29 de setembro de 2012

O valor e o preço da revisão

Não são poucas as consultas que recebemos quanto a nossos serviços, perguntas sobre o preço são as mais frequentes. Normalmente se pensa que revisão de textos é um serviço caro - bem, o custo pode ser elevado sim, mas havemos de ponderar que existe substancial diferença custo elevado e caro. Caro é o que não vale o que custa.
Revise sempre tudo que escrever. Depois contrate um revisor.
A mordida vai ser maior,
mas o revisor é o leão que
defende o seu texto.
Muitas pessoas se assustam com os orçamentos quando nos chegam com textos enormes... Outros pagam sem reclamar o mesmo preço por um texto curto. O preço é o mesmo para qualquer texto, inclusive tende a diminuir quando o trabalho é muito longo - tanto em revisão quanto em qualquer outro serviço.
Quanto custa? Bem, tudo isso é para anunciarmos que vamos majorar nosso preço. Todo mundo sabe que o preço de tudo está subindo - o mesmo ocorre com nossas despesas e nosso custo de vida.
A partir de agora o preço da revisão de textos acadêmicos fica estipulado em R$15,00 por lauda (1500 caracteres com espaços); mas a formatação segundo as normas acadêmicas continua a ser feita à razão de R$12,00 pela mesma lauda. Em caso serem solicitados os dois serviços, revisão mais formatação, o cálculo será de R$20,00 por lauda.
Esses preços se referem a clientes pessoa física - texto acadêmico. Foram mais de dois anos sem aumentos, agora estamos premidos pela inflação - que todos sabemos não são aqueles números que o governo anuncia. E tem a parte do leão! Ninguém foge dos impostos nem da morte.
Outra questão é o valor. Como o valor é estimado? Pelas horas de trabalho, pelas páginas do texto, pela dificuldade que o texto representa? Sim, tudo isso, mas - sobretudo! - o valor do serviço de revisão se estabelece pela experiência do revisor, pela sua erudição, pela pontualidade e rigor profissional. O fator que mais influi na formação do preço da revisão é o da formação do profissional... Existe alguma novidade nisso? Em quase todos os ramos é assim.

26 de setembro de 2012

Faça sua ficha catalográfica

O próprio autor do texto, quer ele seja uma tese, dissertação ou monografia pode fazer a ficha catalográfica de seu trabalho. Em muitas instituições, bibliotecários são encarregados de fazer este serviço para os alunos da pós-graduação, também você pode encomendar a alguém que saiba fazer - que pode até ser quem formatar o texto. Mas recorrer a esses serviços pode implicar em atrasos que são dramáticos para quem está com o prazo de entrega acabando.
Ilumine seu texto revisando e formatando na Keimelion.
Você pode fazer ou encomendar sua ficha, mas cuidado com o prazo.
Aqui estão as instruções para a elaboração da ficha; ela é a única informação que se imprime no verso da página, ficando na mesma folha da página de rosto.
Há outra postagem no blog sobre ficha catalográfica onde mostramos a posição e apresentamos outros comentários sobre esse item.
Muitos cursos não requerem a inclusão da ficha, mas recomendamos que ela seja incluída mesmo que não seja exigida; fazer isso valoriza o trabalho e facilita sua identificação, classificação e correta citação por parte de outros autores. É tão gratificante ser corretamente citado quanto frustrante ser citado com erro - a ficha ajuda a evitar equívocos.
Guia Para Elaboracao de Ficha Catalografica
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O texto bom requer revisão profissional

Tudo que a maioria dos autores deseja é se assegurar que seu texto esteja formalmente correto e seja claro, compreensível, agradável, coerente - tendo como pressuposto que o conteúdo seja uma questão superada. Mas assim que os "erros de português" sejam eliminados das frases e palavras, quase todo escritor iniciante se dá por satisfeito. Da mesma forma, autores maduros julgam frequentemente que seu texto seja bom e dispensam a revisão.
Revisão de textos é assunto para profissional do ramo.
O texto é um conjunto de ideias que
têm que ficar bem encaixadas.
A gramática não pode ser deixada de lado - ou pode já estar totalmente aplicada, mas é preciso considerar vários outros aspectos que contribuem para a qualidade de um texto, como objetividade, emprego de expressões adequadas ou riqueza de vocabulário, coerência em diversos níveis, coesão... - sem falar em aspetos contextuais, mídias, público-alvo. São tantos os fatores a serem considerados que quase se pode dizer que a escolha de cada palavra e a escolha do lugar de cada uma delas têm que ser pensados. Mas se o autor for pensar em tudo isso, ele não escreve! Não escreve mesmo: a linguagem requer fluência, dinâmica, continuidade, assim como o pensamento - um encadeamento natural que, se for rompido, costuma travar o processo comunicacional.
Nesse contexto de virtual paradoxo surge a figura do revisor: é ele que vai cuidar de repensar as palavras e o lugar delas. Claro que isso foi feito pelo autor, que inevitavelmente terá relido o que escreveu e modificado, modificado, modificado até que todas as alternativas já o confundam, ou que já não esteja mais percebendo os problemas comunicacionais do texto - pois ele o conhece tão bem que o entende perfeitamente!
Revisar o próprio texto é quimera. O autor faz releituras, reescreve. Não se pode pensar em revisão de textos sem a considerar como serviço profissional, um trabalho cheio de técnicas e repleto de muito conhecimento e constante acréscimo de erudição. Qualquer pessoa pode reler, melhorar, corrigir um texto com problemas - mas a questão se complica quando o texto já está bem escrito: somente o profissional experiente encontrará os problemas sutis e o aperfeiçoamento fino que aquele texto requer e merece.
Um bom texto não dispensa a melhor revisão, ele a reclama e a merece - assim como o melhor autor faz jus ao serviço de um excelente revisor. Claro que todo autor, por menos experiente que seja, também merece serviço de revisão de primeira, mas a excelência do texto será resultado do trabalho proveniente do autor, cabe a ele a criação - o revisor dá o lustro, o acabamento.

