14 de agosto de 2010

Um erro de gramática é mais grave que uma falta contra um homem?


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Agostinho de Hipona 
Confissões: I, 28-29


Não é de estranhar que eu me tenha deixado levar pelas coisas vãs para longe de ti, meu Deus, pois eu tinha por modelo somente homens que se sentiam consternados quando reprovados por terem cometido algum solecismo ou barbarismo ao expor boas ações, mas que exultavam com os louvores, quando relatava seus desmandos pormenorizadamente, com riqueza e elegância[1], em frases corretas e bem construídas. Vês tudo isso, ó Senhor, e te calas, ó Deus de paciência, de misericórdia e de verdade[2]? Porventura ficarás sempre calado? E desde agora arrancas deste abismo profundo a alma que te procura, que tem sede de tuas alegrias e que diz em seu coração: Busquei a tua face, Senhor, e a buscarei sem cessar[3]. Longe de tua face , caímos nas trevas da paixão. Porque não é caminhando nem atravessando espaços que de ti nos afastamos ou a ti retornamos; nem aquele filho mais novo[4] procurou carro ou cavalos, ou navio, ou alçou vôo com asas invisíveis, nem tampouco marchou a pé, quando foi para longínquas regiões dissipar prodigamente o que lhes tinhas dado ao partir. Pai bondoso no momento em que lhe fizeste estes dons, foste mais carinhoso com ele, quando voltou necessitado. Basta mergulhar nas paixões, isto é nas trevas, para ficar longe de tua face.
Vê, Senhor meu Deus, com paciência - segundo o teu modo de ver - como são diligentes os filhos dos homens em observar as regras convencionais da gramática herdadas daqueles mestres que o antecederam, e como são negligentes em relação a ti! Desse modo, se um daqueles que conhecem e ensinam as antigas convenções gramaticais, as transgride, pronunciando a palavra homo sem aspirar a primeira sílaba, desagradará aos homens, mais do que se ele contrariar os teus mandamentos, odiando ao homem, que é seu semelhante. Como se pudesse existir inimigo pior que o próprio ódio, com o qual uma pessoa se irrita contra si mesma; ou como se alguém com perseguições prejudicasse mais gravemente a outrem do que ao coração, cultivando tal inimizade! Certamente essas regras de linguagem não estão mais profundamente gravadas em nós que esta lei da consciência[5]: não fazer aos outros o que não queremos que outros nos façam[6].
Como é profundo o teu mistério, ó Deus grande e único, que habitas no silêncio do mais alto dos céus e, sem cessar, atinges com o castigo da cegueira as paixões ilícitas. Enquanto isso o homem, em busca da glória na eloqüência, diante de um juiz que é outro homem, no meio de muitos outros homens que o cercam, persegue o inimigo com ódio violento, evitando, com o máximo de atenção, cometer um erro de pronúncia, não aspirando o h quando diz inter homines. E no entanto, nem se importa quando no furor da própria alma, elimina um homem do convívio dos homens!

[1] Cícero, Tuscul. disputat. I,4,7.
[2] Sl 86(85),15;103(102),8.
[3] Sl 27(26),8
[4] Cf. Lc 15,11-32.
[5] Cf. Rm 2,15.
[6] Mt 7,12; Lc 6,31; cf. Tb 4,16.

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