26 de janeiro de 2009

Emprego da crase

Contração do artigo definido feminino a com a preposição a. Em vez de se grafar aa, grafa-se à. A pronúncia correta é a. Só se usa crase quando a palavra (substantivo ou adjetivo) exigir a preposição a e houver substantivo feminino que admita o artigo a ou as: Vou à escola.

Crase gera dúvida
sem necessidade.
O revisor de texto
gera certeza.
Aviso: o Acordo Ortográfico em vigor desde janeiro de 2009 não mudou absolutamente nada no que refere a crase; todas as regras permanecem as mesmas.
É erro grave colocar crase antes de nomes masculinos ou verbos ou pronomes, pois esses termos (salvo em raras exceções) não admitem artigo feminino. Estão erradas as construções: Vou à pé, ele está à sair, entrega à domicílio, venda à prazo, direi à ela, não contou à ninguém. Também não se usa crase quando a preposição a estiver seguida de palavra no plural: discursou a autoridades, presta socorro a vítimas. O mesmo vale para expressões em que já houver preposição antes da preposição a: foram até a praça, ficaram até as 19h.
Regra geral que dá conta da maioria dos casos: troca-se a palavra feminina por outra masculina. Se na substituição for usada a contração ao, haverá crase. Caso contrário, não: estar à janela porque se diz estar ao portão; às três horas porque se diz aos 42 minutos; entregou o documento a essa mulher porque não se diz entregou o documento ao esse homem; assistiu a uma boa peça porque não se diz assistiu ao um bom filme.
Em algumas poucas expressões é difícil substituir o termo feminino por outro masculino. Nesses casos, troca-se o a por outra preposição para ver se o artigo sobrevive: O carro virou à direita; porque se diz: O carro virou para a direita.
A substituição do feminino pelo masculino também não funciona para nomes de países ou cidades. Para saber se ir a Roma leva crase, substitua os verbos ir ou chegar por vir ou voltar. Se o resultado for a palavra da, haverá crase: Vou à França porque volto da França, mas vou a Roma porque volto de Roma.
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Veja a lista de locuções com e sem crase. Confira também casos especiais de crase.


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11 de janeiro de 2009

Emprego acadêmico dos artigos

Artigos são assunto sério
na revisão do texto.
Em primeiro lugar, é preciso distinguir os dois tipos de artigos existentes em português. Há os definidos (o, a, os, as) e os indefinidos (um, uma, uns, umas). Os primeiros individualizam com mais força os termos que qualificam: Alex Duras, o procurador do Estado tem sentido bem mais forte que Alex Duras, um procurador do Estado. A declaração de Alex Duras poderia ou não merecer registro apenas em função do artigo que qualifica seu cargo (FOLHA, adaptado).
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Artigo definido

Artigo definido obrigatório
  • Epítetos: Alexandre, o Grande; Maria, a Louca; Milton Santos, o famoso geógrafo.
  • Individualização: o artigo definido é necessário quando o termo por ele qualificado for algo determinado, único: Foi assassinado pelo irmão mais novo; comprou a arma no armazém. A supressão do artigo pode mudar o sentido da expressão: cair de cama (adoecer) e cair da cama (tombar), papel de imprensa (celulose) e papel da imprensa (função da mídia) (FOLHA, adaptado).
  • Generalização: o artigo definido é necessário em generalizações absolutas: O homem deve respeito ao semelhante.
  • Nomes de naves ou obras famosas: O Titanic, os Lusíadas, a Apolo-11;
  • Substantivação: o hoje, o amanhã, o deus-nos-acuda;
  • Todo, tudo: o adjetivo todo, com sentido de inteiro ou completude, exige artigo: O revisor já conferiu todo o capítulo. Exceções: quando puderem ser seguidos de termo que dispense artigo, como eles, expresso ou não: Todas as dissertações são boas – mas: Os três membros da banca, todos [eles] doutores, elogiarão sua dissertação.

Artigo definido facultativo

  • Nomes próprios: há gramáticas que recomendam usar artigo definido antes de nomes famosos: O Camões, O Collor, mas tal procedimento está em desuso. O artigo é usado apenas em linguagem bem familiar, nunca em texto acadêmico: O João já chegou? Mas deve ser usado no plural: Os Batistas, marido e mulher, são co-autores do livro.
  • Nomes de países e cidades; alguns exigem artigo e outros, não comportam, não há regra: O Brasil, a Itália, a França, o Cabo, o Cairo, Paris, Buenos Aires, Roma, Bangladesh. Há casos em que o emprego é facultativo: Minas Gerais ou as Minas Gerais (mais poético). Atenção pode ser dada à existência do artigo no nome oficial: Mato Grosso – e não: o Mato Grosso – que o nome oficial é Estado de Mato Grosso (sem artigo). Mas essa observação não constitui regra.
  • Títulos pessoais: O padre José largou a batina ou Padre José largou a batina.
  • Que interrogativo: O que você disse? ou Que está acontecendo?.
  • Repetição e oposição: a repetição do artigo confere força a certos pares opostos: O amor e o ódio, a morte e a vida, o pai e a mãe.
  • Nomes já modificados por qualificativos: recebeu notícias de sua mãe – ou: Recebeu notícias da sua mãe. É preferível a primeira forma, sem o artigo definido.
  • Apostos: Bush, presidente dos EUA, não morreu – ou: Bush, o presidente dos EUA, não morreu. A primeira forma é considerada mais correta, exceto quando a restrição apositiva for maior: Bush, o ex-presidente dos EUA, não morreu.
  • Nomes tomados em sua generalidade e definições: se não se emprega o artigo, a generalidade é mais ampla, com ele torna-se mais restrita: Escrever certo é difícil ou O escrever certo é difícil. Cardiologia é ramo da medicina que cuida do coração ou A cardiologia...