24 de setembro de 2012

Top 10 postagens populares em nosso blog

Top 10 postagens populares em nosso blog desde sempre até hoje

18 de setembro de 2012

Revisor de textos e tradição gramatical

O revisor de textos moderno precisa extrapolar os limites da tradição gramatical que geralmente composta três elementos: i) a “gramática tradicional”, o conjunto de ideais, ideologias, concepções, avaliações de língua que servirão de preceitos para a “gramática normativa”; ii) a “gramática normativa”, que regulamenta a gramática tradicional, isto é, dá-lhe uma materialidade verbal em forma de lei; e iii) os “comandos paragramaticais”, uma espécie de apêndice da gramática normativa e corresponderiam às noções veiculadas por revistas e jornais de ampla circulação e a sites diversos (repletos de matérias,  colunas, postagens sobre como falar e escrever “corretamente”).
Apesar do uso provisório da expressão “tradição gramatical” – a fim de possibilitar a referência a um mesmo tipo de fontes de consulta do revisor de textos, vale observar que o único motor da gramática normativa e dos comandos paragramaticais é a gramática tradicional.
A língua-padrão não pode ser coletada e descrita empiricamente pelos cientistas da linguagem. Daí decorre a acientificidade da gramática tradicional e, por extensão, da tradição gramatical, na medida em que tanto uma quanto a outra descrevem a língua-padrão.

Tanto no senso comum como, provavelmente, na maioria das situações práticas – mesmo dentro da academia, o revisor de textos seria concebido como um “inquisidor” responsável por fazer valer, incondicionalmente, os “preceitos” e as “leis” da tradição gramatical.
Artigo científico precisa de revisor profissional.
Nunca o texto está pronto, mas jamais
o texto sem revisão deverá ser publicado.
A rigor, palavra “revisão” deve ser utilizada no plural, uma vez que ela se refere às modificações realizadas em um texto. Tal concepção deve ser exercida do ponto de vista da atividade profissional da revisão, compreendendo as ações de interromper a progressão do texto, a fim de estabelecer um produto em ponto de ser consumido.
A revisão é vista como uma atividade de modificação em um texto já escrito que é realizada por terceiros. A revisão, independente de quem a realiza, em que contexto e com que objetivo, é uma etapa da produção de textos, porque o desvio – no sentido de assimetria – é constitutivo da linguagem e parte da função do revisor são os eventuais ajustes nestes desvios, ou sua assimilação consciente ao produto.
O simples fato de a língua ser usada, seja na modalidade oral, seja na escrita, implica que nenhum texto atenda a todas as disposições da tradição gramatical. Cabe notar que nem mesmo as obras literárias de cujos trechos a gramática tradicional extrai essas disposições escapam à força do uso real da língua, na medida em que essas mesmas obras apresentam ocorrências gramaticais divergentes das regras formuladas pela mesma lente que as tomou como corpus.
Ainda assim, a principal mudança de perspectiva por parte dos profissionais de revisão seria abandonar a concepção de revisor-inquisidor. Cabe ao revisor de textos, em vez disso, propor alterações necessárias à adequação dos textos às condições de produção/recepção desses textos. E tais alterações compreendem desde as escolhas tipográficas e ortográficas, passando pelas gramaticais e lexicais, até as estilísticas e discursivas.
Fragmentos adaptados de Costa, Rodrigues e Pena.

17 de setembro de 2012

Revisão de texto como prática linguística, discursiva e social

O papel da revisão de texto é, principalmente, destrinchar o que está escrito – ou representado – buscando o sentido mais amplo do autor para chegar à eficiência comunicacional, considerando o contexto – e, quando se fala em contexto, quer-se dizer absolutamente tudo: etnia, classe social, formação – em que se insere seu autor. Desse modo, devemos estudar a revisão de texto em perspectiva social ampla.
Qualquer dissertação é valorizada com revisão.
O papel do revisor de textos é
o de um facilitador da comunicação.

