Visite-nos no Google+

29 de outubro de 2009

Marília & Dirceu


Outro livro disponível para compra pelo sistema de impressão sob demanda! Estou preparando para disponibilizar todos meus trabalhos. Com com o apoio de meus leitores, milhares, que se dispuseram a ler meus trabalhos nas versões e-book. Agora eles podem ser impressos! Nesta versão há um texto explicando a origem do trabalho, um caso bem interessante. Clique no livro para comprar.

Teatro. Drama em um ato de Públio Athayde sobre textos de Tomas Antônio Gonzaga, José Benedito Donadon-Leal e Públio Athayde. Ao fundo do palco vêem-se a casa de Marília e, em último plano, o IItacolomi, nos lados, altares "barrocos" com ícones gregos mencionados no texto; alguns móveis, dois leitos e adereços de época, velas acesas, luzes cambiantes entre os vários ambientes de cena.



28 de outubro de 2009

Atualização do Word para nova ortografia

Nova ortografia em pleno vigor!
A Microsoft disponibiliza gratuitamente a ferramenta de atualização que permite aos usuários do pacote de softwares Office 2007 trabalharem com as regras do novo Acordo Ortográfico da Língua Portuguesa, que entrou em vigor no início deste ano.
As informações sobre a atualização estão disponíveis no site deles.
Ainda estamos avaliando a ferramenta, mas a tend~encia é de plena aprovação.

O Office 2010 está dotado de possibilidade de configuração para a nova ortografia ou a antiga, nas versões portuguesa e brasileira.


Leia aqui no blog: Instruções aos autores - Para publicar seu texto - Normas em que fazemos formatação: ABNT, Vancouver, APA, e outras

27 de outubro de 2009

Sugestões de presente

Sonetos para Ser entendido
"Públio Athayde estreia na poesia de uma forma pouco comum. É o próprio título que talvez forneça a principal chave de leitura dos textos: algo como uma ascese para se chegar ao entendimento e ser um entendido em paz neste mundo. O leitor, além disso, deve se manter atento, tal como o poeta nos adverte o poema “De atalaia”: “Porque coisa escondida existe / Até no mais óbvio do chiste.” [...] Como sabemos, o cômico, a ironia, o grotesco, o escatológico, o blasfemo, o chulo são territórios considerados menos nobres na literatura, ainda sob o império do apolíneo. São raros, portanto, os autores que levam a sério a pesquisa desses territórios e sabemos de sua luta para terem as respectivas obras reconhecidas. [...] Encerro no poema “Pátria”, da sessão “Sonetos infantis”, que foi escrito quando Públio era ainda um menino e acreditava em tantas coisas importantes. É porque no centro do riso mora uma pungência insofismável." Ronald Polito
Dirceu - Sonetos Bem(e)Dito(s)
Quatorze versos cada poema de vário amor absolutamente bandido. Uma contorção de quem subtrai a Musa ao tango para trazê-la a um sabá orgírico em ritmo de seresta. Poesia-tese é a resposta que Doroteu nos oferece
Camonianas
Quatro sonetos de Luís de Camões dão origem a 56 composições em que o poeta Públio Athayde desenvolve sugestões de cada um dos versos da significativa tetralogia. Tomado como primeira frase dos novos poemas, o verso do grande luso é o mote que conduz o desempenho do sonetista ouro-pretano no virtuosismo de uma delicada, difícil e audaciosa operação.

Articulando

Coletânea de artigos. Alguns são artigos leves, outros bem mais profundos. Alguns têm origem em trabalhos acadêmicos e foram simplificados para essa edição, estando disponíveis inclusive pela internet, suas versões completas e anotadas. Há artigos bem recentes e outros de mais de dez anos.
Novo livro publicado. Não necessariamente novos textos, pois trata-se de uma coletânea de Públio Athayde:
"Juntei alguns artigos espalhados (mentira: estavam todos na mesma pasta do computador), selecionei bastante (outra mentira: coloquei tudo que era pertinente) e organizei esse livrinho eletrônico com o que prestava (ou eu pensei assim). O bacana é a facilidade, o baixo custo (zero) e a provisoriedade: tudo pode e vai ser revisado montes de vezes e nunca estará perfeito."
Para saber mais, clique nos títulos ou nos livros em que estiver interessado.

8 de outubro de 2009

Como escrever palavras compostas

Foto: Rafael Andrade/
Folha Imagem

Bechara no Estadão
22 de fevereiro

Evanildo Bechara*

No uso ou não uso do hífen, temos de distinguir casos que o novo acordo ortográfico separa com cuidado. Um leitor nos confessa que não sabe "se deve escrever palavras juntas, com hífen ou simplesmente separadas". E exemplifica citando "latino americano e café com leite (política do café com leite)".

