25 de novembro de 2012

Revisão integrante da produção do texto

Seja qual for o tipo de texto em produção, é preciso ter em mente que planejamento e revisão são processos que precisam ser incluídos na rotina. A fantasia de que ideias brilhantes pairam no ar e de que bons escritores simplesmente têm facilidade para escrever deve ser desconstruída. É função do revisor deixar claro ao autor que que, embora os textos de autores profissionais não tenham traços do processo de produção, eles foram planejados, escritos, revisados diversas vezes e lidos por várias pessoas até estarem bons o suficiente para chegar às mãos dos leitores. 
A revisão do texto é indispensável para
a qualidade final do produto.
Outro ponto importante que tem de ser mostrado aos autores é que recorrer a bons modelos, para desenvolver um repertório sólido, é uma atitude imprescindível para escrever bem e com criatividade. Afinal, não se trata de copiar, mas de aprender com uma experiência, usando-a como referência. Não estamos falando de plágio, obviamente nem de adoção de fórmulas literárias, mas de repertório de emulação: a capacidade de fazer conexões com outros textos e autores dentro do mesmo universo textual ou de outros.
Em relação ao ato de revisar, ele não pode ser substituído pela autorrevisão, ou pela correção ortográfica, como se fossem a mesma coisa. Ao corrigir, costuma-se transformar os erros, lapsos, omissões em acertos, mas quase nunca isso basta. É natural: os autores apresentam uma espécie de cegueira diante dos próprios erros, como descrevem Auguste Pasquier e Joaquim Dolz, no texto Un Decalogo para Ensenar a Escribir, publicado na revista espanhola Cultura y Educación. O autor, ao tentar revisar o que produz incorre em equívocos e ausências que reforçam o papel da etapa revisional como integrante da produção de texto. 
Adaptado de Vichessi B.

Dicas de revisão para revisores de textos

Os revisores sempre precisam de uma segunda, terceira, quarta olhada no texto para detectar eventuais erros factuais, gramaticais ou de ortografia  bem como para alcançar a melhor estrutura comunicacional possível.
Revisão de textos também
tem seus macetes.
Quando mais e mais os revisores voltam ao texto, mais fácil se torna deixar passar erros ou construções menos indicadas naquelas passagens já lidas e relidas. A mente se satura da informação sobre aquele texto e o revisor passa a saltar as palavras, adivinhá-las ou dar por bem entendida uma ideia que não está tão bem expressa. É o mesmo processo que ocorre com o autor, com um pequeno viés: o revisor é contratado para driblar isso, então esse tipo de falha deve ser afastada.
Já que os revisores não podem (normalmente) colocar o trabalho de lado por um tempo e depois voltar a lê-lo, perdemos um "olhar de estranho", a alteridade, distanciamento do objeto de trabalho, o que é essencial para identificar erros. Os nossos olhos podem ver os erros, mas o nosso cérebro interpreta o que o olho vê como já compreendido e assimilado pelas leituras anteriores.
Então é hora de enganar o cérebro, apresentando o material de forma distinta, diferente; assim, forçando-o a ver o trabalho como um estranho faria  – um pouquinho, pelo menos.
Aqui, algumas dicas para enganar o cérebro e evitar essa saturação pelas releituras:
  • Tente enganar o cérebro    altere o tamanho e a cor do texto, a fonte ou fundo.
  • Não se prenda na narrativa    leia de baixo para cima, assim você é forçado a pensar.
  • Leia em voz alta    para poder ouvir bobagens na construção da frases.
  • Imprima  –  para ter ainda mais uma visão do texto.
Claro que sabemos que nem sempre todas essas etapas são possíveis (nem mesmo necessárias), mas cabe a cada revisor identificar qual desses recursos complementares poderá surtir melhor efeito em cada caso. O uso de todos eles é um limite, o máximo possível  –  mesmo com a agregação de mais artifícios com o objetivo semelhante. Tudo isso vale também para o autor, mas a dica principal para o autor é nunca dispensar um bom revisor profissional.
Adaptação de Brewer, D.
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13 de novembro de 2012

Sugestões para a redação acadêmica

Sugestões para redação são sempre bem-vindas; os autores devem sempre procurá-las e, mesmo os que já sejam experientes, ocasionalmente reler algumas. Vale até para revisores de textos, pois o uso do cachimbo entorta a boca: é também na prática que se adquirem vícios - mesmo os de linguagem. A linguagem acadêmica tem seus cacoetes, suas especificidades; essas dicas que se seguem são para esse tipo especial de texto, mas servem à maioria dos outros - quase sempre.
Não se preocupe em demasia com questões gráficas, deixe para o formatador.
Redação planejada evita esforços inúteis.
Planeje também a revisão de seu texto.
  1. Proceda como se estivesse escrevendo para leitores com interesses muito variados e níveis de exigência também desiguais.
  2. O melhor caminho, nesse caso, é redigir um registro estruturado e completo: expor o seu problema, o método de abordá-lo, as análises e conclusões.
  3. Um texto de boa qualidade deve ter clareza, estrutura lógica, análises bem fundadas e, de preferência, um estilo fluente e sedutor.
  4. Um texto legível não é apenas escrito em bom português, sem erros gramaticais. É, em primeiro lugar, algo que não deixa o leitor confuso a respeito daquilo que se quer dizer, nem aborrecido com a forma de exposição.
  5. Procure sempre a clareza, a exatidão e a meticulosidade – esses cuidados visam evitar que o leitor interprete equivocadamente aquilo que você disse.
  6. Considere, como regra geral, que um parágrafo não deveria ser mais longo que uma dúzia de linhas datilografadas. Parágrafos bastante curtos devem ser usados raramente; parágrafos de única frase, quase nunca.
  7. Tente, sempre que possível, utilizar uma sentença “tópica” no começo ou no fim de cada parágrafo – isto é, uma sentença que indique sinteticamente seu conteúdo ou propósito.
  8. No caso de dados estatísticos o texto não deve repetir as tabelas, mas delas extrair conclusões.
  9. Por nossa conta: lembre-se de que texto sempre precisa de revisão!
Estas e outras dicas são do documento abaixo, do qual também recomendamos, dentre outros tópicos:
  • Avaliando o texto: aspectos gerais
  • Avaliando o texto: apresentação do problema
  • Avaliando o texto: metodologia e análise
  • Avaliando o texto: conclusões
Pensando e Produzindo um Texto de Carater Científico

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