26 de janeiro de 2012

Segurança para textos científicos: Dropbox

Antes da revisão do texto, claro que o trabalho tem que estar completo. Muitas vezes, os autores enfrentam problemas de segurança com os arquivos de sua tese ou dissertação, bem como dificuldades de acesso ao texto em qualquer parte, quer por não ter levado consigo computador portátil ou um simples pendrive.
Outras vezes, os equipametos enfrentam problemas: furtos de computadores, extravios de pendrive ou danos nos HDs e falhas causadas por vírus são algumas das causas de perda de arquivos ou mesmo teses inteiras.
Ao longo de vários anos revisando teses e dissertações, temos sabido das mais diversas histórias de danos ou perdas de trabalhos já bem adiantados.
O importante, ressaltamos, é que o autor mantenha o controle das versões atualizadas de seu texto, e multiplique as formas de arquivamento, sempre tendo uma alternativa de acesso e recuperação do texto mais recente.

Não temos nenhuma relação comercial com
a Dropbox, nossa recomendação é
completamente desinteressda.

O Dropbox é uma base de dados "nas nuvens" - isto é, na internet - onde se pode manter uma quantidade substancial de dados com facilidade e para acesso de qualquer computados, com bastante segurança e simplicidade.
Os procedimentos são bastante simples, basta acessar a página, fazer brevíssimo registro e baixar um programinha para instalar em seu computador. Será instalada uma pasta, como todas as demais, para a qual bastara mover o arquivo e ele será mantido lá para acesso de qualquer computador, a qualquer tempo - sempre à salvo de todo tipo de problema mencionado acima.
Temos usado esse serviço, gratuito, para segurança ampla de nossos próprios trabalhos e para que nenhum dos percalços sempre possíveis possa nos impedir de atender satisfatoriamente nossos clientes. Recomendamos esse serviço, sobretudo recomendamos que se tenha mais de um mecanismo de segurança com seus arquivos importantes, como os textos das teses e os bancos de dados.

20 de janeiro de 2012

Revisão de artigos científicos: complexidade textual

No panorama da revisão de artigos científicos, o tema da complexidade textual (CT) integra estudos sobre Leitura, incluindo pesquisas sobre compreensão e estratégias de leitura, sobre tipificação de leitores e sobre elementos linguísticos associados a dificuldades de compreensão de leitura.

Complexidade de artigos científicos
é fator a ser administrado.
Esta postagem apresenta fragmentos adaptados de
Maria José Bocorny Finatto

Embora esses estudos tenham gerado importantes contribuições, como a distinção entre complexidade informativa e complexidade linguística, permanecem escassos, no Brasil, os trabalhos baseados em corpora, realizados com grandes extensões de dados e apoio informatizado, dedicados a reconhecer características estruturais globais de textos mais ou menos complexos em função das habilidades ou condições de determinados tipos de leitores.
Essa escassez, conforme se pode interpretar, está relacionada a dois fatores. Primeiro, ao relativamente recente enfrentamento do objeto texto, geralmente preterido em função de enfoques dedicados a frases, palavras ou expressões sintagmáticas. Segundo, a uma pouca experiência com a manipulação computacional de grandes corpora, algo recente no âmbito dos Estudos da Linguagem no nosso país.
Considerando toda uma diversidade de fatores que poderiam ser evocados para indicar prováveis condicionantes da CT em textos especializados de diferentes perfis e as características dos gêneros ou dos registros envolvidos, pela conjunção de referenciais, parece ser possível realizar um movimento de reavaliação sobre a complexidade de textos que tenham mais ou menos terminologias – além de outros elementos, naturalmente.
Um item de destaque, nesses sistemas de medidas, é o índice Flesch (que pode ser obtido pelos usuários do Word). É uma das diferentes medidas de complexidade do texto associada à sua inteligibilidade para diferentes tipos de leitores. O resultado é um número de 0 a 100 que é assim mensurado (com a devida adaptação para o sistema escolar brasileiro feita pela equipe PorSimples):
  • muito fáceis índice entre 75 - 100, textos adequados para leitores com nível de escolaridade até a quarta série do ensino fundamental
  • fáceis índice entre 50 - 75, textos adequados a alunos com escolaridade até a oitava série do ensino fundamental
  • difíceis índice entre 25 - 50, textos adequados para alunos cursando o ensino médio ou universitário
  • muitos difíceis índice entre 0 - 25, textos adequados apenas para áreas acadêmicas específicas 
Veja outros artigos: A profissão do revisor de textosEm busca do texto perfeito - Informações gerais sobre nossos serviços

