10 de setembro de 2011

Amar a língua pátria

Amar a língua pátria é um ato de civismo. Causou pasmo, estes dias, a polêmica dos livros publicados pelo Ministério da Educação contendo incorreções gramaticais. No falar e no escrever cumpre primor de linguagem.
A pátria é a língua. Causa pasmo, por isso, ver os maus-tratos que sofre o português, um pouco por toda a parte, cotidianamente, na mídia e, o que é mais lamentável, nas alocuções de muitos homens públicos e agora até em manuais editados em Brasília.
Medalha da Inconfidência:
governador Anastasia e cônego Vidigal de Carvalho.
Afirmou Antônio José Saraiva: “A palavra deve ser cuidada. Através das palavras liga-se o pensamento e responsabilidade cívica. Não é por acaso que hoje se volta a valorizar a oratória e a retórica – perante a pobreza dos discursos e da comunicação e a confusão dos argumentos. É a identidade como povo e como cultura que está em causa”.
É necessário um clamor geral contra o aviltamento da formosa Língua Pátria e medida salutar é promover, em alto nível, uma conscientização do problema para salvar no Brasil este belo idioma. Há um desconhecimento da Filosofia da Comunicação, uma vez que a gramática e os vocábulos corretos estão a serviço do entendimento entre pessoas racionais. Fenômeno de fundas consequências este da anarquia e empobrecimento da maneira de se exprimir. Tanto mais grave quando já não inclui somente uma geração nova, vítima de um contexto histórico agressivo aos autênticos valores, mas que se alastra até pelas Universidades, envolvendo inclusive professores, cuja pobreza vocabular se ajunta, por vezes, a um mau gosto no uso de expressões, de fato, lastimáveis, que mostram a penúria intelectual, a indigência lexicológica reinantes. Verdadeiro vandalismo que se verifica nas províncias sublimes da Língua. Semi-analfabetismo que leva, não apenas à infração ostensiva das mais elementares regras gramaticais, mas ainda à desvalorização de nosso rico vocabulário. É o emprego correto de palavras exatas que dá clareza e ritmo à frase, fazendo a língua portuguesa tão encantadora e melodiosa. Falar e escrever incorretamente são atitudes antifilosóficas e que obstaculizam a comunicação de realidades interiores para se chegar às paragens do belo.
Se é condenável o mesmo vocábulo usado para manifestar conceitos completamente díspares e tudo se torna “bacana”, “jóia”, como se tão pobre fosse nosso rico idioma, como foi observado, ainda mais triste o uso de termos de baixo calão, grosseiros de visível mau gosto e o pior ainda veicular frases com visível violentação da gramática, que tem por objetivo estudar a forma, a composição e a inter-relação das palavras dentro da oração ou da frase, bem assim o seu apropriado ou correto uso.
É preciso denunciar as agressões ao vernáculo, pois só uma coisa pode libertar-nos da hipnose, da escravidão mental abjeta que vai campeando por toda parte, deslustrando a “última flor do Lácio”. Cumpre que se cultive uma linguagem genuína, correta, pura, isenta de baixaria, um falar e um escrever castiço digno da língua de Camões, Vieira, Camilo, Eça de Queiroz, Coelho Neto, Olavo Bilac, Rui Barbosa e tantos outros que engrandeceram esta língua, orgulho dos verdadeiros patriotas.
Côn. José Geraldo Vidigal de Carvalho,
da Academia Mineira de Letras

A função do revisor de textos acadêmicos

Vamos explicar um pouco sobre a função do revisor de textos que trabalha focado em teses, dissertações e artigos. Os autores desses trabalhos, normalmente, já têm alguma experiência em textos longos ou mesmo larga vivência de escritor. Nem aquele que escreve a dissertação de mestrado, geralmente o primeiro trabalho de fôlego da pessoa, nem o mais experimentado doutor podem prescindir da colaboração do revisor.
Tenha em mente que, se você escreve, escreveu
ou escreverá um texto, você precisará de um
revisor. Aprenda como é a relação entre autor
e revisor em benefício do texto.
Uma tese ou dissertação é, quase sempre, resultado de trabalho em equipe. Algumas vezes a pesquisa é em grupo, existe a interferência maior ou menos de um orientador, colegas que opinam em partes do texto, e – sempre – a influência de diversos autores que foram lidos e contribuíram nas ideias e informações necessárias para a construção do conhecimento. Os textos mais logos, teses e livros de pesquisadores sêniores, algumas vezes são produzidos a partir da articulação e junção de textos anteriores, de sua própria autoria.
De qualquer modo, nas diversas formas de redação, criação e surgimento dos trabalhos de produção de textos grandes, o texto surge em partes, é escrito em etapas e sob influências de circunstâncias e humores variados. Todos esses fatores relacionados contribuem para que não haja perfeita uniformidade de construções, estilo e para que haja repetição, colagens com erro de construção e muitos outros problemas.
Essas questões todas que aparecem nas teses, os problemas da montagem do grande texto, deixam de ser vistas pelo autor e por qualquer outra pessoa que acompanhe a redação, orientadores, colegas e críticos, pois o próprio conhecimento do objeto – a matéria de que trata o texto – leva à leitura superficial, rápida, atenta mais ao conteúdo técnico, científico, que ao suporte (texto propriamente). Então surge o revisor, alguém que nunca lidou com aquele texto – e isso é importante: distanciamento, que normalmente não conhece o assunto e vai precisar entender com clareza as frases, mesmo sem apreender o conteúdo científico da redação.
O revisor vai promover a uniformidade, pois ele trabalhará com o texto todo – enquanto o autor trabalhou por partes, vai melhorar a legibilidade – o que sempre é possível, pois em toda frase que houver retenção na leitura será feita alguma interferência facilitadora.
A revisão é realizada em etapas, camadas de verificação de questões, se possível, cada uma delas é feita por um revisor diferente, com o intuito de expor o texto ao máximo de leitores possível antes da publicação. No caso de teses, nem sempre há possibilidade – por questões de tempo e de custos – de expor o texto a mais de um revisor (ou a uma equipe), mas o sistema de diversas leituras é necessário para garantir a qualidade requerida. Muitos revisores fazem listas de checagem correspondentes a cada uma das leituras ou “passagens” do texto. Ainda durante a primeira passagem, os problemas recorrentes são anotados para verificação sistemática; por exemplo: palavras que ficaram sem acento, pois os editores eletrônicos não identificaram exatamente o termo. Nas etapas sucessivas será feita verificação sistemática do problema.
Feita a revisão, é necessário – sempre que haja tempo – que o autor confira as interferências feitas pelo revisor, pois cabe ao dono do trabalho a palavra final sobre cada vírgula. O revisor é o consultor técnico sobre a obra de seu cliente. O revisor opina, sugere, recomenda – o autor decide. Normalmente, quando se trabalha com a corriqueira exiguidade de tempo, o revisor aponta as questões em que existe possibilidade de dúvida, ficando a maioria das interferências no campo das questões pacíficas: nenhum autor deseja vírgulas entre sujeito e objeto, é erro inquestionável.


