Prezado cliente, ficamos muito felizes em saber que você veio a nós procurando a revisão de textos perfeita. Infelizmente, somos forçados a confessar que isso não existe. Não existe texto perfeito e não existe revisor de textos que faça nada perfeito.
O texto é um produto humano, cheio de imperfeições, como seu produtor – o autor – que reconhece suas imperfeições e recorre ao revisor de textos para saná-las. Mas ocorre que o revisor de textos também é humano e o máximo que ele pode fazer, e faz, é diminuir as imperfeições do texto que recebeu do autor.
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O revisor do texto tem que prestar
atenção aos erros introduzidos pelos
cortes e colagens durante a redação. |
Se você pensava que o texto estará perfeito ao ser devolvido pelo revisor, vamos desfazer agora este engano. Existem muitos motivos pelos quais a perfeição não pode ser e nunca é alcançada num texto. Existe toda uma teoria sobre a origem dos erros, mas não será ela que vamos explicar agora. O que vamos expor são alguns dos motivos pelos quais os erros, pelo menos em sua totalidade, são insanáveis.
Você imagina que os revisores saibam todas as normas que infernizam os autores, conheçam a fundo a gramática e a ortografia, por exemplo. Sim, os revisores conhecem, mas para começar a complicar, a Dona Gramática (aquela senhora a que todos somos apresentados na escola) não é uma só, embora ela tenha sido apresentada à maioria das pessoas naquele livro grosso. São duas as irmãs gêmeas, Dona Gramática Normativa, gorda de regras, por ser meio lenta e sedentária, e Dona Gramática dos Usos, que não é magra mas é mais esbelta, por ser mais dinâmica. O caso é que essas duas senhoras nem sempre estão de acordo, então o revisor de textos age como conciliador entre elas. A gramática normativa é aquela que tem as regras todas prontas, como se a língua fosse uma estrutura estática, em que todas as relações estão estabelecidas como se fosse assim sempre. Já a gramática dos usos é aquela que pretende descrever como as pessoas, os usuários da língua, estão articulando as ideias, que recursos passaram a ser empregados e quais outros caíram em desuso. Mas nada é definitivo entre as duas senhoras. O revisor vai procurar a melhor saída e apresentá-la ao autor. É o autor que decide, segundo sua opinião – ou adotando a recomendação do revisor. Mas a opinião de um revisor pode ser diferente da de outro revisor, assim como os gramáticos também não ficam bem de acordo sobre todas as coisas. Em síntese, gramática não é uma ciência exata, há opiniões e correntes contrárias.
Você imagina também, provavelmente, que todos estejam de acordo quanto à ortografia. Não, não é assim! A ortografia tenta registrar as palavras, como as usamos, mas há muitas dúvidas, inclusive algumas agravadas pela recente reforma ortográfica. Não, infelizmente os dicionários não resolvem tudo – e nem mesmo as equipes de autores de cada um desses dicionários têm opiniões uniformes, às vezes. Claro, 99,99% das palavras tem a ortografia bem definida, mas aquele 0,01% que falta vai surgir em seu texto. Questões como o hífen estão sempre latentes – para dar um exemplo. Grafia das palavras recém-chegadas das outras línguas. Grafia dos adjetivos derivados de nomes próprios. Aportuguesamento de termos técnicos. Está vendo quanta coisa pode gerar dúvida? E há mais.
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Bem, existem muitos outros motivos pelos quais você nunca encontrará uma revisão de textos perfeita. Principalmente pelas falhas do próprio revisor. Mas pense que, se houver 1% de erro em seu texto, o revisor profissional deverá cometer a décima parte dos erros, reduzindo-os a o 0,001%, se ele for bom e estiver inspirado, ou o dobro disso, num mal dia, o que também é muito pouco. Você poderá ter certeza é de que o revisor sempre melhora o texto. Texto perfeito ainda não houve, nem haverá. Nós tentamos chegar o mais perto possível disso, e pronto.
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