

Parceria Atual:
Parcerias se constroem, se nutrem - inclusive de ideias, ou fenecem - se não houver troca. Contribuição da Keimelion - revisão de textos.

Cults ao  Dia & Noite:
Os cults são animais de hábitos diurnos ou noturnos? Essa é a questão em pauta na Keimelion - revisão de textos.

Sempre Alerta! para servir...
Servir é a fórmula que Baden-Powell nos legou para que deixemos o mundo melhor que o encontremos. Servir o melhor possível.

Notícias para todos os gostos.
HiperMúsica:
Muitas coisas são música; para muitos, algumas coisas não são música - mas o coração tem que ter ritmo.

Ouro Preto em Tópicos:
Ouro Preto é presença há mais de duzentos anos e ressurge na Web a todo instante, acompanhe conosco.

Sintipos:
Sintipo: quando o autor não determina qual é o holótipo; em consequência, os espécimes são simultaneamente designados como tipos nomenclaturais.

Museus: vidas e memórias:
Os museus são instituições vivas que prezam as memórias mesmo dos que já não estão vivos.

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Expressões idiomáticas em português

Como todas as línguas, o português tem enorme quantidade de expressões idiomáticas, gírias e uma série de recursos da linguagem cotidiana. É certo que essas não são as locuções que devem ser, de regra, encontradas nos trabalhos acadêmicos, exceto aqueles metalinguísticos - que estiverem tratando das expressões populares propriamente.
Revisão é Keimelion.
Expressão idiomática ou expressão popular é a locução (conjunto de palavras) que se caracteriza pelo desvio do sentido literal dos termos analisados individualmente. Por isso, é muito difícil ou mesmo impossível traduzi-las para outras línguas, principalmente as menos semelhantes. As expressões idiomáticas estão associadas a gírias, jargões ou contextos culturais específicos a grupos de pessoas. Muitas expressões idiomáticas têm existência curta ou ficam restritas ao grupo onde surgiram, outras resistem ao tempo e acabam sendo usadas de forma mais abrangente, extrapolando o contexto original. A origem do significado muitas vezes se perde de todo ou fica limitada a um pequeno grupo de usuários da língua. (Wikipédia, adaptado) 

Vídeo de apresentação da Kemelion

Keimelion significa 
segurança em 
revisão de textos.
Este é o primeiro vídeo de divulgação de nosso trabalho. Somos revisores de textos, não viedeomakers, então, é um trabalho bem amador, apenas uma apresentação superficial da Keimelion.
Veja com bons olhos, logo teremos outros.
Obrigado pela audiência!
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4 de fevereiro de 2013

Apresentação dos aplicativos do Manual para Redação Acadêmica

Apresentação:  Conheça aqui o nosso Manual para Redação Acadêmica, ele é dirigido ao mundo acadêmico, principalmente, mas que será útil a todos aqueles que estejam redigindo um texto mais longo. Esta é a primeira versão, ainda temos muito a melhorar, mas já estamos apresentando esses aplicativos por acreditarmos que venham a ser muito úteis. Aproveite bem.
Está disponível em versão para AndroidFacebook e iPhone.
O Manual vai ficar assim no seu smart.
O Manual tem uma parte voltada ao Trabalho Acadêmico, um capítulo sobre as Referências e Bibliografia, onde esmiuçamos as formas de apresentar as fontes pesquisadas. Em seguida, entramos na parte gramatical: o capítulo Gramática e Estilo coloca questões linguísticas formais. Depois vêm algumas questões relativas à Revisão do Texto, para que os autores entendam como esse trabalho é feito e para que possam melhorar por si seus textos menos importantes. Um Glossário com terminologia ligada à redação acadêmica e à revisão completa o aplicativo. Esperamos que esse Manual para Redação Acadêmica seja de utilidade a todos. Conte para seus colegas, todo mundo precisa saber dessa novidade.

1 de fevereiro de 2013

Licença de uso do Manual para Redação Acadêmica

A Keimelion - revisão de textos  e Públio Athayde, detentores dos direitos autorais sobre o Manual para Redação Acadêmica, reservam-se e mantêm os direitos sobre a obra, outorgando e cedendo os direitos de uso sobre o texto e o software, com o que qualquer usuário ou consulente implicitamente concorda, nas seguintes condições:
Obtenha de graça!
1- São facultados e incentivados a cópia, impressão, reprodução, distribuição, guarda, divulgação, instalação, uso, consulta, citação do texto, das opiniões, do software, URL e conteúdo do Manual para Redação Acadêmica, resguardados os direitos do Autor e Editora pela menção da fonte.
2- O usuário ou consulente compreendem que as opiniões expressas no Manual para Redação Acadêmica não constituem norma. O uso e a adoção dos critérios aqui propostos são da responsabilidade de quem a eles aderir. Autor e Editora não têm responsabilidade sobre eventuais discordâncias de seus pontos de vista sobre a matéria.
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Keimelion, revisores acadêmicos

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