5 de setembro de 2011

O que é isso de ser revisor?

Ser revisor de textos como principal ocupação profissional é ter uma vida diferente. É ver menos pessoas do que na maior parte dos outros trabalhos. É estar em casa grande parte do tempo. É não ter horários, mas prazos. É gozar do prazer de passar os dias a ler e ainda ser pago por isso. Um revisor é, por imperativo profissional, um leitor omnívoro. Um especialista das engrenagens da língua, desde as suas estruturas maiores até às suas partículas mais ínfimas, aos seus ossinhos e parafusos.
por: Manuel M. Monteiro
A única certeza do revisor de textos é a de que vai deixar
passar algum erro. Revisor procura erro, corrige erro,
não vê algum erro e também incorre em erro.
Quem se aventura na revisão deve estar preparado para conviver com a ingratidão. Porque o revisor sabe o quão diferentes são os livros antes de passarem pelas suas mãos. E, contudo, eles têm apenas um lugar minúsculo reservado para si na ficha técnica (quando têm). Ao contrário de um tradutor, o nome do revisor não constitui um chamativo da obra, apesar do acréscimo de valor que dá aos livros que cinzela.
O revisor é, no fundo, o escritor da sombra, o duplo do actor de cinema que entra em cena quando este não está preparado para o salto. Dependendo da margem que as editoras e os autores lhe concedem, dependendo também do seu perfil – mais ou menos intervencionista –, ele pode ser um mero reparador de erros ou alguém que reescreve frases, embelezando-as. Sim, o bom revisor deve amar as palavras. Não ser apenas um engenheiro ou um contabilista das mesmas. Só amando as palavras, as poderá lascar, aparar, envernizar, polir, perfumar.
Seria interessante publicar-se um livro de um grande escritor em estado de pré-revisão, de modo que os leitores compreendessem a importância do revisor.
São necessárias três características para a execução da revisão. Primeira: possuir-se uma boa cultura geral. Quanto mais assuntos se dominar, mais erros de conteúdo se detectará (algumas editoras contratam um revisor científico, à parte do revisor linguístico, para obras mais especializadas). Segunda: ter-se uma elevada capacidade de concentração. Ao rever, é preciso ler simultaneamente com um duplo olhar: o olhar da forma, atento à vírgula que falta, e o olhar do conteúdo, que exclama «eureca!» quando a personagem que era coxa, a certa altura da narrativa, desata a correr mais do que as outras. Um revisor assemelha-se, neste sentido, a um trabalhador numa torre de controlo – a sua concentração tem de ser absoluta e ininterrupta, porque a mínima distracção será fatal. Terceira: conhecer-se as leis e os processos da linguística, e, ainda assim, manter-se sempre a humildade de consultar todos os manuais de gramática e todas as doutas opiniões.
Há um corolário nocivo a que dificilmente qualquer revisor escapará: o seu olhar de leitor será contaminado pelo seu olhar de revisor. A fruição da leitura ressentir-se-á do seu sempre atento olho de lince.
Às vezes, penso que a profissão que mais se aparenta com a do revisor é a do árbitro de futebol. Estranha comparação, dir-se-á em primeira análise. A verdade é que o único aspecto visível do trabalho de ambos é o erro. Dá-se pela existência de tais ofícios apenas quando eles falham.

