Foi-se o tempo em que revisar um texto significava apenas uma caça a erros ortográficos e de pontuação nos textos dos autores feita por um professor nas horas de folga da escola. Ainda bem! Hoje, sabe-se da importância de desenvolver profissionalismo nos serviços e a revisão se inclui aí. Por isso, ela também deve ser direcionada para os pontos que colaboram com os aspectos discursivos, como clareza e coerência textual, e ser feita sempre com a participação do autor.
Ronald Polito: Suspenso,
Lápis e alfinetes, 18 cm, 2011Textos de boa qualidade precisam passar por diferentes revisões. Pontuação e coerência estão entre os pontos a serem abordados durante a produção. Mas sempre há muito mais que isso.
Esta postagem é baseadas em fragmentos de Revisão: a hora de aperfeiçoar o texto que foram editados, adaptados e ampliados.
O ato de o autor rever o que foi feito durante a produção do texto precede a revisão profissional e nunca a dispensa. O que muda é a abordagem do revisor e a visão do objeto: o autor nunca vê o texto de fora, para isso ele precisa de alguém que não tenha interferido na produção do material. O esperado é que o autor esteja saturado do próprio texto com o passar do tempo. Por isso, é importante saber o que o revisor se apresentará como leitor qualificado e dominando o suporte textual da narração ou dissertação.
E o processo tem de ser estendido, e é dotado de circularidade, pois um escritor que sabe, por si ou pelo revisor, o que precisa ser alterado em seus textos ou de terceiros passa a ser um leitor mais exigente.
