Conceitos específicos de nossa revisão de textos

Conceitos não são rótulos ou nomes que damos às coisas, eles produzem uma orientação, uma nova direção para o pensamento. Assim, não podemos dizer que criar conceitos consiste apenas na invenção de uma nova palavra, mas sim na criação de uma nova forma de pensar.
Revisão de textos é procedimento altamente intelectualizado.
Cada revisor tem seus próprios
conceitos que serão afinados
com cada texto e autor.
Qualquer conceito é formado por uma multiplicidade de elementos,. com Com o conceito de revisão não é diferente. Considerando que aqui estamos trabalhando com os conceitos de multidisciplinaridade e multimodalidade, estamos pela senda da diversidade e, sempre, da complexidade.
Também estamos integrando neste complexo multiconceitual, na verdade um cipoal de termos, o conceito de multiescrita – um neologismo de origem inglesa (multi-script), uma junção do antepositivo multi-, cujo significado é o de algo numeroso, e escrita, cuja acepção, nesse, caso é de conjunto de signos que representa textualmente uma linguagem.

Nossas tipologias da revisão de textos

Revisão cooperativa

Há situações de escrita nas quais o processo de cooperação entre autor e revisor não é completamente dominado, por exemplo, nas instituições de ensino superior. A revisão cooperativa (ou colaborativa), a revisão do texto com a completa interação entre escritor e revisor, cria a situação de comunicação em que podem surgir pedidos de esclarecimento, com imediata resposta à demanda. Estamos falando de revisão de textos completamente integrada a reescrita autoral.
Não estamos falando tão somente de cooperação no sentido co-laborativo, fazer junto, laborar junto; estamos estendendo e ampliando o sentido de revisão cooperativa também no sentido da cooperação linguística, o princípio geral que dá conta da cooperação entre sujeitos em situação comunicacional.
Assim, partimos dos axiomas linguísticos (existência, identidade e identificação) e alcançamos os recursos de programa e mídias compartilhados que permitem a vinculação semântica sincrônica e abordagens de acordo com os custos e variáveis cognitivas e, segundo as habilidades dos sujeitos. A revisão de texto cooperativa torna possível a comparação das perspectivas de diferentes atores com foco no escritor e promove a atividade de revisão fundamentada remotamente. Permite a implementação de estratégias mais eficazes e atividades de compreensão de leitura para o reprocessamento da escrita em toda sua complexidade sintática e semântica.

O plágio, a mais comum das fraudes acadêmicas

O plágio é apenas um dos tipos de fraude acadêmica, talvez o mais comum e, certamente, o único em que o autor possa incorrer por desaviso.

Além do plágio, existem a contrafação de trabalhos (encomendar a alguém), a fraude documental, fraudes em concursos, e uma série de outras.
O plágio sempre fez parte do mundo acadêmico, mas sua prevalência – no sentido epidemiológico – tem se tornado alarmante. O plágio segue como tipo de fraude acadêmica mais comum. Sobre este assunto, já há literatura bem vasta, com as mais distintas abordagens: a da ciência da informação e comunicação científica (procurando inclusive criar programas e algoritmos para coibir a prática), a do direito de propriedade intelectual (e direito penal – ainda no sentido da coerção), abordagens da psicologia do comportamento de desvio, da ética profissional, dos meios administrativos e didáticos propostos por diversas entidades para detectar os plágios.
Copyleft.svg, domínio público.
Símbolo de copyleft.
Podem-se consultar pela internet incontáveis documentos sobre plágio em atividades acadêmicas, em quase todos os idiomas, além de infindáveis matérias jornalísticas sobre escândalos de plágio.
O combate a todo tipo de fraude acadêmica e, principalmente, ao mais recorrente deles, o plágio, tem sido constante na vida universitária. Com o advento da internet, que, se não mudou o mundo em essência, acelerou todos os processos nele já havidos, ocorreu exponencial recrudescimento de todo tipo de defraudação autoral, dada a facilidade de acesso e de imersão em textos alheios. 
Abundam informações concretas e rumores acerca da multiplicação dos casos de plágio em dissertações e teses pelo mundo todo; essas ocorrências tiveram verdadeiro boom no Brasil desde o concomitante advento da internet e da incrementação (quantitativa) dos cursos de graduação e pós. Também em outros tipos de trabalhos acadêmicos: trabalhos de disciplinas, relatórios de pesquisa, trabalhos de conclusão de curso de graduação, de cursos pagos de especialização – a fraude se verticalizou e se horizontalizou, atingindo toda a produção de textos. Não há dados sobre a frequência do fato, mas o plágio em trabalhos acadêmicos está se tornando problema cada vez mais candente e visível aos olhos dos corpos docente e discente das instituições, mas bem pouco admitido aos olhos obnubilados das autoridades acadêmicas. O mau uso da Internet propicia que fragmentos de documentos disponíveis na web sejam cortados de textos e se encontrem colados – sem qualquer tipo de paráfrase, interferência, ilação ou mesmo simples edição, além do mais grave: sem citação de autoria nem de fonte, nos textos acadêmicos. Ademais, é bem sabido que existem firmas especializadas e “profissionais” autônomos que oferecem teses ou dissertações prontas (praticamente todas com conteúdos plagiados) a quem quiser comprá-las. 

Pré-texto do trabalho acadêmico: da capa ao sumário

Sempre nos impressionam a dificuldade e os questionamentos que os estudantes encontram no que se refere às capas de seus trabalhos escolares. Não se trata de uma questão de fundo, de questão complicada ou questionamento estético - mas de mero cumprimento a um procedimento lógico e absolutamente corriqueiro, entretanto, dentre as centenas de postagens deste blog, é o tópico que mais aporta visitantes a nosso texto. Aqui eu vou tecer comentários quanto a visitação e quanto ao significado que ele pode ter.
Eis a ordem em que os elementos de uma tese ou dissertação se apresentam.
A ordem dos elementos pré-textuais é
quase sempre essa. Procure não inventar.
Só para se ter ideia de quanto o tema das capas desperta interesse, aqui vão alguns números: atualmente este blog está com pouco mais de 400 mil visitas, os dois títulos acima representam mais de 120 mil visitas. Muito obrigado a todos os visitantes: espero que tenhamos podido esclarecer suas dúvidas e contribuir, a nosso modo, com todos vocês. Mas há aqui quase 400 postagens, a maioria bem mais relevante que as referentes às capas!
Ainda demonstrando a importância do tema para os estudantes, observamos que os argumentos de pesquisa nos sites de busca que mais frequentemente trouxeram visitantes ao nosso blog foram: "capa abnt", "introdução", "capa de trabalho acadêmico"... São oito termos referentes às capas dentre os dez mais buscados.