4 de setembro de 2011

Revisão de textos e "diálogo" com o autor

A prática da revisão de textos para o mercado editorial tem propósitos bastante diversos daqueles que costumam se estabelecer em sala de aula, no ensino da escrita.
Ana Elisa Ribeiro
Já não existe revisão tipográfica, mesmo por não
haver mais tipógrafos, mas o revisor de textos
continua necessário em todo trabalho a
ser publicado.
Professores e alunos estabelecem relações quase que mediadas pela produção do texto, muita vez em diálogos escritos às margens da página. Matencio (2002) comenta que “em muitas práticas sociais, sejam elas escolares ou não, reescrita e retextualização se confudem com freqüência”, no entanto, “do ponto de vista teórico-metodológico, a abordagem dessas atividades não é equivalente”, ou seja, reescrever e retextualizar são ações diferentes sobre o texto. Se aplicarmos isso à situação do processo de publicação (para além do de redação) e se pensarmos que a relação que rege a negociação do revisor com o autor não é a mesma que rege professor e aluno, teremos então “propósitos comunicativos” diversos. Matencio (2002) afirma que é “desejável” “tratar a reescrita como atividade distinta da revisão”, já que os “eventos de interação” que envolvem esta prática são completamente distintos. É disso que queremos nos aproximar quando dizemos que a preparação de originais é mais ajustada a uma ação interativa (revisor, texto, editor, autor) e a revisão se coloca entre as intervenções de tipo resolutivo, em geral, no trabalho concentrado do profissional e na aprovação (ou não) do autor, sem tanta negociação.
As “etapas sucessivas de refacção de textos por alunos” (Matencio, 2002) têm como finalidade algo diferente das etapas da revisão de textos para publicação, muito embora a “ação pedagógica” (Britto, 2006) possa tomar lugar em ambas as situações. Se ambas as intervenções têm como meta “o aprimoramento da escrita” (Matencio, 2002), é de se retomar o fato de que a revisão editorial lida com prazos e fluxos bastante diversos da sala de aula. Em Ribeiro, Souza e Souza (2009), discutimos a produção editorial com base na gestão de projetos, considerando-se escopo, prazos, pessoas e custos, inclusive enfatizando que a revisão de textos é uma etapa envolvida entre os riscos do projeto editorial e muito ligada ao controle de qualidade (também em outros campos profissionais isso leva o nome de revisão), comumente negligenciada.

Revisão de textos e “diálogo” com o autor


Revisão de texto na comunicação on-line

Tenho visto casos de erros em marketing e publicidade nos quais a atuação de um revisor poderia evitar o constrangimento, os prejuízos financeiros e de imagem. Apenas um exemplo: um e-mail marketing de um grande varejista com o preço de promoção maior que o preço normal.
adaptado de Newton Alexandria
Praticamente dez entre dez pessoas apresentam erros de português. E essa constatação não é de quem está acima de qualquer erro e é perfeito; é uma constatação de quem processa textos variados e trabalha com a complexidade da nossa língua diariamente.
Na Web ou no papel, não basta que
as letras sejam bonitas, elas precisam
estar no lugar certo; conte sempre
com o serviço do revisor de textos.
Todos erramos; faz parte da natureza humana. Mas a maioria dos erros, principalmente na Internet, ocorre porque as pessoas estão mais preocupadas em passar ou repassar a informação e menos preocupadas com a qualidade dela, sem se deter, mesmo sem a ajuda de um revisor profissional, na leitura e releitura atenta do texto. Devemos ficar alertas que o leitor é transitório e veloz e terá estas características potencializadas diante de erros e de uma comunicação com falhas, rejeitando-a, se não de repente, gradativamente. Na Internet, a leitura é breve e ligeira, mas a escrita deve ser apurada, criteriosa.
Quando partimos para uma abordagem de sites e blogs institucionais, corporativos e profissionais, devemos estar mais atentos ainda, pois a credibilidade dos profissionais, dos produtos, das marcas e das organizações, ainda que não ao pé da letra, são afetados pelo conteúdo de má qualidade, que, mesmo não sendo algo tangível, também é consumível e reflete a imagem de quem o oferece. Uma questão que por não ter, muitas vezes, a atenção necessária, nem se chega à conclusão de que tenha causado o afastamento do leitor ou do consumidor. Digo por experiência própria, pois, não raro, visito sites e blogs com layouts impecáveis, mas que pecam no quesito preocupação com os textos e com o leitor/consumidor, e, até inconscientemente, e sem avisar, acabo não voltando àquela página.
Com indivíduos e organizações produzindo e replicando conteúdos e informações, aumentando sensivelmente a cada dia a comunicação on-line, é perceptível, na mesma medida, a necessidade de uma redação clara, correta e organizada também por este meio – a Internet. E, para que isso aconteça, é preciso que, principalmente quem escreve, se preocupe com o leitor, se preocupe em se fazer entender. O que para o autor parece claro, para o leitor pode não parecer; por isso, devem-se respeitar as regras gramaticais, de concordância, de organização das ideias, dentre muitas outras. Parece óbvio, mas, seja por ansiedade de publicar, por puro desleixo ou mesmo pelo fato de o autor ter tido uma educação escolar defasada e não contar com ajuda de um profissional preparado, é que vemos web afora um sem número de sites, blogs, peças de marketing e propaganda etc. com erros de redação em geral, que vão de aceitáveis a crassos. Erros que afetam, em primeiro lugar, a compreensão pelo leitor, que, pelo formato digital, se torna mais fugaz, urgente e quer a informação de bandeja, compreensível, inteligível.
Quero destacar que, apesar de este texto vir com o título acima, também se direciona, de alguma forma, a outros formatos de escrita e publicação.

Em busca do texto perfeito

A diferenciação entre o copidesque e o revisor de provas pode ser difícil de praticar, mas parece ser parte de uma prática antiga na coordenação das tarefas dos produtores de livros e outros objetos de ler. É importante que o especialista em tratamento de textos saiba intervir adequadamente, de acordo com a demanda, e possa se enquadrar em tipos distintos de prestação de serviços, a despeito de certas fusões atuais das tarefas, causadas principalmente por mudanças tecnológicas.
por Ana Elisa Ribeiro
A missão da revisão de textos é o
aperfeiçoamento, a perfeição continua
inalcançável.
Hoje é possível se editar sozinho uma obra, desde a contratação do texto, ao tratamento do original e à produção gráfica. É o que têm feito artistas novatos e poetas, de maneira competente, sem vínculo com empresas e selos editoriais.
A importância do revisor e do copidesque se aloja na necessidade de conferir legibilidade (ou inteligibilidade) aos textos, uma leitura perspicaz e especializada em obra que não deveria circular sem certos ajustamentos. Embora se saiba que nem todas as casas editoriais contratam esses serviços, é plenamente reconhecível um produto bem-tratado e um outro que tenha negligenciado as fases de produção de obras desde as equipes editoriais de antes de Gutenberg. Basta percorrer uma livraria e fazer observações empíricas.
Em busca do texto perfeito: (in)distinções entre as atividades do editor de texto e do revisor de provas na...


