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25 de julho de 2011

Revisão de texto em trabalhos técnicos e científicos

A revisão de texto em trabalhos técnicos e científicos é fundamental para preservar a sua própria integridade, a qualidade da publicação e a eficiência na transmissão da mensagem, uma vez que o revisor atua também como um consultor do idioma. Embora seja evidente a importância do revisor para o processo de produção de uma publicação, seu papel ainda é pouco valorizado.
A Keimelion tem grande experiência em
revisão de textos técnicos e científicos.
Após um bom trabalho de revisão, a leitura do texto fica mais fácil, mais interessante e sua compreensão, mais simples. Independentemente do que é escrito, o objetivo do revisor será sempre o mesmo: garantir a clareza e a coerência textual, transmitindo a ideia do autor da melhor e mais correta forma possível.
É muito comum a revisão ser reduzida a uma simples correção gramatical, o que não passa de um grande equívoco, pois a correção gramatical é apenas uma das etapas do trabalho de revisão. Como o revisor não se atém apenas à correção de textos, mas também à interpretação, ele atua como o intermediário de uma comunicação eficiente entre o autor e o leitor. E, sendo o revisor um primeiro leitor do texto, ele pode dar um retorno para o autor do efeito de sentido produzido por seu discurso.
Quando lemos um texto, seja de jornal, livro, revista ou uma simples propaganda, e começamos a perceber incorreções, sentimos logo que sua credibilidade pode estar comprometida. Isso mostra que a qualidade de um texto é o principal fator a despertar interesse e confiança sobre o que expomos ou anunciamos. Daí a importância da revisão de textos, para que uma ideia proposta ou um produto oferecido alcance o seu objetivo maior.
Adaptado de: BORGES, Luciane Chedid Melo. Processo de Revisão de Textos Técnico-Científicos na Embrapa Amazônia Oriental: proposta de melhoria. Belém: Embrapa Amazônia Oriental, 2007.

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O papel do revisor de textos

O papel do revisor é assegurar que os pensamentos criados na mente do leitor no momento da leitura se aproximem o mais possível dos pensamentos do autor no processo de escrita. Muitas vezes, diante de uma sentença ambígua ou obviamente errônea, o leitor precisa tentar adivinhar o que o autor pretendeu dizer. Termos inadequados ou fora do lugar podem levar a ambiguidades e distrair a atenção do leitor, provocando um menor impacto do discurso. O autor precisa ter a segurança de que suas palavras possam registrar efetivamente seus pensamentos e de que o leitor os apreenda sem distorções.
Revisão de texto é necessidade básica.


No Manual de Editoração da Embrapa, o revisor é entendido como o “profissional encarregado de copidescar; fazer revisão ortográfica, gramatical e sintática; e executar codificação gráfica e padronização do texto” (EMBRAPA, 2006). Revisar um texto é como fazer nele uma inspeção. Encontrados os defeitos, estes devem ser eliminados. Isso não significa interferir nas ideias do autor, mas realizar uma “faxina textual”, na qual os excessos são retirados para preservar a clareza e o próprio estilo do autor. Esta é a função primordial do revisor, que deve, em seu trabalho com o texto, não partir do princípio da obviedade, mas sim do conhecimento geral.
  • Nas atividades de editoração, a primeira etapa do trabalho do revisor está descrita da seguinte forma:
O revisor corrige os erros gramaticais, sintáticos e gráficos. Se necessário, o texto pode ser copidescado, um processo no qual o texto é refeito ou melhorado, sofrendo alterações pertinentes na estrutura frasal e na adequação vocabular, imprimindo-se, assim, clareza e concisão ao enunciado e ao discurso (EMBRAPA, 2007).
  • Em seguida, o revisor incorpora as emendas, após validação do autor, e procede à revisão dos textos formatados (diagramados):
O revisor de texto confere minuciosamente a cópia formatada para detectar erros tipográficos e falhas da editoração eletrônica. Confere também: posicionamento de figuras e tabelas; ordenação desses elementos conforme a chamada no texto; legendas e textos-legenda de figuras; elementos do sumário de acordo com a paginação; sequência lógica dos parágrafos e das notas de rodapé, confrontando com a cópia do arquivo limpo (EMBRAPA, 2007).
O trabalho continua com a revisão das emendas. “O serviço de revisão faz a leitura minuciosa, verificando se todas as emendas requeridas foram executadas corretamente e se o texto está completo e ordenado em sequência lógica. Repete-se esta etapa até que todas as emendas tenham sido feitas.” (EMBRAPA, 2007)
Como um primeiro leitor do trabalho, o revisor é capaz de detectar os pontos insuficientemente explicados ou mesmo irrelevantes, que sejam ambíguos e/ ou não transmitam o pensamento pretendido pelo autor. Sem modificar as características pessoais e a maneira de expressar-se do autor, o revisor é capaz de assegurar um fluxo lógico de ideias no texto. Seu principal papel é o de aperfeiçoar a redação para que esta se torne compreensível e alcance o objetivo pretendido pelo autor – não se trata, portanto, em momento algum, de desqualificar o texto originalmente apresentado. Para o revisor, o importante é que tudo esteja claro, interessante e de acordo com as normas da língua portuguesa.
BORGES, Luciane Chedid Melo. Processo de Revisão de Textos Técnico-Científicos na Embrapa Amazônia Oriental: proposta de melhoria / por Luciane Chedid Melo Borges. - Belém: Embrapa Amazônia Oriental, 2007.

