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26 de março de 2010

Eu fui revisor em uma fábrica de biscoitos da sorte

Keimelion: revisão profissional de textos.
Alessandro Martins

Eu fui revisor em uma fábrica de biscoitos da sorte.

Depois de comer da comida chinesa daquela caixinha entregue em casa, é graças a alguém como eu que você não encontra erros no bilhetinho.

Você quebra a massinha seca e, antes mesmo de levar cada um dos dois pedaços à boca, limpar as migalhas que ficaram sobre a toalha, você começa a ler. Nenhum erro. Uma mensagem banal, inócua, como:


SERÁS PRÓSPERO SE GUARDARES PARA O FUTURO
ou
TERÁS SABEDORIA SE RESPEITARES OS PAIS
ou
A VIDA TRARÁ COISAS BOAS SE TIVERES PACIÊNCIA
[...]
É muito chato revisar durante o dia todo bilhetes de biscoito da sorte. Como não bastasse a imagem de chato que todo revisor tem. Acreditem, os revisores são heróis. Apesar de salvarem diariamente a Língua Portuguesa, assim, com iniciais maiúsculas, como tem de ser, eles têm essa imagem de chatos.
Mas vamos admitir, nada mais chato do que alguém cuja profissão é apontar os tropeços alheios, muitos dos quais os próprios alheios são capazes de perceber. É um trabalho difícil, mas alguém tem que dar conta da tarefa ingrata. Tarefa ingrata mesmo. [Continua...]
Leia na íntegra em Cracatoa Simplesmente Sumiu