3 de setembro de 2011

A importância de revisar o texto

Por que revisar o texto é tão importante? Pelo simples motivo de que, no instante em que passa os olhos novamente sobre o que escreveu, você muda de posição: de escritor para leitor. E como leitor do que acabou de escrever, você não verá muitos problemas que estão bem ali.
O revisor de textos vai precisar de
uma coisa que só o autor pode dar
a ele: tempo! Não apresse o revisor.
O processo de revisar o texto para muitos é cansativo, monótono... e caro! Mas, se soubéssemos a importância que existe na revisão de textos, faríamos sempre, e faríamos com um revisor profissional experiente.
Revisar o texto é fundamental para quem almeja publicar um texto claro, que transmita a quem lê visão do total cumprimento das normas ortográficas. O revisor só faz interferências no texto com intenção de melhorá-lo.
Revisar é estratégia para que o autor evite repetições de palavras ou de ideias desnecessárias; erros de ortografia, de acentuação e pontuação; períodos longos e sem conexão entre os argumentos; má estrutura e má organização do conteúdo.
Quem revisa, portanto só tem a ganhar, ainda mais quando se trata de textos acadêmicos para defesa ou concursos, publicação ou processo seletivo.
A pessoa que não usufrui da revisão está deixando de utilizar uma estratégia que a posiciona a frente de muitos outros que não a praticam.

Conheça nosso Portfólio e as Normas em que trabalhamos.

A boa revisão de textos

Uma boa revisão de texto começa por um bom revisor, e são poucas as pessoas capazes de realizar uma revisão profissional

Garantir que um documento escrito esteja claro nem sempre é óbvio. Muitas vezes as ideias são boas, mas aparecem mal formuladas. É aí que entra o revisor de texto, para garantir a clareza das ideias expostas.
Cada tese tem que ser a melhor ao formatarmos.
A boa revisão de textos estará atenta a problemas de
inversão que os autores não veem mais.
Os recursos dos programas de editoração causam
esses tipos de erros, o revisor tem ciência e está
atento para evitar a situação.
Muitas pessoas têm boas ideias, mas dificuldades para transmiti-las para o papel, e o revisor de texto auxilia nesse processo de melhor essa exposição dessas ideias, dando mais qualidade ao texto e tornando-o de fácil entendimento. Um texto bem escrito transmite credibilidade a quem o lê e promove a veiculação de informações claras, coerentes e redigidas de acordo com a norma culta da língua.
Artigo original
O trabalho do revisor de texto é um trabalho de respeito às idiossincrasias de seus clientes, reconhecendo a relevância de cada produto para seu autor. A importância do revisor e sua função são indescritíveis. O revisor profissional - frequentemente graduado em Letras ou em Jornalismo, muitas vezes, tem de fazer mais do que retificar palavras; ele embeleza o texto ou é capaz de ressuscitá-lo, ele melhora as construções textuais, dá destaque às palavras, reforça uma mensagem, traz clareza, torna coeso.
Além disso, o trabalho deste profissional pode garantir a coerência na construção de um documento, através de sugestões de acordo com o conteúdo do que foi escrito. O revisor de texto profissional deve levar em conta a correção ortográfica e a coerência, mas jamais modificar as características, a maneira de expressar-se de um autor. Além da correta escrita das palavras e da boa estruturação textual, deve-se ponderar o contexto de quem escreveu, o conteúdo escrito e a quem se dirige o texto.
O revisor não só é um leitor, ele é um leitor com experiência de leitura e representa todos os potenciais leitores do texto que revisa. De certa forma, o revisor traz o leitor para o processo de produção do texto, pois, estabelecida a comunidade interpretativa o revisor passa a representá-la e a sugerir alterações no texto que sejam mais adequadas aos leitores a quem o texto se dirige.
Muitas pessoas julgam escrever suficientemente bem e acham dispensável a contratação de pessoas especializadas para auxiliar na elaboração de textos. Mas vários pontos passam despercebidos e acabam afetando a qualidade do trabalho. O seu leitor/cliente pode ter uma primeira impressão não muito boa se lhe for apresentado um texto confuso, com erros gramaticais ou ortográficos, evidenciando uma falta de cuidados ao divulgar informações e desatenção aos detalhes.
A pressa em escrever ou a necessidade de agilizar a transmissão das informações levam, possivelmente, a esse caos linguístico. Uma vírgula deslocada, por exemplo, gera ambiguidade ou altera um significado.
A necessidade de produção muitas vezes acaba se colocando acima de outros atributos tão ou mais importantes, entre os quais a qualidade.
Um dos pontos mais importantes para garantir a qualidade de um texto é ter percepção para o que é importante e o que não é, no que foi escrito. É necessário saber fazer cortes no texto. Muitas coisas escritas podem ser descartadas para deixar o texto menos cansativo para o leitor.
Às vezes a pessoa que escreve não tem essa noção do que pode ou não ser retirado do texto sem perder sua qualidade. Para isso é importante que o texto passe pelo processo de revisão; reordenar as ideias do texto, eliminando o que não é necessário, para assim oferecer um texto de qualidade para o público.
Sugestão de leitura: Revisão: apenas alguns aspectos - Tipos de revisão de textos - Desencalhe sua tese

Revisão de texto acadêmico

A revisão de texto é feita, inicialmente, pelo escritor para resolver dúvidas deixadas ao longo do texto, “limpar” o texto, verificar se as ideias têm sequência lógica, esclarecem adequadamente o leitor.