17 de dezembro de 2011

Revisão de textos: Pós-graduação na UNILESTE

Apresentamos os cursos de Pós-graduação Lato Senso da UNILESTE, com destaque para o de Revisão de Textos, em que temos colaborado desde 2009.
www.unilestemg.br/posgraduacao
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14 de novembro de 2011

O revisor de textos: aporte teórico

A legibilidade linguística de um texto é caracterizada pelos manuais de revisão textual como a finalidade a ser atingida pelos profissionais responsáveis pelo tratamento do texto com vistas a sua publicação. Não há, no entanto, maior atenção aos aspectos de textualidade no planejamento, construção e revisão de textos no trabalho de adequação à leitura e normalização no processo de publicação.
O autor e o revisor são malabaristas
que se equilibram na corda bamba
sobre os abismos do texto.
A formação do profissional do texto configura-se, já nos postulados e manuais linguísticos, como a proficiência no trabalho, predominantemente, com a competência gramatical, caracterizando o processo de revisão textual como uma “fiscalização” às inadequações gramaticais subjacentes aos escritos, sem refletir sobre suas implicações na construção e manutenção da textualidade e dos objetivos propostos, limitando o campo de atuação e a competência do revisor textual.
São escassos os excertos que podem ser citados e que primam pela manutenção da textualidade ligada aos fatores textuais, discursivos e estilísticos que devem dominar e empregar na revisão textual os profissionais do texto, denominados pelo autor como preparador de textos. As contradições dos objetivos do dizer e o que realmente é efetivado pelo pesquisador são ainda mais estanques quando na análise dos escritos é verificável um manual de estilo em que a preocupação é a não exaustividade, elecando e apresentando-se, porém, uma série de normas aplicáveis à forma de organização livresca e gramatical.
O profissional revisor de texto costuma ser equiparado ao preparador de originais, cujas habilidades e funções ultrapassam a do revisor textual. O profissional preparador realiza “atividades relativas à adequação do texto que dizem respeito à organização, normalização e revisão dos originais”, contribui também com a adequação e padronização da unidade física e editorial dos escritos, ainda sem tratamento gráfico e em contato com o autor, competência frequentemente realizada pelo revisor de textos. Cabe a ele, desse modo, conhecer e dominar as tarefas exercidas pelo revisor textual, ou seja, deve compreender os aspectos linguísticos em seus mais diversos níveis gramaticais, discursivos, textuais, semânticos e estilísticos, para que se possa realizar adequadamente a etapa do trabalho com textos e não apenas uma revisão quanto à forma e organização do material e preparação gramatical.

Leia também: Revisão de texto: o objeto - Revisão de traduções - Revisão textual ou revisão de textos?

12 de novembro de 2011

A profissão do revisor de textos

A profissão do revisor de textos não é assim tão simples. Tem lá suas nuanças. Ora o nome muda, ora o jeito se altera, assim como a remuneração. Vez ou outra alguém sai com aquele estereótipo do gramático chato. Quando alguém descobre que você é revisor, trata logo de tomar alguma destas atitudes: a. fala menos na sua frente; b. não escreve mais para você; c. começa a pedir desculpas no final dos textos; d. passa a monitorar a fala muito além do normal; e. faz perguntas esdrúxulas, como se você tivesse a obrigação de ser um dicionário de exceções ambulante.
O profissional de revisão de textos ajuda os autores a
acertarem melhor seus alvos.
Não raro param você no corredor para "dar aquela olhadinha" no convite de aniversário, no santinho da tia morta, se bobear, até na placa do carro. Ou reparam em qualquer placa na rua para pedir explicações sobre se aquilo "pode" ou "não pode".
Também não faltam lendas: a do cara que pôs na porta da oficina de bikes "conserto bicicleta e pinto". Ou a do açougueiro que achou melhor especificar: "vende-se frango-se". Vai saber. Há livros sérios sobre isso, esse "português popular", mas também há lendas em todo canto do Brasil.
A figura do revisor de textos é transparente. Parece que não está lá, mas está. Não fosse ela e a vida poderia ser pior, ao menos a leitura mais atravancada. Mas se o revisor tenta desobstruir o caminho do leitor, ao autor não soa tão bonzinho. Há autor que não viva sem um desses fiéis escudeiros, mas há, de outro lado, até grupo de extermínio formado por autores encapuzados loucos pela pele do revisor maldito.
Revisor de textos existe há muito tempo. Muito mais do que se pode pensar. Revisor de textos é uma espécie dessas que parecem extintas, mas que quando menos se espera, renascem dos grafites e das canetas. Quem diria que a internet ajudaria a dar mais fôlego a esse cara? Tudo bem que agora mais equipadinho, mas dono de práticas centenárias.
Revisor de textos merece até ser protagonista de livro importante. É necessário ler História do cerco de Lisboa, do abertíssimo José Saramago, para entender melhor em que universo vive um revisor de textos. A última palavra é do autor, o livro também tem lá sua autônoma autoridade, mas está ali um revisor que deixa ver bem quem é esse cara. Em geral, na vida real, uma mulher.
Revisor de textos empreendedor tem empresa própria e emite nota fiscal. Cumpre prazos e nunca tem final de semana. Trabalha em casa, é certo, mas tem lá suas descompensações. Do cliente viciado, que não deixa passar nada sem aquela consultadinha, nem que seja por telefone, até aquele cliente que surge do nada e quer o serviço para ontem. Em geral, aliás, é para ontem, se não para anteontem. Os prazos estão todos estourados, mas a vida não está ganha.
Fragmentos adaptados de