A prática social tem várias orientações – econômica, política, cultural, ideológica e a revisão de texto está presente em todas elas, uma vez que a ordem social que estrutura uma sociedade estabelece-se a partir de um mercado complexo em que os textos são produzidos, distribuídos e consumidos. Esse mercado diz respeito a como os textos são produzidos e, de maneira particular, em que contextos sociais específicos: pressões, vaidades, demandas;  refere-se também ao contexto do consumo de textos, variando de acordo com sua natureza, destinação, clientela; explica, enfim. como os textos são consumidos no mundo, podendo ser distribuídos de forma simples (conversação casual), ou complexa – o texto jornalístico ou uma tese, por exemplo.
A importância social da revisão de texto engloba a prática discursiva. Isso porque ambas, tanto a revisão de texto quanto a prática discursiva, são atividades que lidam com gêneros discursivos variados. O revisor trabalha com folders, textos jornalísticos, outdoors, teses, poesia, roteiros. Isso comprova que o texto não se restringe ao que se escreve, mas engloba diferentes formas de expressão – imagens, cores – que ajudarão a compor com a parte linguística.
Adaptado de Rocha & Silva.

12 de setembro de 2012

Da revisão de texto à revisão de texto crítica

A linguagem escrita está se tornando, cada vez mais, apenas um dos muitos modos de representação do conhecimento. A revisão de textos crítica constitui-se a partir da percepção do texto como elemento das práticas sociais em perspectiva dialética entre linguagem e sociedade. Assim, essa teoria considera o texto como integração de diversas formas de modos semióticos, em que os autores, ao fazerem uso dos recursos disponíveis, agem sobre as outras pessoas e sobre o mundo. De outra parte, a comunicação sempre foi multissemiótica, mas assumir essa perspectiva em revisão de textos torna-se algo novo e assustador, principalmente para as sociedades grafocêntricas como a nossa. As mudanças no cenário comunicacional têm ficado fora do ensino de Língua Portuguesa no Brasil porque, em grande parte, valoriza-se, ainda, o modelo autônomo do letramento, centrando-se no entendimento da nomenclatura gramatical em atividades fossilizadas, não significativas e fora do contexto social dos alunos e alunas.
Apresentação gráfica de dissertação é formatação.
A função do revisor é trazer luz ao texto.

Considerar a prática de revisão de texto um processo simplesmente mecânico é um pensamento errôneo e primitivo. Sabe-se que texto envolve muito mais que as regras gramaticais; ele engloba contextos subjetivos, sociais, históricos, linguísticos e cognitivos. Isso porque, na construção do texto, existem tantos elementos envolvidos quanto é a complexidade deles. Porém, pode-se dizer que, sem um desses elementos, em especial, não há como se ter sequer uma frase.
Seja qual for o tema, seja qual for a intenção ao se produzir um texto, ele vai ser consequência do ponto de vista, do contexto, do sentido, enfim dos conhecimentos de seu produtor, e tudo isso faz parte de uma construção. É exatamente do que trata a identidade de um indivíduo, de um processo de construção ao longo da vida.
Pelo fato de que a revisão de texto vai muito além de um trabalho técnico ou da aplicação das regras gramaticais, é preciso que haja entre autor e revisor a negociação do sentido, em que ambos possam chegar a um ponto em comum em relação às “intenções” do texto.
Adaptado de Rocha & Silva.

A ideologia na revisão de textos

Qualquer texto é exemplo significativo das infinitas possibilidades de comunicação que a língua oferece, o que nos coloca diante do grande desafio da revisão de textos: fornecer alternativas de interferência nos textos escritos, preservando as características do autor, sua origem social e ideologia, e identificando sua intenção e o público a que se destina. O trabalho de revisão não pode descaracterizar as marcas do gênero, do autor, dos atores sociais/personagens e do leitor/receptor, tendo em conta as particularidades do contexto sócio-histórico, ideológico e cultural que se pretende registrar e transmitir.
O texto revisado está sempre melhor, mas
deve resguardar as características autorais.
O revisor não pode sempre exorbitar do poder de alterar o texto para corrigir inadequações, sob pena de distanciá-lo dos propósitos do autor. Só o faz quando existe motivo interno e externo ao texto que justifique tal intervenção.

Da mesma forma que o contexto social é determinante na produção de formas simbólicas, também o será na recepção e no modo como elas serão interpretadas pelos receptores.
A linguagem é ferramenta essencial para a transmissão da ideologia dominante, mas é também instrumento importante de contestação ideológica.
Todo texto constitui elemento de interação entre quem o produz (autor/falante) e quem o interpreta (leitor/interlocutor). O conhecimento de mundo e o contexto sociointeracional partilhado pelos interlocutores são relevantes para o estabelecimento da significação textual. Qualquer expressão de movimento social torna-se um mecanismo de transformação da visão de mundo daqueles a quem se dirige, do centro ou da periferia. Esse potencial transformador é o que pode, por exemplo, fazer de algum texto um gênero artístico de penetração, mesmo não contendo as características formais da norma culta aceitos pelos meios de comunicação de massa ou pela academia.
Entendida a linguagem como importante instrumento de preservação e de contestação ideológica, procuramos ter em mente o desafio profissional do revisor de textos que consiste, a um só tempo, em aprimorar e corrigir o texto, mas sem desfigurá-lo dos traços de criatividade e originalidade de seu autor.
Fragmentos adaptados de Campos. A. M. V. C.

