21 de abril de 2012

Revisão de textos - teoria e prática

Revisão de textos – teoria e prática – é a contribuição que trago aos colegas revisores, tanto aos já experientes quando os que estejam em formação. Partilho aqui a experiência de mais de dez anos revisando, estudando, publicando e aprendendo sobre o assunto.
Novo livro lançado!
Revisão de textos
teoria e prática
A revisão profissional de textos é atividade em expansão, principalmente em função do aumento na produção de textos. Porém, o revisor segue sendo improvisado, um profissional sem critério estabelecido de formação, sem mesmo bibliografia consolidada que o subsidie no ofício. Revisores têm sido formados revisando, foi assim que me formei. Mas uma nova geração de revisores já desponta, com os diversos cursos, novos e incipientes, que têm tentado formar para a revisão. Esse pessoal que ingressa no mercado do texto precisa da lição e da experiência de quem já está no ramo e tem muito a nos oferecer, por isso ofereço a todos esse livro, cuja proposta é a partilha da experiência adquirida, trata-se de obra estritamente sobre a revisão, com sugestões, discussões teóricas, relato de situações, um pouco da cultura e do folclore em torno dessa atividade profissional.
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O livro: Uma PRIMEIRA PARTE, explicando ao que vem a obra. CONCEITOS GERAIS, parte teórica e conceitual da revisão de textos. O capítulo RELAÇÃO COM O CLIENTE trata das relações profissionais entre autor e revisor – essa cooperação de amores e ódios. Em LINGUÍSTICA E REVISÃO discuto e apresento algumas decorrências dos estudos linguísticos para a prática da revisão. PRÁTICAS DO OFÍCIO partilha algo de tudo que tenho experimentado. Depois, PROBLEMAS DO OFÍCIO DE REVISOR, afinal, este é um livro de profissional para profissional. Em seguida, FORMATAÇÃO E PREPARAÇÃO DE TEXTOS. Depois algumas HISTÓRIAS E FOLCLORE DA REVISÃO, em que tentei fugir do óbvio. Uma pequena ANTOLOGIA, CRESTOMATIA, FLORILÉGIO de ideias alheias. A ÚLTIMA PARTE é um título coerente com o da abertura e assim ficará parecendo que o trabalho fica arrematado. Mas não fica não. Nem é o caso de, como pretendem alguns autores, dizer que serão conclusões parciais ou conhecimento provisório. Depois de tudo, ainda há um GLOSSÁRIO, monte de conceitos e palavras dos ramos da revisão.
O livro já está disponível em formato impresso e e-book na AG-Book e na Amazon, para Kindle; obtenha o seu.

10 de abril de 2012

Linguística e revisão de textos: pragmática e filologia

A pragmática é a parte prática da linguística, dizendo de uma forma simplificada, pois ela se remete aos aspectos comunicacionais do texto. Como o texto é produzido para ser veículo de informações, dados, reflexões ou entretenimento, a pragmática considera a qualidade com que o texto está se prestando a seu fim. Revisão de texto também tem tudo a ver com comunicação.
Sugiro a quem nunca contratou um revisor
passear um pouco pelo blog para entender
o quanto a revisão pode ser complexa.

