27 de março de 2012

Dia do revisor de textos: 28 de março

Imagine como seria ler um livro ou um jornal com vários erros ortográficos ou sem qualquer tipo de regra gramatical observada. Certamente, não seria de fácil entendimento e comprometeria a qualidade da leitura e da informação transmitida.
Revisão de textos sempre será Keimelion.
Quem revisa a tese ou o livro
quase nunca aparece.
 Pois então, comemore conosco, no dia 28 de março, o Dia do Revisor, o profissional que lida com a edição de textos e que é preparado para corrigir desvios de sintaxe, ortografia, pontuação, enfim, o que deve ser ajustado aos padrões gramaticais.
 Se antigamente os revisores já eram ilustres desconhecidos, imagine agora que o trabalho a distância os esconde em sua casa ou em qualquer computador, bem longe da redação ou editoria. Mas imagine também como a falta desse profissional seria sentida em tudo que você. Pois então, o revisor de textos é o profissional da modéstia, alguém que não se importa em ficar à sobra para dar mais destaque ao texto e seu autor.

14 de março de 2012

Revisão de textos na nova ortografia

O Novo Acordo Ortográfico já ficou velho, mas, até o fim de 2012, a ortografia anterior a ele é formalmente aceita. Nossos serviços de revisão, desde 2009, são feitos exclusivamente segundo a nova ortografia vigente. Nenhum cliente solicitou, ainda que isso fosse possível e mesmo legalmente admissível, que mantivéssemos a ortografia anterior.
Não se enrole com a nova ortografia,
contrate-nos para revisar e fique tranquilo.
Não há nenhuma dúvida de que os autores brasileiros aderiram à nova regra; estamos já completamente adaptados a ela.
Mas atenção: a ortografia anterior deixa de ser uma alternativa com fim deste ano. Todos os texto oficiais e legais deverão ser editados segundo a nova regra, já em vigor, a partir de 1º de janeiro de 2013.
Para revisão de texto recente, ou atualização de textos mais antigos, solicite nossos serviços. A nova ortografia já é nossa velha amiga!
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Título da tese, dissertação, monografia

O que vale para o o título das teses, dissertações e monografias vale também para os artigos científicos, TCCs e qualquer outro trabalho acadêmico. A primeira recomendação é concisão, pois é neste fator o problema mais notado. Coerência e exatidão são requeridas, mas normalmente há.
  • Recomenda-se adotar título objetivo, direto; usar substantivos, estando atento às preposições exatas e ao mínimo de artigos. O título do trabalho não é seu resumo.
  • Devem-se evitar títulos longos, buscando-se objetividade e contendo apenas as palavras essenciais, sem prejuízo da clareza e entendimento da natureza do trabalho.
  • Cada tese que formatamos tem que ser melhor que a antecedente.
    Muitos trabalhos visam obtenção
    de diferentes graus: bacharel, licenciado,
    mestre, doutor são títulos correspondentes
    aos graus acadêmicos.
  • Não se usam metáforas, ironias ou outros recursos literários em títulos acadêmicos, exceto com absolutas consciência e intencionalidade no procedimento.
Observe-se o exemplo do título do Manual Keimelion 2010 para redação acadêmica: a preposição foi escolhida visando determinar a aplicação que o trabalho terá. Outros manuais, principalmente os jornalísticos, são intitulados: “Manual de redação…” – redação aqui é onde eles são usados, na redação do periódico. Em ambos casos houve propriedade na escolha dos títulos
Segundo a ABNT, na NBR 14724:2002, o título é elemento obrigatório e deve constara na capa, folha de rosto, lombada (quando houver esta), na folha de aprovação e em outros lugares especificados. É bem frequente atualmente que o título do trabalho conste em todas as páginas do texto, no rodapé ou cabeçalho - apesar de todas que já vimos serem omissas quanto a isso - em virtude da grande ocorrência da reprodução de partes do texto por fia eletrônica o mecânica.
Leia também:
A referida NBR14724, sobre título e subtítulo, registra: (4.1.3.1) o "(b) título principal do trabalho, deve ser claro e preciso, identificando o seu conteúdo e possibilitando a indexação e recuperação da informação"; o "(c) subtítulo: se houver, deve ser evidenciada a sua subordinação ao título principal, precedido de dois pontos".
A NBR 12225:2004 faculta a abreviação do título na lombada, quando necessário; recomendamos essa mesma abreviação para rodapé ou cabeçalho, conforme o projeto gráfico adotado.
Mais duas sugestões: tente fazer uma tempestade de ideias quanto ao título, faça uma lista das possibilidades e vá cortando palavras em cada item, tentando manter o sentido, o mais curto será o melhor; procure no Google se já existe trabalho com o mesmo título ou bem semelhante e evite essa escolha, se possível. 

