27 de fevereiro de 2012

Antártida ou Antártica?

A questão da forma correta do nome do Continente Antártico ressurgiu esses dias com o incêndio da estão brasileira por lá. Antártida ou Antártica? Há quem advogue que apenas a primeira grafia é correta, mas não há nenhum ponto passivo no caso, e entendemos que haja aceitação para ambas as alternativas, com boas bases. Afinal, o que "determina" um toponímico? Não há certidão de nascimento, não há VOLP, não há senão o uso e o abuso ou a etimologia.
O continente do Polo Sul ainda não tem "dono" definido.
Pelo crivo geral e inseguro da Wikipédia, temos: O topônimo Antártica ou Antártida tem sua origem no latim tardio antarctĭcus que, por sua vez, deriva do grego antigo ανταρκτικός, que significa literalmente "oposto ao Ártico" (antiártico). A versão oficial em português brasileiro do Tratado da Antártida, publicada pelo Ministério das Relações Exteriores do Brasil, emprega a forma "Antártida". No português (de Portugal) pré-AO90, a única forma do topônimo admissível, dicionarizada e enciclopédica em Portugal era Antárctida, tomando então o adjetivo a forma antárctico/antárctica (substantivado em [Oceano] Antárctico).
Pois bem, dicionários não trazem toponímicos, mas os usam; senão vejamos:
HOUAISS
estrigídeos/ n substantivo masculino plural/ Rubrica: ornitologia.
3 fam. de corujas, com ampla distribuição nos continentes, exceto na Antártica, (...)
falciformes/ n substantivo masculino plural/ Rubrica: ornitologia.
3 ordem de aves de rapina, encontradas em todos os continentes, exceto na Antártica (...)
grou/ substantivo masculino Rubrica: ornitologia.
design. comum às aves da fam. dos gruídeos, encontradas em planícies e zonas pantanosas de todo o mundo, com exceção da América do Sul e Antártica (...)
==> Três abonações para ANTÁRTICA (e há várias outras)
continente/ substantivo masculino/ 5 Rubrica: geografia.
vasta extensão de terra cercada pelas águas oceânicas, correspondendo a cada uma das divisões tradicionais da Terra: Europa, Ásia, África, América, Oceania, Antártida
gondwana/ substantivo feminino/ Rubrica: geologia.
continente hipotético que teria existido no hemisfério sul, unindo num só bloco a Índia e a África, segundo Eduard Suess (em 1900), e cuja fragmentação, durante o Mesozoico (entre 225 milhões e 65 milhões de anos), teria originado a América do Sul, a África do Sul, a Índia, a Austrália e a Antártida (...)
==> Duas abonações para ANTÁRTIDA (e não há nenhuma outra)
O dicionário sequer se dá ao trabalho de uniformizar o registro. Portanto o que ocorre é inequívoca duplicidade. Não vejo nenhuma base para não se aceitar Antártica - de preferência, bem gelada.
 

25 de fevereiro de 2012

Revisores de texto e trabalho a distância

Hoje se pode contratar teletrabalhadores, ou seja, pessoas que trabalham a distância, para uma quantidade significativa de atividades, como redação e revisão de textos, design gráfico, programação de computadores, lançamentos contábeis e até telemarketing ou telessuporte.
Revisar dissertação e tese não é para amadores.
Revisão de texto não tem hora nem local
para ser feita. Pode ser em casa, de
madrugada. Mas sempre tem o prazo!
Ao sancionar a Lei 12.551/2011, que equipara o trabalho realizado no estabelecimento do empregador ao realizado à distância, o governo federal deu um passo importante no sentido de reconhecer a nova realidade das relações de trabalho e modernizar a CLT. Os teletrabalhadores passam a ter os mesmos benefícios do que aqueles que batem ponto fisicamente na sede das empresas.
Como esse trabalho é realizado essencialmente em frente a um computador (ou a um telefone), não há nada que impeça que seja feito fora do escritório. Existem recursos que permitem “marcar o ponto” ao fazer o login e o logout, bem como monitorar a atividade durante o período de “expediente” enviando para o contratante imagens do monitor e gravações das ligações telefônicas, por exemplo.
Por isso, em termos de relação de trabalho, de fato não existe muita diferença entre esse tipo de empregado e aquele que bate o ponto no escritório, cujo chefe passeia pela sua mesa de tempos em tempos para monitorar a atividade. Ambos têm contrato permanente, mantêm relação de subordinação e recebem remuneração pelo trabalho, pressupostos que configuram a “relação de emprego” a que se refere a lei.
Por outro lado, em termos de conveniência, e ela é mútua, há muitas diferenças. O funcionário economiza horas não-remuneradas para se locomover e pode atender a casa e a família quando a atenção for demandada. Já o empregador economiza espaço, móveis e equipamentos, além de alguns custos como o vale-transporte, por exemplo.
Fragmento de C. Nasajon.