9 de novembro de 2011

Quem mexeu no meu texto?!

É o revisor quem mais sofre com as derrotas de um texto. Ele é o último homem (ou a última mulher) a ler o livro antes da fase de impressão gráfica, quando não há retorno…
Ronald Polito: A borrarcha.
Borracha, grafite,
3,7 x 2,8 x 0,8 cm - 2011
Monteiro Lobato dizia que a tarefa do revisor de textos era das mais ingratas. Que o erro ou a falha se escondiam durante o processo de confecção do livro para, depois de tudo pronto, aparecer na primeira página aberta, como um saci danado, pulando, debochando do revisor.
  • O revisor é um caçador de distrações. Uma de suas maiores alegrias (em que há uma pitada de vaidade) é encontrar deslizes do autor, perceber as gralhas que ninguém viu antes, corrigir detalhes que iam passar despercebidos.
  • O revisor revisa com amor.
  • O revisor sai de manhã, caneta em punho, em busca de verbos mal conjugados e vírgulas fugitivas.
  • O revisor revisa com dor.
  • O revisor chega em casa, à noite, com o coração cheio de parágrafos amputados e tópicos frasais remendados.
  • O revisor revisa com ardor.
  • O revisor enfrenta moinhos de vento que de fato moem o vento de palavras que o vento não leva. Madrugadas insones, manhãs e tardes quentes, noites chuvosas, o revisor vai pulando as linhas e entrelinhas do texto em busca das ciladas armadas sabe Deus por quem.
  • O revisor entrega o seu trabalho bem suado e abençoado. Recebe as moedas de prata que são, na verdade, moedas de ouro. Recolhe seus instrumentos de caça, enxuga o rosto, sorri. Sabendo que o autor poderá reclamar de suas intervenções, que poderá referir-se ao revisor, gritando: quem mexeu no meu texto?! O mérito da frase perfeita é do autor. O crime do erro cometido será do revisor.
  • O revisor, porém, não se considera um injustiçado.
  • O revisor vitimista abandonou a profissão no primeiro dia.
  • O verdadeiro revisor sabe que nasceu para ficar ali, na pior posição de todas.
  • Oços do ofíssio.
Gabriel Perissé, adaptado

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A necessidade de revisão:

Todo trabalho escrito, uma vez concluído, deve ser submetido a um revisor que não tenha interferido em nenhuma etapa de sua produção.

O autor, devido a sua familiaridade com o assunto e proximidade ao texto, quase sempre comete lapsos e equívocos que ele próprio não identifica em sucessivas leituras de seu trabalho.

Mesmo os orientadores acadêmicos formalmente responsáveis pelo acompanhamento da produção, pelos mesmos motivos anteriores, estão sujeitos a tais enganos e lapsos. É necessário que as revisões sejam feitas por profissionais experientes, compromissados com prazos e munidos dos recursos mais modernos da informática no apoio à revisão.

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Keimelion, revisores acadêmicos

A Keimelion é especializada em revisão de textos de todos os gêneros literários e científicos: teses, dissertações, monografias, artigos, relatórios; fazemos também a preparação de textos, composição, criação de capas e providenciamos a edição de trabalhos acadêmicos em forma de livro a ser impresso sob demanda.

A Keimelion possui vasta experiência nos trabalhos que executa, já havendo prestado serviços a prestigiosas instituições, como o Instituto René Rachou, Fundação de Desenvolvimento de Pesquisa (FUNDEP) e o Centro de Desenvolvimento e Planejamento Regional (CEDEPLAR) da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), Fundação Educativa de Rádio e TV de Ouro Preto (ligada à UFOP), bem como a numerosos pesquisadores, em caráter pessoal.

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