20 de setembro de 2009

Numeração de páginas acadêmicas

Conjunção: uso e abuso

A revisão do texto sempre é necessária.
Usam-se conjunções e locuções conjuntivas quando tiverem a função de estabelecer nexo indispensável entre orações ou frases. A falta desses conectores pode tornar o texto fragmentado, obscuro. Quando não necessários, funcionam como obstáculo para a leitura, atravancando o texto.


Leia a crônica:
As conjunções adversativas


O elo entre elementos independentes pode ser eliminado: Oito pessoas foram detidas por atirar pedras nos policiais. A polícia recolheu dois coquetéis Molotov no local – em vez de Oito pessoas foram detidas por atirar pedras nos policiais. Por outro lado, a polícia recolheu dois coquetéis Molotov no local. A locução por outro lado nada acrescenta à simples sucessão de duas orações.

Não se deixa de empregar conjunção quando for indispensável para dar sentido: O dono do terreno disse não dar importância ao fato, mas chamou a polícia para retirar os invasores – em vez de: O dono do terreno disse não dar importância ao fato. Chamou a polícia para retirar os invasores. A relação de oposição entre as duas ações deve ser marcada pela conjunção adversativa mas.

Em resumo: verificamos se a conjunção pode ser suprimida sem prejuízo da clareza. Entre as mais frequentes e desnecessárias estão: contudo, porém, todavia, portanto, entretanto, no entanto, pois, logo, em decorrência de, por consequência, dessa forma, ao mesmo tempo, por outro lado, além disso, além do que, ao passo que, à medida que, à proporção que, ora… ora, ou bem… ou bem, por conseguinte.

Nunca se usam conjunções ou locuções conjuntivas que soem antiquadas: outrossim, não obstante, destarte, dessarte, entrementes, consoante, de sorte que, porquanto, conquanto, posto que.

Evita-se começar oração com a conjunção e: O ministro anunciou o novo plano econômico. E prometeu para hoje… O e no início da frase trunca a leitura, sem acrescentar informação. Normalmente pode ser suprimido.

Divisão silábica

Quase não usamos mais a divisão silábica, pois os editores de texto fazem o serviço, ou ajustam o texto à mancha sem partir as palavras; se for necessária, faça a divisão silábica com o hífen. Esta separação obedece às regras de hifenação ou silabação.
Quem usa o Word pode optar entre
separar as sílabas da palavra ao fim
de cada linha ou manter as palavras
inteiras. É questão de gosto.
Não se separam
  • As letras com que representamos os dígrafos ch, lh e nh: cha-ma, ma-lha, ma-nhã, a-char, fi-lho, a-ma-nhe-cer;
  • os encontros consonantais que iniciam sílaba: a-blu-ção, cla-va, re-gra, a-bran-dar, dra-gão, tra-ve;
  • a consoante inicial seguida de outra consoante: gno-mo, mne-mô-ni-co, psi-có-ti-co;
  • as letras com que representamos os ditongos: a-ni-mais, cá-rie, sá-bio, gló-ria, au-ro-ra, or-dei-ro, jói-a, réu; há autores que admitem sá-bi-o, cá-ri-e.
  • as letras com que representamos os tritongos: sa-guão, Pa-ra-guai, U-ru-guai.
Separam-se
  • As letras com que representamos os dígrafos rr, ss, sc, sç, xc: car-ro, pás-sa-ro, des-ci-da, cres-ça, ex-ce-len-te;
  • as letras com que representamos os hiatos: sa-ú-de, cru-el, gra-ú-na, re-cu-o, vo-o;
  • as consoantes seguidas que pertencem a sílabas diferentes: ab-di-car, cis-mar, ab-dô-men, bis-ca-te, sub-lo-car, as-pec-to.


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