24 de fevereiro de 2012

Aspectos semânticos da revisão de textos

O significado do texto como todo só pode ser estabelecido por meio de relações de natureza semântica a serem criadas a partir de elementos que coexistam no próprio texto, vale dizer que a rede lexical do texto forma seu universo semântico e relações de significado entre itens que só podem ser identificadas como tal a partir desse universo. Os desvios dessa rede de significâncias constituem, eventualmente, impropriedade semântica interna. Da mesma forma, existem desvios semânticos externos, aqueles decorrentes da atribuição equivocada de sentido a determinados elementos léxicos. 
O carinho que você teve por sua dissertação nós vamos redobrar na revisão.
O revisor do texto não age como professor,
mas como interlocutor privilegiado.
Destaco que muitas impropriedades semânticas são encontradas na maioria dos autores, portanto, o fragmento do texto em que as incorreções se situam e a intervenção efetuada (palavra, frase, parágrafo ou texto) precisam ser indicados ao autor. Esse destaque se faz necessário, sobremaneira, pois essa é um tipo de intervenção que versa sobre o conteúdo, sobre matéria textual subjetiva, contrariamente ao que ocorre quando a intervenção é de natureza ortográfica ou sintática, pontos mais passivos das alterações da revisão. Vou apontar como ocorrem, no processo de revisão, as intervenções que versam sobre os aspectos semânticos do texto.
Uma das principais possibilidades da revisão moderna é o controle de alterações nos editores de texto. Estou considerando o mais comum da atualidade, o Word, e apontando como os revisores revisam de forma mista, isto é, no texto aparecem correções ortográficas, lexicais, sintáticas, porém a predominância da intervenção é com relação às ideias, aos conteúdos do texto. Aponto ainda um aspecto que deve ser abordado com atenção quando se fala em produção textual: a concepção de que a revisão é processo interativo e necessário que permeia o trabalho do autor em sua prática efetiva de produtor de texto.
Existe considerável preocupação com os aspectos que se voltam, não apenas para a forma de “informar” ao autor, mas para o próprio “dizer”, isto é, para os conteúdos do texto, aqueles que são mais afetados pelas questões semânticas diretamente. As marcas de revisão modernas aparecem em forma de pequenos balões e sublinhados que facilitam a compreensão dos elementos modificados do texto. Isso faz que as os revisores valorizem todas as etapas da escrita do texto sem prejuízo de se omitir para resguardar fidelidade autoral, já que cada intervenção é visível para o autor e pode ser revertida – em um processo ideal de revisão, com ampla interatividade.
Nas categorias propostas para a revisão de textos, os balões e outras marcas configuram um tipo de correção textual-interativa, onde ambos, revisor e autor refletem. Entra em cena a linguagem em análise, a linguagem do próprio texto e a linguagem simbólica do hipertexto que fala sobre o texto. É a linguagem da intervenção, que narra o processo interventivo iniciado pelo revisor, refletido no texto e reflexivo na autoria.
No geral, em um recorte semântico, as ideias são de primeiro momento, consideradas e valorizadas como organizadoras dos aspectos semânticos e sequenciais do texto. Os demais aspectos, tais como os estruturais, os gramaticais e ortográficos, são observados e, por vezes, até corrigidos, porém as ideias ocupam lugar central na tarefa de revisão.
Keimelion – revisão de textos Públio Athayde