Leia outros posts: Revisamos textos de qualquer estado ou país Como escrever bem - Orçamento para revisão de textos - Instruções aos autores

20 de julho de 2011

Revisão de textos com desconto

Estamos oferecendo desconto de 10% nos serviços de revisão de textos para todos aqueles que nos seguirem no Facebook ou no LinkedIn. Basta clicar nos campos correspondentes (curtir ou seguir), aqui ou diretamente naqueles sites. Siga-nos agora e quando precisar da revisão saberá onde nos encontrar. Siga-nos agora e receba dicas sobre redação e formatação normatizada de teses e dissertações.
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Leia também em nosso blog:  Revisando seus textos - Como escrever bem - Erros comuns - Plágio e fraude acadêmica

19 de julho de 2011

Tipos de revisão de textos

Muita gente, ao precisar de revisão de textos pela primeira vez, ou talvez seja a única necessidade que venha a ter deste serviço, não sabe que há diversos tipos de revisões de textos. Normalmente, o revisor experiente conhece de seu ofício para indicar ao cliente exatamente o que ele precisa.
Existem muitos tipos de revisão,
assim como diversos tipos de
revisores de textos.
Os clientes acadêmicos, muitas vezes, procuram os revisores às vésperas de defender sua dissertação, depois para a tese, muitos também revisam artigos e TCCs, mas as dissertações são mesmo o primeiro contato da maioria com os revisores. Para esses, temos o que já é conhecido como revisão acadêmica, que é um pacote para atender a necessidade do cliente, sem maiores complicações.
Outro cliente típico é o autor iniciante, que tem um ou mais livros prontos e ainda não dispões de editora e dos recursos formais do mercado, está tentando se inserir nele.
Mas há muito tipo de revisão diferente, e muito tipo que não há. Não existem “revisão ortográfica”, “revisão de português”, “revisão textual” e “revisão gramatical” – embora ortografia, gramática e todos os aspectos textuais façam parte de qualquer revisão. Essas expressões não descrevem bem o serviço executado.


