5 de julho de 2011

Revisão de traduções

A revisão de textos é necessária a todo tipo de trabalho escrito. Aqui vamos chamar atenção para um tipo específico de texto, a tradução, que também carece de revisões, talvez mais ainda por motivos específicos. Não se trata de revisar a tradução, propriamente no sentido de conferir significados ou validar a competência do tradutor, mas agregar valor a seu trabalho.
Revisão de textos é uma necessidade
da comunicação globalizada.


O tradutor, que pode ser visto como autor da tradução, tem os mesmo problemas quanto ao texto que qualquer outro redator e mais alguns específicos. Em primeiro lugar, a proximidade: durante a tradução, a convivência com o texto satura a imagem que o tradutor tem dele; depois de certo tempo, a capacidade de ver pequenas falhas, inversões, lacunas e repetições diminui. O tradutor passa a ler o deveria estar lá, mesmo que não esteja. Há ainda as falhas de edições sucessivas, quase sempre necessárias: o tradutor, como qualquer autor, experimenta uma palavra, uma ordem das ideias, muda, inverte – tudo natural ao processo, mas essas contínuas mudanças, aliadas à saturação de imagem, podem produzir resquícios indesejados que deverão ser eliminados. Em segundo lugar, o tradutor aporta ao texto novo as construções e vícios de sua forma de pensar em outra língua. Claro que o tradutor sabe disso e tenta evitar, mas depois de muito exercício na relação binária entre os dois códigos – cada língua é um código – é inevitável a contaminação entre ambos.
Cumpre ao revisor do texto, primeiramente, tratar aquele documento como qualquer outro, com distanciamento e fazendo as interferências necessárias, depois estar atento àquelas construções que não seriam a opção do autor ou do tradutor como escolhas de estilo, mas são produto do pensamento bilíngue e das dificuldades que a recodificação (tradução) cria no próprio modo de pensar do tradutor. Ocorre, muitas vezes, que o tradutor seja especialista no assunto de que trata o texto, mais que especialista em texto propriamente. Novamente, é a presença do revisor como leitor privilegiado que se faz necessária, afastado do processo de reconstrução e do conhecimento da matéria do texto e qualificado profissionalmente no uso da língua escrita.
Revisar tradução é o mesmo que revisar texto original, requer atenção ao produto presente, o escrito, em função de todos os fatores de sua criação e sua finalidade, pensando contextualmente no autor, no tradutor e no leitor final – e otimizar o texto como veículo das ideias entre estes personagens, reduzindo as imperfeições técnicas e acidentais que surjam como ruído nesse processo comunicacional.
Postas essas considerações, remeto o leitor ao artigo: Revisão de traduções segundo a norma EN-15038 [Translation review, revision and proofreading according to the European Norm EN-15038]
Esta norma estabelece a distinção entre conferência [checking], revisão bilíngue [revision] e revisão monolíngue [review] que é a de que estamos tratando aqui, e ainda a revisão de provas [proofreading], quando se trata do trabalho no texto impresso (a boneca).
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4 de julho de 2011

Texto acadêmico: a folha A4

O texto acadêmico usa mais o formato A4.
A folha mais utilizada para trabalhos acadêmicos é a tamanho A4 (210 mm de largura e 297 mm de altura), sendo mesmo a mais comum no mercado. Todavia, há raras instituições que preferem outros tamanhos, o Ofício (Legal) e o Carta (Letter) são os que se seguem, em uso.
Há diferenças de tamanhos de margem e de impressão e face única ou frente e verso, segundo a norma específica de cada a instituição; as do exemplo que se segue são apenas sugestões, pois essa necessidade varia inclusive em função do número de páginas do trabalho: por exemplo, um trabalho de mais de 400 páginas requer margem esquerda maior que um de 100 ou menos.
A4 é o tamanho de papel mais utilizado em casas e escritórios em todo o mundo (exceção nos EUA, no Canadá e em alguns países sul-americanos, em que são mais comuns outras normas de tamanho de papel). 
Clique na imagem para ampliar.
Como curiosidade, pode referir-se que numa resolução de digitalização ou de impressão de 300 pontos por polegada, uma página de papel de tamanho A4 corresponde a 2480 pontos de largura e 3508 pontos de altura. A grande vantagem do formato A é que o material impresso em um tamanho pode ser convertido em outro sem mudar a proporção das imagens e textos.

Quem faz a revisão de texto faz também a formatação.
A matéria deste post e muito mais sobre redação, especialmente a destinada às universidades, está em nosso manual.
Nosso Manual Keimelion 2010 para redação acadêmica facilita a produção de textos científicos, fornece elementos para que os aspectos linguísticos e formais não constituam obstáculos ao trabalho. Dá indicações de procedimentos e sugestões de apresentação dos trabalhos.
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