21 de fevereiro de 2015

Revisão de textos, ilustrações e estética

Revisores de textos hoje trabalham com novos recursos, mas o ofício é o mesmo de sempre - mesmo sendo cada vez mais abrangente e complexo.

Revisores de textos: os vigilantes da língua

Revisores de texto percorrem as frases e as palavras com um olhar clínico, em busca de falhas gramaticais, defeitos de sintaxe ou erros ortográficos, as «gralhas», como lhes chamam na gíria, de forma a garantir a correção e o rigor exigidos pelas regras gramaticais adotadas na no meio acadêmico, bem como o respeito pela língua portuguesa. São incapazes de ler o jornal ou as legendas de um filme sem que as ditas "gralhas" lhes saltem à vista. Não é um defeito, talvez seja feitio profissional. Esses profissionais são os revisores de textos e são eles quem prepara, corrige e verifica os textos que se destinam a publicação, em suporte físico ou eletrônico, e que fazem parte de um diversificado leque de trabalhos que pode ir desde a obra literária até teses e dissertações, cada um com as suas particularidades e exigências.(Matriz).

A qualidade estética do
 texto é uma das preocupações
 do revisor.
É, sem dúvida, um trabalho de grande responsabilidade e em que, nomeadamente no caso dos trabalhos acadêmicos, por se lidar com textos que representam anos de investimento e trabalho de seus autores, uma pequena desatenção pode ter consequências graves ou originar dificuldades na hora da avaliação, defesa ou publicação – inclusive alguns constrangimentos.
Atualmente, a existência de corretores automáticos, nomeadamente em programas de tratamento de texto, tem ameaçado a profissão e, de certa maneira, tem suscitado a ideia de que o trabalho do revisor não é assim tão essencial. No entanto, essa ideia está muito longe da realidade e as empresas e instituições de ensino mais exigentes no que respeita à edição ou publicação de textos, como é o caso das universidades, não prescindem do trabalho destes profissionais que, com alguma frequência, detectam lapsos ou discrepâncias que os próprios autores dos textos não detectam em sucessivas leituras.
O trabalho do revisor pode passar por diversas fases: a marcação técnica, durante a qual o revisor lê o documento original e inclui diversas indicações de teor gráfico e linguístico de forma a preparar o trabalho para a fotocomposição, a leitura das provas, onde o texto composto é lido e comparado com o original, a contraprova, em que se verifica se as emendas decorrentes da leitura foram corretamente introduzidas, e a verificação da paginação, fase onde os documentos, depois de paginados, são novamente conferidos.
A simples colocação de uma vírgula, algo aparentemente pouco importante para a maioria das pessoas, pode dar azo a acesos debates e algumas angústias no meio de revisores.

A escrita acadêmica como requisito principal para a boa formação

O suporte para formação acadêmica é, boa parte, o texto. São textos em que as informações são assimiladas e textos produzidos para demonstrar o conhecimento apreendido ou produzido.

Quando se fala em produção científica, os primeiros critérios que vêm à cabeça são a quantidade e a qualidade de artigos produzidos. O conceito de qualidade, no entanto, geralmente leva em consideração apenas o fator de impacto dos trabalhos, a quantidade de vezes que são citados por outros cientistas. Mas outro tipo de qualidade vem sendo buscada pelos pesquisadores, inclusive para conquistar o fator de impacto: a qualidade textual, que depende do bom preparo e bagagem do aluno universitário, que permite a ele produzir trabalhos universitários com excelência, qualidade pode ser obtida mais facilmente ao se apoiar em uma minuciosa revisão do texto feita por um revisor profissional.
Revisão de textos integra o ciclo da redação acadêmica.
A produção de textos é processo
contínuo de realimentação e do
qual a revisão é um dos segmentos.
Embora existam muitas opiniões acerca da desgastada arte do estudo universitário, inclusive diversas considerando os fatores ligados à leitura e escrita, são poucas as investigações que se dedicam a avaliar o impacto dessas habilidades no desempenho acadêmico, demonstrando a necessidade da alfabetização funcional efetiva para desenvolver práticas como a compreensão de leitura e a capacidade expositiva-argumentativa (relatórios, pesquisas eletrônicas, escrevendo ensaios), que levam a melhores resultados acadêmicos – que, em grande parte, também garantem a permanência e a terminalidade no ensino superior. Considerando isso, tornou-se interessante ter uma visão geral sobre a deserção, em nível superior, a partir da perspectiva do letramento acadêmico, destacando os contrastes que ocorrem durante o processamento de leitura e escrita em diferentes níveis educacionais e os três tipos de práticas de letramento que causam dificuldades de aprendizagem: os hábitos de leitura dos estudantes, a divergência das construções teóricas de alfabetização entre professores e alunos e o método de avaliação.