10 de março de 2012

Teoria para a revisão de textos: a fluidez textual

A revisão de textos carece de estudos teóricos. Os poucos que são encontrados, muitas vezes, são derivados das teorias do letramento ou da teoria da tradução. Os fragmentos que se seguem são extratos da crítica de Manuel Portela a Bryant, John (2002). The Fluid Text: A Theory of Revision and Editing for Book and Screen. Ann Arbor: The University of Michigan Press. [ISBN 0-472-06815-6.]
Página revisada de:
Alberto Caeiro, O Guardador de Rebanhos
 John Bryant apresenta uma teoria integrada dos processos de revisão textual, identificando modos e códigos de revisão. O seu objectivo é construir uma síntese entre as teorias elaboradas no âmbito da crítica genética e da teoria do texto social, sem descurar a crítica textual intencionalista. Trata-se, no fundo, de propor instrumentos capazes de conceptualizar as várias formas de instabilidade textual de modo a poderem ser úteis na edição de textos significativamente multiformes. Para isso propõe o conceito de fluidez textual, isto é, a ideia segundo a qual todos os textos existem em mais do que uma versão e que essa alteridade não resulta apenas do processo transmissional, mas está já inscrita no próprio modo de produção literário. A natureza processual do ato criativo implica a multiplicação das manifestações materiais dos textos, seja em pré-publicação ou em pós-publicação. A fluidez textual é testemunho do processo criativo enquanto intencionalidade que se altera e se revê a si mesma, manifestação gráfica dos discursos da cultura e da linguagem que se produzem no sujeito. Bryant lê esse diferimento da obra em termos desconstrucionistas, isto é, como diferimento do sentido e do fechamento da própria obra enquanto tal.
A edição do texto fluído, isto é, a edição que permite tornar legível a fluidez que caracteriza a textualidade, tem levado a repensar as práticas de crítica e edição textual. Com efeito, muitos textos clássicos da história cultural existem enquanto textos múltiplos e em multiplicação continuada. Esta instabilidade material representa a inscrição da historicidade particular do seu modo de produção e de circulação na própria obra, através das versões que a modificam e transformam. Existem nessa condição de textos múltiplos, por exemplo, obras como King Lear, The Prelude, Frankenstein, Leaves of Grass, os poemas de Emily Dickinson, Ulysses, ou Livro do Desassossego. Mas a lista é virtualmente expansível a todo o universo textual, intrinsecamente definido pela proliferação e pela variação. Uma das tentativas dos últimos anos de representar a fluidez textual encontra-se na edição electrónica, ou na combinação da edição eletrônica com a edição impressa. O que Bryant sugere é precisamente uma sinergia entre o potencial específico do códice impresso – obrigado, apesar de tudo, a oferecer uma leitura de um texto contínuo – e o potencial específico do computador e do ecrã eletrônico – que permitem representar materialmente uma infinidade de variantes textuais na virtualidade do seu modo de simulação gráfica.
Assim, enquanto o livro impresso apresentaria uma seleção crítica dos materiais que documentam as versões de si mesma que a obra contém, o arquivo eletrônico conteria todas as versões numa forma sempre atualizável, que tornaria possível representar a intrincada morfologia da flutuação textual no seu processo genético (isto é, de criação autoral) e no seu processo social (isto é, de reprodução e disseminação). Os elementos que Bryant define como componentes da edição do texto fluído centram-se sobretudo nas versões autorais ou resultantes de interações com o autor, aqui exemplificadas com a obra Typee de Herman Melville. No fundo, trata-se de reconfigurar gráfica e conceptualmente a relação entre texto principal e aparato crítico de anotação que permita apresentá-los perceptualmente e apreendê-los criticamente, na página impressa ou no ecrã. Bryant propõe quatro elementos como princípios da edição do texto fluído: a escolha de uma versão base; a marcação dos sítios de revisão; a marcação das sequências de revisão; e a narrativa de revisão elucidando a sequência, os agentes e os motivos de revisão.
Segundo Bryant, uma boa representação crítica da fluidez contribuiria para perceber a interpenetração dinâmica das intenções autorais e dos discursos e formações culturais na configuração das múltiplas versões textuais:
 «Uma obra literária é mais do que a soma dos seus textos; ela é as energias combinadas das forças individuais e sociais que através de processos de revisão autoral, editorial e cultural passam de uma versão para outra emergindo, de tempos a tempos, sob a forma de documentos para serem lidos por leitores.» (112)

