25 de novembro de 2009

Cliente publicando

Maria Dolores Pinto Araújo:
Escola, criança favelada e socialização



"Analisamos aqui as condutas sociais de alunos residentes em favelas, bem como as ações e reações da escola diante dessas condutas, buscando identificar possíveis semelhanças e diferenças entre alunos cujas famílias, apesar de residirem em favela, ocupam posição social distintas. As condutas sociais apresentadas pelas crianças faveladas expressam uma hierarquia pouco evidente, mas presente, de posições sociais que as diferenciam e de que os padrões sociais aceitos pelos professores reforçam essa hierarquia. Utilizaram-se como aporte teórico as contribuições de Pierre Bourdieu, especialmente no que se refere aos conceitos de capital cultural e habitus, para análise dos padrões de condutas colocados em ação por crianças moradoras de favela em ambiente familiar e na escola. O procedimento básico foi a observação sistemática do comportamento natural dos padrões de condutas dos alunos em diferentes momentos de sua vida no lar, na vizinhança e na escola. Foram selecionadas três alunas e três alunos de uma escola estadual, localizada na Região Sul da cidade de São Paulo, cuja maioria do alunado é residente de favelas da região. O principal achado foi a constatação de uma espécie de homologia entre as condições e práticas sociais da escola com as crianças cujas famílias possuem “posição social mais elevada”, embora uma delas tenha conseguido romper este círculo vicioso e, apesar de ser uma das mais pobres entre os sujeitos pesquisados, conseguir obter bom rendimento e relativa aceitação na escola."

Pode ser adquirido no Clube de Autores.



24 de novembro de 2009

Publicação de nosso cliente

OS JOGOS DE LINGUAGEM
E A CRÍTICA AO REPRESENTACIONISMO

Marcos Roberto Huk
Este trabalho descreve como, pela noção de jogos de linguagem de Wittgenstein, se pode criticar o representacionismo, isto é, a tese de que a representação é o núcleo do pensamento e essencial para a proposição. Dá-se ênfase às Investigações Filosóficas para questionar a tese de que a mente representa o mundo e de que sem ela não há conhecimento. Wittgenstein concebe a linguagem como comportamento guiado por regras e, por isso, a proposição não é o núcleo da linguagem nem se reduz à figuração de estado de coisas, tampouco fixa o que há de comum entre a figuração e o afigurado. O uso de jogos de linguagem mostra que o fascínio da representação como algo mental pode ser dissolvido pela normatividade da gramática. No novo modo de conceber o funcionamento das proposições está implícita uma crítica à redução daquelas ao modelo adotado no Tractatus. Também a concepção de representação, presente tanto no internalismo como no externalismo, sofre um abalo pela consideração da gramática do representar, que dispensa todo transcendentalismo. A linguagem não se reduz à função pictórica do mundo e o significado depende do uso. O jogo do representar pode exigir o uso da proposição. Assim, nesta dissertação, a partir da revolucionária concepção de jogos de linguagem, queremos mostrar que a representação não pode ser separada de atividades da linguagem e isso implica em crítica à concepção transcendentalista de conhecimento e também dispensa a relação pictórica do paralelismo linguagem/mundo.
Pode ser adquirido pelo Clube de Autores.



9 de novembro de 2009

Ordem alfabética

Revisão de textos é
trabalho árduo.
Há vários empregos para a ordem alfabética; no mínimo para ordenar os itens das referências ou da bibliografia. Ocasionalmente surgem dúvidas. Aqui há alguns critérios que pode ser óbvios, mas há também detalhes que suscitam dúvidas.


