10 de setembro de 2011

Amar a língua pátria

Amar a língua pátria é um ato de civismo. Causou pasmo, estes dias, a polêmica dos livros publicados pelo Ministério da Educação contendo incorreções gramaticais. No falar e no escrever cumpre primor de linguagem.
A pátria é a língua. Causa pasmo, por isso, ver os maus-tratos que sofre o português, um pouco por toda a parte, cotidianamente, na mídia e, o que é mais lamentável, nas alocuções de muitos homens públicos e agora até em manuais editados em Brasília.
Medalha da Inconfidência:
governador Anastasia e cônego Vidigal de Carvalho.
Afirmou Antônio José Saraiva: “A palavra deve ser cuidada. Através das palavras liga-se o pensamento e responsabilidade cívica. Não é por acaso que hoje se volta a valorizar a oratória e a retórica – perante a pobreza dos discursos e da comunicação e a confusão dos argumentos. É a identidade como povo e como cultura que está em causa”.
É necessário um clamor geral contra o aviltamento da formosa Língua Pátria e medida salutar é promover, em alto nível, uma conscientização do problema para salvar no Brasil este belo idioma. Há um desconhecimento da Filosofia da Comunicação, uma vez que a gramática e os vocábulos corretos estão a serviço do entendimento entre pessoas racionais. Fenômeno de fundas consequências este da anarquia e empobrecimento da maneira de se exprimir. Tanto mais grave quando já não inclui somente uma geração nova, vítima de um contexto histórico agressivo aos autênticos valores, mas que se alastra até pelas Universidades, envolvendo inclusive professores, cuja pobreza vocabular se ajunta, por vezes, a um mau gosto no uso de expressões, de fato, lastimáveis, que mostram a penúria intelectual, a indigência lexicológica reinantes. Verdadeiro vandalismo que se verifica nas províncias sublimes da Língua. Semi-analfabetismo que leva, não apenas à infração ostensiva das mais elementares regras gramaticais, mas ainda à desvalorização de nosso rico vocabulário. É o emprego correto de palavras exatas que dá clareza e ritmo à frase, fazendo a língua portuguesa tão encantadora e melodiosa. Falar e escrever incorretamente são atitudes antifilosóficas e que obstaculizam a comunicação de realidades interiores para se chegar às paragens do belo.
Se é condenável o mesmo vocábulo usado para manifestar conceitos completamente díspares e tudo se torna “bacana”, “jóia”, como se tão pobre fosse nosso rico idioma, como foi observado, ainda mais triste o uso de termos de baixo calão, grosseiros de visível mau gosto e o pior ainda veicular frases com visível violentação da gramática, que tem por objetivo estudar a forma, a composição e a inter-relação das palavras dentro da oração ou da frase, bem assim o seu apropriado ou correto uso.
É preciso denunciar as agressões ao vernáculo, pois só uma coisa pode libertar-nos da hipnose, da escravidão mental abjeta que vai campeando por toda parte, deslustrando a “última flor do Lácio”. Cumpre que se cultive uma linguagem genuína, correta, pura, isenta de baixaria, um falar e um escrever castiço digno da língua de Camões, Vieira, Camilo, Eça de Queiroz, Coelho Neto, Olavo Bilac, Rui Barbosa e tantos outros que engrandeceram esta língua, orgulho dos verdadeiros patriotas.
Côn. José Geraldo Vidigal de Carvalho,
da Academia Mineira de Letras

4 de setembro de 2011

Revisão de textos e "diálogo" com o autor

A prática da revisão de textos para o mercado editorial tem propósitos bastante diversos daqueles que costumam se estabelecer em sala de aula, no ensino da escrita.

Professores e alunos estabelecem relações quase que mediadas pela produção do texto, muita vez em diálogos escritos às margens da página. Matencio (2002) comenta que “em muitas práticas sociais, sejam elas escolares ou não, reescrita e retextualização se confudem com freqüência”, no entanto, “do ponto de vista teórico-metodológico, a abordagem dessas atividades não é equivalente”, ou seja, reescrever e retextualizar são ações diferentes sobre o texto.
*A. E. Ribeiro
Já não existe revisão tipográfica, mesmo
 por não haver mais tipógrafos, mas o revisor
 de textos continua necessário em todo 
trabalho a ser publicado.
Se aplicarmos isso à situação do processo de publicação (para além do de redação) e se pensarmos que a relação que rege a negociação do revisor com o autor não é a mesma que rege professor e aluno, teremos então “propósitos comunicativos” diversos. Matencio (2002) afirma que é “desejável” “tratar a reescrita como atividade distinta da revisão”, já que os “eventos de interação” que envolvem esta prática são completamente distintos. É disso que queremos nos aproximar quando dizemos que a preparação de originais é mais ajustada a uma ação interativa (revisor, texto, editor, autor) e a revisão se coloca entre as intervenções de tipo resolutivo, em geral, no trabalho concentrado do profissional e na aprovação (ou não) do autor, sem tanta negociação.
As “etapas sucessivas de refacção de textos por alunos” (Matencio, 2002) têm como finalidade algo diferente das etapas da revisão de textos para publicação, muito embora a “ação pedagógica” (Britto, 2006) possa tomar lugar em ambas as situações. Se ambas as intervenções têm como meta “o aprimoramento da escrita” (Matencio, 2002), é de se retomar o fato de que a revisão editorial lida com prazos e fluxos bastante diversos da sala de aula. Em Ribeiro, Souza e Souza (2009), discutimos a produção editorial com base na gestão de projetos, considerando-se escopo, prazos, pessoas e custos, inclusive enfatizando que a revisão de textos é uma etapa envolvida entre os riscos do projeto editorial e muito ligada ao controle de qualidade (também em outros campos profissionais isso leva o nome de revisão), comumente negligenciada.

Revisão de textos e “diálogo” com o autor


Em busca do texto perfeito

A diferenciação entre o copidesque e o revisor de provas pode ser difícil de praticar, mas parece ser parte de uma prática antiga na coordenação das tarefas dos produtores de livros e outros objetos de ler. É importante que o especialista em tratamento de textos saiba intervir adequadamente, de acordo com a demanda, e possa se enquadrar em tipos distintos de prestação de serviços, a despeito de certas fusões atuais das tarefas, causadas principalmente por mudanças tecnológicas.
por Ana Elisa Ribeiro
A missão da revisão de textos é o
aperfeiçoamento, a perfeição continua
inalcançável.
Hoje é possível se editar sozinho uma obra, desde a contratação do texto, ao tratamento do original e à produção gráfica. É o que têm feito artistas novatos e poetas, de maneira competente, sem vínculo com empresas e selos editoriais.
A importância do revisor e do copidesque se aloja na necessidade de conferir legibilidade (ou inteligibilidade) aos textos, uma leitura perspicaz e especializada em obra que não deveria circular sem certos ajustamentos. Embora se saiba que nem todas as casas editoriais contratam esses serviços, é plenamente reconhecível um produto bem-tratado e um outro que tenha negligenciado as fases de produção de obras desde as equipes editoriais de antes de Gutenberg. Basta percorrer uma livraria e fazer observações empíricas.
Em busca do texto perfeito: (in)distinções entre as atividades do editor de texto e do revisor de provas na...


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