O texto em que trabalhamos tem destaque, traga sua dissertação a nós.
O revisor de textos escolhe as palavras
certas e as coloca nos lugares mais
adequados. Revisar não é só procura
e correção de erros, é melhoria.
Escrever e revisar são atividades distintas, uma mais criativa e descritiva, a outra mais crítica. A revisão feita pelo revisor profissional propõe, primeiramente, uma leitura rápida para ter ideia do conjunto. Na segunda leitura, mais cuidadosa, faz-se anotação das discordâncias, indagações, sugestões. E por fim, tenta-se detectar as falhas na transmissão das ideias e possíveis hesitações em termos de conteúdo.
Artigo original
O trabalho acadêmico
Durante a vida acadêmica, adquirimos conhecimentos abrangentes e restritos sobre a área da qual estudamos. Esses conhecimentos são colocados a prova em muitos momentos. E os trabalhos acadêmicos são uma forma de demonstrar esses conhecimentos adquiridos. Há diversos tipos de trabalhos acadêmicos, que serão citados ao longo desse trabalho. Em uma breve definição, o trabalho acadêmico é resultado dos estudos e conhecimentos adquiridos na vida acadêmica. O trabalho acadêmico é uma das mais importantes publicações da vida acadêmica e deve ser escrito de acordo com normas e seguir uma linguagem adequada. É importante também que seja coeso e coerente e que a informação passada seja clara. Para garantir essas características, o autor deve contar com a colaboração do revisor de textos.
A atividade de revisão de textos surge com as gramáticas, “fortemente vinculadas à prescrição de bem falar” e prescritivas em sua origem. Nascendo a partir da norma, e só existindo por causa dela, a revisão de textos restringiu-se por muito tempo à correção ortográfica e gramatical e foi incorporada como parte intrínseca do processo editorial. É nesse espaço social que o profissional que realiza o trabalho de revisão encontra boa parte do mercado de trabalho. A produção de textos acadêmicos e científicos também compõe uma porcentagem expressiva do trabalho disponível ao revisor de textos.
Mas o processo de revisão de texto vai além da correção gramatical, que a maioria das pessoas pensa. Esse trabalho envolve um processo muito mais elaborado para garantir a qualidade de um texto. Ainda se tem grande preconceito com esse tipo de trabalho porque se acredita que a revisão de texto vai alterar a estrutura e ideia original do texto. Essa visão é totalmente errada, pois a grande qualidade de um bom revisor de texto profissional é o respeito ao estilo de quem elaborou o texto – seja o mesmo um trabalho acadêmico, um projeto, um folder ou um manual. Deve ser analisada a linguagem, percebendo se ela está adequada ao objetivo e à mensagem do autor. O revisor de texto busca, além dos aspectos gramaticais e estilísticos, melhorar a organização e a exposição das ideias.O revisor de texto acadêmico faz esse trabalho com foco na finalidade do texto e nas especificidades que ele requer para bem atender a elas.
Leia também: Revisão de texto: o objeto - Revisão de textos em contexto - Instruções aos autores

Os textos acadêmicos

O processo de revisão de texto no trabalho científico e o trabalho do revisor de texto - que nem sempre é visto como um trabalho que pode melhorar a qualidade de diversos textos e que vai além da correção gramatical - são fundamentais para melhorar a qualidade dos trabalhos acadêmicos, facilitando a leitura e melhorando sua compreensão.
Artigo original
Sabedoria e revisar o texto antes de entregar.
"Revisão é um aprofundamento no texto,
como se o enxergasse com olhos de gato,
um raio-x do poema, como nunca visto."
 A produção do texto acadêmico requer escrita sobre temas que podem ser tratados cientificamente, à luz da experimentação, do raciocínio lógico, da análise, da aplicação de um método/técnica. Esse tipo de produção objetiva expor informações comprovadas ou passíveis de comprovação, divulgar ideias próprias ou de outrem, partilhar um saber, informar.
Tem estilo marcado pela objetividade, precisão, clareza, concisão, simplicidade, formalidade e utiliza linguagem respeitando o padrão culto da escrita, usando terminologia específica da área do saber, recorrência ao sentido denotativo da palavra. Podemos compreender qual é a proposta do conhecimento científico: construir conhecimento por meio de procedimentos que denotem atitude científica e que porcionem condições de experimentação de suas hipóteses de forma sistemática, controlada e objetiva para ser exposto à crítica intersubjetiva, oferecendo maior segurança e confiabilidade nos seus resultados e maior consciência dos limites de validade de suas teorias.
Para a construção do texto acadêmico, é necessário ter claros os limites e limitações das teorias com as quais se trabalha. A teoria não serve apenas para explicar o quanto as hipóteses são plausíveis, mas para elaborar os instrumentos e as técnicas de pesquisa.
Leia também neste blog: Revisão de texto: o objeto - Preço da revisão de textos - Como funciona nosso trabalho

Revisão de texto: o objeto

O trabalho do revisor de texto é importante em todas as áreas que se trabalha com texto, a boa revisão não se baseia somente em regras gramaticais, também visa melhorar a estrutura e a coerência do que foi escrito. A criação de um texto é tarefa que requer certos cuidados.
O texto que revisarmos não vai ter crítica da banca.
Todo texto nasce pronto para ser revisado.
O último ponto final do autor é o sinal para
o início do trabalho do revisor.
O texto é uma trama de ideias que deve ter coerência entre si. Existem vários tipos de textos e todo texto precisa ser bem estruturado e redigido e, para isso, é necessário que se tenha boa linguagem e conhecimento de regras de escrita.
Dentro da produção de texto, temos o texto acadêmico, que é o veículo principal de demonstração de conhecimento científico adquirido na vida acadêmica. Esse tipo de trabalho tem forma específica e seu conteúdo deve ter bases científicas, mas um detalhe importante nos trabalhos acadêmicos é sua apresentação. Falaremos em seguida sobre a importância da revisão de texto nesse tipo de trabalho, mas o foco aqui é o objeto: o texto.
Artigo original

