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| Este tipo de revisão de textos é puro romantismo, não procede mais. |
Na hora de revisar uma tese ou aquela dissertação, o computador é a única ferramenta imprescindível em nossos dias, pois ele nos permite o uso simultâneo de todos os recursos necessários e, ao fim da revisão, o trabalho estará pronto para as etapas seguinte: impressão e defesa.
TweetFollow @keimelionLápis, borracha, canetas coloridas, códigos misteriosos à margem do texto ou nas entrelinhas, nada disso mais tem vez, é hora do mouse e o teclado. Essa é uma troca bastante vantajosa para o autor e para o revisor, pois assim eles aperfeiçoam as condições de trabalho, permitindo diálogo mais eficiente entre ambos nessa hora tão crucial para o autor.
A primeira vantagem é que não haverá nada a ser transcrito nem retrabalhado após a revisão. Atualmente, nem haveria mais tempo mesmo de se fazer isso, as teses não são mais emergentes, são urgentes, urgentíssimas. Quando o autor libera o texto para o revisor, depois de tê-lo aprovado por seu orientador, o tempo é sempre muito exíguo. Em seguida, existe a vantagem da mobilidade dos blocos de texto de qualquer tamanho, expressões, orações parágrafos e capítulos podem ser reordenados sem grande esforço, colocando todas as informações naquela ordem que é a mais fácil de ser apreendida: a direta. Curiosamente, os caminhos de nosso pensamento não são assim tão diretos, mas quando lemos aprendemos mais facilmente aquela ordem que é a mais costumeira, aquela que consideramos direta, na oração: sujeito, predicado e complementos; na síntese: das partes, alcançar o todo; na dedução: das premissas alcançar a conclusão. Mas na hora de ler os trabalhos científicos todos são unânimes em privilegiar esse tipo mais simples de construção de ideias.
O uso do computado também permite, quando os programas de editoram são usados com emprego dos recursos técnicos de revisão, que o autor possa se decidir sobre as sugestões apresentadas pelo revisor – pois é isso que o revisor faz, sugerir – e adotar a versão final que mais lhe convier.
Brevemente estaremos trabalhando com textos exclusivamente em suporte eletrônico, quando as pessoas estiverem um pouco menos apaixonadas e presas aos papéis impressos. Por essa época, as teses e muitos outros documentos que ainda gastam papel – esse implemento caro e antiecológico – passarão a ocupar apenas os espaços virtuais. Isso será incrementado, também, com o barateamento dos tablets e seu aperfeiçoamento; tudo convergindo para que todas as etapas da lida com o texto sejam pelos computadores.
Muito raramente, hoje, alguém já não redige diretamente no computador. Poucos revisores não trabalham diretamente na tela. Ninguém mais, há muito tempo, faz a composição (designer gráfico) de um texto para edição sem ser no computador. Agora estamos alcançando a última etapa, em que o texto será lido sempre nas telas e o ciclo se completará. É nesse contexto que alguém que ainda revise em papel está em francamente obsoleto, inclusive algumas editoras passam livros por essa etapa – o que nos parece completamente inadmissível.
Para se ler neste blog: Divisão silábica - Numeração de páginas acadêmicas - O princípio da consistência - Impressão sob demanda