Artigo definido incorreto

  • Palavras que se referem à mesma pessoa: Rainha da Grã-Bretanha e Irlanda do Norte; e não Rainha da Grã-Bretanha e da Irlanda do Norte, O diretor da empresa e funcionário público e não O diretor da empresa e o funcionário público.
  • Provérbios: Os provérbios costumam omitir o artigo definido: Cão que ladra não morde.

Artigo indefinido

O artigo indefinido tem uso bastante restrito em português. O abuso constitui galicismo. Não é usado antes de outros qualificativos como outro, meio, tão, certo, igual.
Além da individualização fraca exposta acima, o indefinido serve para dar idéia aproximada de quantidade (Eram umas 20 pessoas).
Suprime-se o artigo indefinido do texto científico sempre que ele não for imprescindível. O texto acadêmico fica mais preciso, mais adequado à linguagem científica quando não se usa o artigo indefinido onde ele não é necessário.

3 de janeiro de 2009

Acordo Ortográfico


A frequência com que eles leem no voo é heroica!. Ao que tudo indica, a frase inicial desse texto possui pelo menos quatro erros de ortografia. Mas até o final do ano, quando deve entrar em vigor o Acordo Ortográfico da Língua Portuguesa, ela estará corretíssima. Os países-irmãos Angola, Brasil, Cabo Verde, Guiné-Bissau, Moçambique, Portugal, São Tomé e Príncipe e Timor-Leste terão, enfim, uma única forma de escrever.
As mudanças só vão acontecer porque três dos oito membros da Comunidade de Países de Língua Portuguesa (CPLP) ratificaram as regras gramaticais do documento proposto em 1990. Brasil e Cabo Verde já haviam assinado o acordo e esperavam a terceira adesão, que veio no final do ano passado, em novembro, por São Tomé e Príncipe.
Tão logo as regras sejam incorporadas ao idioma, inicia-se o período de transição no qual ministérios da educação, associações e academias de letras, editores e produtores de materiais didáticos recebam as novas regras ortográficas e possam, gradativamente, reimprimir livros, dicionários, etc.
O português é a terceira língua ocidental mais falada, após o inglês e o espanhol. A ocorrência de ter duas ortografias atrapalha a divulgação do idioma e a sua prática em eventos internacionais. Sua unificação, no entanto, facilitará a definição de critérios para exames e certificados para estrangeiros.
Com as modificações propostas no acordo, calcula-se que 1,6% do vocabulário de Portugal seja modificado.
No Brasil, a mudança será bem menor: 0,45% das palavras terão a escrita alterada. Mas apesar das mudanças ortográficas, serão conservadas as pronúncias típicas de cada país.
O que muda:

As novas normas ortográficas farão com que os portugueses, por exemplo, deixem de escrever húmido para escrever úmido. Também desaparecem da língua escrita, em Portugal, o c e o p nas palavras onde ele não é pronunciado, como nas palavras acção, acto, adopção, baptismo, óptimo e Egipto.
Mas também os brasileiros terão que se acostumar com algumas mudanças que, a princípio, parecem estranhas. As paroxítonas terminadas em o duplo, por exemplo, não terão mais acento circunflexo. Ao invés de abençôo, enjôo ou vôo, os brasileiros terão que escrever abençoo, enjoo e voo.
Também não se usará mais o acento circunflexo nas terceiras pessoas do plural do presente do indicativo ou do subjuntivo dos verbos crer, dar, ler, ver e seus decorrentes, ficando correta a grafia creem, deem, leem e veem.
O trema desaparece completamente. Estará correto escrever linguiça, sequência, frequência e quinquênio ao invés de lingüiça, seqüência, freqüência e qüinqüênio.
O alfabeto deixa de ter 23 letras para ter 26, com a incorporação do k, do w e do y e o acento deixará de ser usado para diferenciar pára (verbo) de para (preposição).
Outras duas mudanças: criação de alguns casos de dupla grafia para fazer diferenciação, como o uso do acento agudo na primeira pessoa do plural do pretérito perfeito dos verbos da primeira conjugação, tais como louvámos em oposição a louvamos e amámos em oposição a amamos, além da eliminação do acento agudo nos ditongos abertos ei e oi de palavras paroxítonas, como assembléia, idéia, heróica e jibóia.

Fonte: www.comunique-se.com.br/ BANDA NINIVE birigui-sp argeu http://www.myspace.com/bandaninive

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