O texto tem que ter estrutura, elementos que estabelecem relação entre si. Dentro dos aspectos formais temos a coesão e a coerência, que dão sentido e forma ao texto. "A coesão textual é a relação, a ligação, a conexão entre as palavras, expressões ou frases do texto”. A coerência está relacionada à compreensão, a interpretação do que se diz ou escreve. Um texto precisa ter sentido, isto é, precisa ter coerência. Embora a coesão não seja condição suficiente para que enunciados se constituam em textos, são os elementos coesivos que dão a eles maior legibilidade e evidenciam as relações entre seus diversos componentes, a coerência depende da coesão. Os textos podem ser literários, que são aqueles que, em geral, têm o objetivo de emocionar o leitor, e para isso exploram a linguagem conotativa ou poética. Em geral, ocorre o predomínio da função emotiva e poética. Podem ser também não literários, que pretendem informar o leitor de forma direta e objetiva, a partir de uma linguagem denotativa. A função referencial predomina nos textos não literários. Texto narrativo trata dos fatos, conta uma história envolvendo ação e movimento. Existem alguns elementos fundamentais em uma narração:
  1. O fato – consiste em o que será contado, deve ter sequência lógica que será denominado enredo. A personagem – é sobre quem se fala na narração. Normalmente tem-se personagem principal e personagens secundários.
  2. Narrador – é quem narra a história. Pode ser narrador-observador, que não faz parte da história, nesse caso a narração será feita em terceira pessoa e narrador-personagem, que faz parte da história, nesse caso a narração será feita em primeira pessoa.
  3. Tempo – O intervalo de tempo em que o(s) fato(s) ocorre(m). Existem dois tempos na narração: o cronológico, ou seja, um tempo especificado durante o texto e o psicológico, onde você sabe que existe um intervalo em que as ações ocorreram, mas não se consegue distingui-lo.
  4. Espaço – é imprescindível, e deve ser esclarecido logo no início da narrativa, pois assim o leitor poderá localizar a ação e imaginá-la com maior facilidade.
O texto descritivo expõe os detalhes de pessoas, situações, cenários e objetos que fazem parte do fato descrito. É muito comum em um texto descritivo vir incorporado uma narrativa ou uma argumentação. Segundo Othon M. Garcia, "descrição é a representação verbal de um objeto sensível (ser, coisa, paisagem), através da indicação dos seus aspectos mais característicos, dos pormenores que o individualizam, que o distinguem." Há descrições literárias e técnicas. Nas primeiras, o que importa é a transmissão de impressões que o objeto desperta em quem descreve; e, de fato, uma interpretação daquilo que se vê. Já as segundas se constituem em um detalhamento de características, objetivando a exatidão, uma espécie de fotografia do objeto visto.
O texto dissertativo se caracteriza pela defesa de uma ideia, de um ponto de vista, ou pelo questionamento acerca de um determinado assunto. Em geral, para se obter maior clareza na exposição de um ponto de vista, costuma-se distribuir a matéria em três partes:
  1. Introdução - em que se apresenta a ideia ou o ponto de vista que será defendido;
  2. Desenvolvimento ou argumentação - em que se desenvolve o ponto de vista para tentar convencer o leitor; para isso, deve-se usar uma sólida argumentação, citar exemplos, recorrer a opinião de especialistas, fornecer dados.
  3. Conclusão - em que se dá um fecho ao texto, coerente com o desenvolvimento, com os argumentos apresentados.
O texto acadêmico é baseado em questões científicas, o que é escrito nesse tipo de texto tem que ter referências comprovando sua veracidade. Nesse tipo de texto não se pode trabalhar com “achismos”, tudo deve ser embasado em obras científicas que tratam do assunto relacionado. Na próxima postagem esse tipo de texto é analisado com mais profundidade. Clique aqui para ler.


2 de setembro de 2011

REVISÃO: APENAS ALGUNS ASPECTOS (3)

Ana Beatriz Miranda Fernandes
Procure-nos pare revisar sua dissertação ou tese.
Encontre um revisor de textos de
confiança e tenha com ele uma
longa relação de trabalho.

Conselhos para quem está entrando no mercado [de revisão de textos] são sempre difíceis de dar. 