  1. O básico: palavra por palavra, letra por letra, até o final de cada palavra. Ex.: Lourdes, Lurdes ou Márcia, Maria.
  2. O último sobrenome e, só depois, o nome.Obs.: As partículas de, da, do, d', não são consideradas. Ex.: Coralina, Cora; Franco, Siron; Rosa, João Guimarães.
  3. Prefixos escritos com maiúsculas integram o sobrenome. Ex.: Da Vega, Lopes; De Gaulle, (General) Di Marco, João
  4. Como precedente, o sobrenome isolado e igual a outro seguido de inicial ou de outro nome por extenso. Ex.: Holanda, (depois) Holanda, B., (e depois) Holanda, Buarque.
  5. Abreviaturas por extenso quando se sabe o que elas significam. Ex.: C.B.F. = Confederação Brasileira de Futebol.
  6. Nomes de empresas e instituições governamentais como se apresentam. Ex.: Banco do Estado de Goiás; Ministério da Educação; Souza e Souza S.A.
Observações
  • Títulos honoríficos, artigos iniciais, etc., não devem ser considerados para efeito de arquivamento e devem vir depois do nome, entre parênteses. Ex.: British Brodcasting Corporation (the); Nascimento, Nilton (Professor); Rezende, Iris (Governador); Sarney, José ( Presidente)
  • Exceção: Se o artigo integrar o nome, faz-se a entrada pelo artigo. Ex.: A Garota de Ipanema
  • Sobrenomes com as palavras São, Santo, Santa são indispensáveis: Ex.: Santa Rosa, José (Professor)
  • Nomes de idiomas pouco conhecidos entre nós são arquivados como se encontram: Ex.: Yasunari Kawabata; Yukio Mishima
  • Reuniões, congressos, conferências e semelhantes, quando precedidas por ordem numérica, são arquivadas como se apresentam. A ordem numérica aparece no final, entre parênteses: Conselho de classe (3º); Encontro Nacional de Orientadores Educacionais (V); Jornada Pedagógica (1ª)

Neste blog: Como escrever palavras compostas - Erros comuns - Publicações

    5 de novembro de 2009

    Casos especiais de crase



    Crase!
    • Há crase antes de palavras masculinas se estiver subentendida a expressão à moda de ou à maneira de: móveis à Luís 15, filé à Chateaubriand. Também se pode dizer Vou à João Mendes. Neste caso, está subentendido o termo praça.
    • A crase também deve ser usada em locuções adverbiais com termos femininos: às vezes, às pressas, à primeira vista, à medida que, à noite, à custa de, à procura de, à proporção que, à toa, à uma hora (uma é numeral e não artigo indefinido). Nestes casos, a regra geral de substituir por palavra masculina não funciona.
    • Em outras locuções, como à vela, à bala, à mão, à máquina, à vista, o uso da crase é optativo. Serve para esclarecer o sentido da frase. Receber a bala pode significar receber a bala no corpo ou receber os visitantes à bala. Aqui também não funciona a regra geral de substituir por palavra masculina.
    • Nomes de países ou cidades femininos que normalmente dispensam o artigo levam crase se estiverem qualificados: Voltou à Roma de César; Viajou à bela Paris.
    • É possível usar crase em pronomes demonstrativos aquele, aquilo, aquela, a, as: Ele não se referiu àquele deputado; O presidente se dirigiu àquela casa; O padre nunca se adaptou àquilo; A capitania de Minas Gerais estava ligada à de São Paulo; Falarei às que quiserem me ouvir. Haverá crase se houver necessidade do uso de preposição antes do pronome.
    Até as/ até às
    Nunca se usa até às, embora alguns gramáticos admitam essa forma. Até já é preposição, dispensa a preposição a da crase: Até as 18h, ele não havia chegado – e não Até às 18h, ele não havia chegado.

    Veja a lista de Locuções com e sem crase.
    Veja a regra geral do emprego da crase.


    Nosso Manual para redação
    Esse assunto e muito mais sobre redação, especialmente a destinada às universidades, está em nosso Manual Keimelion 2010 para redação acadêmica que fornece elementos para que os aspectos linguísticos e formais não constituam obstáculos ao trabalho. Dá indicações de procedimentos e sugestões de apresentação dos resultados.
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    Termos latinos usados em citações e referências

    Estes termos são usados quando estritamente necessários, normalmente é melhor a citação direta, simples que dispense esse tipo de recurso. Inclusive, o artifício dessas expressões consiste em apresentar uma desculpa para o fato de que não foi possível a citação direta. A regra é: usar se necessário, evitar se possível.
    1. apud = citado por;
    2. cf. = confira;
    3. circa = em torno de (para aproximação temporal);
    4. et alli ou et al. = e outros (autores);
    5. et. seq. seguinte ou que se segue;
    6. ibidem = na mesma obra (sugerimos evitar);
    7. idem = o mesmo autor (evitar, se possível);
    8. in = em, dentro de;
    9. infra ou inf. = abaixo;
    10. loco citado ou loc. cit. = lugar citado;
    11. passim = aqui e ali (expressa que a idéia encontra-se dispersa no texto);
    12. sic = exatamente assim;
    13. supra = acima.

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