11 de setembro de 2012

Maiores dúvidas de português dos leitores de Veja

O site da revista Veja tem um "consultório" de dúvidas de português, o que numa linguagem menos popular seriam dificuldade linguísticas. A lista que se segue, com os links para o site da revista onde o consultório se situa, contém a os dez artigos da seção que foram e continuam sendo mais acessados pelos leitores da coluna, em ordem decrescente de visitação. É um bom painel das dúvidas linguísticas que mais atormentam os brasileiros (e as brasileiras, como acrescentariam os cultores de um modismo besta, comentado no item 4) nos dias de hoje.

A língua é sempre um mar de dúvidas,
o revisor é o piloto que conhece o porto.
A coluna se propõe a esclarecer qualquer dúvida sobre palavra, expressão, dito popular, gramática.
Toda quinta-feira o colunista responde consultas pelo endereço: sobrepalavras@todoprosa.com.br
  1. Risco de vida ou risco de morte?
  2. Presidenta x presidente: a língua também pode ser política.
  3. Americano, norte-americano ou estadunidense?
  4. Todos e todas, brasileiros e brasileiras.
  5. ‘Como lhe aprouver’: isso existe?
  6. A pronúncia de ‘subsídio’: erro hoje, regra amanhã?
  7. Através ou por meio?
  8. Por que escrevemos ‘muito’ e falamos ‘muinto’.
  9. História x estória, um conflito histórico.
  10. Ioga ou yôga? Respire fundo.
Em geral, gostamos muito das respostas encontradas por lá. Recomendamos a coluna com a ressalva de que ela se refere a textos em geral, dependendo do contexto a norma pode ser mais ou menos flexível. Cabe bom senso do autor e a opinião técnica do revisor.

5 de setembro de 2012

Contra plágio e outras fraudes acadêmicas

Seguimos em nossa colaboração contra todo tipo ilicitude nos trabalhos acadêmicos. Nosso trabalho visa sempre colaborar no aperfeiçoamento dos textos e, de tal modo, dar nossa contribuição ao desenvolvimento do saber. O plágio, a contrafação de trabalhos (até a compra de teses e dissertações), e mesmo a falsificação de diplomas têm se tornado problemas graves no Brasil - e já eram no exterior, mas são questões que se agravaram com o advento da internet.
Jamais entregue uma tese a um revisor que vende trabalhos.
O plágio é uma praga que deteriora o saber
e a ética. Fazemos o que podemos para o
combater.
(Imagem adaptada de  Shutterstock)
Todavia, a própria rede tem muitos mecanismos que propiciam a identificação de todo uso ilícito de textos alheios. Reproduzimos aqui essas indicações advindas do Portal Universia, tendo-as como de utilidade pública.



Detectores de fraudes
O site Turnitin oferece o programa de identificação de plágio em mais muitos idiomas, inclusive o português e é usado por mais de 1 milhão de professores em todo mundo.
O site iThenticate é um dos mais populares para detectar e previnir plágios profissionais. 
O site Plagiarism detect que detecta plágio gratuitamente.
O site Plagetraker é um verificador livre e gratuito de plágio on-line.
O software Plagius consegue detectar cópias em arquivos de diversos formatos como Word, Pdf, OpenOffice, HTML e texto simples.
O software Ephorus pode ser usado temporariamente sem cobranças
Site Farejador de Plágio em português que garante detectar cópias em trabalhos.
O programa JPlag não rastreia conteúdos online, mas procura similaridades entre os trabalhos dos estudantes.
O DOC Cop é outra ferramenta que também detecta a cópias.