Ora, "latino americano" se inclui na Base XV que manda usar o hífen nos compostos por justaposição que não contêm formas da ligação e cujos elementos são de natureza nominal (substantivo e pronome), adjetival, numeral e verbal. Em artigo anterior, tratando deste caso, lembramos matéria-prima, norte-americano, a que se vai juntar latino-americano, da sua pergunta.

Quanto a café com leite, designativo de um tipo de união política, trata-se de uma locução que, como locução de qualquer natureza, o acordo de 1990 manda não escrever com hífen, mas separadamente, como acabamos de fazê-lo. Esta iniciativa do novo acordo veio livrar as pessoas de usar o hífen para distinguir significados ou classes de palavras. Éramos, segundo o sistema vigente oficialmente em 2008, obrigados a distinguir o substantivo dia-a-dia, com hífen, locução significando "cotidiano", de dia a dia, locução adverbial, sem hífen, valendo por "dia após dia": "O meu dia-a-dia (isto é, o meu cotidiano) é agradável." "A criança cresce dia a dia (isto é, diariamente, dia após dia)."

O mesmo acontecia com à toa: se era adjetivo, significando "coisa de pouca importância" ou "pessoa sem-caráter", usava-se com hífen: "Trata-se de um problema à-toa"; mas como advérbio, significando, por exemplo, "inutilmente", usava-se sem hífen: "Foi lá à toa."

Hoje todas as locuções escrevem-se sem o hífen: problema à toa, foi à toa. Portanto, se você disser "gosto de café com leite" ou "política do café com leite", não precisará usar hífen em nenhum dos casos. Pelo sistema anterior, teria de usar, no segundo exemplo, "política do café-com-leite", por se tratar de um composto.

O acordo consagra como exceção as locuções água-de-colônia, arco-da-velha, cor-de-rosa, mais-que-perfeito, pé-de-meia, ao deus-dará, à queima-roupa.

Nesta resposta podemos incluir a pergunta de outro leitor que indaga como escrever fim de semana, tique taque e cor de rosa. "Como saber? Será necessário consultar o dicionário a cada vez?"

Não haverá necessidade de consultar "a cada vez"; basta fixar os princípios gerais e o leitor terá quase sempre a resposta pronta. Por exemplo, fim de semana e fim de século dispensam o hífen, como vimos atrás, porque se enquadram no princípio das locuções. Tique-taque requer o hífen por estar, segundo cremos, incluído no princípio da Base XV, também atrás anunciado.

Ora, tais formas de redobro, geralmente onomatopeicas, atendem uma a uma a cada exigência que justifica o emprego do hífen em tais palavras.

Tais formas onomatopeicas não mereceram a atenção do acordo, razão por que ressaltamos no "cremos" a nossa opção de hifená-las por julgar incluídas no princípio da Base XV. A tradição ortográfica neste particular apresenta registro variado. Se tique-taque, como reco-reco, aparecem hifenados em dicionários brasileiros, portugueses e no Vocabulário Ortográfico da Língua Portuguesa (Volp), o mesmo não se dá com zum-zum, escrito zunzum, sem hífen, embora se registre zas-trás hifenado.

Procurando disciplinar a grafia de tais palavras na 5ª edição do VOLP da Academia Brasileira de Letras, tínhamos presente a lição de Saussure que, não sendo as originalmente onomatopeias elementos orgânicos de um sistema linguístico, quando entram no discurso, perdem algo do seu caráter primário para adquirir o do signo linguístico, exercendo função análoga à de outras palavras.

Além dos princípios gerais, o utente tem de conhecer também as exceções, exceções que não são exclusivas da ortografia, mas de todos os campos da língua registrados na gramática e no léxico. Por isso, há de atentar para o fato de que cor-de-rosa está entre as exceções da Base XV, e embora seja uma locução, ostenta grafia com hífen. O acordo cita poucas e é bom tê-las presentes.

Evanildo Bechara é filólogo e gramático, membro da Academia Brasileira de Letras e Coordenador da Comissão de Lexicografia e Lexicologia da instituição.



O assunto que você procurou, a matéria deste post e muito mais sobre redação, especialmente a destina às universidades, está em nosso manual.
O objetivo deste Manual Keimelion 2010 para redação acadêmica é subsidiar a produção de textos científicos, fornecer elementos para que os aspectos linguísticos e formais não constituam grandes obstáculos ao trabalho. Nele se encontram indicações de procedimentos a serem seguidos ou evitados. São fornecidas sugestões de apresentação dos trabalhos, de acordo com as usuais formatações e regras de referência.
É a nova edição revisada, ampliada e atualizada pela nova ortografia. Agora disponível para impressão sob demanda. Você pode comprar neste link.