Vamos aos tipos de revisão e ao que eles contêm:
  1. Cotejamento ou conferência [checking] é o tipo de revisão que consiste em verificar se um texto corresponde a outro, muitas vezes colocados os dois lado a lado e frequentemete empregando duas pessoas que se comunicam para conferir cada palavra, pontuação – tudo!
  2. Revisão bilíngue [revision] é aquela feita numa tradução, por um revisor que conheça a língua de origem e a de destino, para ajustes e refinamento do texto, relacionando-o ao original.
  3. Revisão monolíngue [review] também no contexto da tradução, é aquela revisão do texto que só considera o texto na língua de destino, sem a contaminação do texto original.
  4. Revisão de provas [proofreading], é aquela feita no do trabalho no texto impresso (a boneca), verificando se não foram introduzidos erros durante o processo de composição do texto.
  5. Revisão primária confunde-se com o copidesque [copy desk] ou com preparação de texto [revision]; aponta incoerências, repetições, uso incorreto da língua e falta de normalização. Normalmente inclui mecanismos eletrônicos de verificação da ortografia e sintaxe. Em alguns casos inclui a formatação de texto, inclusive em se tratando de trabalho acadêmico, quando serão obedecidas normas da ABNT, Vancouver, APA, ISO, por exemplo, ou as normas da própria instituição ou veículo a que se destina o texto. Nesta fase é comum e aconselhável a interação com autor ou autores, bem com editores, orientadores e outros responsáveis pelo texto.
  6. Revisão secundária verifica uniformidade e constância temporal e pessoal das formas verbais, vícios de eufonia, linguagem oral ou desconhecimento etimológico, clareza, ordenação sintática e hierarquização das ideias. Verificação “final” de todos os aspectos linguísticos, metodicamente, conferindo os diferentes aspectos na seguinte ordem: a) erros de digitação, ortografia, pontuação e concordância não detectáveis pelos revisores eletrônicos; b) uniformidade e constância temporal e pessoal; c) vícios decorrentes da linguagem oral ou desconhecimento etimológico; d) vícios de eufonia (cacófatos e outros); e) ordenação sintática e hierarquização das ideias.
  7. Revisão acadêmica é aquela feita em teses, dissertações, monografias, artigos, comunicações e trabalhos acadêmicos em geral. Normalmente requer a interferência de profissional habituado ao jargão universitário, familiarizado com as normas e objetivos do texto científico. Inclui tudo o necessário para que o trabalho seja defendido ou publicado nas mídias específicas.
  8. Revisão técnica inclui interferência crítica feita por um profissional com qualificação acadêmica no objeto do trabalho, proporcionando ao autor a tranquilidade de uma opinião externa e descomprometida com o conteúdo do texto e com a sua produção, sendo um importante recurso para os autores que trabalham distantes de seus orientadores formais.
  9. Revisão final é conhecida como “cata piolho” e outras expressões do gênero no jargão dos revisores. Refere-se à última leitura do texto, antes do esgotamento do prazo para entrega. Verifica todas as mínimas questões remanescentes; e sempre haverá mais a ser revisado, enquanto houver tempo.

    Leia também: Como revisar um artigo? - Pequenos problemas de digitação - Submissão de artigo científico

    18 de julho de 2011

    Revisão de textos nas redes sociais - Keimelion presente

    A Keimelion - revisão de textos - está presente em diversas redes sociais, para estar junto de seus clientes e amigos ou para captar mais clientes e fazermos mais amigos.
    Revisão de textos é assunto nas redes sociais.
    As redes sociais são parte da vida atual, negócios e lazer acontecem nestes ambientes virtuais; lá estamos, apresentando nossa atividade, nossos métodos e colaborando ao oferecermos dicas e sugestões aos autores e redatores.
    Encontre-nos nas diferentes redes, ou na sua preferida, e acompanhe lá nossa atividade.
    Na aba lateral há ícones para nos seguirem no Twitter, Facebook e outros recursos, inclusive o Google+, a novidade da rede. Siga-nos onde preferir.


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    5 de julho de 2011

    Revisão de traduções

    A revisão de textos é necessária a todo tipo de trabalho escrito. Aqui vamos chamar atenção para um tipo específico de texto, a tradução, que também carece de revisões, talvez mais ainda por motivos específicos. Não se trata de revisar a tradução, propriamente no sentido de conferir significados ou validar a competência do tradutor, mas agregar valor a seu trabalho.
    Revisão de textos é uma necessidade
    da comunicação globalizada.