Pragmática e revisão de textos
A pragmática está, portanto, ligada a atividade fim do texto. A revisão, sob esse ponto de vista, é um processo meio para se alcançar tal fim. A pragmática inclui o conhecimento da dimensão comunicacional mais filosófica, como prática social concreta, ela analisa a significação linguística de acordo com a interação existente entre autor e leitor, no contexto do texto, considerando os elementos socioculturais em questão e os objetivos, efeitos e consequências desse processo comunicacional.
Cabe ao revisor zelar, inclusive pela coerência pragmática, por exemplo, um personagem não pode ordenar e pedir, simultaneamente, em um romance, ou duas hipóteses não podem ser paradoxais em uma tese. 
 Filologia e revisão de textos
A filologia é atualmente mais referida como linguística histórica; a rigor, há alguma distinção entre as duas coisas, mas não precisamos aqui estabelecer essa diferença, consideremos que ela é o estudo das linguagens na história e suas transformações. Também a filologia talvez seja a parte da linguística que menos afeta a revisão de textos, em sentido pontual, e a que mais afeta globalmente, pois quase todas as questões linguísticas têm raízes históricas são importantes para seu deslinde. Afinal, a filologia descreve o estudo de uma língua com a sua literatura e os contextos históricos e culturais que são indispensáveis para uma compreensão das obras literárias e de outros textos culturalmente significativos. Naturalmente, isso afeta o conhecimento linguístico que antecede a revisão e constitui o arcabouço, a bagagem de erudição imprescindível ao processo de revisão, mas não fornece diretamente instrumentos operacionais.
A filologia trabalha com várias abordagens, a retórica, a poética, a gramática, a linguística em cada uma de suas vertentes, ainda a prosódia, a métrica, e mesmo a teoria e história e da literatura. A filologia continua sendo área do conhecimento fundamental para aquele que trabalha com a revisão: ela é sinônimo de rigor no trato com os textos e de pensamento pautado pela questão histórica.
De certo modo, após um longo domínio de abordagens sociolinguísticas e históricas nos estudos literários, a análise interpretativa fica agora mais a cargo das abordagens críticas da teoria literária. Hoje o filólogo é o responsável pela preparação de edições críticas de autores clássicos (antigos e modernos): um trabalho árduo e essencial para todas as ciências humanas, e que carece de importante contribuição de revisores altamente especializados.

A série toda  de linguística e revisão de textos: fonética e fonologia, morfologia e sintaxe, semântica e lexicologia, terminologia e estilística, pragmática e filologia.

2 de abril de 2012

O princípio da concisão textual

Na maioria dos textos, a concisão é bem mais qualidade que característica; no texto oficial, no comercial e no acadêmico, quase sempre a concisão é meta e requisito essencial. Cumpre ao revisor de textos, supletivamente ao autor, zelar pelo princípio da concisão textual.
Concisão textual não significa
comprimir as ideias, mas
dar a elas o tamanho adequado.
 
Conciso é o texto que consegue transmitir um máximo de informações com um mínimo de palavras, evitando tergiversação, juízos de valor, ambiguidade e todo tipo de imprecisão. Para que o texto tenha essa qualidade, é fundamental o conhecimento do assunto por parte do autor e a tesoura impiedosa do revisor podando tudo aquilo que sobra. Cabe à revisão perceber as eventuais redundâncias ou repetições desnecessárias de ideias, os pleonasmos, as superfluidades e as ocorrências de registros tipicamente orais no texto e suprimir tudo isso.
Algumas construções a se evitarem em obediência ao princípio da concisão:
  • Flexão do infinitivo da oração subordinada cujo sujeito é o mesmo da principal anteposta.
  • Abusos de pronomes e artigos, principalmente os indefinidos.
  • Uso de artigos antes de pronome pessoal ou possessivo.
  • Pleonasmos de etimologia remota.
  • Uso de bordões, expressões em voga, preciosismos. 
  • Colocar a palavra página ou suas reduções junto ao número que ordena as folhas.
  • A palavra número ou suas reduções junto a algarismos - Lei (número) 4.321.
  • Da mesma forma, a palavra capítulo, sobra junto ao número e título capitulares.
  • Uso das palavras Referências Bibliográficas. O termo indicado em todos os textos de todas as normas para confecção de trabalhos acadêmicos é Referências.
Foram alguns exemplos, mas há bem mais simplificações possíveis e recorrentes. Cada revisor faça uma lista das que lhe ocorrerem.
Vocês provavelmente nunca viram um texto do séc XIX, ou anterior, uma ata, depoimento, contrato, iniciando-se assim: “Ano da Graça de Nosso Senhor Jesus Cristo de um mil oitocentos e [tanto]... aos vinte e um dias do mês de março do mesmo ano”... É contra delongas desse tipo que se instaurou o princípio da concisão.
Não tem cabimento me alongar em um tópico sobre concisão.

Keimelion, revisores acadêmicos

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