No máximo podemos fornecer algumas dicas genéricas:
  1. Em primeiro lugar, ame o seu idioma. Não o considere inferior a nenhum outro. Conheça-o profundamente, avalie suas riquezas e sutilezas, para poder ter sempre à mão a palavra certa para o contexto certo, pois, mais uma vez, a característica principal do mercado de revisão atual é a falta de tempo. Leia bastante em português, para ficar “prático” e fluente. Ler o quê? De tudo: desde bulas de remédio até a coluna de economia do jornal. Se você pretende ser um profissional versátil, nunca saberá que tipo de texto cairá nas suas mãos. E se for um texto sobre a política econômica da Inglaterra ou a situação atual da guerra no país X? Como você poderá opinar quanto ao melhor termo, se os dicionários trazem diversas opções e só você sabe o contexto do trabalho? No caso da revisão de textos traduzidos, conheço alguns tradutores/revisores que, muito equivocadamente, acham que dominar mais o idioma de origem do que o de destino é suficiente.
  2. Não queira reescrever o texto. Correções desnecessárias são uma perda de tempo, além de constrangerem o autor, criando arranhões num relacionamento que, conforme foi dito anteriormente, tem que se basear na confiança mútua. Ou seja, o revisor tem que confiar que o autor/tradutor consultou todas as fontes necessárias e fez o melhor possível com o tempo designado, da mesma forma que o autor/tradutor tem que confiar que o revisor não vai estragar o seu trabalho.
  3. Dentro do limite de tempo fornecido para o trabalho, é proibido ter preguiça! Não confie na sua memória ou na sua extrema sabedoria – consulte todas as fontes adequadas para o trabalho. Como exemplo, podemos repetir a importância que a internet adquiriu como fonte de consulta. É excelente, você terá acesso a informações atuais de forma dinâmica e poderá se surpreender com os resultados, quando nenhuma outra fonte resolver o seu problema. Lembre-se: excesso de confiança em si próprio sempre é um risco, e a sua reputação profissional é que está em jogo. Seja humilde.
  4. Dependendo do tipo de trabalho, conforme já foi dito antes, faça uma revisão parágrafo a parágrafo, especialmente se o seu trabalho envolve o cotejo com uma língua de origem diferente do português. Alguns tradutores hoje me agradecem por esta dica que parece ser muito simples, mas ajuda demais a não cometer erros desnecessários e sobrecarregar o revisor. Após a revisão minuciosa, se possível, leia todo o texto, para aparar qualquer aresta que tenha sobrado.
  5. Discuta com seu cliente a abrangência da revisão. Este é um aspecto muito importante. É quase impossível encontrar um revisor que, além de dominar os idiomas de origem (se for o caso) e de destino, também seja expert em todas as matérias técnicas. Se o texto for excessivamente técnico e em decorrência disso o assunto não estiver totalmente ao seu alcance, talvez valha a pena propor ao cliente que, além de uma revisão lingüística, seja feita também uma revisão técnica por um profissional da área.
  6.  “Last, but not least” – não perca a criatividade, o interesse pelo texto. Em outras palavras, não se automatize! Todo texto tem vida e pode ser muito interessante para o leitor, mesmo o mais técnico. Por isso, mergulhe no seu texto, não meça esforços para torná-lo mais interessante, original, e – talvez o mais importante – mais legível, sob todos os aspectos.
Outras dicas poderiam ser dadas, mas elas dependeriam muito do material de trabalho do revisor. Passemos portanto a outros aspectos dessa carreira que acho muito interessantes.

Com os limites de tempo impostos ao trabalho de revisão, sobre o que já falamos exaustivamente, vimos que o tradutor cada vez mais incorpora o trabalho de revisor. Mas será que as duas habilidades convivem com a mesma excelência no mesmo profissional? Dito de outra forma: será que existe um “perfil de tradutor” e um “perfil de revisor”? Outra questão curiosa é: será que o revisor de textos bilíngues, mesmo que não tenha tido uma formação específica em tradução, de tanto revisar textos traduzidos pode vir a ser um bom tradutor? Segundo minha modesta experiência, a resposta a esta pergunta é “sim”. Diversos profissionais passaram por nossa empresa começando como revisores, e hoje são bons tradutores – por sinal, disputadíssimos. Por outro lado, também tenho visto revisores que teriam toda a competência para se tornar tradutores e, estranhamente, não o desejam. Faltaria a estes profissionais apenas uma pitada de ousadia, ou devemos considerá-los simplesmente profissionais extremamente conscienciosos de suas limitações (se é que elas existem...)?

Outro aspecto instigante é a questão da coautoria. Os tradutores conhecem o tema da regulamentação da profissão e o quanto ainda é difícil para o mercado enxergar o tradutor como um coautor do texto originariamente escrito em idioma estrangeiro. E o revisor, será que ele merece também ser considerado coautor do texto? Que implicações financeiras para o mercado isso teria?

Bem, muitas outras questões poderiam ser levantadas, mas, por falar em limitações, vamos justificar o término deste artigo com mais duas: falta de espaço e falta de conhecimento para falar mais sobre esta maravilhosa profissão. Fica, portanto, o convite para os comentários dos colegas. Além disso, ficam também minhas sinceras homenagens e o incentivo para que os revisores continuem fazendo seu trabalho silencioso, anônimo, meticuloso – e, acima de tudo, simplesmente indispensável.

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REVISÃO: APENAS ALGUNS ASPECTOS (2)

Ana Beatriz Miranda Fernandes
A dissertação e a tese merecem formatação profissional.
A revisão de textos observa todos
os aspectos de qualquer publicação.
Seja em que mídia for, a revisão de textos envolve procedimentos e alvos, como dissemos acima, que ainda permanecem. Os principais pontos a serem revisados, válidos para a maioria dos trabalhos de revisão, incluem, não necessariamente nesta ordem de importância:
  1. completude do documento (se todo o texto foi traduzido, incluindo gráficos e ilustrações, cabeçalhos e rodapés, se for o caso)
  2. fidelidade da tradução ao texto original
  3. compatibilidade de estilo e terminologia com o mercado ou público a que se destina o texto
  4. texto gramaticalmente correto em todos os aspectos
  5. presença de caracteres especiais, como C de copyright, R de marca registrada, etc.
  6. nomes, endereços e telefones de empresas corretos
  7. referências internas ao texto corretas, como nomes de capítulos, páginas, legendas condizentes com as respectivas ilustrações, etc. No caso de softwares, comandos, botões e nomes de telas correspondentes  que se vê na interface
  8. ordem alfabética correta (se for o caso)
  9. unidades de medida e outros padrões de acordo com as normas nacionais
Além dos tópicos acima, que podem ser considerados básicos para quase qualquer tipo de trabalho, certamente vocês leitores ainda podem sugerir outros, de acordo com seu tipo de material específico.