    O tradutor, que pode ser visto como autor da tradução, tem os mesmo problemas quanto ao texto que qualquer outro redator e mais alguns específicos. Em primeiro lugar, a proximidade: durante a tradução, a convivência com o texto satura a imagem que o tradutor tem dele; depois de certo tempo, a capacidade de ver pequenas falhas, inversões, lacunas e repetições diminui. O tradutor passa a ler o deveria estar lá, mesmo que não esteja. Há ainda as falhas de edições sucessivas, quase sempre necessárias: o tradutor, como qualquer autor, experimenta uma palavra, uma ordem das ideias, muda, inverte – tudo natural ao processo, mas essas contínuas mudanças, aliadas à saturação de imagem, podem produzir resquícios indesejados que deverão ser eliminados. Em segundo lugar, o tradutor aporta ao texto novo as construções e vícios de sua forma de pensar em outra língua. Claro que o tradutor sabe disso e tenta evitar, mas depois de muito exercício na relação binária entre os dois códigos – cada língua é um código – é inevitável a contaminação entre ambos.
    Cumpre ao revisor do texto, primeiramente, tratar aquele documento como qualquer outro, com distanciamento e fazendo as interferências necessárias, depois estar atento àquelas construções que não seriam a opção do autor ou do tradutor como escolhas de estilo, mas são produto do pensamento bilíngue e das dificuldades que a recodificação (tradução) cria no próprio modo de pensar do tradutor. Ocorre, muitas vezes, que o tradutor seja especialista no assunto de que trata o texto, mais que especialista em texto propriamente. Novamente, é a presença do revisor como leitor privilegiado que se faz necessária, afastado do processo de reconstrução e do conhecimento da matéria do texto e qualificado profissionalmente no uso da língua escrita.
    Revisar tradução é o mesmo que revisar texto original, requer atenção ao produto presente, o escrito, em função de todos os fatores de sua criação e sua finalidade, pensando contextualmente no autor, no tradutor e no leitor final – e otimizar o texto como veículo das ideias entre estes personagens, reduzindo as imperfeições técnicas e acidentais que surjam como ruído nesse processo comunicacional.
    Postas essas considerações, remeto o leitor ao artigo: Revisão de traduções segundo a norma EN-15038 [Translation review, revision and proofreading according to the European Norm EN-15038]
    Esta norma estabelece a distinção entre conferência [checking], revisão bilíngue [revision] e revisão monolíngue [review] que é a de que estamos tratando aqui, e ainda a revisão de provas [proofreading], quando se trata do trabalho no texto impresso (a boneca).
    Keimelion - revisão de textos no LinkedIn
    Leia agora: Revisão de textos se faz no computador - Revisamos textos de qualquer origem - Orçamento para revisão de textos - Informações sobre nossos serviços.

    4 de julho de 2011

    Revisão e estilo do texto científico

    Uma das coisas mais importantes na revisão do texto científico é a apuração do estilo. O revisor de textos vai usar todo seu arsenal de recursos técnicos para garantir, tanto quanto possível, a adequação da linguagem à norma culta e o estilo segundo os parâmetros acadêmicos de cada área de conhecimento.
    Revisão de texto é adequar norma
    e finalidade do produto.
    O estilo na redação de trabalhos científicos deve ter por referência princípios básicos que devem ser observados de modo a garantir o máximo de isenção e clareza na descrição da atividade de investigação desenvolvida.
    Os princípios indispensáveis à redação acadêmica, comuns a outras formas de escrita, podem ser resumidos nas seguintes características: clareza; precisão; comunicabilidade e consistência.
    Keimelion - revisão de textos no LinkedInA redação é clara quando não deixa margem a interpretações diferentes da que o autor deseja comunicar. A linguagem rebuscada, cheia de termos desnecessários, desvia a atenção do leitor, servindo apenas para o confundir.
    A falta de clareza do texto aparece muitas vezes acompanhada de ambiguidade, falta de ordem na apresentação de idéias, utilização excessiva de termos com pouco uso na língua. O texto correto expõe os conceitos e a lógica pretendida em seqüência que estimule o prosseguimento da leitura.
    O autor é claro quando usa linguagem precisa, quando atribui a cada palavra empregada o sentido exato do pensamento que deseja transmitir. É mais fácil ser preciso na linguagem científica do que na literária, uma vez que nesta última a escolha de termos é bem mais ampla. De qualquer forma, a seleção de termos inequívocos e a cautela no uso de expressões coloquiais (de uso comum: por exemplo, quer chova ou faça sol; ou das duas, uma) devem constituir preocupação sempre presentes na redação acadêmica.
    A comunicabilidade é característica essencial na linguagem científica, os assuntos devem ser tratados de maneira direta e simples, expondo a lógica e a continuidade que sustentem as idéias defendidas.
    A pontuação também deve ser usada criteriosamente, proporcionando pausas adequadas à compreensão do texto. Pontuação em excesso cansa o leitor e, quando deficiente, não oferece clareza.

    Por último, o princípio da consistência é elemento importante no estilo e pode ser analisado de três formas complementares: consistência da expressão gramatical; consistência de categoria; consistência de seqüência.
    • A consistência de expressão gramatical.
    • A consistência de categoria.
    • A consistência de sequência.