7 de fevereiro de 2012

O revisor de texto no jornal

Com o fim da função do revisor, passou-se a analisar o jornal após sua publicação. Essa “revisão tardia” acabou por prejudicar os leitores, que não só encontram erros que poderiam ter sido evitados, mas que podem, muitas vezes, tomá-los como certos. A partir dos anos 1980, a imprensa adotou a rentabilidade como objetivo central.
Seu texto merece a melhor revisão: Keimelion.
O revisor de textos é alguém
que desenvolve a atenção

como característica profissional básica.
A informatização das redações foi, ao mesmo tempo, resultado da nova demanda social e a forma mais eficiente encontrada pelas empresas jornalísticas para diminuir seus gastos. Os jornalistas que restaram tiveram de adotar uma nova postura e desempenhar papéis que antes eram encargos de outros profissionais. Deles passaram a ser exigidas aptidões características dessa nova sociedade.
Fragmentos de
Dejavite & Martins
Pode-se considerar a implantação de tecnologia um dos principais pilares da transformação da imprensa. Além de exigir maior versatilidade dos profissionais, o processo de informatização das redações levou ao chamado desemprego tecnológico. O revisor foi descartado pelos grandes jornais e substituído por terminais de vídeo. Todavia, o corte profuso de pessoal em busca de lucro é questionável. Estamos vivendo em uma era em que o jornalista torna-se fundamental para a “seleção em meio ao vasto caudal de informações” e para a “explicação [dos fatos], imposta pela natureza técnica da informação”.
Levando-se em conta que os leitores de jornais esperam encontrar matérias bem redigidas, que a carência de tempo resulta em perda de qualidade e que a disseminação de computadores nas redações não supre a deficiência dos profissionais de mídia no domínio da língua, a melhor maneira de se ganhar dinheiro, a longo prazo, seria o investimento na capacitação do profissional, e não seu desestímulo. Portanto, na atual sociedade, em que as pessoas se tornam ávidas por informações, o produto que as oferecer de maneira mais clara, detalhada, correta, será mais respeitado e consumido. Daí a importância de haver, nas empresas jornalísticas, pessoas responsáveis pelo bom acabamento das matérias: os revisores.
A revisão pode, mesmo hoje, ser considerada elemento importante para a produção de jornais. A falta de tempo reflete diretamente na qualidade dos textos, e o repórter se vê espremido “entre a busca da notícia, a vontade de fazer bem-feito e a pressão do fechamento” Hoje, com o advento e introdução dos computadores, os jornais aboliram a revisão, deixando esta função e responsabilidade sob a incumbência do próprio repórter – que, apesar de redigir a matéria jornalística, não possui, na maioria das vezes, nem conhecimento nem treinamento específico ou vocação para a detectação de erros.
Antes da informatização das redações, o revisor era visto como elemento de grande importância. Era dele a responsabilidade pelos erros publicados e pela uniformização dos textos de um veículo. Chaparro (2005) lembra que “o famoso copidesque cuidava do acabamento dos textos, garantindo-lhes, acima de tudo, correção gramatical”. Segundo ele, antigamente, propagava-se a ideia de que o “repórter não precisa saber escrever; basta que traga boas notícias. Do texto, o copidesque daria conta”.
A presença de revisores nas redações colaboraria para que essas medidas fossem seguidas à risca, facilitando o entendimento das matérias. Para tanto, é preciso que os proprietários de jornais tenham consciência de que trabalham com a informação – um dos bens mais importantes da atual sociedade – sob a forma verbal, e que a precisão e qualidade desta estão íntima e indissociavelmente ligadas ao correto e respeitoso uso da língua. Algo essencial em uma sociedade integrada pela comunicação e pelas tecnologias da informação. Na época em que a função do revisor foi eliminada, a figura do redator torna-se bastante importante. Porém, apesar de ter assumido novas responsabilidades na tentativa de suprir a falta de cargos extintos, a presença desse profissional ainda pode ser considerada insuficiente.
Leia outras postagens:  Princípios funcionalistas da revisão de textos - A revisão de textos profissional - Revisão de textos e "diálogo" com o autor 

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