A coesão textual é o elemento que determina que a interpretação de algum elemento no discurso está na dependência de outro. Considera-se a coesão parte da língua, estabelece a necessária relação semântica entre um elemento do texto e outro, ela é determinante para a interpretação. Nesse sentido, o revisor de texto desempenha papel importante em relação aos mecanismos de coesão.
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| Qualquer texto é repleto de armadilhas, cumpre ao revisor evitar todas elas. |
Citam-se como principais fatores de coesão cinco mecanismos:
- referência - pode ser pessoal (feita por meio de pronomes pessoais e possessivos), demonstrativa (realizada por meio de pronomes demonstrativos e advérbios indicativos de lugar) e comparativa (efetuada por via indireta , por meio de identidade e similaridades);
- substituição - consiste na substituição de um item em lugar de outro elemento no texto (nominal, verbal ou frasal);
- elipse – consiste na omissão de item lexical (nominal, verbal ou frasal);
- conjunção – estabelece relações significativas específicas (aditiva, adversativa, causal, temporal, continuativa);
- coesão lexical – é obtida por meio de dois mecanismos: a reiteração (sinônimos, hiperônimos e nomes genéricos) e a colocação (uso de nomes termos pertencentes a um mesmo campo significativo).
O revisor do texto, em suas seguidas leituras, tem que ter a sensibilidade de observar os recursos coesivos necessários, para dar continuidade e sentido ao texto, mas com o devido cuidado para não modificar a marca pessoal do autor. A coesão de um texto necessita da presença de conectivos ou elementos de conexão, e seu uso deve ser cuidadoso, já que os operadores argumentativos, de modo geral, servem para emitir juízos de valor. Esses termos fazem o encadeamento semântico entre as sentenças, bem como ligam sintaticamente as sentenças umas às outras, mas são também marcas linguísticas da ideologia.
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Os principais articuladores da coordenação adversativa são: mas, porém, contudo, todavia, entretanto, no entanto.
Os principais articuladores da subordinação são: articulação sintática de causa (porque, pois, como, por isso que, já que, vista de, devido a.) de condição (partícula “se”), de fim (a fim de, com o propósito de, para.) e de conclusão (logo, portanto, então, assim, por isso).
O revisor não pode mudar – em nome da clareza, unidade, continuidade e consistência – o que foi efetivamente enunciado: todo texto tem um autor – ou mais de um – e é a esse autor, a sua visão de mundo, a sua ideologia, que devem remeter as marcas linguísticas do texto, e não ao revisor, à visão de mundo do revisor e à ideologia dele. O uso inadequado dos elementos de coesão, sem critério, acarreta sérios prejuízos de entendimento e clareza do texto. Por outro lado, se modificados indistintamente pelo revisor, provocam prejuízos de ordem discursiva, como ideológicos do revisor.
Os principais articuladores da coordenação adversativa são: mas, porém, contudo, todavia, entretanto, no entanto.
Os principais articuladores da subordinação são: articulação sintática de causa (porque, pois, como, por isso que, já que, vista de, devido a.) de condição (partícula “se”), de fim (a fim de, com o propósito de, para.) e de conclusão (logo, portanto, então, assim, por isso).
O revisor não pode mudar – em nome da clareza, unidade, continuidade e consistência – o que foi efetivamente enunciado: todo texto tem um autor – ou mais de um – e é a esse autor, a sua visão de mundo, a sua ideologia, que devem remeter as marcas linguísticas do texto, e não ao revisor, à visão de mundo do revisor e à ideologia dele. O uso inadequado dos elementos de coesão, sem critério, acarreta sérios prejuízos de entendimento e clareza do texto. Por outro lado, se modificados indistintamente pelo revisor, provocam prejuízos de ordem discursiva, como ideológicos do revisor.
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