21 de novembro de 2014

O revisor de textos, alguns pontos de vista

Esta postagem como objetivo considerar a tarefa de analisar e aperfeiçoar os textos alheios tendo em conta os diferentes contextos, principalmente o dos trabalhos acadêmicos que constituem nosso foco.

Vamos apresentar alguns pontos de vista sobre a revisão de teses e dissertações, compará-la a outros tipos de revisão de textos e nos estenderemos um pouco sobre alguns aspectos práticos e problemas de nossa atividade como revisores.
O texto escrito, tese ou dissertação, deve ser submetido a um bom revisor profissional.

Algumas questões sobre a revisão de textos

Qual o impacto das características pessoais do autor (experiência, profissionalismo, o humor do momento) para decidir como lidar com a revisão?

Saber quem é o autor do texto que temos em mãos, para revisar, é importante para todos os envolvidos no processo e resulta em benefício do serviço: para um escritor experiente, a revisão pode ser mais difícil, às vezes, outras vezes o que dá mais trabalho é o texto de um autor iniciante; mas, certamente, são dificuldades diferentes que os dois tipos de texto apresentam. Em geral, informações sobre o autor permitem que você direcione o trabalho, de algum modo. Se for o caso de um primeiro trabalho para um grande cliente, um autor importante, consideramos um aspecto significativo a situação pessoal do autor, tenta-se de dar ao texto atenção especial, visando captar e manter o cliente reconhecidamente produtivo, procura-se discutir com ele detalhes que possam ser relevantes no texto. Se for o caso de um escritor novato, trata-se, principalmente, de passar para ele as funções e limites do trabalho de revisão, fazê-lo entender as vantagens da cooperação inerente ao processo. Os dois casos ocorrem conosco: revisamos desde dissertações que são o primeiro texto longo de um pesquisador iniciante até teses de livre-docência: o ápice da carreira acadêmica.

16 de novembro de 2014

Inovação Tecnológica: O que isso tem a ver com você, revisor?

As contribuições da análise de discurso crítica e da multimodalidade à revisão textual.

A tecnologia alterou, profundamente, o trabalho do revisor, mas não apenas no que diz respeito à maior rapidez e eficiência de suas práticas oriunda das vantagens da editoração eletrônica. A revolução tecnológica, aliada ao aumento das práticas de escrita nas sociedades cada vez mais letradas, alterou também as preocupações verbais e não verbais desse profissional que, agora, deve considerar o texto em seu sentido mais amplo.
As árvores do conhecimento e as pirâmides da ciência ficam paralelas.
Os textos, na sociedade tecnológica e
multimidiática, devem ser revisados
sob paradigmas condizentes
com os da ciência contemporânea.
As inovações tecnológicas mudaram os modos de produção de textos. Falar em tecnologia no fazer textual é falar em mudança de suporte, em novos gêneros, em novos públicos consumidores de textos; é falar também de rápida disseminação de ideias e de ideologias e, logo, dos efeitos causais cada vez mais imprevisíveis desses textos; é falar do texto como novas e complexas semioses. Se as sociedades modernas são cada vez mais mediadas pela escrita, sobretudo, a digital, no mundo-rápido-moderno, a palavra revisão se renova, entrelaçando-se não mais somente com os pressupostos das prescrições gramaticais, mas com aqueles da Semiótica.
Paradoxalmente, toda essa evolução tecnológica que impactou as práticas da Revisão Textual trouxe de volta as antigas demandas feitas ao revisor: cultura geral e conhecimento de outras áreas para além da norma-padrão: a Línguística Textual e suas teorias de tipos e de gêneros cada vez mais inovadores e híbridos; a Sociolinguística e seus estudos das variações linguísticas; as Tecnologias da Informação e suas possibilidades de comunicação virtual, rápida, híbrida, predominantemente imagética e de longo alcance; e, como venho defendendo, a Análise de Discurso Crítica (ADC) e a Teoria da Semiótica Social da Multimodalidade (TSSM).

12 de novembro de 2014

Orientações aos orientadores

As funções do orientador vão desde a seleção dos alunos para o mestrado ou doutorado até a indicação do revisor de textos para a tese ou dissertação. Mas o principal papel dele será sempre conduzir o aluno ao melhor proveito possível durante o curso.

Para você ser um bom orientador, é necessário se relacionar com seus alunos de pós-graduação como indivíduos, não apenas como assistentes anônimos de pesquisa ou oportunidade para ser coautor de publicações. Trabalhe com todos os alunos de pós-graduação, não apenas aqueles com quem se sente mais confortável, ou que estão interessados nos problemas que você está mais entusiasmado.
O caos na mesa e nas ideias de que está fazendo dissertação...
Um dos principais papéis do
orientador é organizar o caos
que se instala na cabeça do
orientando.
Tente conhecer seus alunos, pessoalmente e profissionalmente. Ajude-os a identificar seus pontos fortes e fracos, para construir sobre os primeiros e superar os últimos. Faça-lhes avaliações honestas do trabalho e desempenho deles: não apenas assuma que eles sabem o que estão fazendo e o que você acha deles.
Leia este artigo e outros como ele com para descobrir com quais aspectos da experiência de pós-graduação seus alunos podem estar tendo problemas, ou podem não perceber a importância. Tente ver a experiência da perspectiva dos orientandos, o que será diferente para cada aluno, pois cada um tem recursos, talentos e objetivos diferentes.

As funções de orientador incluem

Orientar a pesquisa dos alunos: ajudando-os a selecionar um tema, a escrever uma proposta de pesquisa, um projeto ou mais de um, a realizar a pesquisa, avaliá-lo criticamente e ajudando-o a escrever a dissertação ou tese.
Envolvê-los na comunidade mais ampla de investigação: apresentá-los aos colegas, colaborando em projetos de pesquisa e discussões com eles, orientar sobre financiamentos de viagens de conferência, incentivando-os a publicar trabalhos, indicando-o a prêmios.
Encontrar apoio financeiro: proporcionar estágios de pesquisa ou ajudá-los a obter bolsas.
Encontrar com eles uma colocação depois da defesa: ajuda-los a encontrar pós-doutorado, vagas em corpo docente ou postos de trabalho na indústria; apoiar seus orientandos com boas recomendações e ajudá-los a fazer contatos.

10 de novembro de 2014

A revisão profissional de textos – diretivas gerais

A pessoa que tem o conhecimento básico e habilidades descritas nas páginas seguintes é capaz de trabalhar de forma independente e realizar uma revisão textual de qualidade.

As descrições que se seguem, bem como as da postagem que dará sequência a esta, permitem identificar as principais tarefas inerentes a revisão e a apresentação de um documento impresso ou eletrônico e combiná-los com base em sequência lógica de abordagem da revisão (revisão de fundo, revisão de forma, preparação de texto, e revisão de provas e revisão comparativa). No entanto, na prática, as sequências se sobrepõem e as variações são inevitáveis.
A formatação normatizada está incluída nas diretrizes de revisão.
As relações entre os componentes
textuais e intertextuais de todo
documento são passíveis da
intervenção do revisor.
Esta postagem tem sequência:

O caminho a ser seguido durante a revisão pode variar de um documento para outro e da adaptação um projeto para outra função, por exemplo, a qualidade do texto original, qualidade final desejada, práticas estabelecidas dentro da empresa ou organização, métodos e ferramentas de produção, a mídia selecionada e, claro, alocados os orçamentos são sempre variáveis a serem equacionadas e geridas.

Revisão e formatação de teses e dissertações há mais de dez anos.

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