Chamaremos revisão de textos toda reconsideração de um primeiro texto, incluindo tanto os comentários, opiniões e críticas de autores e leitores como as alterações efetivas realizadas no escrito. Denominaremos reescritas a estas alterações efetivas.
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| Revisão de textos exige domínio de amplo vocabulário. |
Na perspectiva histórica, o papel do revisor pode ser definido de diversas maneiras. Não temos dados sobre como os copistas corrigiam seus próprios escritos, temos apenas as marcas de correções que eles deixaram em seus manuscritos. Por outro lado, sabemos como corrigem os profissionais da revisão contemporâneos (os revisores).
Também se entende a revisão como uma releitura ou leitura do escrito, não necessariamente uma emenda, mas uma tarefa de interpretação; tarefa essencialmente ativa encarada pelo profissional de revisão a partir de um campo de saber previamente constituído não somente por normas e leis, mas por uma concepção mais ampla e pelo que denomina um “certo recinto semiótico” composto por diversas direções.
É esta a ideia de revisor que vamos trabalhar: a do profissional que se melhora o trabalho de terceiros. Alguém que faz muitas vezes leitura e releitura “com a mente e com os olhos”, prestando atenção tanto naquilo que está carregado de sentido como o que não está e, ao mesmo tempo, esforçando-se por tomar distância do sentido que teve intenção de gerar para olhá-lo com olhos de outros.
A crítica textual defende que, na elaboração de um discurso (ainda no caso de reconhecidos e universais escritores de literatura), é fundamental a função ativa do produtor. Tanto um texto jurídico como um texto publicitário exigem semanas de trabalho, retiradas, adições, reestruturações, reescritas. Este processo que, a partir da perspectiva do autor pretende ser qualitativo, pode, não obstante, produzir versões de qualidade decrescente, mas os rastros que vão sendo deixados dão conta da progressão de um “discurso comum” até “um discurso ótimo”, a partir da perspectiva do autor. É esta perspectiva do revisor sobre “o que é melhor” a que se tenta desvelar, sem emitir juízo prévio sobre uma qualidade “ideal”.
Sozinho ou interagindo com os outros, o revisor do manuscrito se vê diante de uma avaliação do texto, e deve tomar decisões sobre afirmar, explicar, demonstrar, declarar. E sobre os estados mentais que supõe comunicar, tais como crenças, deduções, conjecturas, suposições e conclusões. Ao escrever ou revisar, é inevitável tomar decisões sobre a estrutura linguística – com conhecimento ou não da metalinguagem oral, por exemplo, ao marcar parágrafos ou orações, ao narrar, enumerar ou descrever. Mas, além do ato em si mesmo, existe uma metalinguagem oral para referir-se ao conteúdo do texto. Por exemplo, se é verídico, se é lógico, se é conveniente. Estas considerações são pertinentes na formação de determinados tipos de textos e são fundamentais para que se considere o conhecimento culto ou educado. Daí o interesse na revisão, já que não somente constitui uma prática, mas também um meio de pensar a linguagem.
Também se entende a revisão como uma releitura ou leitura do escrito, não necessariamente uma emenda, mas uma tarefa de interpretação; tarefa essencialmente ativa encarada pelo profissional de revisão a partir de um campo de saber previamente constituído não somente por normas e leis, mas por uma concepção mais ampla e pelo que denomina um “certo recinto semiótico” composto por diversas direções.
É esta a ideia de revisor que vamos trabalhar: a do profissional que se melhora o trabalho de terceiros. Alguém que faz muitas vezes leitura e releitura “com a mente e com os olhos”, prestando atenção tanto naquilo que está carregado de sentido como o que não está e, ao mesmo tempo, esforçando-se por tomar distância do sentido que teve intenção de gerar para olhá-lo com olhos de outros.
A crítica textual defende que, na elaboração de um discurso (ainda no caso de reconhecidos e universais escritores de literatura), é fundamental a função ativa do produtor. Tanto um texto jurídico como um texto publicitário exigem semanas de trabalho, retiradas, adições, reestruturações, reescritas. Este processo que, a partir da perspectiva do autor pretende ser qualitativo, pode, não obstante, produzir versões de qualidade decrescente, mas os rastros que vão sendo deixados dão conta da progressão de um “discurso comum” até “um discurso ótimo”, a partir da perspectiva do autor. É esta perspectiva do revisor sobre “o que é melhor” a que se tenta desvelar, sem emitir juízo prévio sobre uma qualidade “ideal”.
Sozinho ou interagindo com os outros, o revisor do manuscrito se vê diante de uma avaliação do texto, e deve tomar decisões sobre afirmar, explicar, demonstrar, declarar. E sobre os estados mentais que supõe comunicar, tais como crenças, deduções, conjecturas, suposições e conclusões. Ao escrever ou revisar, é inevitável tomar decisões sobre a estrutura linguística – com conhecimento ou não da metalinguagem oral, por exemplo, ao marcar parágrafos ou orações, ao narrar, enumerar ou descrever. Mas, além do ato em si mesmo, existe uma metalinguagem oral para referir-se ao conteúdo do texto. Por exemplo, se é verídico, se é lógico, se é conveniente. Estas considerações são pertinentes na formação de determinados tipos de textos e são fundamentais para que se considere o conhecimento culto ou educado. Daí o interesse na revisão, já que não somente constitui uma prática, mas também um meio de pensar a linguagem.
Fragmentos adaptados de Nova Escola.
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