10 de fevereiro de 2015

Códigos de revisão de textos

A revisão de textos não é uma ciência oculta com sinais cabalísticos a serem introduzidos nas escrivinhações alheias de modo a torná-las aceitáveis por um grupo de iniciados em gramáticas e dicionários. Quando um profissional se interessa por nosso ramo de atividade, ainda é comum que ele procure pelos tais códigos, como se eles fossem a base do serviço, os signos mágicos que transformam os escritores em revisores. Só que não é bem assim. Na verdade, nem sei se já teria mesmo sido assim em algum tempo.
Quando havia tipografias, e mesmo quando as máquinas de escrever foram as ferramentas para se escreverem as teses, os revisores eram obrigados a trabalhar sobre papel! Lembram-se disso? As pessoas escreviam em papel, logo era no papel que os revisores exerciam seu ofício.
Revisor e seus códigos de revisão.
Ninguém mais revisa texto no papel.

Naquela época, era necessário que, depois de o texto ter sido revisado, ele fosse "batido" novamente ou que a composição (os arranjos de tipos) fosse refeita. Então foram sendo criados uns tais códigos para servirem à comunicação entre revisores e tipógrafos ou datilógrafos. Mas tudo isso já é quase pré-história das artes gráficas: ninguém mais escreve em papel (ninguém que viva no século XXI) e ninguém mais deve revisar em papel.
Esses códigos são atualmente completamente inúteis. Revisamos no computador os textos que são escritos no computador e serão, na maioria, lidos na tela. Impressão em papel já é coisa de renitentes, saudosistas e de certo formalismo obsoleto. Os processos já são eletrônicos nos tribunais, os livros já são mais vendidos para a tela que em papel e a maior parte da informação real e dinâmica trafega mesmo é pela via eletrônica.
Ainda há duas circunstâncias para as quais se devem aprender os tais códigos: para fazer alguns concursos públicos - não caiu a ficha para administrações que esse uso está no pretérito mais-que-perfeito; para algumas editoras que teimam em viver no século passado, mas essas teimam em tentar reduzir os revisores quase à escravidão - pelo que pagam.
Para esses códigos havia (e ainda deve haver) até uma norma da ABNT - eles parecem mesmo não ter o que fazer. Não sei nem quero saber se ainda existe tal norma, não há função para ela. Tenho horror a esses códigos que reduzem a atividade de revisar textos à antiga prática de revisão tipográfica, um exercício de catar os equívocos alheios. Isso não condiz nem um pouco com os conceitos modernos de revisão como um ramo de aplicação da linguística.
Esses eram alguns dos tais códigos mágicos da revisão de textos.

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