4 de setembro de 2012

Revisão acadêmica, revisão de textos - duas ambiguidades

Aqui vamos tratar desses dois termos - revisão acadêmica e revisão de textos - que, em outros contextos são empregados em sentidos ligeiramente diferentes daqueles que nos interessam na qualidade revisores de textos.
Nossa revisão tem sólida base teórica e grande experiência.
Revisão de textos requer alteridade, os olhos
de fora vendo o que o autor não vê mais.
Para nós, revisão acadêmica é um gênero da espécie revisão de textos. Noutro contexto, no das editorias de publicações científicas, a revisão acadêmica muitas vezes se refere à revisão do conteúdo, da matéria de fato de que o texto trata, é a revisão feita por outro cientista, competente na mesma área da matéria tratada, destinada a fazer juízo de mérito e valoração do texto quanto a seu conteúdo científico. Trata-se da revisão entre pares. Não fazemos isso. Nossa revisão acadêmica é aquela que foca no texto como mídia, como suporte do conhecimento a ser transmitido. Nossa especialidade é o texto que trata da matéria, o revisor científico de que falávamos trata da matéria contida no texto. A revisão acadêmica, sobre nosso foco, é questão de comunicabilidade, textualidade, linguística inerentes; a revisão acadêmica, sobre o outro ponto de vista, trata da validação do conhecimento, da cientificidade e confiabilidade subjacentes ao texto. Nós preferiríamos chamar nosso trabalho de revisão acadêmica e chamar àquela que não fazemos de revisão científica, mas não é o que ocorre - havendo assim alguma possibilidade de confusão inicial por parte dos autores.
Da mesma foram, revisão de textos - nosso principal serviço - é um conjunto de aperfeiçoamentos propostos ao texto autoral. No contexto do letramento, revisão de textos é termo aplicado a uma série de procedimentos didáticos visando ensinar a produção de textos. Claro que ambos os procedimentos têm grande parcela de ações comuns, mas a função é bem diferente na origem - assim como a clientela. Chamam ainda revisão de textos aos procedimentos de melhoria e correções efetuados pelo autor durante a escrita. Preferimos nos referir a esse processo autoral como reescrita, reservando o termo revisão para os procedimentos em que haja alteridade: um profissional qualificado e independente da autoria interferindo, sugerindo e interagindo como colaborador externo.

Tecer e revisar o texto

Existe uma razão etimológica para não esquecermos que produzir um texto é o mesmo que tecer, entrelaçar unidades e partes com a finalidade de formar um todo. Revisar o texto é verificar a trama, a tessitura e cada ponto do texto, não deixar ponto sem nó, nem malha solta.
O texto tem que ser uma malha perfeita
para que não se percam as informações.
Texto é palavra originada do latim textum, que significa “tecido, entrelaçamento”.
Por isso falamos em textura e tessitura de um texto: a rede de relações que garantem sua coesão. Quando vamos revisar um texto, observamos quatro elementos centrais: a repetição, a progressão, a coerência e a relação. Todas essas partes compõem o texto, elas surgem uma após a outra, relacionando-se com o que já foi dito ou com o que se vai dizer.

  • Repetição: ao longo do texto ocorrem repetições, retomadas de elementos. Essa retomada é normalmente feita por pronomes ou por palavras e expressões equivalentes ou sinônimas. Também podemos repetir a mesma palavra ou expressão, o que deve ser feito com cuidado, a fim de que o texto não seja prejudicado. As repetições viciosas devem ser cuidadosamente eliminadas. 
  • Progressão: devemos sempre acrescentar novas informações ao que já foi dito no texto. A progressão complementa a repetição: esta garante a retomada de elementos passados; aquela garante que o texto não se limite a repetir indefinidamente o que já foi colocado. 
  • Coerência: não podem surgir elementos que contradigam aquilo que já foi considerado falso, ou vice-versa. Esse tipo de contradição só é tolerado se for intencional. Todavia a aproximação de ideias e fatos contrastantes é um recurso muito frequente na argumentação.
  • Relação:  os fatos e conceitos devem estar relacionado entre si para justificar sua inclusão no texto. É importante organizar esquematicamente o texto antes de escrever, depois observar se a aproximação das ideias que serão transmitidas é realmente eficaz.
A consideração desses quatro itens (repetição, progressão, coerência e relação) ajuda o revisor a aperfeiçoar o grau de coesão dos textos. A configuração final do texto depende ainda de outros fatores, como do canal de comunicação, do perfil do receptor e das finalidades pretendidas pelo emissor. Todos esses fatores afetam diretamente a comunicabilidade do texto e são objetos da atenção do revisor.
Adaptado de Cabral, M.

Revisor acadêmico - textos científicos

Existe um tipo especializado de revisor de textos que tem foco para os trabalhos acadêmicos, principalmente as teses, dissertações e artigos científicos. Da mesma forma, existem revisores que visam prioritariamente literatura, textos traduzidos, publicidade, textos legais. Há muitos tipos de texto e há, atualmente, profissionais focados em cada um deles. Claro que qualquer revisor está minimamente apto a revisar qualquer texto, mas por questões de mercado ou de interesse pessoal, muitos se especializam.

