Revisores de texto percorrem as frases e as palavras com um olhar clínico, em busca de falhas gramaticais, defeitos de sintaxe ou erros ortográficos, as «gralhas», como lhes chamam na gíria, de forma a garantir a correção e o rigor exigidos pelas regras gramaticais adotadas na no meio acadêmico, bem como o respeito pela língua portuguesa. São incapazes de ler o jornal ou as legendas de um filme sem que as ditas «gralhas» lhes saltem à vista. Não é um defeito, talvez seja feitio profissional. Esses profissionais são os revisores de textos e são eles quem prepara, corrige e verifica os textos que se destinam a publicação, em suporte físico ou eletrônico, e que fazem parte de um diversificado leque de trabalhos que pode ir desde a obra literária até teses e dissertações, cada um com as suas particularidades e exigências.
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| Revisores de textos hoje trabalham com novos recursos, mas o ofício é o mesmo de sempre. |
Texto adaptado de Matriz12.
É, sem dúvida, um trabalho de grande responsabilidade e em que, nomeadamente no caso dos trabalhos acadêmicos, por se lidar com textos que representam anos de investimento e trabalho de seus autores, uma pequena desatenção pode ter consequências graves ou originar dificuldades na hora da avaliação, defesa ou publicação – inclusive alguns constrangimentos.
Atualmente, a existência de corretores automáticos, nomeadamente em programas de tratamento de texto, tem ameaçado a profissão e, de certa maneira, tem suscitado a ideia de que o trabalho do revisor não é assim tão essencial. No entanto, essa ideia está muito longe da realidade e as empresas e instituições de ensino mais exigentes no que respeita à edição ou publicação de textos, como é o caso das universidades, não prescindem do trabalho destes profissionais que, com alguma frequência, detectam lapsos ou discrepâncias que os próprios autores dos textos não detectam em sucessivas leituras.
O trabalho do revisor pode passar por diversas fases: a marcação técnica, durante a qual o revisor lê o documento original e inclui diversas indicações de teor gráfico e linguístico de forma a preparar o trabalho para a fotocomposição, a leitura das provas, onde o texto composto é lido e comparado com o original, a contraprova, em que se verifica se as emendas decorrentes da leitura foram corretamente introduzidas, e a verificação da paginação, fase onde os documentos, depois de paginados, são novamente conferidos.
A simples colocação de uma vírgula, algo aparentemente pouco importante para a maioria das pessoas, pode dar azo a acesos debates e algumas angústias no meio de revisores.
Atualmente, a existência de corretores automáticos, nomeadamente em programas de tratamento de texto, tem ameaçado a profissão e, de certa maneira, tem suscitado a ideia de que o trabalho do revisor não é assim tão essencial. No entanto, essa ideia está muito longe da realidade e as empresas e instituições de ensino mais exigentes no que respeita à edição ou publicação de textos, como é o caso das universidades, não prescindem do trabalho destes profissionais que, com alguma frequência, detectam lapsos ou discrepâncias que os próprios autores dos textos não detectam em sucessivas leituras.
O trabalho do revisor pode passar por diversas fases: a marcação técnica, durante a qual o revisor lê o documento original e inclui diversas indicações de teor gráfico e linguístico de forma a preparar o trabalho para a fotocomposição, a leitura das provas, onde o texto composto é lido e comparado com o original, a contraprova, em que se verifica se as emendas decorrentes da leitura foram corretamente introduzidas, e a verificação da paginação, fase onde os documentos, depois de paginados, são novamente conferidos.
A simples colocação de uma vírgula, algo aparentemente pouco importante para a maioria das pessoas, pode dar azo a acesos debates e algumas angústias no meio de revisores.
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