Revisão de textos para corpus

O objetivo aqui é apenas apontar a necessidade de revisão de textos para qualquer tipo de corpus linguístico, compreendendo como tal conjunto de textos escritos ou falados numa língua que serve como base de análise. O estudo de corpora (plural de corpus) apresenta muitas vantagens. Em vez de consultar nossas intuições, ou de ‘extrair’ informações dos falantes, penosamente, uma a uma, podemos examinar um vasto material que foi produzido espontaneamente na fala ou na escrita das pessoas, e portanto podemos fazer observações precisas sobre o real comportamento linguístico de gente real. Portanto os corpora podem nos proporcionar informações altamente confiáveis e isentas de opiniões e de julgamentos prévios, sobre os fatos de uma língua. O uso de corpora está associado à linguística de corpus.
Como exemplo, pode-se citar o O Corpus do Português: um corpus linguístico de textos da língua portuguesa, compilado e mantido pelos pesquisadores Mark Davies (Universidade Brigham Young) e Michael J. Ferreira (Universidade de Georgetown), com suporte financeiro proveniente do U.S. National Endowment for the Humanities, além de suas respectivas instituições de ensino
A necessidade da revisão, para esse tipo de trabalho, é tão evidente que vou me limitar, neste post, a apresentar o trabalho em si, no que precede a preparação dos textos para análise automática por ferramentas de análise linguística (etiquetador morfológico e analisador sintático).

 
Texto fac-símile: o original digitalizado.
 A forma mais fiel de se reproduzir um texto antigo no meio digital é sem dúvida o fac-símile. É esse documento o ponto de partida para o revisor. Entretanto, para pesquisas linguísticas é necessário trabalhar o texto como sequências de caracteres (não como imagens). A solução de transposição automática da imagem em texto via programas de OCR não é uma opção satisfatória por enquanto, uma vez que as características tipográficas dos textos mais antigos são desafiantes para os programas de OCR disponíveis.
[Clique em qualquer imagem para as ampliar.]



Texto transliterado: a digitação do original.

No trabalho de preparação de textos a solução é a transcrição dos originais, enquanto se pesquisam formas de adequação do reconhecimento automático (tanto via OCRs aprimorados como via sistemas de correção posterior).
A transcrição deve ser fidedigna ao original, para satisfazer os objetivos linguísticos das pesquisas. Cabe então um extenuante trabalho de cotejamento à equipe de revisão, pois as características gráficas e grafemáticas dos textos mais antigos (preservadas nas transcrições conservadoras) dificultam o processamento automático posterior (anotação morfológica). Para cumprir o objetivo de processamento automático, portanto, o texto original deve ser revisado e editado.
Texto atualizado: com a ortografia atual.
 A edição dos textos inclui a modernização das grafias e a normalização dos aspectos grafemáticos, tornando-o assim adequado para o processamento automático.Neste processo, entretanto, não desejamos, dentro do possível,  perder as características do texto original, importantes para o estudo histórico da língua. O desenvolvimento do sistema de edições críticas eletrônicas teve como objetivo solucionar essas demandas conflitantes.
Fonte: Sistema de Edições Eletrônicas do Corpus Tycho Brahe.

7 de março de 2012

O plágio, a mais comum das fraudes acadêmicas

O plágio é apenas um dos tipos de fraude acadêmica, talvez o mais comum e, certamente, o único em que o autor possa incorrer por desaviso. Além do plágio, existem a contrafação de trabalhos (encomendar a alguém), a fraude documental, fraudes em concursos, e uma série de outras. Aqui uma manual da UFF orientando e esclarecendo os limites da propriedade intelectual e como evitar incorrer em alguns tipos de plágio.
Réplica do crânio do ‘homem de Piltdown’, que foi apresentado
em 1912 como o ‘elo perdido’ da evolução humana,
mas não passava de uma montagem.
Esta fraude, a mais famosa de todos os tempos,
foi desmascarada nos anos 1950.
(foto: Wikimedia Commons/ Anrie – CC BY-SA 3.0)

engana-se quem pensa que só faz plágio quem copia, palavra por palavra  um trabalho sem citar inteiro a fonte de onde o tirou.