Revisão acadêmica com qualidade
e pontualidade é na Keimelion.
Como nosso foco são os trabalhos acadêmicos, vamos apontar algumas características de que os revisores desse tipo de produto não podem prescindir.
  • Primeiro, a disponibilidade: o revisor acadêmico tem que ter tempo para atender àquela tese que lhe apresentam poucos dias da deadline de depósito, para isso ele precisará se dedicar integralmente a ela. Provavelmente este revisor de textos será alguém que se dedica exclusivamente à revisão de textos, declinando inclusive o magistério.
  • Segundo, a erudição: para poder lidar com textos de diversas áreas de conhecimento, mesmo sem a necessidade específica de entender do assunto, o revisor acadêmico precisa ter um repertório vasto de informações, no mínimo, conhecimento de vocabulário bastante amplo (amplitude léxica) e domínio de diversos campos semânticos. Possivelmente o revisor acadêmico não será um novato na área de revisão.
  • Terceiro, humildade: só pode ser revisor acadêmico que compreende completamente que seu desempenho é de assessoramento do cientista na transmissão do conhecimento. O texto é do autor e essa característica deve ser preservada nos limites que o próprio autor impõe, limites que se subordinam a quaisquer normas linguísticas o acadêmicas, bem como extrapolam as preferências do revisor. O revisor que já tenha seus próprios textos publicados certamente não estará preocupado em se projetar no texto de seu cliente.
  • Quarto, pontualidade: quem está com uma tese pronta ou um artigo para ser publicado tem data inadiável para ter o texto pronto - assim como pretende segurá-lo até o último instante possível, aperfeiçoando sempre a ideia e a escrita. Então o revisor acadêmico tem que ter estrita observação pelos prazos estabelecidos.
Claro que há muito mais que isso, todo o arcabouço linguístico - para apontar só mais um quesito. Aqui apenas foi a intenção apresentar pontos distintivos do revisor acadêmico. A todos os revisores são necessários os conhecimentos linguísticos em profundidade compatível com a atividade.

Revisão de textos e ortografia

Ao trabalharmos aspectos ortográficos na revisão de textos, consideramos as características de “grafia” do gênero (acadêmico, por exemplo) a ser produzido, as condições de produção do texto, pois a opção por uma variedade linguística fora do padrão ou a adoção de uma configuração formal não canônica, a desobediência intencional de uma regra ortográfica, por exemplo, têm que ser avaliadas em função do tipo de texto, do suporte, das intenções comunicativas do autor.
Chama-se revisão de texto o conjunto de procedimentos por meio dos quais um texto é trabalhado até o ponto em se decide que ele esteja suficientemente bem escrito, ou o tempo acabe - o que é mais frequente.
Revisar não se limita à “higienização” do texto (passar a limpo - corrigir), mas deve assumir caráter de “refacção para edição final”, aperfeiçoamento da comunicabilidade, cuidando-se, além da ortografia, da textualidade e da apresentação (formato, limpeza, distribuição do texto e de eventuais ilustrações)

Formar segundo ABNT, Vancouver e outras é nosso ofício.
Desde sua implantação, só revisamos de
acordo com o Novo Acordo Ortográfico.
Além disso, a revisão de textos, como atividade profissional, exige que o revisor selecione aspectos a serem trabalhados em cada etapa do trabalho, já que não é possível tratar de todos ao mesmo tempo.
Em cada leitura se foca a atenção na coerência da apresentação do conteúdo, nos aspectos coesivos e pontuação, ou na ortografia - mesmo que sempre se esteja percebendo tudo isso. Quando se toma apenas um desses aspectos para revisar, é possível, ao fim da tarefa, sistematizar os resultados do trabalho devolvê-lo organizadamente ao autor. 
A ortografia é apenas um aspecto a ser considerado na revisão de texto, a questão ortográfica se entrepõe às outras dimensões da produção textual.
Ao revisar, sempre se se dá atenção a problemas da textualidade, o conjunto de características que fazem com que o texto seja texto, não apenas uma sequência de frases. Há sete fatores responsáveis pela textualidade de um discurso qualquer: a coerência e a coesão, que se relacionamcom o material conceitual e linguístico do texto, a inten-cionalidade, a aceitabilidade, a situacionalidade, a informatividade e a intertextualidade, que têm a ver com os fatores pragmáticos envolvidos no processo sociocomunicativo.
Adaptação livre de Leite, K. M. B. S.