As técnicas de revisão também podem variar, de acordo com o trabalho a ser feito. Uma leitura do texto na íntegra sempre ajuda, quando se tem acesso a um texto completo. No caso de revisores de materiais técnicos, como software e arquivos de ajuda, só à guisa de exemplo, raramente o profissional tem acesso a um material completo. Portanto, ajuda muito a revisão feita parágrafo a parágrafo, já que nunca se sabe ao certo onde estão o início e o fim do material.

No caso das ferramentas, nossos bons e velhos dicionários continuam valendo, de acordo com a seguinte regra: quanto mais, melhor. É claro que as únicas limitações serão o espaço na sua estante ou no seu micro. A internet tornou-se uma excelente aliada, com uma oferta praticamente ilimitada de sites contendo dicionários especializados em inúmeras áreas. No caso de revisões feitas na tela do computador, que ainda tenham que ser submetidas à aprovação, existe o recurso de marcas de revisão do processador de textos. Muito bom para que as alterações tenham a possibilidade de ser discutidas antes de serem efetivadas!

Não conheço um software de revisão que seja tão revolucionário quanto os conhecidos corretores ortográficos/gramaticais. Até certo ponto devemos dar graças a Deus, pois, se os tradutores automáticos que conhecemos são ainda tão imperfeitos, imagine um revisor automático, quantas pérolas não produziria... O material humano continua sendo o mais valioso quando se trata de aperfeiçoamento de textos. Graças a Deus!

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REVISÃO: APENAS ALGUNS ASPECTOS (1)

Quem gosta de ler um livro, manual ou artigo de jornal e encontrar erros? Já aconteceu de você perder o interesse ou a confiança em um texto após se deparar com uma série de incorreções? Será que mesmo nós, profissionais da área, já paramos para pensar na importância da revisão de textos para a credibilidade de um produto oferecido ou de uma idéia defendida?

Ana Beatriz Miranda Fernandes
Nunca deixe a revisão da dissertação para a última hora.
A revisão de textos requer atenção
e exige tempo. Não se faz boa
revisão apressadamente.
Revisar hoje em dia transformou-se em sinônimo de “lutar contra o tempo”. Quando você pensa que vai começar um trabalho, e se arma de todas as gramáticas, dicionários de sinônimos/antônimos, regência verbal e expressões idiomáticas, glossários específicos sobre o assunto e outras ferramentas de pesquisa para entregar uma revisão perfeita, o prazo já está se esgotando e é hora de entregar o trabalho.
Nesse contexto de tanta pressa, que parece ser a palavra de ordem de hoje, até os melhores profissionais podem cometer erros. Este é um fato facilmente comprovável – basta que façamos a leitura de qualquer trabalho, desde teses, dissertações e monografias, até press releases, artigos de jornal, livros e manuais de interesse geral ou de áreas técnicas especializadas. Quanto maior a pressão do cliente por rapidez, maior é o número de erros. Isto se aplica tanto à revisão unilíngue quanto à revisão de textos traduzidos. E, neste último caso, acrescente-se a todas as dificuldades o fato de existirem também erros de tradução a serem corrigidos. E, entra ano sai ano, os mesmos erros – aqueles mesmos que saem há anos em colunas divertidas de revistas, jornais e publicações especializadas e ainda são motivo de riso – continuam acontecendo. Ótimo para os revisores, que continuam, por isso, se fazendo importantes. Pois nosso maior terror é, após a revisão cuidadosa de um texto, sem tempo suficiente (por que será que o tempo nunca é suficiente?), deixar passar erros descobertos, eventualmente, por um cliente. Isso equivale, como costumo dizer aos meus trainees, a defender quatro pênaltis em uma final de copa do mundo e engolir um “frango”, tudo na mesma partida. Adivinha se o goleiro ganhará notoriedade pelos pênaltis defendidos ou pelo frango que engoliu?

Em princípio, é mais difícil detectar nossos próprios erros depois de passarmos um tempo enorme concentrados naquilo que escrevemos, traduzimos ou revisamos. As incorreções podem passar despercebidas, pois temos a tendência a ser mais condescendentes conosco mesmos. A solução seria sempre ter um texto escrito ou traduzido por uma pessoa e revisado por outra.

Em primeiro lugar, cabe a pergunta: quem é o revisor hoje? Sabemos de sua importância para a qualidade final dos textos escritos, mas o mercado parece ignorar sua existência, assim como a maior parte dos livros lidos no Brasil são traduzidos e, no entanto, o tradutor é um ilustre desconhecido. No caso mesmo da tradução, cada vez mais a revisão fica a cargo do próprio tradutor, o que não é 100% saudável para a qualidade final do texto, mas é o que o mercado demanda: rapidez e economia de custos. A fórmula é simples: um tradutor/revisor custa mais barato que um tradutor e um revisor separados. Mas nem sempre o resultado é o melhor possível para o leitor ou usuário final do produto traduzido.

Evidentemente, o ideal seria mantermos a atuação do revisor independente que, em parceria com o tradutor, também domina as duas línguas, a terminologia e o estilo, mas cuja função difere um pouco – seu papel é o de exercer 100% de atenção e desconfiança, para que tudo fique perfeito.

E quanto à revisão de textos em papel, alguém ainda se lembra? Há livros que ainda dizem hoje em dia que o ideal é revisar o texto impresso em sua forma final. Depende do cliente, da finalidade do texto e de uma série de outros fatores. Se o texto é de um manual de produto a ser distribuído na forma impressa, é sem dúvida ideal que a revisão final seja feita no formato final, ou seja, papel. Por mais que isso demande mais tempo, pois as correções feitas no papel ainda terão que ser passadas para os arquivos eletrônicos que originaram a cópia, e depois tudo terá que ser impresso novamente – para ainda mais uma revisão final?

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