20 de fevereiro de 2015

O papel do revisor de textos em trabalhos técnicos ou científicos e na comunicação on-line

A única certeza do revisor de textos é a de que vai deixar passar algum erro. Revisor procura erro, corrige erro, não vê algum erro e também incorre em erro.

Quem se aventura na revisão deve estar preparado para conviver com a ingratidão. Porque o revisor sabe o quão diferentes são os livros antes de passarem pelas suas mãos. Contudo, eles têm apenas um lugar minúsculo reservado para si na ficha técnica (quando têm).
A única certeza do revisor de textos é a de que vai deixar passar algum erro.
Na Web ou no papel, não basta que
as letras sejam bonitas, elas precisam
estar no lugar certo; conte sempre
com o serviço do revisor de textos.
Ao contrário de um tradutor, o nome do revisor não constitui um chamativo da obra, apesar do acréscimo de valor que dá aos livros que cinzela.
"Ser revisor de textos como principal ocupação profissional é ter uma vida diferente. É ver menos pessoas do que na maior parte dos outros trabalhos. É estar em casa grande parte do tempo. É não ter horários, mas prazos. É gozar do prazer de passar os dias a ler e ainda ser pago por isso. Um revisor é, por imperativo profissional, um leitor omnívoro. Um especialista das engrenagens da língua, desde as suas estruturas maiores até às suas partículas mais ínfimas, aos seus ossinhos e parafusos." Manuel M. Monteiro
O revisor é, no fundo, o escritor da sombra, o duplo do ator de cinema que entra em cena quando este não está preparado para o salto. Dependendo da margem que as editoras e os autores lhe concedem, dependendo também do seu perfil – mais ou menos intervencionista –, ele pode ser um mero reparador de erros ou alguém que reescreve frases, embelezando-as. Sim, o bom revisor deve amar as palavras. Não ser apenas um engenheiro ou um contabilista das mesmas. Só amando as palavras, as poderá lascar, aparar, envernizar, polir, perfumar.
Seria interessante publicar-se um livro de um grande escritor em estado de pré-revisão, de modo que os leitores compreendessem a importância do revisor.

Revisão de textos em enfoques psicogenético e psicolinguístico

Possibilidades de aplicação dos resultados da investigação psicolinguística à prática da revisão de textos.

Os enfoques psicogenéticos sobre a escrita e revisão de textos colocam em destaque os processos de produção, preparação e assimilação do texto como objeto cultural. Na década de 1980, a partir de tal marco teórico, abordou-se o estudo da escrita como processo de aquisição deste objeto específico. Estas investigações romperam definitivamente com a ilusão de transparência entre ensino e aprendizagem da língua escrita, de certa forma obliterando conceitos estabelecidos e limitantes de certo e errado.
Formatar tese e dissertação é na Keimelion.
A complexidade do processo
 de redação é a mesma que
 encontramos na revisão do texto.
É preciso reconstruir um saber construído em certo domínio para poder aplicá-lo a outro domínio; é necessária a reconstrução de um saber construído previamente com respeito a um domínio específico para poder adquirir outros conhecimentos do mesmo domínio que, de algum modo, foram registrados sem serem compreendidos; assim também a reconstrução do conhecimento que tem a criança da língua oral, para que possa utilizá-lo no domínio do escrito. Assim, finalmente, necessária a reconstrução do conhecimento sobre letramento para aplicá-lo na práxis revisional, rever a relação professor aluno no enfoque autor-revisor, não como mera projeção escalar, mas como sucedânea e agora como diálogo entre discursos privilegiados.
Pesquisou-se sobre a construção infantil do sistema de representação da escrita para compreender como o autor transforma seus conceitos sobre si, afastando-se da visão normativa que sinalizasse “o que falta” nos textos.
Em pesquisas posteriores ampliou-se o campo de questões sobre problemas como a segmentação de palavras, ortografia, pontuação e construção textual. Mostrou-se que as crianças pequenas (4-5 anos) já têm ideias claras sobre as características de diversos tipos de texto: podem tanto reconhecer de que tipo de texto se trata quando alguém o lê como plasmar muitas dessas qualidades em suas produções escritas. Da mesma forma os autores de textos científicos. Mas, em ambos os casos, essa ideias sobre os tipos de textos são inerentes aos usos que fazem de tal mídia, como produtores e autores, não do conhecimento teórico do objeto.

Revisão e formatação de teses e dissertações há mais de quinze anos.

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