14 de março de 2012

Título da tese, dissertação, monografia

O que vale para o o título das teses, dissertações e monografias vale também para os artigos científicos, TCCs e qualquer outro trabalho acadêmico. A primeira recomendação é concisão, pois é neste fator o problema mais notado. Coerência e exatidão são requeridas, mas normalmente há.
  • Recomenda-se adotar título objetivo, direto; usar substantivos, estando atento às preposições exatas e ao mínimo de artigos. O título do trabalho não é seu resumo.
  • Devem-se evitar títulos longos, buscando-se objetividade e contendo apenas as palavras essenciais, sem prejuízo da clareza e entendimento da natureza do trabalho.
  • Cada tese que formatamos tem que ser melhor que a antecedente.
    Muitos trabalhos visam obtenção
    de diferentes graus: bacharel, licenciado,
    mestre, doutor são títulos correspondentes
    aos graus acadêmicos.
  • Não se usam metáforas, ironias ou outros recursos literários em títulos acadêmicos, exceto com absolutas consciência e intencionalidade no procedimento.
Observe-se o exemplo do título do Manual Keimelion 2010 para redação acadêmica: a preposição foi escolhida visando determinar a aplicação que o trabalho terá. Outros manuais, principalmente os jornalísticos, são intitulados: “Manual de redação…” – redação aqui é onde eles são usados, na redação do periódico. Em ambos casos houve propriedade na escolha dos títulos
Segundo a ABNT, na NBR 14724:2002, o título é elemento obrigatório e deve constara na capa, folha de rosto, lombada (quando houver esta), na folha de aprovação e em outros lugares especificados. É bem frequente atualmente que o título do trabalho conste em todas as páginas do texto, no rodapé ou cabeçalho - apesar de todas que já vimos serem omissas quanto a isso - em virtude da grande ocorrência da reprodução de partes do texto por fia eletrônica o mecânica.
Leia também:
A referida NBR14724, sobre título e subtítulo, registra: (4.1.3.1) o "(b) título principal do trabalho, deve ser claro e preciso, identificando o seu conteúdo e possibilitando a indexação e recuperação da informação"; o "(c) subtítulo: se houver, deve ser evidenciada a sua subordinação ao título principal, precedido de dois pontos".
A NBR 12225:2004 faculta a abreviação do título na lombada, quando necessário; recomendamos essa mesma abreviação para rodapé ou cabeçalho, conforme o projeto gráfico adotado.
Mais duas sugestões: tente fazer uma tempestade de ideias quanto ao título, faça uma lista das possibilidades e vá cortando palavras em cada item, tentando manter o sentido, o mais curto será o melhor; procure no Google se já existe trabalho com o mesmo título ou bem semelhante e evite essa escolha, se possível. 

10 de março de 2012

Revisão de textos para corpus

O objetivo aqui é apenas apontar a necessidade de revisão de textos para qualquer tipo de corpus linguístico, compreendendo como tal conjunto de textos escritos ou falados numa língua que serve como base de análise. O estudo de corpora (plural de corpus) apresenta muitas vantagens. Em vez de consultar nossas intuições, ou de ‘extrair’ informações dos falantes, penosamente, uma a uma, podemos examinar um vasto material que foi produzido espontaneamente na fala ou na escrita das pessoas, e portanto podemos fazer observações precisas sobre o real comportamento linguístico de gente real. Portanto os corpora podem nos proporcionar informações altamente confiáveis e isentas de opiniões e de julgamentos prévios, sobre os fatos de uma língua. O uso de corpora está associado à linguística de corpus.
Como exemplo, pode-se citar o O Corpus do Português: um corpus linguístico de textos da língua portuguesa, compilado e mantido pelos pesquisadores Mark Davies (Universidade Brigham Young) e Michael J. Ferreira (Universidade de Georgetown), com suporte financeiro proveniente do U.S. National Endowment for the Humanities, além de suas respectivas instituições de ensino
A necessidade da revisão, para esse tipo de trabalho, é tão evidente que vou me limitar, neste post, a apresentar o trabalho em si, no que precede a preparação dos textos para análise automática por ferramentas de análise linguística (etiquetador morfológico e analisador sintático).

 
Texto fac-símile: o original digitalizado.
 A forma mais fiel de se reproduzir um texto antigo no meio digital é sem dúvida o fac-símile. É esse documento o ponto de partida para o revisor. Entretanto, para pesquisas linguísticas é necessário trabalhar o texto como sequências de caracteres (não como imagens). A solução de transposição automática da imagem em texto via programas de OCR não é uma opção satisfatória por enquanto, uma vez que as características tipográficas dos textos mais antigos são desafiantes para os programas de OCR disponíveis.
[Clique em qualquer imagem para as ampliar.]



Texto transliterado: a digitação do original.