Segundo o professor Lécio Ramos, citado por Garschagen (2006), podemos listar pelo menos 3 tipos de plágio:
  • Integral: o “engano” citado acima...
  • Parcial: que ocorre quando o trabalho é um “mosaico” formado por cópias de parágrafos e frases de autores diversos, sem mencionar suas obras.
  • Conceitual: a utilização da ideia do autor escrevendo de outra forma, porém, novamente, sem citar a fonte original.
Cartilha Sobre Plágio Acadêmico

6 de março de 2012

Como citar um tweet em trabalho acadêmico?

A Modern Language Association gosta de acompanhar os tempos. Como todos sabemos, algumas informações aparecem primeiro ou o apenas no Twitter e podem haver bons motivos para que sejam citadas em trabalhos acadêmicos como fontes. Assim, a MLA criou um formato padrão que vai aqui adaptado para nossos usos (segundo o cacoete da ABNT). Sua forma, segundo a mesma lógica de sempre para citações, é a seguinte:
  • ÚLTIMO NOME, Primeiro Nome. (Apelido no Twitter). "O texto do Tweet." Data, hora. Tweet.
Toda referência, de qualquer fonte, segue
o mesmo princípio lógico.
 Esmiuçando a coisa:
  • Comece a entrada na lista de obras citados com o nome verdadeiro do autor e, entre parênteses, o nome de usuário, se ambos são conhecidos e eles diferem. Se apenas o nome do usuário é conhecido, fica apenas ele.
  • Em seguida, fornecer todo o texto do tweet entre aspas, sem alterar a capitalização. Conclua a entrada com a data e hora da mensagem e o meio de publicação (Tweet). Exemplo:
RABELLO, Francisco. (Rabello10). "[Confere @pathayde?] RT @cinlopes: @posgraduando: Como citar um tuíte num texto acadêmico (agora normatizado) zite.to/z2xVzW via @Zite". 5 de maio de 2012, 15h09. Tweet.
A data e hora de uma mensagem no Twitter refletem o fuso horário do leitor. Leitores em diferentes fusos horários veem momentos diferentes e, possivelmente, diferentes datas no mesmo tweet. A data e a hora em que estavam em vigor para o escritor do seu tweet, quando foi transmitida normalmente não são conhecidas. Assim, a data e a hora que aparecem no Twitter são apenas aproximados guias para o momento de um tweet. Pare recuperar ou conferir a informação, percorra-se a linha de publicações do autor no período.
Observe que a forma de notação de hora foi aqui adaptada para o sistema adotado no Brasil, assim como o sobrenome do autor registrado em caixa alta, como é nosso costume; foram as alterações que proponho no sistema da MLA.
Tradução e adaptação de the Atlantic, Via Thomas, Matt. (mattthomas). "This. RT @JenHoward How do you cite a tweet? The MLA is glad you asked. (You did ask, didn't you?) bit.ly/ykLfcQ." 2 March 2012, 2:21pm. Tweet.
Obrigado ao Professor Francisco Rabello pela sugestão do post.

5 de março de 2012

Tabelas de preços de revisão de textos

Muitos clientes gastam algum tempo procurando tabelas de preços de revisão de textos e formatação. Existem valores de todo tipo e profissionais (ou amadores) revisando (ou fazendo algo parecido com isso) de diferentes formas. Gosto muito do mercado e da livre concorrência, portanto vou facilitar um pouco para quem estiver fazendo tomada de preços. Os preços foram atualizados em 30 de setembro de 2012. Mas, se for decorrido algum tempo, verifiquem nos sites os valores atualizados.
Existe todo tipo de preço e todo tipo de profissional
no mercado de revisão de textos. Escolha a seu gosto.

Revisão e formatação de teses e dissertações há mais de quinze anos.

Informações de preços, serviços e condições.
São Paulo: +55 (11) 3042-2403 Rio de Janeiro: +55 (21) 3942-2403 Belo Horizonte: +55 (31) 3889-2425
Brasília: +55 (61) 4042-2403 Porto Alegre: +55 (51) 4042-3889 Skype: keimelion
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Não elaboramos trabalhos de graduação ou pós. Não insista.