3 de setembro de 2012

Eu autor, tu revisor

Segundo nosso ponto de vista, o revisor de textos surge como o interlocutor prévio para o autor, dando sentido primário à função comunicacional do texto, inaugurando o processo de diálogo em que ele surge como a segunda pessoa (tu) para que se construa ou se identifique o autor como primeira (eu).
O autor solitário é um mito
desconstruído pelo revisor.
Os textos têm sido vistos como ponto final do processo de escrita; os autores continuam escrevendo sem contar com um leitor efetivo e, por isso, tomam o texto que produzem como um espaço em que não se podem assumir enquanto um eu sujeito que diz, que se assume enquanto locutor. Fica explícita, assim, uma visão de língua como objeto, desprovida de sentido, na qual os sujeitos envolvidos não são tomados como interactantes. Isso fere um dos pressupostos da teoria da enunciação, especificamente no que se refere à relação  eu-tu. Em outros termos, fere a própria essência do ato  enunciativo – deixa de existir a intersubjetividade, pois não há mais referência.
Na alternância entre o  eu e o  tu, sempre únicos e que podem ter intercambiadas suas posições, se instaura a intersubjetividade enunciativa. O eu fora da linguagem é inatingível. É o exercício da língua que faz o homem subjetivar-se, colocando-se como sujeito do discurso.  É a consciência do outro que desvela a intersubjetividade, dada a possibilidade de se dizer não (ou sim) para uma instância diferente: o  tu. O  eu só pode ser  eu na premência de um  tu. O revisor se empresta como tu ao autor, favorecendo-lhe a construção do eu. Há um jogo de relações complementares nisso e nele se constrói a função do revisor, como player - nunca como antagonista.
São os pronomes pessoais que instauram a subjetividade no discurso, inclusive porque não pertencem à realidade do mundo, mas à do discurso. Da mesma forma ocorre na referência de espaço e de lugar. A relação temporal também manifesta a subjetividade – tudo gira em torno do hoje, da instância discursiva atual.
Para o revisor, como linguista, há elementos formais que situam o locutor em relação ao que diz – são as marcas de tempo, espaço e pessoa.  Mas, além desses, todos os arranjos que são feitos a partir da língua, as ações pelas quais as formas linguísticas são diversificadas e combinadas acabam por situar aquele que fala em seu próprio ato enunciativo.  Assim, quando faz determinada escolha linguística, o autor, como enunciador, transpõe uma forma ele que tem disponível na língua para seu discurso, dando a ele significado particular.
Para Benveniste, a consciência de si mesmo só é possível se experimentada por contraste. O revisor propicia ao autor a antecipação da construção de sua identidade autoral por propiciar a ele interlocução privilegiada, direcionada e subsidiante. É para o texto sim, mas sobretudo para o autor que existe o revisor.
Parcialmente adaptado de Cayser, E. R.

2 de setembro de 2012

Dicas para não escolher um revisor de textos

Revisão de textos hoje em dia é um mercado muito disputado. Quando entramos neste ramo, há mais de dez anos, quase não havia profissionais no mercado, ou eram apenas aqueles das editoras e dos poucos empregos mais em que havia deles. Com o advento da internet, e sua posterior penetração quase universal, parece que muita gente viu nessa atividade um filão de renda.
A escolha de um revisor errado
pode resultar em borrões no texto.
Há revisores de todo tipo, para todo texto. Há revisores de todo preço e para todos os autores. Há muita gente boa na praça, muitos revisores com décadas de experiências e profissionais novos dedicados e competentes. Quase todo revisor pode ser encontrado pela internet, a maioria tem site, blog ou algum outro tipo de página.
Muitos são os critérios pelos quais se pode escolher um revisor de textos, mas aqui vamos apontar alguns indícios de que você não deva contratar determinado revisor:
  1. Preço: evite com cuidado aqueles que cobram abaixo da média, fora do preço que o mercado pratica. Não é possível que um profissional eficiente e competente revise, digamos, a R$1,00 por lauda (mas há quem ofereça serviço a esse preço). Simplesmente não pode ser trabalho sério.
  2. Site: fuja de quem não apresenta portfólio, não apresenta nomes das pessoas envolvidas, não tem endereço, telefone fixo e domínio próprio. Pode até fazer um bom serviço, mas o risco será grande.
  3. Fraude: nunca envie seu texto para quem faz trabalhos para os outros. Certamente seu texto será arquivado para ser vendido uma ou muitas vezes para terceiros, com pequenas ou nenhuma modificação. Autor sério não contrata revisão de quem comete fraude, plágio, contrafação e falsidade ideológica (fazer trabalho para os outros pode implicar em cada crime desses - veja sobre isso).
  4. Acompanhamento: descarte aquele profissional que vai entregar tudo de uma vez, à véspera de sua deadline, você não terá como ver tudo e deixar a seu gosto. Também não aceite quem faz as interferências sem as controlar às claras, com marcas visíveis. O ideal é alguém que mantenha aberta a porta do diálogo o tempo todo, para não haver sustos.
Essas são algumas dicas aplicáveis a qualquer contratação de serviço, mas devem ser observadas com bem mais atenção nesse caso, pois o revisor é profissional que vai entregar o serviço quase sempre quando o autor já tem que encaminhar o trabalho, então pode não haver como remediar uma trapalhada.