No trabalho de preparação de textos a solução é a transcrição dos originais, enquanto se pesquisam formas de adequação do reconhecimento automático (tanto via OCRs aprimorados como via sistemas de correção posterior).
A transcrição deve ser fidedigna ao original, para satisfazer os objetivos linguísticos das pesquisas. Cabe então um extenuante trabalho de cotejamento à equipe de revisão, pois as características gráficas e grafemáticas dos textos mais antigos (preservadas nas transcrições conservadoras) dificultam o processamento automático posterior (anotação morfológica). Para cumprir o objetivo de processamento automático, portanto, o texto original deve ser revisado e editado.
Texto atualizado: com a ortografia atual.
 A edição dos textos inclui a modernização das grafias e a normalização dos aspectos grafemáticos, tornando-o assim adequado para o processamento automático.Neste processo, entretanto, não desejamos, dentro do possível,  perder as características do texto original, importantes para o estudo histórico da língua. O desenvolvimento do sistema de edições críticas eletrônicas teve como objetivo solucionar essas demandas conflitantes.
Fonte: Sistema de Edições Eletrônicas do Corpus Tycho Brahe.

7 de março de 2012

O plágio, a mais comum das fraudes acadêmicas

O plágio é apenas um dos tipos de fraude acadêmica, talvez o mais comum e, certamente, o único em que o autor possa incorrer por desaviso. Além do plágio, existem a contrafação de trabalhos (encomendar a alguém), a fraude documental, fraudes em concursos, e uma série de outras. Aqui uma manual da UFF orientando e esclarecendo os limites da propriedade intelectual e como evitar incorrer em alguns tipos de plágio.
Réplica do crânio do ‘homem de Piltdown’, que foi apresentado
em 1912 como o ‘elo perdido’ da evolução humana,
mas não passava de uma montagem.
Esta fraude, a mais famosa de todos os tempos,
foi desmascarada nos anos 1950.
(foto: Wikimedia Commons/ Anrie – CC BY-SA 3.0)

engana-se quem pensa que só faz plágio quem copia, palavra por palavra  um trabalho sem citar inteiro a fonte de onde o tirou.

Segundo o professor Lécio Ramos, citado por Garschagen (2006), podemos listar pelo menos 3 tipos de plágio:
  • Integral: o “engano” citado acima...
  • Parcial: que ocorre quando o trabalho é um “mosaico” formado por cópias de parágrafos e frases de autores diversos, sem mencionar suas obras.
  • Conceitual: a utilização da ideia do autor escrevendo de outra forma, porém, novamente, sem citar a fonte original.
Cartilha Sobre Plágio Acadêmico

6 de março de 2012

Como citar um tweet em trabalho acadêmico?

A Modern Language Association gosta de acompanhar os tempos. Como todos sabemos, algumas informações aparecem primeiro ou o apenas no Twitter e podem haver bons motivos para que sejam citadas em trabalhos acadêmicos como fontes. Assim, a MLA criou um formato padrão que vai aqui adaptado para nossos usos (segundo o cacoete da ABNT). Sua forma, segundo a mesma lógica de sempre para citações, é a seguinte:
  • ÚLTIMO NOME, Primeiro Nome. (Apelido no Twitter). "O texto do Tweet." Data, hora. Tweet.
Toda referência, de qualquer fonte, segue
o mesmo princípio lógico.
 Esmiuçando a coisa:
  • Comece a entrada na lista de obras citados com o nome verdadeiro do autor e, entre parênteses, o nome de usuário, se ambos são conhecidos e eles diferem. Se apenas o nome do usuário é conhecido, fica apenas ele.
  • Em seguida, fornecer todo o texto do tweet entre aspas, sem alterar a capitalização. Conclua a entrada com a data e hora da mensagem e o meio de publicação (Tweet). Exemplo:
RABELLO, Francisco. (Rabello10). "[Confere @pathayde?] RT @cinlopes: @posgraduando: Como citar um tuíte num texto acadêmico (agora normatizado) zite.to/z2xVzW via @Zite". 5 de maio de 2012, 15h09. Tweet.
A data e hora de uma mensagem no Twitter refletem o fuso horário do leitor. Leitores em diferentes fusos horários veem momentos diferentes e, possivelmente, diferentes datas no mesmo tweet. A data e a hora em que estavam em vigor para o escritor do seu tweet, quando foi transmitida normalmente não são conhecidas. Assim, a data e a hora que aparecem no Twitter são apenas aproximados guias para o momento de um tweet. Pare recuperar ou conferir a informação, percorra-se a linha de publicações do autor no período.
Observe que a forma de notação de hora foi aqui adaptada para o sistema adotado no Brasil, assim como o sobrenome do autor registrado em caixa alta, como é nosso costume; foram as alterações que proponho no sistema da MLA.
Tradução e adaptação de the Atlantic, Via Thomas, Matt. (mattthomas). "This. RT @JenHoward How do you cite a tweet? The MLA is glad you asked. (You did ask, didn't you?) bit.ly/ykLfcQ." 2 March 2012, 2:21pm. Tweet.
Obrigado ao Professor Francisco Rabello pela sugestão do post.

Revisão e formatação de teses e dissertações há mais de quinze anos.

Informações de preços, serviços e condições.
São Paulo: +55 (11) 3042-2403 Rio de Janeiro: +55 (21) 3942-2403 Belo Horizonte: +55 (31) 3889-2425
Brasília: +55 (61) 4042-2403 Porto Alegre: +55 (51) 4042-3889 Skype: keimelion
Atendemos em horário comercial estendido.
Solicite orçamento sem compromisso, enviando o texto para nós.
Não elaboramos trabalhos de graduação ou pós. Não insista.