    Texto acadêmico: a folha A4

    O texto acadêmico usa mais o formato A4.
    A folha mais utilizada para trabalhos acadêmicos é a tamanho A4 (210 mm de largura e 297 mm de altura), sendo mesmo a mais comum no mercado. Todavia, há raras instituições que preferem outros tamanhos, o Ofício (Legal) e o Carta (Letter) são os que se seguem, em uso.
    Há diferenças de tamanhos de margem e de impressão e face única ou frente e verso, segundo a norma específica de cada a instituição; as do exemplo que se segue são apenas sugestões, pois essa necessidade varia inclusive em função do número de páginas do trabalho: por exemplo, um trabalho de mais de 400 páginas requer margem esquerda maior que um de 100 ou menos.
    A4 é o tamanho de papel mais utilizado em casas e escritórios em todo o mundo (exceção nos EUA, no Canadá e em alguns países sul-americanos, em que são mais comuns outras normas de tamanho de papel). 
    Clique na imagem para ampliar.
    Como curiosidade, pode referir-se que numa resolução de digitalização ou de impressão de 300 pontos por polegada, uma página de papel de tamanho A4 corresponde a 2480 pontos de largura e 3508 pontos de altura. A grande vantagem do formato A é que o material impresso em um tamanho pode ser convertido em outro sem mudar a proporção das imagens e textos.

    Quem faz a revisão de texto faz também a formatação.
    A matéria deste post e muito mais sobre redação, especialmente a destinada às universidades, está em nosso manual.
    Nosso Manual Keimelion 2010 para redação acadêmica facilita a produção de textos científicos, fornece elementos para que os aspectos linguísticos e formais não constituam obstáculos ao trabalho. Dá indicações de procedimentos e sugestões de apresentação dos trabalhos.
    Edição revisada, ampliada e atualizada pela nova ortografia. Disponível para aquisição. Você pode comprar neste link.

    1 de julho de 2011

    Revisão de textos: dois princípios fundamentais

    O trabalho de revisão de textos, este feito por profissionais que se dedicam com exclusividade ao ofício, principalmente, mas também no caso daqueles que, por formação ou vocação pelas letras, se pauta por dois princípios que, a nosso ver, são fundamentais no ramo. Quando se trata de revisão de dissertação ou revisão de tese, a necessidade e a aplicação desses princípios são ainda de maior importância. Estes dois princípios deve andar juntos, como as duas pernas em que a revisão de textos de sustenta e se move.


    A revisão de textos é atividade muito
    muito mais complexa que parece.
    A alteridade do revisor de textos
    O revisor não pode ser o autor, isso não faz sentido. O autor revê, reescreve, atualiza, aperfeiçoa seu texto. Mas a atividade de revisão do texto, tal como nós a entendemos e praticamos, é aquela – necessariamente – feita por alguém que tenha estado distante da redação do texto em qualquer de suas etapas. É necessário que o revisor do texto tenha distanciamento, nunca tenha lidado com aquele assunto, se possível, para que ele possa se colocar como o leitor, tentando compreender as ideias sem outra influência que aquelas das palavras. Há alguns profissionais de alfabetização ou de redação que tratam a atenção que o autor, o aprendiz aqui, deve ter para com sua produção como revisão. Do nosso ponto de vista, não é boa essa terminologia; aqui caberia correção, leitura cruzada (quando se trata de colegas interagindo) e algo assim, pois o revisor de textos profissional é o leitor qualificado pelo domínio da língua. Revisar um texto é ter a capacidade de interferi nele como quem vem de fora (alteridade!) e domina a mídia, o texto! Temos batido um pouco nessa tecla.
    Mínima interferência do revisor no texto
    Uma regra de ouro, pela qual temos pautado nosso trabalho de revisão, é a que prescreve nos obrigarmos a poder explicar qualquer interferência feita no texto do cliente. Em geral, são feitas muitas interferências, muitas mesmo. Desde as mínimas questões de digitação até os mais graves lapsos de concordância ou falhas de argumentação. Mas cada uma dessas interferências do revisor no texto deve poder ser explicada e sua necessidade demonstrada ao autor que terá última palavra sobre tudo. Nada pode ser mudado no texto do cliente com base em explicações vagas, tais como “assim fica melhor”, ou isso é “mais adequado”. É necessária uma justificativa técnica: “a negativa requer próclise”, “oração intercalada requer vírgula”, “redução de partículas indefinidas aumenta a exatidão e confiança transmitida pelo texto”.

    Leia também neste blog: Publique sua tese - Como escrever bem - O revisor e o texto - O princípio da consistência