Revisão é aperfeiçoamento do texto

O objetivo do processo de revisão de texto é seu aperfeiçoamento. Esse processo inclui correções, inserções e supressões, inversões, de acordo com uma série de critérios técnicos objetivos e bem maior número de considerações subjetivas e contextuais. Tudo é sempre feito no sentido de melhorar a comunicação entre autor e leitor pela valorização do texto como veículo da informação.
Diversos aspectos são considerados no aperfeiçoamento proposto pela revisão:
Aspectos textuais.
Os autores devem sempre lembrar
que revisão de texto requer tempo.
  • Sintaxe de construção de frases e períodos: adequação dos conetivos e palavras de relação; fragmentação e truncamento de idéias;  acúmulo de idéias num mesmo período; construir  paralelismo sintático.
  • Coesão e  coerência: distinção da ideia central; eliminação das ideias incompatíveis ou sem importância para o desenvolvimento da ideia central; especificação das generalizações; articulação das  relações lógicas entre as ideias por meio de conetivos; uso de argumentos adequados; eliminação de repetições e ambiguidades. 
  • Vocabulário: Atenção a palavras repetidas. Uso de  termos precisos. Eliminação de gíria, expressões coloquiais, clichês.
  • Parágrafo: Agrupamento de ideias complementares ou dependentes. Distribuição das ideias diferentes por parágrafos diferentes. Hierarquizar parágrafos.
  • Gênero: Manutenção do tom conforme o gênero textual. Evitar mudanças injustificáveis de registro (formal/ coloquial).
Aspectos gramaticais e formais.
Forma, legibilidade, estética, pontuação, concordância, regência, maiúsculas/ minúsculas...

1 de setembro de 2012

Tipologia de revisão de textos

Não há uma tipologia definida para revisão de textos ou uma taxonomia estabelecida de forma muito definida e uniforme para as ações que compreendem essa atividade. Ao revisar textos, não nos restringimos nunca aos aspectos formais e linguísticos. Para melhorar o trabalho, mesmo que nem sempre se domine as áreas técnicas deles, procuramos sugerir alterações objetivas e explícitas. Se depois estas alterações são mantidas, será decisão do autor. Ele, melhor que ninguém, sabe o que diz.
Todo texto campeão
já passou por revisão.

Todavia, pode-se falar de alguns tipos de revisão:
  • Editorial: procura verificar situações estruturais, como notas de rodapé, referências, translineação, bem como proceder a algumas adaptações de linguagem;
  • Linguística: em que aspectos formais e comunicacionais do texto prevalece;
  • Literária, em que se procura aferir o rigor dos conteúdos. É neste tipo de revisão que ocorre o verdadeiro processo de releituras do texto e a reescrita dele. 

Um texto – literário ou científico – pode incorrer em qualquer uma destas tipologias de revisão. Dai que seja válido falar em duas abordagens:
  • Restritiva, que implica apenas correções de ordem linguísticas ou tipográfica;
  • E extensiva, que engloba o melhoramento linguístico e a correcção de conteúdos.
Livremente inspirado em Sérgio Coelho.

Revisão de textos interacionista

Adotamos a concepção interacionista de língua e de revisão de textos, segundo a qual a escrita é encarada como processo contínuo e complexo, em que, para ser comunicacionalmente eficaz, devem-se cumprir etapas como a produção textual, a revisão e a reescrita. Assim, o texto do autor deve sempre ser compreendido como provisório, sujeito a várias versões, de preferência mediadas pelo revisor. Contudo, a prática de mercado nos revela que o trabalho com a escrita restringe-se, muitas vezes, à higienização do texto, limita-se à verificação de sua superficialidade linguística, o que apenas resolve as inadequações com relação à estrutura gramatical da língua.
A comunicação entre autor e revisor
melhora a comunicabilidade do texto.
A escrita, idealmente,  é processo contínuo de interação, em que se cumprem etapas entre os diversos sujeitos do processo comunicacional, dentre os quais, como mediador qualificado, surge o revisor de textos.

Ao adotarmos a concepção de escrita como trabalho, não podemos isentar o importante papel do leitor qualificado, o revisor que, com o autor, vai construir em processo de co-produção, o sentido para o texto. Assim, o caráter responsivo da linguagem, proposto por Bakhtin, se concretiza, visto que ao ler e revisar o texto do autor, o revisor imediatamente contribui para que algumas lacunas sejam preenchidas, por meio das inferências que faz. Entretanto, nem sempre esses espaços são completados, já que ler e revisar geralmente consistem na procura dos erros que o texto apresenta, ou seja, é muito mais comum que o revisor faça apenas a higienização da superfície, corrigindo as inadequações gramaticais que o texto apresenta.
Há algumas estratégias para a revisão de textos que dependem da leitura que o revisor tem por hábito hábito fazer, assumindo o papel de interventor, ou de co-produtor das produções textuais - em geral, fazemos tudo isso:
  • Na revisão indicativa, marcar as inadequações do textos, com sinalizações, apontando apenas o local de algum problema a ser considerado pelo autor;
  • Na revisão resolutiva, corrigir todos os erros pacíficos do texto, reescrevendo palavras, frases e até períodos inteiros;
  • Na revisão classificatória, assinalar problemas recorrentes, destacando-os, indicando ao autor evitar a situação ou indicar a solução que ele prefere;
  • Na revisão interativa (cooperativa, colegiada, colaborativa), apresentar comentários mais longos em notas adjacente aos textos, com objetivo de discutir as inadequações, dúvidas, apresentar esclarecimentos, de modo que o revisor não apenas aponta os erros do autor, mas discute as alternativas e possibilidades comunicacionais. Esse tipo de revisão pratica a atitude responsiva que as tarefas de produção e co-produção textual requerem.
Adaptado de Monterini, N. G.

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